Mais uma referência a António Saramago, enólogo também da Adega Cooperativa do Fundão. Chamo a atenção para a desvalorização do carvalho português, relativamente ao carvalho francês. Na Beira Interior, em particular no concelho do Fundão há condições explendidas para a produção de carvalho, com aproveitamento industrial, por exemplo para produção de vasilhame para estágio e fundamentalmente por inércia limitamo-nos a adquirir o vasilhame para estágio de vinhos de qualidade à França. Ainda bem que os agricultores franceses aproveitam, mas o carvalho da Beira Interior dá um aroma e sabor ao vinho, superior ao do carvalho francês, basta recordar-nos de vinhos produzidos na Beira Interior, com estágio em pipas de carvalho da Beira Interior, que se traduziam em verdadeiros néctares. Por onde anda o Ministério da Agricultura? É feita investigação nesta área? Pobre País, que vê desperdiçar os seus recursos sem que os agricultores sejam orientados, relativamente à produção. Para cúmulo, no plano de reflorestação da Gardunha o peso e papel atribuído ao carvalho é mínimo, numa área em que em menos de 20 anos é possível produzir este tipo de madeira para aproveitamento industrial.
in: Visão nº 580 de 15 a 21 de Abril de 2004
António Saramago é um dos grandes enólogos portugueses, que hoje presta assistência enológica a produtores, sobretudo nas regiões de Palmeia e Alentejo. Saramago conhece bem os Moscatéis de Setúbal, os tintos da casta 'periquita` ou os vinhos robustos alentejanos. As suas intervenções técnicas têm revelado alto grau de profissionalismo e justas decisões enológicas. Saramago deu agora um novo passo, lançando no mercado vinhos com a sua assinatura
-
«Escolha António Saramago». Já apreciei a sua estreia absoluta, um vinho tinto Palmeia DOC colheita 2001, elaborado a partir da casta Castelão (vulgo, 'periquita'), de vinhas velhas de 1baixo rendimento, que surgiu em grande forma. Há dois aspectos muito curiosos neste vinho. Primeiro, a vinificação clássica, de curtimenta completa das uvas que não foram desengaçadas. Segundo, é que apesar da metodologia pura e dura, o vinho surgiu elegante, macio, taninoso com os seus mais de 14% vol. álcool. É um vinho moderno feito à moda antiga, que beneficiou do estágio de 12 meses em excelente madeira de carvalho francês.
António Saramago está de parabéns por estas sete mil garrafas de um grande
periquita. José A. Salvador
Quem produz: António Saramago, Rua José Maria
da Fonseca, lote-6-7, Azeitáo;
parcialmente comercializado
pelo Clube Reserva 1 500/Sogrape,
Tel.: 227 850 300.
Cifrões: €13,50
segunda-feira, abril 26, 2004
domingo, abril 25, 2004
O Jornal do Fundão de 25/3/2004 reproduziu uma entrevista com António Saramago, apresentado como enólogo colaborador da Adega Cooperativa do Fundão e responsável pela selecção de vinhos que a mesma adega tem apresentado. A divulgação da entrevista, mas principalmente da informação de que António Saramago é enólogo da AC do Fundão, parece-me ser meritória e significativa, para a orientação de consumidores. Hoje em dia, alguns produtos, são muito valorisados quando conhecemos os responsáveis pela sua selecção. No domínio dos vinhos isso é praticamente indispensável, pela dificuldade técnica de um consumidor comum conseguir chegar à caracterisação do produto. Transcrevo uma opinião sobre alguns vinhos seleccionados por António Saramago, embora não se refira o Fundanus, lançado posteriormente e magnificamente caracterizado por António Saramago, na entrevista referida.
in:
quetalovinho.blogspot.com/ 2003_10_01_quetalovinho_archive.html
27 Outubro 2003
Os Vinhos de António Saramago
(Experiência enogastronómica apoiada pelos patrocinadores habituais).
"Espumante ACR 2001" - Travo com perfil tradicional para o género. Muito gasoso. Sendo da zona de Redondo, não está mal.
"Merus, Arinto 2002, Branco" - Doce e rude. Serão características compatíveis, no mesmo vinho ? Talvez acompanhando com umas tâmaras com chouriço ou umas ameixas com queijo terrincho.
"Tapada de Coelheiros, 2002, Branco" - Tem o prolongamento do chardonnay, sem a desvantagem de ser manteigoso.
"Tapada de Coelheiros, Chardonnay, 2002" - Muito intenso e complexo. Por isso, pela peculiaridade da casta, talvez deva ser somente usado para aperitivo ou talvez mesmo, sem mais aperitivos. É, em todo o caso, reservado a apreciadores de chardonnay.
"Hero dos Avós, Garrafeira, 1999, Tinto" - O agridoce de Setúbal. Áspero, mas bem compostinho. Vai longe. Talvez devesse ter ido mais longe antes de ser aberto e bebido.
"Quinta do Alqueve, Syrah 2001" - Há algum vinho mais áspero que este ? Em todo o caso, mais quatro graus de álcool e podia muito bem confundir-se com um Porto Vintage.
"Licoroso ACR - 30 anos" - Aroma animal, com notas de couro, dizia o LP.
posto por: pv / 12:31
Adega Cooperativa do Fundão C.R.L.
Conquistou em 1957, 1968, 1982 o 1º Prémio de Vinho (Concurso do melhor vinho tinto dos anos mencionados da J.N.V.).
Em Julho de 1992, no 38º Concurso Internacional, em Ljubljana- "VINO 92" obteve "Dois Grandes Diplomas de Honra, com medalha de ouro", com os vinhos:
- Praça Velha - Reserva de 1985
- Cova da Beira V.Q.P.R.D. (1990)
- No 56º Concurso do I.V.V. "O Melhor Vinho à Produção de 1992", obteve o 1º Prémio no Vinho Branco e no Vinho Tinto.
- No 57º Concurso do I.V.V. "O Melhor Vinho à Produção de 1993", obteve o 1º Prémio no Vinho Branco.
- No 58º Concurso do I.V.V. "O Melhor Vinho à Produção de 1994", obteve o 3º Prémio no Vinho Branco.
in:
quetalovinho.blogspot.com/ 2003_10_01_quetalovinho_archive.html
27 Outubro 2003
Os Vinhos de António Saramago
(Experiência enogastronómica apoiada pelos patrocinadores habituais).
"Espumante ACR 2001" - Travo com perfil tradicional para o género. Muito gasoso. Sendo da zona de Redondo, não está mal.
"Merus, Arinto 2002, Branco" - Doce e rude. Serão características compatíveis, no mesmo vinho ? Talvez acompanhando com umas tâmaras com chouriço ou umas ameixas com queijo terrincho.
"Tapada de Coelheiros, 2002, Branco" - Tem o prolongamento do chardonnay, sem a desvantagem de ser manteigoso.
"Tapada de Coelheiros, Chardonnay, 2002" - Muito intenso e complexo. Por isso, pela peculiaridade da casta, talvez deva ser somente usado para aperitivo ou talvez mesmo, sem mais aperitivos. É, em todo o caso, reservado a apreciadores de chardonnay.
"Hero dos Avós, Garrafeira, 1999, Tinto" - O agridoce de Setúbal. Áspero, mas bem compostinho. Vai longe. Talvez devesse ter ido mais longe antes de ser aberto e bebido.
"Quinta do Alqueve, Syrah 2001" - Há algum vinho mais áspero que este ? Em todo o caso, mais quatro graus de álcool e podia muito bem confundir-se com um Porto Vintage.
"Licoroso ACR - 30 anos" - Aroma animal, com notas de couro, dizia o LP.
posto por: pv / 12:31
Adega Cooperativa do Fundão C.R.L.
Conquistou em 1957, 1968, 1982 o 1º Prémio de Vinho (Concurso do melhor vinho tinto dos anos mencionados da J.N.V.).
Em Julho de 1992, no 38º Concurso Internacional, em Ljubljana- "VINO 92" obteve "Dois Grandes Diplomas de Honra, com medalha de ouro", com os vinhos:
- Praça Velha - Reserva de 1985
- Cova da Beira V.Q.P.R.D. (1990)
- No 56º Concurso do I.V.V. "O Melhor Vinho à Produção de 1992", obteve o 1º Prémio no Vinho Branco e no Vinho Tinto.
- No 57º Concurso do I.V.V. "O Melhor Vinho à Produção de 1993", obteve o 1º Prémio no Vinho Branco.
- No 58º Concurso do I.V.V. "O Melhor Vinho à Produção de 1994", obteve o 3º Prémio no Vinho Branco.
quarta-feira, abril 14, 2004
Compotas- Sabores da Gardunha.
Finalmente a Casa de Mateus vai ter concorrência no fornecimento de compotas à Industria Hoteleira e talvez desta forma, retorne à qualidade a que habitou os consumidores, mas que nos últimos anos transformou num produto banal. Na Estalagem das Amoras, em Proença a Nova, nos pequenos almoços, a Casa de Mateus e os sabores da Gardunha são apresentados como produtos concorrentes e assim os utentes podem tomar contacto com um produto que, actualmente, deixa a milhas de distância a confeitaria da Casa de Mateus, os Sabores da Gardunha. Tive oportunidade de experimentar uma geleia de pétalas de rosas, doce de amora silvestre e doce de cereja, dos Sabores da Gardunha, muito bem apresentados em pequenas embalagens individuais de vidro e com a composição de 50% de fruta e 50% de açucar, sem conservantes, nem corantes, nem homogeneizadores. Simplesmente divinal e que recomendo vivamente, em substituição da Casa de Mateus, em embalagens de plástico, preparadas em Alfragide (Amadora), muito longe de Vila Real, onde nasceram e se desenvolveram, completamente industrializado, com múltiplos E's. É bom ver singrar as empresas e os produtos da Beira Interior. Esperemos que consigam manter o nível de qualidade actual.
in: Voz do Campo
Arquivo: Edição Janeiro 2004
SECÇÃO: Empresas
Sabores da Gardunha - Alcongosta (Fundão)
Sabores da Gardunha já se afirmaram no mercado
2003 foi o ano de afirmação no mercado dos produtos Sabores da Gardunha, de Luís Martins, fruto da empresa que criou há pouco tempo em Alcongosta, aproveitando sobretudo os recursos frutícolas da região para a feitura de compotas.
