terça-feira, agosto 31, 2004
www.diarioxxi.com
Vento sopra mais forte no Festival de Castelo Novo
Durante os próximos dias 2, 3, 4 e 5 de Setembro, o vento promete soprar com mais intensidade na Aldeia Histórica de Castelo Novo. O “Encontro do Vento” assim o exige. As várias actividades previstas para a localidade fundanense requerem a forte presença deste elemento, que é tema unificador entre dança, música e várias oficinas de trabalho
Laura Sequeira
Pelo terceiro ano consecutivo, a Câmara Municipal do Fundão organiza o Festival de Castelo Novo – “Encontro do Vento”. Com início marcado para depois de amanhã, quinta-feira, 2, o “Encontro do Vento” decorre até domingo, 5, com um programa bastante diversificado. A música, a dança, o lançamento de livros e as oficinas de construção de objectos eólicos preenchem o cartaz, que tem como objectivo “agregar o património e a história de Castelo Novo”. O evento está orçado em cerca de 30 mil euros, mas irá custar à autarquia apenas 75 por cento deste valor, uma vez que, lembra o vereador com o pelouro da Cultura na Câmara Municipal do Fundão, Paulo Fernandes, “o Festival está inserido numa candidatura feita à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR)”.
Recorde-se que o Festival de Castelo Novo teve a sua primeira edição há três anos, quando a Aldeia Histórica comemorava os 800 anos do Foral. Paulo Fernandes refere que, “no ano passado, essa temática foi alterada para se centrar no ‘Encontro do Vento’”. “Foi uma experiência que correu muito bem, uma vez que as pessoas gostaram imenso e o evento teve uma repercussão à escala nacional”, sublinha o vereador, que, em declarações prestadas ontem as jornalistas no âmbito da apresentação oficial do certame, acrescenta: “O Festival foi uma aposta ganha e, por isso, este ano o formato é idêntico”.
Paulo Fernandes esclarece ainda que a organização tenta sempre “cruzar um conjunto de actividades diferentes”. “Actividades pensadas para todos os públicos e também multifacetadas, que tornem muito interessante e muito atractivo este acontecimento ligado ao conceito do vento”, salienta. O principal objectivo é, assim, que haja “muita animação de rua, procurando que os visitantes tenham uma interacção forte com toda a temática e todo o património que existe em Castelo Novo”, conclui o responsável.
No que respeita à adesão da população, Paulo Fernandes salienta que “tem sido crescente”. O responsável não deixa de recordar a participação dos mais jovens, “que aproveitam o Festival para“observar todas as questões do vento ‘in loco’, na magnífica encosta da Serra da Gardunha”. Já o presidente da Junta da Aldeia Histórica, Luciano Nave, garante que “é um prazer para toda a população acolher esta iniciativa”. E o autarca sublinha: “É com grande entusiasmo que a população assiste às visitas dos turistas nesta altura do ano”.
CAIXA 1
Programa diversificado
Encontro para todas as idades
A oficina de construção de instrumentos musicais eólicos, orientada por António Supico, dá início ao Festival de Castelo Novo, na próxima quinta-feira, 2. A possibilidade de construir instrumentos feitos dos mais variados materiais é dada às crianças de todo o concelho fundanense. A sede da Associação Cultural de Castelo Novo é o local escolhido para a realização da oficina de construção, que decorre ao mesmo tempo que as oficinas de construção de “origami” e “mobiles”, orientada por Esmeralda Tavares, na Casa Paroquial.
A sede da Associação Decano acolhe as construções de cataventos. A actividade é orientada por Ângela Duarte e decorre, à semelhança de todas as outras oficinas, até dia 5. O atelier de Dança do Vento tem lugar no parque do Alardo e é dirigido por Alice Santos. A construção de papagaios de papel, orientada pela Associação Gilteatro, e que vai decorrer no Largo da Bica, está também no programa do Encontro do Vento. De 2 a 4 de Setembro, a Academia de Música e Dança do Fundão recebe a Musicata - Oficina de Instrumentos de Sopro, orientada por Pedro Ladeira.
Do programa do Festival de Castelo Novo destaca-se ainda a apresentação do livro “Redemoinhos - Ventos e Tempos da Beira”, coordenado por Maria Adelaide Salvado. A obra será dada a conhecer no dia 4 de Setembro, pelas 15h00, nos antigos Paços do Concelho de Castelo Novo e a apresentação está a cargo do meteorologista José Manuel Costa Alves. O vereador da Cultura da autarquia fundanense garante que “é uma obra muito interessante, que vai fazer as delícias das pessoas que gostam de conhecer mais sobre estas terras”. “Foi com enorme satisfação que percebi a qualidade e a profundeza que tem esta cultura ligada ao vento na nossa memória e na nossa vivência aqui na Beira”, salienta o responsável.
EXPOSIÇÃO DE OBJECTOS EÓLICOS
Os antigos Paços do Concelho recebem também no dia 4, mas pelas 21h30, o quarteto de acordeões Danças Ocultas. O grupo oriundo de Águeda é considerado um dos projectos mais interessantes da nova música portuguesa e “vai trazer as músicas das concertinas, elevando essa música a um contexto um pouco mais erudito, mas que será um momento excepcionalmente belo, às ruas e àquele monumento, que constitui os antigos paços do concelho e o largo do Pelourinho”, refere Paulo Fernandes.
Para o último dia de Festival, a organização do Encontro do Vento prepara a exposição dos objectos eólicos produzidos nas várias oficinas durante toda a semana. A intervenção artística decorre a partir das 9h00, nas ruas, janelas e varandas da Aldeia Histórica. Às 10h00 um balão de ar quente está ao dispor, no Parque do Alardo, para quem quiser sobrevoar os céus de Castelo Novo.
O concerto da Musicata marca o encerramento do Festival de Castelo Novo. Os instrumentos de sopro não têm hora marcada para começar a tocar, uma vez que a intervenção depende do pôr do Sol.
