Mostrar mensagens com a etiqueta Energias renováveis. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Energias renováveis. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Horta solar no Ferro

http://www.enforce.pt/noticias.php?i=43

A Enforce (www.enforce.pt), instalou no Ferro uma unidade de produção de energia solar. As características técnicas desta central são inovadoras, procuram reproduzir os painéis solares que equipam as naves russas no espaço. Os painéis acompanham o movimento do Sol (ganhando uma rentabilidade de 30%, relativamente a painéis fixos) e são bifaciais (obtendo por este facto uma rentabilidade suplementar de 20%). No total estes painéis produzem mais 50% de energia, do que os painéis comuns. A Enforce é uma das empresas com actividade na Central Solar de Moura. A Enforce transpõs para a microgeração a sua tecnologia, iniciando a sua instalação em lares. O primeiro Lar a ser contemplado foi o Lar do Ferro, já em funcionamento.

segunda-feira, julho 27, 2009

Distrito de Castelo Branco-Energias Renováveis

in: Diário XXI


Castelo Branco em sexto
no ranking nacional
Distrito “exporta”
energia limpa
Segundo Jorge Seguro, o
distrito de Castelo Branco
é, em termos absolutos, “o
sexto maior distrito do País
em energias renováveis”,
permitindo à região exportar
electricidade. “A hídrica, a
biomassa e especialmente
a eólica são as componentes
do «mix» energético da
Beira Interior que nos permite
sermos regionalmente
«exportadores» no capítulo
electricidade”, escreveu
recentemente o deputado.
Ao potencial hídrico já aproveitado,
que supera de 110
MW, juntar-se-ão até 2016
cerca de 48MW da Barragem
do Alvito, nos concelhos de
Castelo Branco, Vila Velha
de Ródão e Proença-a-Nova.
Na biomassa, a central de
Vila Velha de Ródão “foi
construída com o objectivo
de, utilizando resíduos
florestais, será possível produzir
electricidade para 70
mil pessoas” com uma potência
instalada de 13 MW.
Em fase de licenciamento
estão ainda as centrais de
biomassa de Belmonte, Covilhã
e Sertã. Segundo Jorge
Seguro Sanches, na energia
eólica, a potência instalada
no distrito de Castelo Branco
era, em 2006, de 178 MW.
No final de 2008, era de 406
MW, garantindo ao distrito
o título de segundo distrito
do País com mais eólica, a
seguir a Viseu.
Jorge Seguro Sanches,
deputado eleito pelo
círculo de Castelo
Branco, foi o relator do
documento que sugere a
eficiência como próxima
aposta
Depois das energias renováveis,
a próxima grande aposta da política
energética em Portugal deve
ser a eficiência, defende o relatório
sobre política energética produzido
este mês pela Assembleia da
República. O documento, elaborado
por um grupo de trabalho cujo
relator foi o socialista Jorge Seguro
Sanches, deputado pelo Círculo
Eleitoral de Castelo Branco, defende
a atribuição de incentivos
às famílias com maior eficiência
energética per capita porque a
tributação das actividades constitui
“o instrumento político mais
eficaz para a modelação dos comportamentos”
das empresas e dos
cidadãos. Votado no início deste
mês, o tema voltou a estar em foco
sexta-feira, no último plenário do
Parlamento.
Jorge Seguro Sanches, sugeriu à
mesa da Assembleia da República
que “dê o exemplo” de eficiência
energética. “Nós, nesta sala [hemiciclo]
não estamos a tomar
o exemplo do tudo o que estas
bancadas disseram em relação à
eficiência energética”, disse Jorge
Seguro Sanches, apontando o caso
concreto de dois candeeiros colocados
na mesa de Jaime Gama, presidente
da Assembleia da República.
“É um exemplo que devíamos
a todos os portugueses quanto
aos consumos”, disse o deputado,
pedindo particular “atenção” à eficiência
energética do Parlamento
na próxima Legislatura.
Criada em 2006 para acompanhar
os temas de energia, a comissão
parlamentar lembra que
Portugal não dispõe de petróleo
ou gás natural e a extracção do
carvão que ainda existe em Portugal
já não é rentável sob o ponto
de vista económico. É por isso que
cerca de 85% da energia consumida
é importada e tem origem em
combustíveis fósseis, acrescenta o
relatório.
DEPUTA DO ELOGIA
ESCOLA DE PENAMACOR
Às escolas, pede que seja dada
mais formação cívica sobre consumo
de energia, com reforço dos
conteúdos nos ensinos superior e
politécnico. Propõe também “acções
mais fortes de sensibilização
dos cidadãos” e, na próxima legislatura,
uma pedagogia da eficiência
energética, através das escolas.
Uma sugestão já seguida pela Escola
Ribeiro Sanches, em Penamacor.
Na última sexta-feira, professores
daquele estabelecimento de
ensino estiveram no Parlamento
e ouviram elogios de Jorge Seguro
Sanches. O deputado considerou
aquele estabelecimento de ensino
“um exemplo” do que pode ser
feito para sensibilizar os jovens,
elogiando e indicando dezenas de
jovens que terminaram recentemente
um curso na área da energias
renováveis naquela escola.
“A aposta tem significado emprego
e é um exemplo da sensibilização
dos jovens e dos cidadãos
em geral que deve ser seguido”,
concluiu o deputado.