Mecanizar para dar um acabamento ainda melhor ao produto final
Os bons resultados do ano que agora termina desde já abrem boas perspectivas para 2004 onde a palavra de ordem será a de continuar com qualidade na produção, levando o empresário a ponderar a hipótese de ampliar a produção e mecanizar alguns sectores para obter um acabamento ainda melhor do produto final.
Finalmente a Casa de Mateus vai ter concorrência no fornecimento de compotas à Industria Hoteleira e talvez desta forma, retorne à qualidade a que habitou os consumidores, mas que nos últimos anos transformou num produto banal. Na Estalagem das Amoras, em Proença a Nova, nos pequenos almoços, a Casa de Mateus e os sabores da Gardunha são apresentados como produtos concorrentes e assim os utentes podem tomar contacto com um produto que, actualmente, deixa a milhas de distância a confeitaria da Casa de Mateus, os Sabores da Gardunha. Tive oportunidade de experimentar uma geleia de pétalas de rosas, doce de amora silvestre e doce de cereja, dos Sabores da Gardunha, muito bem apresentados em pequenas embalagens individuais de vidro e com a composição de 50% de fruta e 50% de açucar, sem conservantes, nem corantes, nem homogeneizadores. Simplesmente divinal e que recomendo vivamente, em substituição da Casa de Mateus, em embalagens de plástico, preparadas em Alfragide (Amadora), muito longe de Vila Real, onde nasceram e se desenvolveram, completamente industrializado, com múltiplos E's. É bom ver singrar as empresas e os produtos da Beira Interior. Esperemos que consigam manter o nível de qualidade actual.
in: Voz do Campo
Arquivo: Edição Janeiro 2004
SECÇÃO: Empresas
Sabores da Gardunha - Alcongosta (Fundão)
Sabores da Gardunha já se afirmaram no mercado
2003 foi o ano de afirmação no mercado dos produtos Sabores da Gardunha, de Luís Martins, fruto da empresa que criou há pouco tempo em Alcongosta, aproveitando sobretudo os recursos frutícolas da região para a feitura de compotas.
Mecanizar para dar um acabamento ainda melhor ao produto final
Os bons resultados do ano que agora termina desde já abrem boas perspectivas para 2004 onde a palavra de ordem será a de continuar com qualidade na produção, levando o empresário a ponderar a hipótese de ampliar a produção e mecanizar alguns sectores para obter um acabamento ainda melhor do produto final.
domingo, abril 11, 2004
Lontras no Ocreza
Durante esta semana, num café em Proença a Nova, encontrei em exposição uma Lontra embalsamada, cuja foto reproduzo:
O referido café fica próximo do Ocreza, sendo de presumir que foi nesse habitat que a referida lontra foi abatida.
Por informações recolhidas esta Lontra terá sido morta, no decurso a uma caçada a raposas, já há alguns anos. Nesse mesmo café encontram-se igualmente em exposição, também embalsamados, uma raposa, um ginete, um pato bravo e uma perdiz.
Justifica-se, penso eu, que seja utilizado o Museu de História Natural, para exibir estes exemplares, devidamente identificados, para que os eventuais visitantes tenham oportunidade de conhecer a História Natural da região. Ao mesmo tempo, em vez de se exibirem como troféus de caça deve ser dada formação aos jovens e aos caçadores para a importância de se defenderem e protegerem estas espécies, em vez de se abaterem. Não basta existir legislação que proiba o abatimento e sanções penalizadoras é preciso que os caçadores, antes de receberem as respectivas licenças sejam formados sobre a importância da protecção das espécies. Também, se quisermos captar turismo teremos que ter algo para oferecer e um dos elementos poderá ser informação e conhecimento sobre o nosso património natural.
Durante esta semana, num café em Proença a Nova, encontrei em exposição uma Lontra embalsamada, cuja foto reproduzo:
O referido café fica próximo do Ocreza, sendo de presumir que foi nesse habitat que a referida lontra foi abatida.
Por informações recolhidas esta Lontra terá sido morta, no decurso a uma caçada a raposas, já há alguns anos. Nesse mesmo café encontram-se igualmente em exposição, também embalsamados, uma raposa, um ginete, um pato bravo e uma perdiz.
Justifica-se, penso eu, que seja utilizado o Museu de História Natural, para exibir estes exemplares, devidamente identificados, para que os eventuais visitantes tenham oportunidade de conhecer a História Natural da região. Ao mesmo tempo, em vez de se exibirem como troféus de caça deve ser dada formação aos jovens e aos caçadores para a importância de se defenderem e protegerem estas espécies, em vez de se abaterem. Não basta existir legislação que proiba o abatimento e sanções penalizadoras é preciso que os caçadores, antes de receberem as respectivas licenças sejam formados sobre a importância da protecção das espécies. Também, se quisermos captar turismo teremos que ter algo para oferecer e um dos elementos poderá ser informação e conhecimento sobre o nosso património natural.
terça-feira, abril 06, 2004
in: http://www.ipa.min-cultura.pt/news/news/2000/Gravura_paleolitica_Centro_SulComunicado de Imprensa
6 de Setembro de 2000:
Descoberta Arte Paleolítica ao ar livre, com mais de 20.000 anos, no Centro / Sul de Portugal
No âmbito do acompanhamento das obras de construção da SCUT da Beira Interior (prolongamento do IP6, entre Mouriscas e Gardete), foram descobertos diversos painéis de Arte Rupestre, de diferentes épocas, incluindo o primeiro achado de arte paleolítica de ar livre no sul de Portugal, onde até ao momento apenas se conhecia arte parietal na gruta do Escoural. Trata-se de uma representação de equídeo (cavalo) figurado em perfil absoluto. É uma gravura isolada, num pequeno painel do manto xisto-grauváquico rasgado pelas águas do Ocreza, muito patinada, de estilo claramente paleolítico, que pode ser paralelizada com algumas das gravuras das fases antigas da Arte do Côa e mesmo do Escoural (também da sua fase antiga). Enquadrável nos períodos Gravettense ou Solutrense antigo (antigo estilo II de Gourhan), terá mais de 20.000 anos. Amplia-se assim o conhecimento da arte paleolítica de ar livre, cuja difusão pela Península Ibérica será muito mais ampla do que até agora se suspeitava. Trata-se também da primeira gravura paleolítica na área do complexo de arte rupestre do Vale do Tejo, aparecendo precisamente numa das suas "pontas". Este facto sugere igualmente a necessidade de uma revalorização da arte do Tejo, cujas fases mais arcaicas poderão ainda ser integradas no Paleolítico superior.
Este achado foi possível no âmbito da colaboração entre o CEIPHAR - Centro Europeu de Investigação da Pré-História do Alto Ribatejo (responsável pelo acompanhamento arqueológico da obra, e sediado no Instituto Politécnico de Tomar) e o CNART - Centro Nacional de Arte Rupestre (Ministério da Cultura, responsável pelo estudo da arte do vale do Tejo). O CNART realizará brevemente o levantamento das gravuras do Ocreza já identificadas, prosseguindo os trabalhos de prospecção na zona.
Deve sublinhar-se que esta descoberta foi tornada possível pela boa articulação entre os trabalhos arqueológicos e as obras de construção da estrada, e que todos os painéis identificados serão preservados no local. Para o efeito, o ACESTRADA (dono da obra), para além de custear os trabalhos arqueológicos, desviou eventuais caminhos de acesso que pudessem afectar as gravuras.
6 de Setembro de 2000:
Descoberta Arte Paleolítica ao ar livre, com mais de 20.000 anos, no Centro / Sul de Portugal
No âmbito do acompanhamento das obras de construção da SCUT da Beira Interior (prolongamento do IP6, entre Mouriscas e Gardete), foram descobertos diversos painéis de Arte Rupestre, de diferentes épocas, incluindo o primeiro achado de arte paleolítica de ar livre no sul de Portugal, onde até ao momento apenas se conhecia arte parietal na gruta do Escoural. Trata-se de uma representação de equídeo (cavalo) figurado em perfil absoluto. É uma gravura isolada, num pequeno painel do manto xisto-grauváquico rasgado pelas águas do Ocreza, muito patinada, de estilo claramente paleolítico, que pode ser paralelizada com algumas das gravuras das fases antigas da Arte do Côa e mesmo do Escoural (também da sua fase antiga). Enquadrável nos períodos Gravettense ou Solutrense antigo (antigo estilo II de Gourhan), terá mais de 20.000 anos. Amplia-se assim o conhecimento da arte paleolítica de ar livre, cuja difusão pela Península Ibérica será muito mais ampla do que até agora se suspeitava. Trata-se também da primeira gravura paleolítica na área do complexo de arte rupestre do Vale do Tejo, aparecendo precisamente numa das suas "pontas". Este facto sugere igualmente a necessidade de uma revalorização da arte do Tejo, cujas fases mais arcaicas poderão ainda ser integradas no Paleolítico superior.
Este achado foi possível no âmbito da colaboração entre o CEIPHAR - Centro Europeu de Investigação da Pré-História do Alto Ribatejo (responsável pelo acompanhamento arqueológico da obra, e sediado no Instituto Politécnico de Tomar) e o CNART - Centro Nacional de Arte Rupestre (Ministério da Cultura, responsável pelo estudo da arte do vale do Tejo). O CNART realizará brevemente o levantamento das gravuras do Ocreza já identificadas, prosseguindo os trabalhos de prospecção na zona.
Deve sublinhar-se que esta descoberta foi tornada possível pela boa articulação entre os trabalhos arqueológicos e as obras de construção da estrada, e que todos os painéis identificados serão preservados no local. Para o efeito, o ACESTRADA (dono da obra), para além de custear os trabalhos arqueológicos, desviou eventuais caminhos de acesso que pudessem afectar as gravuras.
sexta-feira, abril 02, 2004
LONTRA
Há lontras na Beira Interior?