CAIXA 2
“Vento - Sombra de Vozes/ Viento - Sombra de Voces” é o título da obra
Antologia Poética marca cooperação transfronteiriça
A actividade que mais destaque merece por parte da organização decorre no dia de abertura do Festival. O lançamento da Antologia de Poesia Ibérica “Vento - Sombra de Vozes/ Viento - Sombra de Voces” está marcado para as 21h00, na Lagariça. A obra, que reúne 68 poetas portugueses e espanhóis, mostra o vento como elemento unificador em todas as páginas, escritas nas duas línguas.
Editada pela Câmara Municipal do Fundão e pela Celya Editora, “a antologia apresenta-se como homenagem à matéria simbólica e poética que é o vento, elemento agregador e criador”, explica a organização do Festival de Castelo Novo. A obra será apresentada por Gabriel Magalhães, docente da Universidade da Beira Interior, numa cerimónia que conta ainda com um recital onde estarão presentes os poetas António Salvado, Jorge Fragoso, José do Carmo Francisco, Nicolau Saião, Pedro Sena-Lino, Rafael Dioníssio, Jesús Losada, Maria Ángeles Maeso e Santos Jimenez.
“É uma compilação de autores reconhecidos, de primeira linha, quer portugueses, quer espanhóis, que tiveram apontamentos poéticos sobre a temática do vento”, explica Paulo Fernandes. Para o responsável este é um projecto “muito interessante, até mesmo pela sua vertente transfronteiriça”. “É um livro muito curioso e revelador da nossa vontade de colocar a Aldeia Histórica de Castelo Novo numa rede mais ampla, transfronteiriça, na perspectiva de ganhar novas escalas para o que estamos a fazer e ter também novos públicos”, esclarece o vereador da Cultura.
CAIXA 3
Festival Internacional de Dança Contemporânea
“Fringe” regressa ao Fundão
Tal como já aconteceu no ano passado, os destaques do Festival de Castelo Novo vão também para o “Fringe 2004”, Festival Internacional de Dança Contemporânea, que conta com a actuação da Companhia Neodanza, da Venezuela, e Philip Hamilton, dos Estados Unidos da América, na próxima sexta-feira, dia 3, pelas 21h30, nas ruas da Aldeia Histórica. O evento constitui, na opinião da organização, “uma união entre o físico e o psicológico e o confronto da vida urbana com o ambiente relaxante de Castelo Novo. Estas são algumas das características de um espectáculo, que juntará artistas oriundos de vários pontos do mundo”.
“A maior maratona de dança em Portugal” é como o Festival se apresenta. Os cerca de 40 mil visitantes, em cinco edições, atestam a qualidade do evento, que percorre 20 cidades portuguesas e faz 45 espectáculos durante o Verão. A elaboração de uma programação variada tem sido uma das prioridades, com apresentações que vão desde criações pré-concebidas à improvisação espontânea, de vivências rituais ao expressionismo abstracto.
De acordo com Paulo Fernandes, vereador com o pelouro da Cultura na autarquia fundanense, o “’Fringe 2004’ é um espectáculo contemporâneo de grande qualidade, que vai ficar na retina e no ouvido dos espectadores”.
Veja também
Atleta da Guarda revalida título do Circuito Nacional de Montanha
O corredor especialista em provas de montanha, Paulo Gonçalves, é outra vez campeão nacional. A duas provas do fim do Circuito Nacional de Montanha’2004, o guardense tem já garantido mais um título
Travessia Torre-Unhais da Serra a 18 e 19 Setembro
A Secção de Montanha Clube de Campismo e Caravanismo da Covilhã organiza nos próximos dias 18 e 19 de Setembro uma travessia entre a Torre, na Serra da Estrela, e Unhais da Serra e vice-versa.
Bobby Robson despedido do Newcastle
Bobby Robson, de 71 anos, foi “libertado dos seus deveres” após uma colaboração “incansável durante cinco anos para trazer sucesso ao Newcastle”
Luís Fabiano a caminho do FC Porto
O brasileiro Luís Fabiano, avançado do São Paulo, está prestes a assinar contrato com o FC Porto, anunciou o presidente do clube paulista
© Copyright 2004 - Diário XXI. Todos os Direitos Reservados
www.diarioxxi.com
Vento sopra mais forte no Festival de Castelo Novo
Durante os próximos dias 2, 3, 4 e 5 de Setembro, o vento promete soprar com mais intensidade na Aldeia Histórica de Castelo Novo. O “Encontro do Vento” assim o exige. As várias actividades previstas para a localidade fundanense requerem a forte presença deste elemento, que é tema unificador entre dança, música e várias oficinas de trabalho
Laura Sequeira
Pelo terceiro ano consecutivo, a Câmara Municipal do Fundão organiza o Festival de Castelo Novo – “Encontro do Vento”. Com início marcado para depois de amanhã, quinta-feira, 2, o “Encontro do Vento” decorre até domingo, 5, com um programa bastante diversificado. A música, a dança, o lançamento de livros e as oficinas de construção de objectos eólicos preenchem o cartaz, que tem como objectivo “agregar o património e a história de Castelo Novo”. O evento está orçado em cerca de 30 mil euros, mas irá custar à autarquia apenas 75 por cento deste valor, uma vez que, lembra o vereador com o pelouro da Cultura na Câmara Municipal do Fundão, Paulo Fernandes, “o Festival está inserido numa candidatura feita à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR)”.
Recorde-se que o Festival de Castelo Novo teve a sua primeira edição há três anos, quando a Aldeia Histórica comemorava os 800 anos do Foral. Paulo Fernandes refere que, “no ano passado, essa temática foi alterada para se centrar no ‘Encontro do Vento’”. “Foi uma experiência que correu muito bem, uma vez que as pessoas gostaram imenso e o evento teve uma repercussão à escala nacional”, sublinha o vereador, que, em declarações prestadas ontem as jornalistas no âmbito da apresentação oficial do certame, acrescenta: “O Festival foi uma aposta ganha e, por isso, este ano o formato é idêntico”.