sábado, abril 25, 2009

Biomassa

Será verdade? Em Vila Velha de Rodão não estão em actividade duas centrais de Biomassa? Por outro lado a empresa em que trabalha, tudo gente da SLN/BPN, tinha em projecto uma central de biomassa, que por falta de massa($$$$$$$), presumo eu, não deu à luz do dia.

As centrais de biomassa têm dificuldades de viabilização, porque o preço a que compram a matéria prima, não dá para o transporte da mata até às centrais. Defrontam-se, por outro lado, em termos de preço da matéria prima, com a concorrência das celuloses e industrias de madeira. Só serão viáveis as centrais que aproveitarem resíduos de madeira, resultantes da sua actividade primária, caso das industrias de celulose e outras indústrias que utilizam madeira como matéria prima.



in: Reconquista

SECÇÃO: Sociedade

Antigo líder do PSD no Fórum Económico do partido



Marques Mendes pediu mais atenção à biomassa

Centrais de biomassa não saíram do papel
Marques Mendes diz que dos projectos lançados em 2006 só o da Sertã está em obra. E classifica a situação de “calamidade”.


O projecto da central de biomassa da Sertã é o único dos 15 anunciados pelo Governo que se encontra em obra. Quem o diz é Luís Marques Mendes, que esteve em Castelo Branco para participar no Fórum Económico promovido pelo PSD.

O antigo presidente do partido e actual administrador de uma empresa do sector das energias faz um retrato positivo daquilo que tem sido o avanço da energia eólica ou fotovoltaica em Portugal. Mas diz que no caso da produção de energia através dos resíduos florestais “tem sido um desastre”.

O projecto da Sertã é o único em obra, na sequência do concurso público lançado em Março de 2006. Das restantes 14 previstas “a maior parte delas nem está adjudicada”, afirma.

Para Marques Mendes o país está a perder uma oportunidade de ouro em produzir energias renováveis, chamando a atenção para o facto de ao contrário da eólica e da fotovoltaica a produção de energia através da biomassa poder ser feita 24 horas por dia e 365 dias por ano.

“O Governo nem quer saber disso, dá pouco nas vistas. E eu acho que é uma calamidade a ausência de preocupação nesta matéria”.

Mas as críticas vão também para a atitude dos responsáveis na relação com a floresta, dizendo que a biomassa tem sido esquecida porque os incêndios florestais também não têm feito grande mossa. “Mas provavelmente se este ano, como alguns dizem, for novamente um ano perigoso em termos incêndios florestais: aqui d´el rei!”.

O gestor sugere um regime de incentivos à poupança de energia de mãos dadas com a política fiscal. Para Marques Mendes o valor do Imposto Municipal sob Imóveis e da derrama poderia ser baixado para quem poupa energia ou agravado para quem não o faz.

Luís Marques Mendes foi um dos convidados do Fórum Económico do PSD, que debateu na Escola Superior de Educação várias áreas como a agricultura, o turismo ou as indústrias criativas.


Por: José Furtado





Ficheiros para Download

Marques Mendes- Gestor da Nutroton Energias

domingo, outubro 28, 2007

Hidro, depois do Eolo, recursos naturais em evidência

in: Reconquista
Dinheiro já começou a chegar às câmaras
Hidroeléctrica é a nova mina



A Generg e as câmaras municipais de Castelo Branco e de Proença-a- Nova chegaram a acordo para a instalação de um projecto hidroeléctrico nos dois concelhos. Só falta saber onde ficam as infra-estruturas.