Pelo que conheço da região e por informações que tenho obtido junto de camponeses, a lontra frequenta as charcas e barragens, da zona da Gardunha, em que os respectivos propritários promoveram ad hoc o povoamento piscícola. A identificação e localização da lontra é muito difícil, porque tem uma vida nocturna, mas a localização e identificação de dejectos é relativamente acessível. Utilizando fotografia aérea, recorrendo ao serviço do SNIG, poderemos localizar todas as charcas e barragens na bacia hidrográfica alargada do Ocreza. A informação sobre o eventual povoamento piscícola pode ser feita por avaliação directa ou colhendo informações junto da população residente. Tenho conhecimento de que na região de Castelo Novo, numa área em que existem várias charcas há informação da presença de lontras. Num café em Póvoa da Atalaia, entre outros animais embalsamados, é exibida uma lontra morta junto a uma barragem na Orca. Nesse mesmo café, foram retiradas e destruídas várias aves embalsamadas, com receio de intervenção das autoridades. Sugiro que o Museu de História Natural, instalado na Escola Secundária Nuno Álvares, cujo principal acervo veio do Colégio de S. Fiel, quando o mesmo foi extinto em 1910, esteja mais atento a estas situações e promova a recolha dispersa destes materiais. Também, justifica-se que o Museu de História Natural ganhe vida própria e não esteja sujeito às limitações que resultam da sua instalação numa Escola Secundária. Poderei dar como exemplo Sines, em que partindo do zero se avançou para a recolha de materiais de História Natural, foram instaladas em dependência própria,criada no Castelo e hoje é uma sala de visitas de passagem obrigatória. Nesse espaço foi recriado o habitat natural da lontra, que frequenta os regatos na costa do sudoeste alentejano. Investigue-se e os resultados virão a seguir, não podemos é ficar à espera que os turistas nos visitem, se não tivermos nada para lhes oferecer. Poderemos oferecer conhecimento, ecologia, história natural, criando condições para de forma segura e cómoda a nossa região seja divulgada. Sabia da existência do Museu de História Natural, em Castelo Branco?
In: Reconquista
Associação Outrem garante
Há lontras no Ocreza
A Associação Cultural Outrem garante que existem lontras no Rio Ocreza, a poucos quilómetros de Castelo Branco. Uma descoberta importante, até porque aquela espécie é protegida pela convenção europeia de Berna.
Uma lontra de cerca de sete quilogramas foi descoberta no rio Ocreza, a poucos quilómetros de Castelo Branco, pelos responsáveis da Associação Cultural Outrem. De acordo com José Carlos Moura, presidente daquele organismo, “o animal, protegido pela Convenção de Berna, foi visto perto do Salgueiro do Campo, a cerca de três metros da margem onde nos encontrávamos, mas não foi possível fotografá-la”.
A desenvolver o projecto Ocreza-Rio Vivo, a Associação Cultural Outrem considera a descoberta como muito importante, até porque “segundos testemunhos recolhidos por nós, há mais de 20 ou 30 anos que não era vista qualquer lontra nas margens do Ocreza”. O animal, com cerca de 70 centímetros e sete quilogramas de peso é uma espécie protegida e José Carlos Moura teme que algumas pessoas possam vir a prejudicar o seu habitat. “Os principais inimigos das lontras são a poluição e as pessoas. Por isso, é importante que não se deite lixo nas margens do rio, o que ainda acontece sobretudo com materiais usados na construção civil. Além disso, é importante que as pessoas que procuram avistar as lontras o façam com cuidado, não prejudicando a sua vida, fazendo os seus passeios em silêncio”, justifica José Carlos Moura.
De acordo com o presidente da Outrem, no capítulo da limpeza, “há um plano para limpar os caminhos que conduzem ao Rio Ocreza, e que envolve os próprios Serviços Municipalizados de Castelo Branco”. José Carlos Moura sublinha também que “é provável que aquela lontra não seja única no Ocreza”. O seu aparecimento vem também comprovar a existência de peixe no rio, uma vez que é esse o alimento das lontras, e que não existe muita poluição naquelas águas.
Projecto Ocreza A descoberta da lontra vem dar um novo alento ao projecto que está a ser desenvolvido pela Associação Cultural Outrem, e que passa por fazer um levantamento de percursos ao longo do Rio Ocreza, por criar uma página de Internet e por tornar as margens do Ocreza mais impas. “O trabalho de campo já está praticamente concluído, após termos percorrido muitos quilómetros ao longo do leito do rio. A nossa ideia passa por lançar um guia turístico, que integrará também o material recolhido nas nossas expedições, assim como os percursos pedestres que podem ser feitos”, justifica.
José Carlos Moura lembra mesmo que “no Verão será feito um curso de guias da natureza, em colaboração com os serviços municipalizados será feita uma limpeza sistemática dos caminhos que conduzem ao rio”. A abertura oficial dos percursos será feita em Junho e segundo aquele responsável “toda a informação disponível vai ser apresentada na página internet www.rvj.pt/ocreza ”. O projecto envolve ainda a colocação de placas indicativas dos percursos pedestres. “A ideia passa por desenvolver este projecto ao longo dos próximos anos”, acrescenta.
O programa Ocreza-Rio Vivo tem os apoios da Câmara de Castelo Branco, Instituto Português da Juventude, Serviços Municipalizados e da empresa RVJ - Editores. Recorde- se que além deste projecto, a Outrem tem em mãos outros desafios, como o lançamento da segunda edição do livro Sentinela da Cidade, que retrata a história do bairro do Castelo, um dos mais carismáticos da cidade.
João Carrega
Há lontras na Beira Interior?
Pelo que conheço da região e por informações que tenho obtido junto de camponeses, a lontra frequenta as charcas e barragens, da zona da Gardunha, em que os respectivos propritários promoveram ad hoc o povoamento piscícola. A identificação e localização da lontra é muito difícil, porque tem uma vida nocturna, mas a localização e identificação de dejectos é relativamente acessível. Utilizando fotografia aérea, recorrendo ao serviço do SNIG, poderemos localizar todas as charcas e barragens na bacia hidrográfica alargada do Ocreza. A informação sobre o eventual povoamento piscícola pode ser feita por avaliação directa ou colhendo informações junto da população residente. Tenho conhecimento de que na região de Castelo Novo, numa área em que existem várias charcas há informação da presença de lontras. Num café em Póvoa da Atalaia, entre outros animais embalsamados, é exibida uma lontra morta junto a uma barragem na Orca. Nesse mesmo café, foram retiradas e destruídas várias aves embalsamadas, com receio de intervenção das autoridades. Sugiro que o Museu de História Natural, instalado na Escola Secundária Nuno Álvares, cujo principal acervo veio do Colégio de S. Fiel, quando o mesmo foi extinto em 1910, esteja mais atento a estas situações e promova a recolha dispersa destes materiais. Também, justifica-se que o Museu de História Natural ganhe vida própria e não esteja sujeito às limitações que resultam da sua instalação numa Escola Secundária. Poderei dar como exemplo Sines, em que partindo do zero se avançou para a recolha de materiais de História Natural, foram instaladas em dependência própria,criada no Castelo e hoje é uma sala de visitas de passagem obrigatória. Nesse espaço foi recriado o habitat natural da lontra, que frequenta os regatos na costa do sudoeste alentejano. Investigue-se e os resultados virão a seguir, não podemos é ficar à espera que os turistas nos visitem, se não tivermos nada para lhes oferecer. Poderemos oferecer conhecimento, ecologia, história natural, criando condições para de forma segura e cómoda a nossa região seja divulgada. Sabia da existência do Museu de História Natural, em Castelo Branco?
In: Reconquista
Associação Outrem garante
Há lontras no Ocreza
A Associação Cultural Outrem garante que existem lontras no Rio Ocreza, a poucos quilómetros de Castelo Branco. Uma descoberta importante, até porque aquela espécie é protegida pela convenção europeia de Berna.
Uma lontra de cerca de sete quilogramas foi descoberta no rio Ocreza, a poucos quilómetros de Castelo Branco, pelos responsáveis da Associação Cultural Outrem. De acordo com José Carlos Moura, presidente daquele organismo, “o animal, protegido pela Convenção de Berna, foi visto perto do Salgueiro do Campo, a cerca de três metros da margem onde nos encontrávamos, mas não foi possível fotografá-la”.
A desenvolver o projecto Ocreza-Rio Vivo, a Associação Cultural Outrem considera a descoberta como muito importante, até porque “segundos testemunhos recolhidos por nós, há mais de 20 ou 30 anos que não era vista qualquer lontra nas margens do Ocreza”. O animal, com cerca de 70 centímetros e sete quilogramas de peso é uma espécie protegida e José Carlos Moura teme que algumas pessoas possam vir a prejudicar o seu habitat. “Os principais inimigos das lontras são a poluição e as pessoas. Por isso, é importante que não se deite lixo nas margens do rio, o que ainda acontece sobretudo com materiais usados na construção civil. Além disso, é importante que as pessoas que procuram avistar as lontras o façam com cuidado, não prejudicando a sua vida, fazendo os seus passeios em silêncio”, justifica José Carlos Moura.
De acordo com o presidente da Outrem, no capítulo da limpeza, “há um plano para limpar os caminhos que conduzem ao Rio Ocreza, e que envolve os próprios Serviços Municipalizados de Castelo Branco”. José Carlos Moura sublinha também que “é provável que aquela lontra não seja única no Ocreza”. O seu aparecimento vem também comprovar a existência de peixe no rio, uma vez que é esse o alimento das lontras, e que não existe muita poluição naquelas águas.
Projecto Ocreza A descoberta da lontra vem dar um novo alento ao projecto que está a ser desenvolvido pela Associação Cultural Outrem, e que passa por fazer um levantamento de percursos ao longo do Rio Ocreza, por criar uma página de Internet e por tornar as margens do Ocreza mais impas. “O trabalho de campo já está praticamente concluído, após termos percorrido muitos quilómetros ao longo do leito do rio. A nossa ideia passa por lançar um guia turístico, que integrará também o material recolhido nas nossas expedições, assim como os percursos pedestres que podem ser feitos”, justifica.