Paulo Fernandes esclarece ainda que a organização tenta sempre “cruzar um conjunto de actividades diferentes”. “Actividades pensadas para todos os públicos e também multifacetadas, que tornem muito interessante e muito atractivo este acontecimento ligado ao conceito do vento”, salienta. O principal objectivo é, assim, que haja “muita animação de rua, procurando que os visitantes tenham uma interacção forte com toda a temática e todo o património que existe em Castelo Novo”, conclui o responsável.
No que respeita à adesão da população, Paulo Fernandes salienta que “tem sido crescente”. O responsável não deixa de recordar a participação dos mais jovens, “que aproveitam o Festival para“observar todas as questões do vento ‘in loco’, na magnífica encosta da Serra da Gardunha”. Já o presidente da Junta da Aldeia Histórica, Luciano Nave, garante que “é um prazer para toda a população acolher esta iniciativa”. E o autarca sublinha: “É com grande entusiasmo que a população assiste às visitas dos turistas nesta altura do ano”.
CAIXA 1
Programa diversificado
Encontro para todas as idades
A oficina de construção de instrumentos musicais eólicos, orientada por António Supico, dá início ao Festival de Castelo Novo, na próxima quinta-feira, 2. A possibilidade de construir instrumentos feitos dos mais variados materiais é dada às crianças de todo o concelho fundanense. A sede da Associação Cultural de Castelo Novo é o local escolhido para a realização da oficina de construção, que decorre ao mesmo tempo que as oficinas de construção de “origami” e “mobiles”, orientada por Esmeralda Tavares, na Casa Paroquial.
A sede da Associação Decano acolhe as construções de cataventos. A actividade é orientada por Ângela Duarte e decorre, à semelhança de todas as outras oficinas, até dia 5. O atelier de Dança do Vento tem lugar no parque do Alardo e é dirigido por Alice Santos. A construção de papagaios de papel, orientada pela Associação Gilteatro, e que vai decorrer no Largo da Bica, está também no programa do Encontro do Vento. De 2 a 4 de Setembro, a Academia de Música e Dança do Fundão recebe a Musicata - Oficina de Instrumentos de Sopro, orientada por Pedro Ladeira.
Do programa do Festival de Castelo Novo destaca-se ainda a apresentação do livro “Redemoinhos - Ventos e Tempos da Beira”, coordenado por Maria Adelaide Salvado. A obra será dada a conhecer no dia 4 de Setembro, pelas 15h00, nos antigos Paços do Concelho de Castelo Novo e a apresentação está a cargo do meteorologista José Manuel Costa Alves. O vereador da Cultura da autarquia fundanense garante que “é uma obra muito interessante, que vai fazer as delícias das pessoas que gostam de conhecer mais sobre estas terras”. “Foi com enorme satisfação que percebi a qualidade e a profundeza que tem esta cultura ligada ao vento na nossa memória e na nossa vivência aqui na Beira”, salienta o responsável.
EXPOSIÇÃO DE OBJECTOS EÓLICOS
Os antigos Paços do Concelho recebem também no dia 4, mas pelas 21h30, o quarteto de acordeões Danças Ocultas. O grupo oriundo de Águeda é considerado um dos projectos mais interessantes da nova música portuguesa e “vai trazer as músicas das concertinas, elevando essa música a um contexto um pouco mais erudito, mas que será um momento excepcionalmente belo, às ruas e àquele monumento, que constitui os antigos paços do concelho e o largo do Pelourinho”, refere Paulo Fernandes.
Para o último dia de Festival, a organização do Encontro do Vento prepara a exposição dos objectos eólicos produzidos nas várias oficinas durante toda a semana. A intervenção artística decorre a partir das 9h00, nas ruas, janelas e varandas da Aldeia Histórica. Às 10h00 um balão de ar quente está ao dispor, no Parque do Alardo, para quem quiser sobrevoar os céus de Castelo Novo.
O concerto da Musicata marca o encerramento do Festival de Castelo Novo. Os instrumentos de sopro não têm hora marcada para começar a tocar, uma vez que a intervenção depende do pôr do Sol.
CAIXA 2
“Vento - Sombra de Vozes/ Viento - Sombra de Voces” é o título da obra
Antologia Poética marca cooperação transfronteiriça
A actividade que mais destaque merece por parte da organização decorre no dia de abertura do Festival. O lançamento da Antologia de Poesia Ibérica “Vento - Sombra de Vozes/ Viento - Sombra de Voces” está marcado para as 21h00, na Lagariça. A obra, que reúne 68 poetas portugueses e espanhóis, mostra o vento como elemento unificador em todas as páginas, escritas nas duas línguas.
Editada pela Câmara Municipal do Fundão e pela Celya Editora, “a antologia apresenta-se como homenagem à matéria simbólica e poética que é o vento, elemento agregador e criador”, explica a organização do Festival de Castelo Novo. A obra será apresentada por Gabriel Magalhães, docente da Universidade da Beira Interior, numa cerimónia que conta ainda com um recital onde estarão presentes os poetas António Salvado, Jorge Fragoso, José do Carmo Francisco, Nicolau Saião, Pedro Sena-Lino, Rafael Dioníssio, Jesús Losada, Maria Ángeles Maeso e Santos Jimenez.
“É uma compilação de autores reconhecidos, de primeira linha, quer portugueses, quer espanhóis, que tiveram apontamentos poéticos sobre a temática do vento”, explica Paulo Fernandes. Para o responsável este é um projecto “muito interessante, até mesmo pela sua vertente transfronteiriça”. “É um livro muito curioso e revelador da nossa vontade de colocar a Aldeia Histórica de Castelo Novo numa rede mais ampla, transfronteiriça, na perspectiva de ganhar novas escalas para o que estamos a fazer e ter também novos públicos”, esclarece o vereador da Cultura.