Depois do vento, o Grupo Generg pretende continuar a investir na capacidade de produção energética na região virando-se para um novo recurso: a água. A empresa responsável pela construção do Parque Eólico da Gardunha chegou a acordo com as câmaras municipais de Castelo Branco e de Proença-a-Nova para a implementação de “aproveitamentos hídricos com valência energética”, diz o protocolo assinado na passada semana em Castelo Branco pelos presidentes de câmara dos concelhos envolvidos. A vontade para avançar com o projecto está assumida, mas ainda não há um local concreto para a construção de barragens ou das restantes infra-estruturas necessárias. João Bártolo, administrador da Generg, refere que neste momento “os caudais são conhecidos”, mas não avança com hipóteses de localização. Mas mesmo assim as autarquias já podem fazer contas ao que vão ganhar. Tanto Castelo Branco como Proença-a-Nova receberam de imediato um cheque de 15 mil euros para financiar campanhas de sensibilização das populações em relação ao projecto. A partir de agora, e até ao início da construção, vão receber mais 7 500 euros por ano, valor que com o início das obras sobe para os 10 mil euros por cada megawatt a implantar. Este valor será distribuído em partes iguais pelas juntas de freguesia ribeirinhas. Quando começar a exploração, as câmaras vão receber o equivalente a 1,5 por cento da facturação bruta, antes da aplicação do IVA. “Estamos aqui a gerar uma receita que os municípios podem aproveitar”, refere João Bártolo, que dá às autarquias a possibilidade de estas poderem vir a subscrever 5 por cento do capital social da empresa que ficará responsável pela implementação do projecto. Esta tanto poderá ser criada de raiz como aproveitar os serviços de uma empresa já existente no Grupo Generg. Confrontados com esta possibilidade, que não é uma obrigação contratual, tanto a Câmara Municipal de Proença-a-Nova como a de Castelo Branco não assumem para já uma opção. “Fica para decidir depois”, diz Joaquim Morão. O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco está satisfeito com o trabalho desenvolvido em parceria com a Generg, com quem colabora desde há vários anos na construção do Parque Eólico da Serra da Gardunha, afirmando que “não queremos empresas que nada nos deixem”.

Por seu lado, João Paulo Catarino entende que depois do investimento na eólica é hora de “partir para outra”, acrescentando que o concelho do qual é presidente tem “enormes potencialidades” no aproveitamento energético dos recursos hídricos.

O lançamento da aposta hidroeléctrica coincide com o aproximar do fim de um ciclo no aproveitamento eólico. Oito anos após a assinatura dos primeiros protocolos com as câmaras do Fundão e de Castelo Branco - com vista à construção do Parque Eólico da Gardunha - o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco assume que na altura em que assinou “ainda não estávamos muito conscientes do potencial” do projecto, que segundo o autarca veio gerar “uma riqueza que é distribuída por todos”. De acordo com João Bártolo, o projecto da Gardunha encontra-se instalado a 60 por cento do previsto, devendo estar concluído em Junho de 2008. A meta é ter a funcionar 57 aerogeradores, com uma capacidade de produção de energia na ordem dos 114 megawatts. Até ao passado dia 18 de Outubro encontravam-se montados 29 aerogeradores, dos quais 21 em funcionamento. O investimento é de 134 milhões de euros e as rendas pagas pela colocação das infra-estruturas totalizam cerca de 380 mil euros anuais só para os 300 proprietários rurais. Estima-se que os ventos da Gardunha vão produzir anualmente a energia equivalente ao consumo de 110 mil habitantes, ou seja, “esta região pode orgulhar-se de exportar o dobro da energia limpa que consome”, diz João Bártolo.

quinta-feira, julho 05, 2007

Energias renováveis

Na Beira Interior
in: Jornal do Fundão
Vila Velha de Ródão «navega com rumo e aproveita o vento»

Turismo de natureza, produtos regionais e actividades ligadas à fileira florestal foram os produtos mais visíveis na feira

“IMPORTA afirmar, sem complexos, que apesar de sermos um concelho do Interior, com 330 quilómetros quadrados, cerca de cinco mil habitantes, 42 povoações dispersas, população envelhecida, que todos sentimos a competitividade de Vila Velha de Ródão, enquanto centro de modernidade e pulsação económica, com investimentos significativos”. Foi desta forma que Maria do Carmo Sequeira, presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão, se dirigiu à população e aos agentes económicos presentes na inauguração da XI Feira de Actividades Económicas, que animou Vila Velha de Ródão no último fim-de-semana. “Nós navegamos com rumo, temos que saber aproveitar o vento”, sublinhou a autarca, dando ênfase aos objectivos propostos no plano estratégico sustentável e acreditando que “temos capacidade de gerar e reter mais rendimentos, mais riqueza e mais bem-estar”.

Sobre Energia, Maria do Carmo Sequeira lembrou as potencialidades do concelho, como as três barragens com centrais hidroeléctricas, duas centrais de produção de energia por queima de biomassa, e energia eólica. E criticou o facto deste investimento em energia eólica ter “obrigado à colocação de um sem número de postes de alta tensão, que conduzem a electricidade produzida vinda de outros concelhos, obrigando ao impacto visual negativo, que fere as justas expectativas turísticas do concelho”, reivindicando medidas de compensação e solidariedade.