José Carlos Moura lembra mesmo que “no Verão será feito um curso de guias da natureza, em colaboração com os serviços municipalizados será feita uma limpeza sistemática dos caminhos que conduzem ao rio”. A abertura oficial dos percursos será feita em Junho e segundo aquele responsável “toda a informação disponível vai ser apresentada na página internet www.rvj.pt/ocreza ”. O projecto envolve ainda a colocação de placas indicativas dos percursos pedestres. “A ideia passa por desenvolver este projecto ao longo dos próximos anos”, acrescenta.
O programa Ocreza-Rio Vivo tem os apoios da Câmara de Castelo Branco, Instituto Português da Juventude, Serviços Municipalizados e da empresa RVJ - Editores. Recorde- se que além deste projecto, a Outrem tem em mãos outros desafios, como o lançamento da segunda edição do livro Sentinela da Cidade, que retrata a história do bairro do Castelo, um dos mais carismáticos da cidade.
João Carrega
segunda-feira, março 29, 2004
in: Reconquista
Cultura
Maria João Pires pondera continuar o projecto no país vizinho
Belgais pisca o olho a Espanha
O centro artístico de Belgais poderá continuar a crescer em Espanha, devido à falta de apoio que existe em Portugal, refere a pianista Maria João Pires. Um protocolo com a Câmara de Castelo Branco e a Caja Duero asseguram a sobrevivência do centro, até 2005.
A pianista Maria João Pires admite continuar em Espanha as actividades do Centro para o Estudo das Artes de Belgais, do qual é fundadora e directora artística. A pianista está decepcionada com a falta de apoio e interesse do Governo português. Para garantir a sobrevivência financeira do centro artístico foi assinado um protocolo com a Caja Duero, de Salamanca, na sexta-feira passada. No mesmo dia a Associação Belgais e a Câmara de Castelo Branco assinaram um documento que prevê uma maior cooperação ao nível da programação cultural. O Ministério da Educação não está a cumprir o protocolo que prevê a transferência de verbas para a Associação Belgais. Uma situação que, segundo a pianista, ameaça a estabilidade financeira da associação e as actividades que promove. Do total da verba prevista para Belgais pelo Ministério da Educação 45 por cento está por cumprir. “O Governo anterior demostrou um enorme desinteresse para com Belgais e o Governo actual pior...”, lamenta Maria João Pires. “Faz muito sentido continuar o projecto em Espanha”, salienta. O que não significa, segundo a pianista, a transferência do centro artístico para o outro lado da fronteira. “Há um núcleo de quem de ficar”, refere. Núcleo esse que é composto pelo Coro Infantil, a Escola Primária da Mata, os concertos e cursos de formação. Em declarações aos jornalistas, aquela que é considerada uma das melhores intérpretes contemporâneas do piano, considerou “assustador” o rumo que o país está a tomar, a todos os níveis, da economia à cultura. Maria João Pires salienta que Belgais é um centro experimental e que não pode ficar como está. “Ficando como é não é aquilo que deverá vir a ser”. Mas a falta de apoio público vai certamente pesar na decisão que a pianista tomará durante o próximo ano, a de continuar ou não o projecto em Espanha. Para garantir a segurança financeira da associação, “por que Belgais tem vindo a batalhar estes últimos anos”, foi assinado um protocolo com a Caja Duero, uma instituição financeira sediada em Salamanca. Sem este apoio a pianista salienta que “mais ano, menos anos, íamos desaparecer”. A aproximação a Espanha consumou-se depois de “a Caixa Geral de Depósitos da Beira Interior recusar a participação neste projecto”, refere Maria João Pires. O presidente da Caja Duero, Julio Fermoso, diz que a proposta de apoio a Belgais foi aprovada por unanimidade pelos responsáveis do banco. A instituição tem seis balcões em Portugal e quer a crescer no mercado nacional. Cooperação na programação cultural O protocolo assinado com a Câmara de Castelo Branco visa estabelecer uma maior cooperação entre as duas instituições na área da cultura e das artes. Os responsáveis esperam que desta parceria resulte uma melhoria ao nível da programação cultural, tanto do concelho como de Belgais.
“A colaboração entre ambas as instituições poderá permitir melhorias, no âmbito da cultura e das artes, quer qualitativas, quer quantitativas, bastante superiores às que se poderiam obter, actuando cada uma delas em separado”, pode ler-se no teor do documento que vigora até 31 de Março de 2005.
No entanto, cabe à Câmara de Castelo Branco aprovar o orçamento para a programação realizada ao abrigo deste protocolo, tendo como base a proposta apresentada pela associação. A autarquia irá dotar a associação “da necessária capacidade económica para a execução da programação aprovada até ao limite de 20 por cento, não podendo exceder 150 000 euros”. O autarca Joaquim Morão realçou a importância deste protocolo, e que permite a Castelo Branco “fazer parte deste grande projecto para a região e o país”. A pianista fez questão de declarar publicamente que Joaquim Morão “foi a única pessoa que, desde o início, deu um verdadeiro e grande apoio”. Nelson Mingacho Leg: Joaquim Morão acredita no projecto. Maria João Pires decide dentro de um ano qual o rumo a tomar.
Autor: Nelson Mingacho 25/3/2004 18:01:50
Cultura
Maria João Pires pondera continuar o projecto no país vizinho
Belgais pisca o olho a Espanha
O centro artístico de Belgais poderá continuar a crescer em Espanha, devido à falta de apoio que existe em Portugal, refere a pianista Maria João Pires. Um protocolo com a Câmara de Castelo Branco e a Caja Duero asseguram a sobrevivência do centro, até 2005.
A pianista Maria João Pires admite continuar em Espanha as actividades do Centro para o Estudo das Artes de Belgais, do qual é fundadora e directora artística. A pianista está decepcionada com a falta de apoio e interesse do Governo português. Para garantir a sobrevivência financeira do centro artístico foi assinado um protocolo com a Caja Duero, de Salamanca, na sexta-feira passada. No mesmo dia a Associação Belgais e a Câmara de Castelo Branco assinaram um documento que prevê uma maior cooperação ao nível da programação cultural. O Ministério da Educação não está a cumprir o protocolo que prevê a transferência de verbas para a Associação Belgais. Uma situação que, segundo a pianista, ameaça a estabilidade financeira da associação e as actividades que promove. Do total da verba prevista para Belgais pelo Ministério da Educação 45 por cento está por cumprir. “O Governo anterior demostrou um enorme desinteresse para com Belgais e o Governo actual pior...”, lamenta Maria João Pires. “Faz muito sentido continuar o projecto em Espanha”, salienta. O que não significa, segundo a pianista, a transferência do centro artístico para o outro lado da fronteira. “Há um núcleo de quem de ficar”, refere. Núcleo esse que é composto pelo Coro Infantil, a Escola Primária da Mata, os concertos e cursos de formação. Em declarações aos jornalistas, aquela que é considerada uma das melhores intérpretes contemporâneas do piano, considerou “assustador” o rumo que o país está a tomar, a todos os níveis, da economia à cultura. Maria João Pires salienta que Belgais é um centro experimental e que não pode ficar como está. “Ficando como é não é aquilo que deverá vir a ser”. Mas a falta de apoio público vai certamente pesar na decisão que a pianista tomará durante o próximo ano, a de continuar ou não o projecto em Espanha. Para garantir a segurança financeira da associação, “por que Belgais tem vindo a batalhar estes últimos anos”, foi assinado um protocolo com a Caja Duero, uma instituição financeira sediada em Salamanca. Sem este apoio a pianista salienta que “mais ano, menos anos, íamos desaparecer”. A aproximação a Espanha consumou-se depois de “a Caixa Geral de Depósitos da Beira Interior recusar a participação neste projecto”, refere Maria João Pires. O presidente da Caja Duero, Julio Fermoso, diz que a proposta de apoio a Belgais foi aprovada por unanimidade pelos responsáveis do banco. A instituição tem seis balcões em Portugal e quer a crescer no mercado nacional. Cooperação na programação cultural O protocolo assinado com a Câmara de Castelo Branco visa estabelecer uma maior cooperação entre as duas instituições na área da cultura e das artes. Os responsáveis esperam que desta parceria resulte uma melhoria ao nível da programação cultural, tanto do concelho como de Belgais.
“A colaboração entre ambas as instituições poderá permitir melhorias, no âmbito da cultura e das artes, quer qualitativas, quer quantitativas, bastante superiores às que se poderiam obter, actuando cada uma delas em separado”, pode ler-se no teor do documento que vigora até 31 de Março de 2005.
No entanto, cabe à Câmara de Castelo Branco aprovar o orçamento para a programação realizada ao abrigo deste protocolo, tendo como base a proposta apresentada pela associação. A autarquia irá dotar a associação “da necessária capacidade económica para a execução da programação aprovada até ao limite de 20 por cento, não podendo exceder 150 000 euros”. O autarca Joaquim Morão realçou a importância deste protocolo, e que permite a Castelo Branco “fazer parte deste grande projecto para a região e o país”. A pianista fez questão de declarar publicamente que Joaquim Morão “foi a única pessoa que, desde o início, deu um verdadeiro e grande apoio”. Nelson Mingacho Leg: Joaquim Morão acredita no projecto. Maria João Pires decide dentro de um ano qual o rumo a tomar.
Autor: Nelson Mingacho 25/3/2004 18:01:50
quinta-feira, março 25, 2004
in:http://www.fundaciongsr.es/documentos/boletin7/12.htm
Acuerdo de colaboración con el Centro para o Estudio das Artes-Belgais
El 12 de octubre de 2002, la Fundación suscribió con la Asociación Belgais y su Centro para o Estudio das Artes, de la localidad portuguesa de Castelo Branco, un acuerdo de colaboración para la realización del denominado “Proyecto de cooperación transfronterizo para el desarrollo social y económico a través de la cultura y las nuevas tecnologías”. El convenio, firmado por Germán Sánchez Ruipérez y la presidenta de la Dirección de la Asociación Belgais, Maria Joâo Pires, significará la puesta en marcha del Centro Internacional de Tecnologías Avanzadas, que la Fundación levantará en Peñaranda.