CAIXA 3
Festival Internacional de Dança Contemporânea
“Fringe” regressa ao Fundão
Tal como já aconteceu no ano passado, os destaques do Festival de Castelo Novo vão também para o “Fringe 2004”, Festival Internacional de Dança Contemporânea, que conta com a actuação da Companhia Neodanza, da Venezuela, e Philip Hamilton, dos Estados Unidos da América, na próxima sexta-feira, dia 3, pelas 21h30, nas ruas da Aldeia Histórica. O evento constitui, na opinião da organização, “uma união entre o físico e o psicológico e o confronto da vida urbana com o ambiente relaxante de Castelo Novo. Estas são algumas das características de um espectáculo, que juntará artistas oriundos de vários pontos do mundo”.
“A maior maratona de dança em Portugal” é como o Festival se apresenta. Os cerca de 40 mil visitantes, em cinco edições, atestam a qualidade do evento, que percorre 20 cidades portuguesas e faz 45 espectáculos durante o Verão. A elaboração de uma programação variada tem sido uma das prioridades, com apresentações que vão desde criações pré-concebidas à improvisação espontânea, de vivências rituais ao expressionismo abstracto.
De acordo com Paulo Fernandes, vereador com o pelouro da Cultura na autarquia fundanense, o “’Fringe 2004’ é um espectáculo contemporâneo de grande qualidade, que vai ficar na retina e no ouvido dos espectadores”.
Veja também
Atleta da Guarda revalida título do Circuito Nacional de Montanha
O corredor especialista em provas de montanha, Paulo Gonçalves, é outra vez campeão nacional. A duas provas do fim do Circuito Nacional de Montanha’2004, o guardense tem já garantido mais um título
Travessia Torre-Unhais da Serra a 18 e 19 Setembro
A Secção de Montanha Clube de Campismo e Caravanismo da Covilhã organiza nos próximos dias 18 e 19 de Setembro uma travessia entre a Torre, na Serra da Estrela, e Unhais da Serra e vice-versa.
Bobby Robson despedido do Newcastle
Bobby Robson, de 71 anos, foi “libertado dos seus deveres” após uma colaboração “incansável durante cinco anos para trazer sucesso ao Newcastle”
Luís Fabiano a caminho do FC Porto
O brasileiro Luís Fabiano, avançado do São Paulo, está prestes a assinar contrato com o FC Porto, anunciou o presidente do clube paulista
© Copyright 2004 - Diário XXI. Todos os Direitos Reservados
segunda-feira, agosto 30, 2004
http://www.boomfestival.org:8604
http://www.boomfestival.org/galleries2004/001/bpics.html
quarta-feira, agosto 18, 2004
viola beiroa
viola beiroa
O Jornal do Fundão de 13 de Agosto de 2004 publicou na 1ª página uma bonita fotografia de jovens integrados num campo de trabalho do IPJ, no Retaxo. O título era "É bom "trabalhar" ao som do acordeão, mas deveria ser chamada a atenção para o instrumento que o jovem do lado esquerdo da fotografia expõe: uma viola beiroa. Como se sabe trata-se de um instrumento musical exclusivo da Zona Leste de Castelo Branco, praticamente extinto e tudo o que for possível fazer pela sua preservação, nomeadamente estimulando os jovens a aprenderem o seu manuseamento, será estar a preservar a nossa cultura. Também, o uso do instrumento levará certamente à reposição e redescoberta de cantos populares, associados à sua utilização.
sexta-feira, julho 30, 2004
Almeida, F. e Ferreira, O.V.
1971 "Um monumento pré-histórico na Granja de S. Pedro (Idanha-a-Velha)". Actas do II Congresso Nacional de Arqueologia, 1. pp. 163-168
Arquitectura, espólio e rituais de dois monumentos megalíticos da Beira Interior: estudo comparado, João Luís Cardoso, João Carlos Caninas, Francisco Henriques
quinta-feira, julho 29, 2004
O Círculo de Leitores está a editar a obra Lugares Mágicos de Portugal, da autoria de Paulo Pereira, tendo sido recentemente editado o 2º volume. Neste volume, relativamente à Beira, identifiquei referências ao Templo de Idanha-a-Velha, Templo da Senhora do Almortão, Templo de Almofala, em Figueira de Castelo Rodrigo, Torre de Centum Cellas e à Ermida de S. Pedro de Vir-à-Corça. Como esta última é menos conhecida e visitada, embora a sua localização, nas proximidades de Monsanto, nos podesse dar uma ideia contrária, já que quem visita Monsanto poderia também incluir no seu roteiro uma visita à ermida de S. Pedro, transcrevo o magnífico texto, sobre o tema, da obra citada. Esta explicação abre-nos horizontes, nomeadamente no referente à influência árabe em toda a região e também, por comparação à influência posterior das Ordens religiosas.