El acuerdo pone de manifiesto la voluntad expresa de ambas instituciones de establecer un nexo de cooperación, al que cada una de ellas aporta lo mejor de sí: Belgais en el mundo de la música y el teatro, y la Fundación en el campo de la información y la lectura.
Acuerdo de colaboración con el Centro para o Estudio das Artes-Belgais
El 12 de octubre de 2002, la Fundación suscribió con la Asociación Belgais y su Centro para o Estudio das Artes, de la localidad portuguesa de Castelo Branco, un acuerdo de colaboración para la realización del denominado “Proyecto de cooperación transfronterizo para el desarrollo social y económico a través de la cultura y las nuevas tecnologías”. El convenio, firmado por Germán Sánchez Ruipérez y la presidenta de la Dirección de la Asociación Belgais, Maria Joâo Pires, significará la puesta en marcha del Centro Internacional de Tecnologías Avanzadas, que la Fundación levantará en Peñaranda.
El acuerdo pone de manifiesto la voluntad expresa de ambas instituciones de establecer un nexo de cooperación, al que cada una de ellas aporta lo mejor de sí: Belgais en el mundo de la música y el teatro, y la Fundación en el campo de la información y la lectura.
sábado, março 20, 2004
JESÚS RUIZ MANTILLA - Madrid
EL PAÍS | Cultura - 19-03-2004 ENTREVISTA: Maria João Pires - Pianista
"No aguanto más mentiras de mi Gobierno"
Ha vivido en Belgais 18 años. En ese centro de enseñanza de las artes, en el que la gran pianista Maria João Pires (Lisboa, 1944) imparte música y ha creado escuelas, talleres y un centro de educación primaria para los niños de esa región fronteriza con España, se ha dejado la piel. Pero dice que no podrá seguir mucho más, pese a que la Unión Europea y un banco español le han otorgado apoyos, el Gobierno de Portugal ha reducido drásticamente sus ayudas.
JESÚS RUIZ MANTILLA - Madrid
EL PAÍS | Cultura - 19-03-2004
La pianista portuguesa Maria João Pires.
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"El terrorismo es un cáncer y hay que pensar qué nos pasa para que ocurra"
"Mi país no tiene consistencia y lo más grave es que no interesa la educación"
"Voy a cumplir 60 años y he empleado muchas de mis fuerzas en este trabajo"
Parece mentira que de un cuerpo tan pequeño, casi de miniatura, salga tanta fuerza, tanta indignación, tanta rabia, a veces. Pero es que Maria João Pires está tan dolida con su país que brama: "No aguanto más, no soporto más mentiras", dice la pianista, que se siente estafada por la falta de palabra de su Gobierno, que le ha reducido drásticamente las ayudas a su Centro para el Estudio de las Artes de Belgais, cerca de la frontera con Extremadura. "Podremos aguantar hasta final de curso, no más", dice.
Aunque las fórmulas definan conceptos de volumen y medidas con rigor y con la incontestable exactitud del absoluto, Pires, cuando se enfada, es capaz de echar por tierra hasta la teoría de la gravedad de Isaac Newton y otras parecidas. A ella le va más lo de la relatividad de Einstein en todos los sentidos menos en uno: cuando le sueltan patrañas y le prometen el oro y el moro sin que se vea el resultado. La pianista, una de las artistas intérpretes más grandes, auténtica reina contemporánea del instrumento, está cansada, fatigada y con la moral por los suelos cuando ve que peligran 18 años de trabajo y entrega completa a Belgais. Pires ha buscado ayudas en Europa y financiación en España: "Creo que he sido utilizada hasta un punto en que he caído enferma", asegura. "Voy a cumplir 60 años pronto y he empleado muchas de mis fuerzas en este trabajo".
Irá poniendo parches. Hoy firma un acuerdo con Caja Duero para que le otorguen un crédito con el que aguantar hasta que le concedan una ayuda que ha aprobado la Unión Europea. En Belgais ha derramado sus sueños y se ha dejado la piel en un macroproyecto educativo que ha sido el modelo de muchos y la envidia de muchos más. En mitad del campo, cerca de Castelo Branco, la pianista portuguesa dirige y sostiene con su trabajo de todos los días una escuela de educación primaria, un centro de estudio para pianistas y músicos que pasan allí temporadas trabajando su talento con ella, talleres de artes plásticas, de música, de ecología, de alimentación, para niños de la región y niños acogidos, además de ofrecer conciertos a precios más que razonables al aire libre o grabar sus propios discos allí... Pero necesita para seguir la ayuda de su Gobierno.
Belgais ha sido su vida, pero ahora, Maria João Pires no quiere que Belgais la consuma, porque dice que desde hace tiempo no hace más que recibir disgustos: "Puede escribir todo lo que le digo sin suavizar nada, no quiero participar en más mentiras", avisa la pianista, que la semana que viene actuará en Zúrich y el 24 de mayo ofrecerá un nuevo recital en Madrid junto a Ricardo Castro, a cuatro manos, dentro del ciclo Grandes Intérpretes, organizado por Scherzo y patrocinado por EL PAÍS. Su voz al otro lado del teléfono suena como si fuera todo lo contrario a la dulce y humilde paz que ella transmite desde el piano para convertirse en algo desesperado...
Pregunta. Veo que sigue usted manteniendo su relación de amor odio con su tierra.
Respuesta. Mi país nos utiliza políticamente y no da nada a cambio. Tiene encanto, la gente es buena, pero como organización no tiene consistencia, ni estructuras, y, lo que es más grave, no le interesa la educación. Todo eso lo heredamos del fascismo y algún Gobierno, como el de Mario Soares, hizo algo por remediarlo, pero fue la excepción, a los demás es un asunto que no les importa, sólo saben alabar al dios del dinero y les da igual que se acaben creando monstruos.
P. Y, concretamente, el Gobierno actual, ¿en qué le ha fallado?
R. Nuestros políticos son unos mentirosos que han convertido mi proyecto en algo absurdo. Pero a mí ya no me engañan. Vieron cómo me fui del país y quisieron que volviera, pero ahora ya estoy harta y no aguanto más, me marcho.
P.
No estará actuando usted como el cuento de Pedro y el lobo...
R. No, por supuesto. Más cuando el año pasado me rebajaron sin explicaciones el 40% de las ayudas que me da el Ministerio de Educación que dirige David Justino y cuando la ayuda que me ofreció Portugal Telekom nunca ha llegado, en lo que resulta una historia sórdida, porque hasta se han atrevido a decir a los periódicos que me habían dado 125.000 euros que jamás hemos visto y cuando les pregunto a los responsables que dónde está el dinero me dicen que no saben nada. Es una vergüenza, no hacen nada, no dicen nada, no dan explicaciones. Ha volado la ética, la gente es oficialmente mala. Es muy triste.
P. Sin embargo, en Europa ha conseguido ayudas y en España también.
R. En Europa nos otorgan una subvención que nos valdrá para que, sobre todo, los niños que van aquí a la escuela puedan seguir. Pero el problema es que el dinero llega tarde, cuando has justificado en qué lo gastas. Mientras, Caja Duero nos da un crédito sin intereses para que vayamos tirando y cuando recibamos la subvención devolveremos el dinero. La solución nos ha salvado de una situación dramática.
P. Y usted, ¿qué fondos aporta?
R. Todo lo que tengo y lo que gano lo invierto aquí. Doy 50 conciertos al año y todo viene a parar aquí. El dinero de los discos, también. Ésta es mi casa y mi vida, pero no quiero morirme en este país, creo que ya le he pagado bastante.
P. ¿Y qué va a hacer?
R. No lo sé. No sé qué hacer, tampoco me importa. Hace 18 años que estoy aquí. Me decidí a organizarlo porque me convenció Mario Soares, él me dio fuerza, me animó a empezar. Desde que lo expuse y lo puse en marcha lo han copiado en muchos sitios, empezó siendo un cosa experimental, pero al final ha funcionado con resultados. Es un sistema que apuesta por una democracia que no confía en sus nuevas formas de manipulación, que aborrece la televisión y el vídeo y los ideales que da a los niños el fútbol o ese sistema de valores que pone en primer plano el individualismo frente a la sociedad. Hemos educado a buena parte de los niños de la zona y tampoco quiero ser injusta con todas las personas que me han ayudado, con los profesores que han dejado aquí todo, con los habitantes de la región que siempre me han apoyado y con los portugueses que me han alentado con todo su amor.
P. En la música casi siempre hay respuestas.
R. Me consuelo con la música. El alimento espiritual cuenta y debemos aprovecharlo. La música ayuda a pensar y eso lo debemos aprender desde pequeños para no limitar nuestros valores. No hay futuro sin una buena educación que enseñe a los niños a apreciar cosas que no tienen que ver con el dinero.
P. Ni explicación posible para lo que ocurrió el 11 de marzo en España. ¿Qué ha sentido con los atentados?
R. No sé qué pensar. Es difícil analizar todo lo que ha pasado. El terrorismo no es lo peor de todo. Lo peor es pensar en qué nos pasa para que una enfermedad, un cáncer tan atroz como ése, ocurra.
P. ¿Es que existe cura para usted?
R. No lo sé. Supongo que lo peor es no darse cuenta de la cadena hipócrita que lo produce todo. Los Gobiernos no imparten justicia. Quiero ser totalmente franca. Provocar algo como lo de Irak iba a tener sus consecuencias. No seamos hipócritas, no queramos engañar a nadie. Los gobernantes de Estados Unidos, de España, el anterior, Aznar, o aquí en Portugal, apoyan la guerra y echan por tierra otras conquistas. No podemos luchar contra el terrorismo sin parar esa cadena o sin detener a aquellos que se niegan a que pare. Pero la gente no está ciega, es consciente de lo que ocurre y puede reflexionar. Debemos reflexionar, saber qué queremos, qué buscamos, decidir si estamos dispuestos a continuar con tantas mentiras sin que se pague un precio.
EL PAÍS | Cultura - 19-03-2004 ENTREVISTA: Maria João Pires - Pianista
"No aguanto más mentiras de mi Gobierno"
Ha vivido en Belgais 18 años. En ese centro de enseñanza de las artes, en el que la gran pianista Maria João Pires (Lisboa, 1944) imparte música y ha creado escuelas, talleres y un centro de educación primaria para los niños de esa región fronteriza con España, se ha dejado la piel. Pero dice que no podrá seguir mucho más, pese a que la Unión Europea y un banco español le han otorgado apoyos, el Gobierno de Portugal ha reducido drásticamente sus ayudas.
JESÚS RUIZ MANTILLA - Madrid
EL PAÍS | Cultura - 19-03-2004
La pianista portuguesa Maria João Pires.
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"El terrorismo es un cáncer y hay que pensar qué nos pasa para que ocurra"
"Mi país no tiene consistencia y lo más grave es que no interesa la educación"
"Voy a cumplir 60 años y he empleado muchas de mis fuerzas en este trabajo"
Parece mentira que de un cuerpo tan pequeño, casi de miniatura, salga tanta fuerza, tanta indignación, tanta rabia, a veces. Pero es que Maria João Pires está tan dolida con su país que brama: "No aguanto más, no soporto más mentiras", dice la pianista, que se siente estafada por la falta de palabra de su Gobierno, que le ha reducido drásticamente las ayudas a su Centro para el Estudio de las Artes de Belgais, cerca de la frontera con Extremadura. "Podremos aguantar hasta final de curso, no más", dice.
Aunque las fórmulas definan conceptos de volumen y medidas con rigor y con la incontestable exactitud del absoluto, Pires, cuando se enfada, es capaz de echar por tierra hasta la teoría de la gravedad de Isaac Newton y otras parecidas. A ella le va más lo de la relatividad de Einstein en todos los sentidos menos en uno: cuando le sueltan patrañas y le prometen el oro y el moro sin que se vea el resultado. La pianista, una de las artistas intérpretes más grandes, auténtica reina contemporánea del instrumento, está cansada, fatigada y con la moral por los suelos cuando ve que peligran 18 años de trabajo y entrega completa a Belgais. Pires ha buscado ayudas en Europa y financiación en España: "Creo que he sido utilizada hasta un punto en que he caído enferma", asegura. "Voy a cumplir 60 años pronto y he empleado muchas de mis fuerzas en este trabajo".
Irá poniendo parches. Hoy firma un acuerdo con Caja Duero para que le otorguen un crédito con el que aguantar hasta que le concedan una ayuda que ha aprobado la Unión Europea. En Belgais ha derramado sus sueños y se ha dejado la piel en un macroproyecto educativo que ha sido el modelo de muchos y la envidia de muchos más. En mitad del campo, cerca de Castelo Branco, la pianista portuguesa dirige y sostiene con su trabajo de todos los días una escuela de educación primaria, un centro de estudio para pianistas y músicos que pasan allí temporadas trabajando su talento con ella, talleres de artes plásticas, de música, de ecología, de alimentación, para niños de la región y niños acogidos, además de ofrecer conciertos a precios más que razonables al aire libre o grabar sus propios discos allí... Pero necesita para seguir la ayuda de su Gobierno.
Belgais ha sido su vida, pero ahora, Maria João Pires no quiere que Belgais la consuma, porque dice que desde hace tiempo no hace más que recibir disgustos: "Puede escribir todo lo que le digo sin suavizar nada, no quiero participar en más mentiras", avisa la pianista, que la semana que viene actuará en Zúrich y el 24 de mayo ofrecerá un nuevo recital en Madrid junto a Ricardo Castro, a cuatro manos, dentro del ciclo Grandes Intérpretes, organizado por Scherzo y patrocinado por EL PAÍS. Su voz al otro lado del teléfono suena como si fuera todo lo contrario a la dulce y humilde paz que ella transmite desde el piano para convertirse en algo desesperado...
Pregunta. Veo que sigue usted manteniendo su relación de amor odio con su tierra.
Respuesta. Mi país nos utiliza políticamente y no da nada a cambio. Tiene encanto, la gente es buena, pero como organización no tiene consistencia, ni estructuras, y, lo que es más grave, no le interesa la educación. Todo eso lo heredamos del fascismo y algún Gobierno, como el de Mario Soares, hizo algo por remediarlo, pero fue la excepción, a los demás es un asunto que no les importa, sólo saben alabar al dios del dinero y les da igual que se acaben creando monstruos.
P. Y, concretamente, el Gobierno actual, ¿en qué le ha fallado?
R. Nuestros políticos son unos mentirosos que han convertido mi proyecto en algo absurdo. Pero a mí ya no me engañan. Vieron cómo me fui del país y quisieron que volviera, pero ahora ya estoy harta y no aguanto más, me marcho.
P.
No estará actuando usted como el cuento de Pedro y el lobo...
R. No, por supuesto. Más cuando el año pasado me rebajaron sin explicaciones el 40% de las ayudas que me da el Ministerio de Educación que dirige David Justino y cuando la ayuda que me ofreció Portugal Telekom nunca ha llegado, en lo que resulta una historia sórdida, porque hasta se han atrevido a decir a los periódicos que me habían dado 125.000 euros que jamás hemos visto y cuando les pregunto a los responsables que dónde está el dinero me dicen que no saben nada. Es una vergüenza, no hacen nada, no dicen nada, no dan explicaciones. Ha volado la ética, la gente es oficialmente mala. Es muy triste.
P. Sin embargo, en Europa ha conseguido ayudas y en España también.
R. En Europa nos otorgan una subvención que nos valdrá para que, sobre todo, los niños que van aquí a la escuela puedan seguir. Pero el problema es que el dinero llega tarde, cuando has justificado en qué lo gastas. Mientras, Caja Duero nos da un crédito sin intereses para que vayamos tirando y cuando recibamos la subvención devolveremos el dinero. La solución nos ha salvado de una situación dramática.
P. Y usted, ¿qué fondos aporta?
R. Todo lo que tengo y lo que gano lo invierto aquí. Doy 50 conciertos al año y todo viene a parar aquí. El dinero de los discos, también. Ésta es mi casa y mi vida, pero no quiero morirme en este país, creo que ya le he pagado bastante.
P. ¿Y qué va a hacer?
R. No lo sé. No sé qué hacer, tampoco me importa. Hace 18 años que estoy aquí. Me decidí a organizarlo porque me convenció Mario Soares, él me dio fuerza, me animó a empezar. Desde que lo expuse y lo puse en marcha lo han copiado en muchos sitios, empezó siendo un cosa experimental, pero al final ha funcionado con resultados. Es un sistema que apuesta por una democracia que no confía en sus nuevas formas de manipulación, que aborrece la televisión y el vídeo y los ideales que da a los niños el fútbol o ese sistema de valores que pone en primer plano el individualismo frente a la sociedad. Hemos educado a buena parte de los niños de la zona y tampoco quiero ser injusta con todas las personas que me han ayudado, con los profesores que han dejado aquí todo, con los habitantes de la región que siempre me han apoyado y con los portugueses que me han alentado con todo su amor.
P. En la música casi siempre hay respuestas.
R. Me consuelo con la música. El alimento espiritual cuenta y debemos aprovecharlo. La música ayuda a pensar y eso lo debemos aprender desde pequeños para no limitar nuestros valores. No hay futuro sin una buena educación que enseñe a los niños a apreciar cosas que no tienen que ver con el dinero.
P. Ni explicación posible para lo que ocurrió el 11 de marzo en España. ¿Qué ha sentido con los atentados?
R. No sé qué pensar. Es difícil analizar todo lo que ha pasado. El terrorismo no es lo peor de todo. Lo peor es pensar en qué nos pasa para que una enfermedad, un cáncer tan atroz como ése, ocurra.
P. ¿Es que existe cura para usted?
R. No lo sé. Supongo que lo peor es no darse cuenta de la cadena hipócrita que lo produce todo. Los Gobiernos no imparten justicia. Quiero ser totalmente franca. Provocar algo como lo de Irak iba a tener sus consecuencias. No seamos hipócritas, no queramos engañar a nadie. Los gobernantes de Estados Unidos, de España, el anterior, Aznar, o aquí en Portugal, apoyan la guerra y echan por tierra otras conquistas. No podemos luchar contra el terrorismo sin parar esa cadena o sin detener a aquellos que se niegan a que pare. Pero la gente no está ciega, es consciente de lo que ocurre y puede reflexionar. Debemos reflexionar, saber qué queremos, qué buscamos, decidir si estamos dispuestos a continuar con tantas mentiras sin que se pague un precio.
sábado, março 13, 2004
Relações Comerciais entre a Estremadura espanhola e a Beira Interior
O Jornal Expresso de 13/3/2004 dá informação sobre as Relações de Dependência entre as diferentes Regiões de Espanha e Portugal. Relativamente à Estremadura espanhola, que é a região mais dependente do Comércio com Portugal, 52,3% do Total das exportações são para Portugal e 39,5% das Importações têm origem em Portugal. Das Exportações da Estremadura espanhola 60% são combustiveís e as Importações são predominantemente constituídas por embalagens e produtos siderúrgicos. Badajoz concentra 76% do Import/Export da Estremadura e é um entreposto, relativamente ao Eixo Lisboa Madrid.
Estes dados, devem merecer para a Beira Interior, alguma reflexão e mudança de atitude, no sentido de um muito maior reforço das trocas comerciais com a Estremadura. Em primeiro lugar Badajoz é o grande centro beneficiário das trocas actuais. Há vários factores que contribuem para isso, sendo um deles a localização nessa cidade da Central Logistica do El Corte Inglez. As empresas portuguesas que queiram colocar produtos no El Corte Inglez têm que entregar as suas mercadorias na Central Logística de Badajoz.
A Estremadura espanhola faz fronteira com a Beira Interior e Alentejo e a Beira Interior tem aproveitado muito pouco esta força comercial. A maioria das Importações da Estremadura espanhola são constituídas por produtos não oferecidos pela Beira Interior. A central Logística da Guarda poderá, eventualmente, disputar algum papel a Badajoz, mas para isso será necessário captar para aí empresas espanholas.