“Conhece-se, embora mal, o primeiro monasticismo do período paleocristão. Cenóbios: Um dos exemplos mais importantes parece ser o de São Cucufate, villa romana fundada no século i e remodelada nos séculos iii e iv d. C., que receberá uma primeira comunidade monástica, mais tarde reconduzida ao cristianismo «romano». Não é ainda de afastar a hipótese de algumas das construções ditas «visigóticas» terem previamente sido mosteiros masculinos paleocristãos, quando se dá a passagem de um culto doméstico para um culto mais «manifestado», no decurso do século VI. Eremitérios: Mas conhece-se ainda menos o monasticismo eremítico ou cenobítico dos tempos suevos, visigóticos ou moçárabes. Contrariamente ao que acontece na Galiza, são poucos os testemunhos existentes de estruturas monásticas deste tipo, muitas delas de carácter rupestre e dificilmente identificáveis. De facto, trata-se, a maior parte das vezes, de grutas naturais em pleno bosque ou em zona de montanha (os verdadeiros «desertos» dos místicos), ocupadas pelos eremitas (ao que cremos, a igreja românica de São Pedro das Águias e o lugar peculiar da sua implantação devem ter como origem um destes eremitérios), ou em montes e lugares sagrados, como a serra d'Ossa ou o cabo de São Vicente, entre outros, que deverão ter acolhido este tipo de comunidades depois institucionalizadas durante os séculos XIV a XVI. Estes eremitérios estão também na origem de inúmeros «mitos de fundação» de mosteiros ou santuários mais tardios da Baixa Idade Média, como é o caso de São Pedro de Vir-a-Corça em Monsanto. Foram diversos destes cenóbios e eremitérios que São Martinho de Dume e São Frutuoso ocuparam na sua busca incessante de disciplinamento dos monasticismos «selvagens», lusitanos ou calaicos. Islão: Não menos interessante será obter dados, hoje ainda escassos mas em progresso, sobre o monasticismo muçulmano corrente, bem como o que se prende com as associações guerreiras. As «ordens» de monges-guerreiros islâmicos são de presença certa em Portugal, e o nome da serra da Arrábida dá disso conta, remetendo para a existência de um ribat árabe mais tarde reconvertido e cristianizado, e ainda adaptado a eremitério franciscano no período contra-reformista (segundo terço do século XVI). Recentemente foram localizados vestígios arqueológicos de um importante ribat no Algarve. Deve ainda ter-se em consideração o eremetismo muçulma no relacionado com as diversas tendências espirituais islâmicas (xiismo e sunismo, ou variantes gnósticas como o sufismo -para simplificar o tema). Se as anteriores são difíceis de caracterizar, mais ainda as relativas aos gnosticismos islâmicos, sendo certo que existiram no nosso território próximas das áreas de implantação moçárabe, e sendo presumíveis os contactos entre as duas comunidades religiosas. 0 que aqui fica dito reporta-se ao domínio das hipóteses, bem entendido. Os templos ou capelas de forma cúbica mais antigos, conhecidos por “cubas” (kaabas), podem ser um reflexo deste movimento, tratando-se de vestígios, algumas vezes cristianizados, de túmulos de «santões» (de homens santos) muçulmanos – como parece ter acontecido no Cadaval ou no cabo Espichel. Arriscamos atribuir ao xiismo eventuais estruturas monásticas, mais centradas na Estremadura, não muito longe dos vestígios moçárabes - ou da sua área de interacção religiosa mais importante -, enquanto que o sunismo deverá predominar no Sul do país - em terras alentejanas e algarvias. Matérias que a arqueologia tem desentranhado, ou que remanescem residualmente em estruturas monásticas mais recentes, já da Idade Média ou mesmo do período moderno. moçárabe: Se o eremetismo e o cenobismo pelágicos constiuem referências quase míticas, salientando-se algumas estruturas de carácter mais monumental que sobreviveram termos arqueológicos, o moçarabismo apresenta já vestígios mais consideráveis, embora discretos e pouco monumentais. Cremos também que o moçarabismo não procede a uma interacção territorial com o peso que as ordens “medievais” mais tradicionais vêm a introduzir.
Paisagem das imediações da Capela de São Pedro de Vir-a-Corça, Monsanto, Beira. Nesta área encontra-se um gruta eremítica que terá sido utilizada por uma comunidade cenobítica cristã antes da fundação do pequeno mosteiro românico que ali foi fundado - ou refundado no século XII. Exemplos como este abundam, sendo provável que semelhante processo se tenha dado em São Pedro das Águias, revelando deste modo a ancestralidade visigótica ou moçárabe dos eremitérios (de regra rústica) face a muitas das fundações monásticas duocentistas.”
In: Enigmas: Lugares Mágicos de Portugal, Paulo Pereira, Vol. 2, Círculo de Leitores, 2004
terça-feira, julho 27, 2004
Estudo Antropogeográfico de António Capelo Manzarra Marrocos
Em 1935 foi editado o estudo “Idanha-a-Velha – Estudo Antropogeográfico”, da autoria de António Capelo Manzarra Marrocos. Este estudo foi editado graças ao esforço que o Drº Jaime Lopes Dias fez, junto do pai do autor, António de Pádua e Silva Leitão Marrocos, depois de ter tomado conhecimento da sua existência. Aliás, o Drº Jaime Lopes Dias prefaciou a sua edição, descrevendo os motivos que levaram à sua insistência, para que o estudo fosse editado. António Capelo Manzarra Marrocos era aluno de Geografia, na Faculdade de Letras de Lisboa e foi nessa qualidade de aluno do 2º ano, ainda longe da licenciatura e com muito para aprender, que elaborou o seu estudo. Infelizmente, o autor faleceu num acidente de viação, ocorrido em Tomar, quando tinha muito a dar para o desenvolvimento da Beira Interior e para o combate à miséria e pobreza, a avaliar pelas suas posições ideológicas.
Em resposta a uma carta que o Drº Jaime Lopes Dias lhe tinha dirigido, que foi incluída no prefácio, o autor apresenta de uma forma clara e evidente o seu pensamento ideológico, relativamente ao atraso da sua região e as condições que considerava basilares para se alcançar o progresso. A carta apresenta o timbre do Hotel Universo, na Rua Antero de Quental, 9, 2º Esquerdo, em Lisboa, onde provavelmente residia como estudante da Faculdade de Letras. Transcrevo parte do seu conteúdo, citado pelo Drº Jaime Lopes Dias: “Não sou por enquanto ninguém...
Sou um novo....afastado desses problemas (regional e social) mas, quando chegar a minha vez de agir,......eu espero contribuir com o meu melhor esforço, se bem que diminuto, a bem da nossa região.....