O Jornal Expresso de 13/3/2004 dá informação sobre as Relações de Dependência entre as diferentes Regiões de Espanha e Portugal. Relativamente à Estremadura espanhola, que é a região mais dependente do Comércio com Portugal, 52,3% do Total das exportações são para Portugal e 39,5% das Importações têm origem em Portugal. Das Exportações da Estremadura espanhola 60% são combustiveís e as Importações são predominantemente constituídas por embalagens e produtos siderúrgicos. Badajoz concentra 76% do Import/Export da Estremadura e é um entreposto, relativamente ao Eixo Lisboa Madrid.
Estes dados, devem merecer para a Beira Interior, alguma reflexão e mudança de atitude, no sentido de um muito maior reforço das trocas comerciais com a Estremadura. Em primeiro lugar Badajoz é o grande centro beneficiário das trocas actuais. Há vários factores que contribuem para isso, sendo um deles a localização nessa cidade da Central Logistica do El Corte Inglez. As empresas portuguesas que queiram colocar produtos no El Corte Inglez têm que entregar as suas mercadorias na Central Logística de Badajoz.
A Estremadura espanhola faz fronteira com a Beira Interior e Alentejo e a Beira Interior tem aproveitado muito pouco esta força comercial. A maioria das Importações da Estremadura espanhola são constituídas por produtos não oferecidos pela Beira Interior. A central Logística da Guarda poderá, eventualmente, disputar algum papel a Badajoz, mas para isso será necessário captar para aí empresas espanholas.
terça-feira, março 09, 2004
MOCHO
Em Castelo Novo, aproveitando a altura de carvalhos ainda não calcinados pelo fogo, ou cortados para lenha ou industria vive uma colónia de Mochos, muito activos e vistosos. A noite é sua, preenchendo os espaços com os seus alaridos. Esta espécie deveria ser protegida, bem como o habitat de que necessitam. Sexta-feira, numa casa rural não habitada, encontrei o exemplar da foto, tombado morto sobre as cinzas da lareira. Já não é o primeiro exemplar que encontro no mesmo local e nas mesmas circunstâncias, sempre na época da caça. Suponho, que presseguidos pelos caçadores os mochos procurem refúgio na chaminé, mas depois, pela envergadura das suas asas, não conseguem sair do espaço em que penetraram e acabam por morrer à sede e à fome. Se coloco uma rede, provavelmente evito que desçam pela chaminé, mas acabam por ser abatidos por algum caçador menos escrupuloso e sem formação cívica e ecológica, que acaba por disparar sobre tudo o que mexe.
Em Castelo Novo, aproveitando a altura de carvalhos ainda não calcinados pelo fogo, ou cortados para lenha ou industria vive uma colónia de Mochos, muito activos e vistosos. A noite é sua, preenchendo os espaços com os seus alaridos. Esta espécie deveria ser protegida, bem como o habitat de que necessitam. Sexta-feira, numa casa rural não habitada, encontrei o exemplar da foto, tombado morto sobre as cinzas da lareira. Já não é o primeiro exemplar que encontro no mesmo local e nas mesmas circunstâncias, sempre na época da caça. Suponho, que presseguidos pelos caçadores os mochos procurem refúgio na chaminé, mas depois, pela envergadura das suas asas, não conseguem sair do espaço em que penetraram e acabam por morrer à sede e à fome. Se coloco uma rede, provavelmente evito que desçam pela chaminé, mas acabam por ser abatidos por algum caçador menos escrupuloso e sem formação cívica e ecológica, que acaba por disparar sobre tudo o que mexe.
terça-feira, março 02, 2004
Industria de Carnes na Beira Interior
-Aprender com a concorrência-
-Aproveite-se a bolota dos carvalhais e sobreiras da Beira Interior-
-Introdução do porco preto em regime de montado
Porcos pretos na Herdade da Negrita em S. Aleixo da Restauração
Os produtos de duas industrias do concelho do Fundão são distribuídos no mercado de Lisboa, uma instalada no parque Industrial do Fundão e outra em Atalaia do Campo. Claro que isto corresponde a um esforço enorme que essas industrias fizeram, para conseguirem conquistar mercado a empresas bem mais poderosas. Parece-me, que deve ser dado um passo em frente e utilizar-se matéria prima mais valorizada e que permita tirar partido dos recursos existentes e ao mesmo tempo criar riqueza para a Agricultura. Refiro-me à utilização do porco preto, como input dessas industrias. Os produtos de carne de porco preto têm uma cotação no mercado mais significativa e vão gradualmente conquistando consumidores. Devemos seguir o exemplo de Barrancos e de Moura, cujas industrias trabalham, quase em exclusivo com o porco preto. Tive oportunidade, durante o Carnaval, de passar dois dias na Herdade da Negrita, em S. Aleixo da Restauração, concelho de Moura, em regime de Turismo Rural e verifiquei a importância do porco preto, para a economia local. Essa Herdade, da família Eugénio de Almeida, tem cerca de 3500 hectares e explora 700 vacas, 1500 cabras e engorda 800 porcos pretos por ano, para além de oferecer turismo rural. Todos os animais estão em regime de aparcamento e alimentam-se à base de pastos e da bolota das azinheiras. Existe uma empresa na zona que explora uma maternidade de porcos pretos, originalmente importados de Espanha e depois de desmamados os leitões são adquiridos pelas explorações que os engordam até ao final da bolota das azinheiras. Ora, na Beira Interior, nós poderemos fazer o mesmo, utilizando a bolota dos carvalhos e dos sobreiros, na Zona Sul do concelho do Fundão, em Idanha-a-Nova, Penamacor e Castelo Branco. A enveredar por esta saída, criavamos condições para a travagem da expansão do eucalipto, que poderia ser substituído, de forma rentável, pelos carvalhos e sobreiros e poderíamos fornecer à industria local matéria prima significativamente mais valorizada. O carvalho é de crescimento rápido e poder-se-à adoptar variedades seleccionadas, que mais rapidamente frutifiquem, com capacidade de produção de bolota, muito mais abundante do que na azinheira. Bem sabemos que deveria ser o Ministério da Agricultura, com investigação e acções de vulgarização, junto dos agricultores, que deveria encabeçar estas iniciativas. O Ministério da Agricultura, em Portugal, tem mais funcionários que o correspondente na Alemanha e infelizmente a única coisa que faz, e mal, é distribuir os subsídios do FEOGA, que só por si correspondem a cerca de metade do total dos fundos comunitários. Mas, como contribuintes, deveremos exigir que as coisas se alterem e que o seu papel passe a ser outro.
-Aprender com a concorrência-
-Aproveite-se a bolota dos carvalhais e sobreiras da Beira Interior-
-Introdução do porco preto em regime de montado
Porcos pretos na Herdade da Negrita em S. Aleixo da Restauração
Os produtos de duas industrias do concelho do Fundão são distribuídos no mercado de Lisboa, uma instalada no parque Industrial do Fundão e outra em Atalaia do Campo. Claro que isto corresponde a um esforço enorme que essas industrias fizeram, para conseguirem conquistar mercado a empresas bem mais poderosas. Parece-me, que deve ser dado um passo em frente e utilizar-se matéria prima mais valorizada e que permita tirar partido dos recursos existentes e ao mesmo tempo criar riqueza para a Agricultura. Refiro-me à utilização do porco preto, como input dessas industrias. Os produtos de carne de porco preto têm uma cotação no mercado mais significativa e vão gradualmente conquistando consumidores. Devemos seguir o exemplo de Barrancos e de Moura, cujas industrias trabalham, quase em exclusivo com o porco preto. Tive oportunidade, durante o Carnaval, de passar dois dias na Herdade da Negrita, em S. Aleixo da Restauração, concelho de Moura, em regime de Turismo Rural e verifiquei a importância do porco preto, para a economia local. Essa Herdade, da família Eugénio de Almeida, tem cerca de 3500 hectares e explora 700 vacas, 1500 cabras e engorda 800 porcos pretos por ano, para além de oferecer turismo rural. Todos os animais estão em regime de aparcamento e alimentam-se à base de pastos e da bolota das azinheiras. Existe uma empresa na zona que explora uma maternidade de porcos pretos, originalmente importados de Espanha e depois de desmamados os leitões são adquiridos pelas explorações que os engordam até ao final da bolota das azinheiras. Ora, na Beira Interior, nós poderemos fazer o mesmo, utilizando a bolota dos carvalhos e dos sobreiros, na Zona Sul do concelho do Fundão, em Idanha-a-Nova, Penamacor e Castelo Branco. A enveredar por esta saída, criavamos condições para a travagem da expansão do eucalipto, que poderia ser substituído, de forma rentável, pelos carvalhos e sobreiros e poderíamos fornecer à industria local matéria prima significativamente mais valorizada. O carvalho é de crescimento rápido e poder-se-à adoptar variedades seleccionadas, que mais rapidamente frutifiquem, com capacidade de produção de bolota, muito mais abundante do que na azinheira. Bem sabemos que deveria ser o Ministério da Agricultura, com investigação e acções de vulgarização, junto dos agricultores, que deveria encabeçar estas iniciativas. O Ministério da Agricultura, em Portugal, tem mais funcionários que o correspondente na Alemanha e infelizmente a única coisa que faz, e mal, é distribuir os subsídios do FEOGA, que só por si correspondem a cerca de metade do total dos fundos comunitários. Mas, como contribuintes, deveremos exigir que as coisas se alterem e que o seu papel passe a ser outro.
quarta-feira, fevereiro 25, 2004
Vinho Kosher:
A adega cooperativa da Covilhã iniciou, este ano, a produção de vinho Kosher, que vinha anunciando já há algum tempo. No Alentejo, por sua vez, iniciou-se também a produção de azeite Kosher. Qual é o peso e a importância destes produtos para as economias locais? O mercado americano, potencial e principal destinatário destes produtos estará ao alcance das nossas empresas? Com a actual cotação do dólar será muito difícil que esses produtos sejam concorrenciais no mercado americano, mesmo destinando-se a um público especial, com elevado poder de compra. Há outro tipo de actuações que me parecem mais urgentes, nomeadamente proceder a uma identificação e caracterização do produto de uma forma muito mais eficiente e esclarecedora. Por exemplo alguém sabe qual é o(a) enólogo(a) responsável pelo apuramento dos vinhos da adega cooperativa da Covilhã? Os vinhos, mesmo o de topo de gama, têm uma apresentação por parte de algum especialista reconhecido no mercado? Pois bem, é preciso ir por aí e utilizar os recursos disponiveís neste tipo de actuação. Em geral, nas cartas de vinhos dos restaurantes o que temos é uma mera listagem, por vezes separada por regiões demarcadas, mas sem o parecer descritivo de um especialista que nos ajude na selecção. Por acaso, em Portel, tive oportunidade de verificar numa unidade hoteleira como se deve apresentar uma carta de vinhos. Todos os vinhos incluídos na carta tinham a apreciação de um enólogo conhecido e os clientes podem orientar a sua selecção com base na opinião de técnicos consagrados. Siga-se este caminho e provavelmente conseguiremos valorizar mais os nossos produtos.