Em conversas que às vezes tenho tido, por aí, com algumas pessoas reconheci, aliás com certa tristeza, quão antiquada concepção.....possuem ainda do momento que passa........
Dessa evolução, como é lógico e natural compartilharam todos os ramos de actividade e conseqüentemente, a meu ver, o trabalhador rural.....
Por tal motivo deve reconhecer-se-lhe o legítimo direito de aspirar a uma melhoria de condição....como classes suas similares possuem.
Parece-me ver, embora de forma lenta, principiar a agitar-se uma massa com uma melhor compreensão do presente, que auxiliada pela camada do meu tempo, iluminada talvez por uma visão mais nítida, poderá singrar novo mundo talvez mais justo, nobre e equitativo.”
Ao referir-se ao progresso das nossas pobres e anti-higiénicas aldeias sugeriu: “Só o vejo viável no dia em que, ajudando, os indivíduos com um pouco mais de iniciativa, deixarem de tudo esperar do Estado.”
“Em tocando nestes assuntos, entusiasmo-me”, concluiu, terminando a sua missiva.
Por este pensamento, expresso, no início dos anos trinta, do século passado, poderemos aquilatar da falta que fez à Beira Interior, e do contributo que poderia ter dado para o seu desenvolvimento e afirmação, resultante da sua morte prematura, sem ter tido oportunidade de contribuir para a afirmação do seu pensamento.
O primeiro ponto do seu estudo é sobre a história de Idanha-a-Velha e, para um estudante de Geografia, revela ter realizado um estudo aprofundado das origens históricas de Idanha-a-Velha. Contudo, importa confirmar algumas das informações históricas, por serem contraditórias com outras fontes. Refiro-me à transferência do Bispado da Egitânia, para a Guarda, que ocorreu no reinado de D. Sancho I, em 1199, por iniciativa do papa Inocêncio II, segundo diz o autor. Trata-se, de facto, de um erro menor, porque em 1199 era papa Inocêncio III, eleito papa em 1198.
É relevante referir a chamada de atenção que faz para o papel de Leite Vasconcelos, na divulgação e estudo arqueológico de Idanha-a-Velha. Hoje em dia ressaltasse o trabalho de D. Fernando de Almeida, subavaliando trabalhos anteriores. Citando, diz: “O estudo das suas ruínas encontrou devoto admirador num eminente professor desta Faculdade, com nome ilustre é Leite de Vasconcelos. Na sua primeira visita à sua querida Egitânia, como Leite Vasconcelos lhe chamava, ao chegar junto das suas muralhas, apeou-se do trem que o conduzia, e respeitosamente, de chapéu na mão, entrou exclamando: “Salve Egitânia”. Fez as suas investigações, colheu muitos dados, e publicou alguns trabalhos.”
Alerta para a importância que a Idanha-a-Velha, como centro arqueológico e denuncia o facto de até à altura não ter sido reconhecida como monumento nacional. Faz algumas citações de registos epigráficos, considerando já na altura que se estava em presença de um muito relevante centro de epigrafia. Transcreve o registo epigráfico inserto na ponte romana de Alcântara, para mostrar a importância que a Egitânia teve no Império Romano.
MUNICIPIA
PROVINVIAE
LUSITANIA STIPE
CONLATA. QUE OPUS
PONTIS. PERFECERUMT
IGAEDITANI
LANCIENSES. OPIDANI
TALORI
INTERAMNENSE.
Traduz a inscrição: Os municípios da província Lusitana, que acabaram esta ponte, são os seguintes: os Egeditanos, os Lancienses, , os Pidani, os Talori e os Interamnenses.
Como se pode verificar o primeiro município referido na transcrição é o da Egitânia, sendo de admitir que isso resultaria da importância desse município, na Administração Romana.
Para quem quiser aprofundar as questões levantadas no estudo indica-se que o mesmo está disponível, em muito mau estado, estando por isso condicionada a sua leitura, na Biblioteca Nacional, com a cota H.G. 14856//23 V.
Também, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco, na sala Jaime Lopes Dias, está disponível a Biblioteca, oferecida pela família, onde será de pesquisar se será possível localizar outra correspondência trocada entre Jaime Lopes Dias e António Manzarra Marrocos ou sua família.