A adega cooperativa da Covilhã iniciou, este ano, a produção de vinho Kosher, que vinha anunciando já há algum tempo. No Alentejo, por sua vez, iniciou-se também a produção de azeite Kosher. Qual é o peso e a importância destes produtos para as economias locais? O mercado americano, potencial e principal destinatário destes produtos estará ao alcance das nossas empresas? Com a actual cotação do dólar será muito difícil que esses produtos sejam concorrenciais no mercado americano, mesmo destinando-se a um público especial, com elevado poder de compra. Há outro tipo de actuações que me parecem mais urgentes, nomeadamente proceder a uma identificação e caracterização do produto de uma forma muito mais eficiente e esclarecedora. Por exemplo alguém sabe qual é o(a) enólogo(a) responsável pelo apuramento dos vinhos da adega cooperativa da Covilhã? Os vinhos, mesmo o de topo de gama, têm uma apresentação por parte de algum especialista reconhecido no mercado? Pois bem, é preciso ir por aí e utilizar os recursos disponiveís neste tipo de actuação. Em geral, nas cartas de vinhos dos restaurantes o que temos é uma mera listagem, por vezes separada por regiões demarcadas, mas sem o parecer descritivo de um especialista que nos ajude na selecção. Por acaso, em Portel, tive oportunidade de verificar numa unidade hoteleira como se deve apresentar uma carta de vinhos. Todos os vinhos incluídos na carta tinham a apreciação de um enólogo conhecido e os clientes podem orientar a sua selecção com base na opinião de técnicos consagrados. Siga-se este caminho e provavelmente conseguiremos valorizar mais os nossos produtos.
sábado, fevereiro 14, 2004
in: www.belgais.net
Pode fazer marcações on-line acedendo ao site de Belgais.
Em termos de localização segue-se a estrada Escalos - Idanha, neste sentido e corta-se à direita ao 8,5 Km.
A sala de concertos, só por si, merece uma visita, quer pela excelência do aproveitamento arquitectónico, quer pela qualidade acústica dos materiais, Xisto e madeira. Não gostei da arborização seguida na alameda de acesso, em que em vez da azinheira, sobreiro ou carvalho se optou pelo plâtano, de crescimento muito mais rápido, mas que tem vindo s ser abandonado nos centros urbanos, pelos efeitos de alergia que provoca, no momento da floração.
Calendário Belgais 2004
Rotas
«As sedas e as especiarias»
Fevereiro
Dia 15
15h00 • As terras do Indostão
• O Ceilão
• A União Indiana
A filosofia, a ciência, o comércio e as artes
Março
Dia 20
A Asia Menor
• A Persia
• A Bizâncio
• A Turquia
Abril
Dia 24
A porta de entrada para o Mediterrâneo
• A Grécia
Maio
Dia 15
As repúblicas mercantis da península itálica
• Veneza
• Florença
• Génova
«as rotas do cacau, do café e do açucar»
Junho
Dia 19
Na época das descobertas
• A Península Ibérica
Julho
Dia 10 As migrações
• A África atlântica
Julho
Dia 31 A febre do ouro
• Terras de Vera-Cruz
Setembro
Dia 4 • A América latina
«o Império Austro-húngaro»
Outubro
Dia 23 • A Alemanha
Novembro
Dia 20 • A Áustria
Dezembro
Dia 11 • A Hungria
Pode fazer marcações on-line acedendo ao site de Belgais.
Em termos de localização segue-se a estrada Escalos - Idanha, neste sentido e corta-se à direita ao 8,5 Km.
A sala de concertos, só por si, merece uma visita, quer pela excelência do aproveitamento arquitectónico, quer pela qualidade acústica dos materiais, Xisto e madeira. Não gostei da arborização seguida na alameda de acesso, em que em vez da azinheira, sobreiro ou carvalho se optou pelo plâtano, de crescimento muito mais rápido, mas que tem vindo s ser abandonado nos centros urbanos, pelos efeitos de alergia que provoca, no momento da floração.
Calendário Belgais 2004
Rotas
«As sedas e as especiarias»
Fevereiro
Dia 15
15h00 • As terras do Indostão
• O Ceilão
• A União Indiana
A filosofia, a ciência, o comércio e as artes
Março
Dia 20
A Asia Menor
• A Persia
• A Bizâncio
• A Turquia
Abril
Dia 24
A porta de entrada para o Mediterrâneo
• A Grécia
Maio
Dia 15
As repúblicas mercantis da península itálica
• Veneza
• Florença
• Génova
«as rotas do cacau, do café e do açucar»
Junho
Dia 19
Na época das descobertas
• A Península Ibérica
Julho
Dia 10 As migrações
• A África atlântica
Julho
Dia 31 A febre do ouro
• Terras de Vera-Cruz
Setembro
Dia 4 • A América latina
«o Império Austro-húngaro»
Outubro
Dia 23 • A Alemanha
Novembro
Dia 20 • A Áustria
Dezembro
Dia 11 • A Hungria
sábado, fevereiro 07, 2004
violeiros
Violeiros
À Procura de construtores de viola beiroa.

No Concelho de Oeiras, Gilberto Grácio, para além do seu atelier no Cacém, onde constrói violas e guitarras de grande qualidade, tem no Alto da Loba, em Paço de Arcos, com ajuda da Câmara Municipal, que cedeu as instalações e possibilitou utilizar as máquinas e ferramentas que durante alguns anos foram utilizados num curso financiado pelo IEFP, uma oficina de formação de construção de instrumentos musicais. Agora sem qualquer apoio financeiro do IEFP ou qualquer outra instituição, sete jovens aprendem a arte de construção de instrumentos musicais, financiando-se com a venda dos instrumentos construídos. As matérias primas, nogueira, ébano, pinho, mogno, são adquiridas directamente pelo mestre Gilberto Grácio, que se desloca propositamente a Espanha, ou à Alemanha, para adquirir esses materiais. Visitei a oficina e tive a oportunidade de presenciar o trabalho de jovens a preparar moldes, para iniciarem a produção de guitarras portuguesas, terminar guitarras clássicas, reparar um bandolim. Era minha intenção recolher informações sobre a eventual construção de violas beiroas, por parte do mestre. Obtive a informação de que nunca tinha construído uma viola beiroa, porque não possuía os moldes, mas o seu colega, Domingos Machado, de Tolosa-Braga, tinha esses moldes e poderia produzir esse tipo de instrumento. Para se garantir que um instrumento musical não cais no esquecimento é condição essencial assegurar a sua produção. Na Beira Interior, infelizmente, perdeu-se a tradição da arte de produção de instrumentos musicais de cordas, embora existam excelentes artistas de marcenaria, por exemplo em Alpedrinha. O exemplo da Câmara de Oeiras, que para além de apoiar esta iniciativa, mantem em Algés, sob orientação de Pedro Caldeira Cabral uma oficina de produção de instrumentos musicais antigos, poderia ser seguido na Beira Interior e dessa forma contribuir-se para a divulgação e protecção de um instrumento musical tipico da Beira Baixa, hoje praticamente extinto. Como já tenho referido só na Lousa e nas Dança da Genebres é esse instrumento utilizado, na Festa da Senhora dos Altos Céus.
À Procura de construtores de viola beiroa.
No Concelho de Oeiras, Gilberto Grácio, para além do seu atelier no Cacém, onde constrói violas e guitarras de grande qualidade, tem no Alto da Loba, em Paço de Arcos, com ajuda da Câmara Municipal, que cedeu as instalações e possibilitou utilizar as máquinas e ferramentas que durante alguns anos foram utilizados num curso financiado pelo IEFP, uma oficina de formação de construção de instrumentos musicais. Agora sem qualquer apoio financeiro do IEFP ou qualquer outra instituição, sete jovens aprendem a arte de construção de instrumentos musicais, financiando-se com a venda dos instrumentos construídos. As matérias primas, nogueira, ébano, pinho, mogno, são adquiridas directamente pelo mestre Gilberto Grácio, que se desloca propositamente a Espanha, ou à Alemanha, para adquirir esses materiais. Visitei a oficina e tive a oportunidade de presenciar o trabalho de jovens a preparar moldes, para iniciarem a produção de guitarras portuguesas, terminar guitarras clássicas, reparar um bandolim. Era minha intenção recolher informações sobre a eventual construção de violas beiroas, por parte do mestre. Obtive a informação de que nunca tinha construído uma viola beiroa, porque não possuía os moldes, mas o seu colega, Domingos Machado, de Tolosa-Braga, tinha esses moldes e poderia produzir esse tipo de instrumento. Para se garantir que um instrumento musical não cais no esquecimento é condição essencial assegurar a sua produção. Na Beira Interior, infelizmente, perdeu-se a tradição da arte de produção de instrumentos musicais de cordas, embora existam excelentes artistas de marcenaria, por exemplo em Alpedrinha. O exemplo da Câmara de Oeiras, que para além de apoiar esta iniciativa, mantem em Algés, sob orientação de Pedro Caldeira Cabral uma oficina de produção de instrumentos musicais antigos, poderia ser seguido na Beira Interior e dessa forma contribuir-se para a divulgação e protecção de um instrumento musical tipico da Beira Baixa, hoje praticamente extinto. Como já tenho referido só na Lousa e nas Dança da Genebres é esse instrumento utilizado, na Festa da Senhora dos Altos Céus.
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