quinta-feira, julho 22, 2004
| Em 4 de Setembro concerto em Belgais de apoio financeiro à reflorestação
in: www.reconquista.pt de 9/7/2004 "Iniciativa angaria fundos em Setembro | ||
| Concerto para recuperar Belgais do incêndio | ||
|
| ||
|
|
| |
|
| ||
| Na sequência do incêndio que no dia 30 de Junho assolou a quinta de Belgais, ao qual apenas escaparam o pomar e a casa principal onde funciona o Centra para o Estudo das Artes, realiza-se um concerto para angariação de fundos com vista à recuperação de Belgais, no próximo dia 4 de Setembro. O espectáculo deverá contar com a actuação da pianista Maria João Pires, a proprietária da quinta, e principal impulsionadora do centro artístico que ali funciona. Foi com apreensão e um sentimento de impotência que o pessoal que trabalha na Associação Belgais assistiu ao avanço das chamas desde o Monte do Pombal, onde o incêndio deflagrou, por volta das 12H30. “Nunca pensei que o fogo fosse tão rápido”, adiantou ao “Reconquista” Maria do Rosário Veiga. As chamas chegaram junto a Belgais antes dos bombeiros. “Se os bombeiros não tivessem chegado a casa teria ardido”, continua. Ao todo arderam 100 hectares de oliveiras, azinheiras e mato. As chamas acabaram por consumir também duas casas de madeira, com o recheio que existia no interior, incluindo o forno, móveis, quadros e material de construção. A horta, juntamente com as vedações de madeira, os animais soltaram-se e fugiram das chamas. “Quando liguei para os bombeiros gostava de ter recebido instruções sobre como nos preparar para o fogo. Porque podemos estar a fazer asneiras. Mas da central apenas diziam que a situação estava controlada”, refere Maria do Rosário Veiga. “A casa safou-se porque os bombeiros foram excepcionais”, sublinha a pienista Maria João Pires. Há 19 anos que ali vive e recorda terem acontecido apenas dois fogos, que foram rapidamente controlados. No combate às chamas estiveram envolvidos 109 bombeiros de 20 corporações dos distritos de Castelo Branco, Setúbal e Lisboa, apoiados por 31 viaturas e cinco helicópteros. Segundo o coordenador da Protecção Civil de Castelo Branco, Rui Esteves, o sinistro não foi fácil combater. Por dois motivos: “o incêndio desenvolveu-se com muita rapidez numa zona de mato e pasto, onde não havia acessos, e o vento soprava muito forte”." | ||
segunda-feira, julho 19, 2004
www.helana.com
Finalmente, há um Restaurante na Beira Interior, seleccionado entre os 11 melhores do País. Em geral, nas classificações de Restaurantes, feitos por várias empresas e organismos, não é referido qualquer da Beira Interior. Sábado passado (17.7.2004, nº 11), a revista Sábado publicou um artigo "Os Reis da Cozinha", pag. 100, em que os Chefes de Cozinha Hélder Saraiva, do Restaurante Albatroz em Cascais, Maria José Almeida, do Nobre em Lisboa, Fausto Airoldi, da Bica do sapato em lisboa, Miguel Medeiros, da Travessa em Lisboa e Olivier, do Restaurante Olivier em Lisboa, falam sobre a qualidade gastronómica em Portugal. Nesse texto os Chefes referidos identificam os melhores pratos, os melhores Chefes de Cozinha a trabalhar em Portugal e os restaurantes onde melhor se come em Portugal.
São citados onze Restaurantes, sendo um deles o HELANA de Idanha-a-Nova. É bom, saber que, finalmente, temos uma referência gastronómica, na Beira Interior, reconhecida por alguns dos melhores Chefes de Cozinha, como um dos melhores do País. Parabéns à equipa que com o seu trabalho se conseguiu impor pela qualidade, ao ponto de ser citado como Restaurante de referência.
Por não conhecer o restaurante, procurei informação na Internet e constatei que o mesmo tem um site com óptima informação, que nos permite antever o que nos esperará na próxima visita.
O endereço do Restaurante é www.helana.com , experimentem aceder e, provavelmente, terão uma surpresa muito agradável. É com trabalho com esta qualidade, que se consegue captar Turismo para a Beira Interior e transformar a nossa região em centro turístico, de visita obrigatória.
quinta-feira, julho 08, 2004
quinta-feira, julho 01, 2004
in: Diário XXI
Chamas devoram área florestal de Belgais
A quinta onde está instalado o Centro de Estudo das Artes de Belgais, gerido pela pianista Maria João Pires, no concelho de Castelo Branco, foi ontem atingida por um incêndio, que destruiu toda a área florestal do complexo.
No entanto, segundo Joana Pires, filha da pianista, os edifícios não foram afectados.
O incêndio deflagrou cerca das 12:45 na propriedade de Monte do Pombal, que tem uma grande área de pinhal, eucaliptos e pasto, e propagou-se rapidamente às propriedades contíguas.
Cerca de uma centena de bombeiros, 30 viaturas e cinco helicópteros encontravam-se ao fim da tarde no local. Na altura, estava a ser equacionada a possibilidade de pedir auxílio aéreo a Espanha, de acordo com informações dos bombeiros.
Entretanto, a meio da tarde de ontem encontravam-se em fase de rescaldo dois incêndios que deflagraram também ontem, mas em Póvoa de Rio de Moinhos e Alcains.
quarta-feira, junho 30, 2004
28 Restaurantes aderem à iniciativa
in: Diario XXI
NERCAB promove gastronomia da Beira Baixa para lá da região
Vários restaurantes de 10 concelhos do distrito de Castelo Branco estão reunidos nesta publicação promocional promovida pelo NERCAB
“Desvende os Sabores da Beira Baixa” é o título da iniciativa que o NERCAB – Núcleo Empresarial da Região de Castelo Branco está a desenvolver e que tem como objectivo promover a gastronomia da região. No âmbito da acção, foi produzida uma brochura que descreve ao pormenor, em português e castelhano, 28 restaurantes da região, e que vai ter distribuição gratuita por diversos pontos da Beira Baixa. O mesmo veículo vai estar disponível nas áreas de serviço das auto-estradas n.º 23 e n.º 1 e na zona fronteiriça espanhola.
Esta é já a terceira edição da iniciativa, que no entender do NERCAB se destaca das anteriores, “não só pela apresentação física, no que diz respeito ao formato”, mas também “pela descrição mais pormenorizada e apelativa”. Ao mesmo tempo que os 28 restaurantes procuram alcançar metas de divulgação importantes, irá também fazer renascer “os sabores tradicionais da região, contribuindo para que esta zona se assuma como um destino turístico privilegiado”.
A brochura inclui, para cada um dos restaurantes aderentes, um texto de apresentação e fotos apelativas dos mais importantes pratos do estabelecimento ou da região. Daí poder encontrar-se iguarias como o grelhado misto de enchidos regionais, cabrito no forno, sopa beirã, bacalhau com broa, ou o bucho recheado com couves e broa e os maranhos, ambos da Zona do Pinhal. As páginas da publicação apresentam casas de restauração localizadas em 10 concelhos da região e que, no entender dos responsáveis, podem também “dar um quadro representativo da gastronomia do distrito de Castelo Branco”.
in: Diario XXI
“Fundanus prestige” D.O.C. tinto 2001
Notas de prova
Cor: Retinto.
Aroma: Frutos silvestres, caramelo e tabaco.
Sabor: Macio, denso, com bom equilíbrio entre o seu corpo e os taninos, terminando com boa persistência. Estagiou em barricas novas de carvalho.
Vinificação: vinificado através de uma selecção de vinhas D.O.C a sul da Gardunha e tem na sua composição 60 por cento de Aragonez e 40 por cento de Jaen. Cutimenta prolongada com temperatura de fermentação a 28ºC. Posteriormente, estágio em barricas novas durante um ano e garrafa durante um ano. Deve ser aberto 30 minutos de ser apreciado a uma temperatura de 16ºC. Acompanha muito bem cabrito assado na brasa e queijo picante.
Alpedrinha” D.O.C. tinto 2002
Notas de prova
Cor: Rubi carregado.
Aroma: Jovem com sugestão a frutos secos.
Sabor: Macio, boa estrutura, intenso, com persistência ficando a sugestão a frutos secos.
Vinificação: vinificado com uma selecção de castas D.O.C. - Beira Interior a sul da Gardunha, com uma curtimenta prolongada e controlo de temperaturas de fermentação, estagiando posteriormente em barricas de carvalho e garrafa
Deve ser apreciado a uma temperatura de 16ºC e acompanha muito bem costeleta de novilho assada na brasa.
“Cova da Beira” D.O.C. branco 2003
Notas de prova
Cor: Palha aberto.
Aroma: aroma bastante frutado muito agradável, com sugestões a frutos tropicais.
Sabor: Macio, boa estrutura com ligeiro acídulo que o torna fresco e que desperta o seu frutado que persiste. Óptimo vinho para ser servido como aperitivo, com pratos de peixe grelhados, óptima companhia para uma agradável conversa.
Vinificação: vinificado com uma selecção de castas D.O.C.-Beira Interior, proveniente de mosto lágrima de prensa pneumática, fermentando a temperaturas controladas de 18ºC. Deve ser apreciado a uma temperatura de 8ºC, serve-se como aperitivo e acompanha muito bem pratos de peixe grelhados.
Vinho tem garrafa nova
“Alpedrinha” com “excelente relação qualidade/preço”
O vinho “Alpedrinha”, lançado há pouco mais de um ano pela Adega Cooperativa do Fundão (ACF) mudou de garrafa, mas mantém a qualidade. A garrafa de meio litro dá agora lugar a uma de 0,75L. “Concebida para penetrar no mercado da restauração, chegámos à conclusão de que meio litro para duas pessoas é pouco e para uma é demais”, justifica o enólogo da Cooperativa, António Madaleno.
O vinho foi servido na segunda-feira, nas instalações da ACF, numa “prova cega” com mais três vinhos - “Ével”, “Esteva” e “Monte Velho” -, perante um painel de consumidores constituído por representantes da Comunicação Social regional. Numerados os copos de um a quatro e atribuídas as pontuações mediante a cor o aroma e o paladar, o “Alpedrinha” obteve o segundo lugar. “Para nós são resultados válidos, porque resultam de uma prova feita de forma aleatória para perceber o sentido dos consumidores”, considera António Madalena, sublinhando que “o vinho tem uma excelente relação qualidade/preço”, ao ser vendido a sensivelmente três euros por garrafa.
Destinado ao mercado regional e nacional, o “Alpedrinha” foi criado em homenagem ao cardeal de Alpedrinha - D. Jorge da Costa, nascido naquela vila em 1406. Durante a sua vida foi conselheiro do Rei D. Afonso V e confessor de D. Catarina (irmã deste Rei). Acompanhou ainda a vida de quatro papas (Sisto IV, Inocêncio VIII, Alexandre VI e Júlio II) e foi mentor do Tratado de Tordesilhas.
Vinho do Fundão com campanha de promoção própria em 2005
A Câmara do Fundão prepara-se para lançar no próximo ano uma campanha promocional do vinho do Fundão, “semelhante à campanha da cereja realizada recentemente”, revela ao Diário XXI o vice-presidente da autarquia, Carlos São Martinho Gomes. “Já lançámos o desafio à Adega Cooperativa para que, conjuntamente com a autarquia, se faça em 2005 a promoção dos nossos vinhos a nível nacional”, acrescenta.
“Trata-se de um produto relevante na nossa economia do sector primário”, justifica Carlos São Martinho realçando que além do vinho e da cereja serão também promovidos o mel, o azeite e o artesanato do concelho. E adianta: “São produtos distintos que se inserem na estratégia de tornar o Fundão cada vez mais conhecido e, por isso, terão campanhas próprias, com uma aposta forte em determinadas alturas do ano”.
Assegurando disponibilidade da parte da edilidade para ser “o pivot destas promoções”, São Martinho conclui: “Estão, inclusive, a decorrer negociações com os futuros concessionários das estações de serviço da A23 para a criação de postos de venda permanentes dos produtos do Fundão”.
Antigo futebolista deslumbrado com “Fundanus Prestige”
Paulo Sousa elogia produtos fundanenses
A caminho da Covilhã para participar em mais um programa do Euro 2004 da RTP, transmitido segunda-feira a partir da cidade serrana, o ex-futebolista Paulo Sousa parou no Fundão para provar os três novos vinhos lançados pela Adega Cooperativa.
O antigo centro campista português, diz-se “pouco apreciador de vinhos”, mas garante ter ficado deslumbrado “com a força” do novo “Fundanus Prestige” – D.O.C. tinto 2001. “É um vinho que enche a alma”, considera Sousa, que ainda arranjou tempo para dar alguns autógrafos, um deles assinado numa garrafa do novo “Cova da Beira” – D.O.C. Branco 2003. Entre as provas, a conversa girou à volta da “brilhante carreira” da Selecção Nacional do Euro 2004 e o ex-internacional português não deixou de vaticinar uma final entre Portugal e Republica Checa, a 4 de Julho.