Fernando Serrasqueiro, por seu turno, elogiou a forma como a fileira florestal, “a fileira mais organizada do país”, está desenvolvida em Vila Velha, aludindo à produção de pasta de papel e a todas as actividades da cadeia de valor ligada à floresta presentes no concelho. Dedicada à temática das invasões francesas, a feira foi, uma vez mais, uma montra de produtos regionais, tendo como cenário o monumento natural Portas de Ródão, uma das potencialidades turísticas, aproveitadas por empresas de turismo de aventura com passeios ao longo do Tejo.


A nível nacional


in: TSF

Sócrates elogia aposta de Portugal nas energias renováveis
O primeiro-ministro José Sócrates, presidente em exercício do Conselho de líderes da União Europeia, destacou esta quinta-feira em Bruxelas a aposta de Portugal nas energias renováveis, durante uma conferência sobre biocombustíveis na qual discursou intencionalmente em Português.
( 18:43 / 05 de Julho 07 )



«Aqueles que não acreditam que o Português é falado por 250 milhões de pessoas em todo o Mundo é bom que comecem a pensar nisso a sério e assim vou falar em Português, pedindo que utilizem a interpretação», afirmou Sócrates, no início da sua intervenção numa conferência internacional de dois dias, em Bruxelas, sobre biocombustíveis.

Sócrates interveio na conferência juntamente com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Slva, e só o presidente do executivo comunitário dispensou por breves minutos o Português, para falar em Inglês, em homenagem ao «multilinguismo na União Europeia».

Sublinhando que os biocombustíveis «são a melhor via a médio prazo para que o sector dos transportes seja mais amigo do ambiente» José Sócrates pediu para «despir, por momentos" a sua função de presidente em exercício da UE, para dar «testemunho da situação em Portugal».

O primeiro-ministro apontou então as metas do Governo nas renováveis: aumentar de 39 para 45 por cento a quota de electricidade consumida de origem renovável até 2010; aumentar de 5,75 por cento para 10 por cento, em 2010, os biocombustíveis utilizados nos transportes; substituir 5 a 10 por cento do carvão utilizado nas centrais eléctricas por biomassa ou resíduos; implementar até 2015 medidas de eficiência energética equivalentes a 10 por cento do consumo energético.

Recordando também os compromissos assumidos pelos líderes europeus em Março passado sobre o futuro do sector energético na UE, no quadro do combate às alterações climáticas, o chefe de governo de Lisboa destacou a «ambição» portuguesa de antecipar para 2010 a meta dos 10 por cento de biocombustíveis, quando a nível da UE a meta se refere a 2020.

Sócrates sustentou que «esta ambição contribui para três objectivos simultâneos», designadamente cumprir os compromissos internacionais, participar no esforço relativo às alterações climáticas e dinamizar a economia, «cabendo aos agentes privados explorar as oportunidades que este novo mercado oferece».

Saudando a presença de Lula da Silva na conferência, o presidente do Conselho da UE lembrou que o domínio dos biocombustíveis «foi claramente identificado como uma prioridade» da nova parceria estratégica entre Europa e Brasil, lançada na véspera, quarta-feira, em Lisboa, e vincou que «outros blocos económicos estão a avançar e a Europa não pode perder esta dinâmica do futuro da energia».

A concluir, José Sócrates apelou para um trabalho em conjunto a nível internacional, no sentido do incremento do mercado e comércio internacional de biocombustíveis, destacando «a vontade política e capacidade produtiva na Europa, na América Latina e em África».

sexta-feira, março 23, 2007

Criados 110 postos de trabalho, directos e indirectos

Vila Velha de Ródão põe biomassa a dar energia para mais de 70 mil pessoas

2007-03-23
Fonte: Diário XXI
Investimento de 30 milhões de euros cria mais de 110 postos de trabalho

Para além da central inaugurada em Vila Velha de Ródão, o Governo entregou licenças para exploração de novas centrais nos concelhos de Belmonte, Sertã e Oleiros
A central termoeléctrica a biomassa florestal residual inaugurada em Vila Velha do Rodão permite levar electricidade a 70 mil pessoas, o equivalente a uma cidade do tamanho de Leiria. A central da Altri e EDP funciona nas instalações da celulose Celtejo.
Adquirida pelo grupo Altri em 2005, tem uma potência instalada cerca de 13 mhw (megawatts) permitindo entregar à rede de distribuição eléctrica 80 GWh (gigawatts/hora) por ano. Foi projectada para queimar 160 mil toneladas anuais de resíduos florestais, representa um investimento de cerca de 30 milhões de euros e a criação de 110 postos de trabalho, 10 directos e 100 indirectos.
O ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, afirmou ontem, durante a inauguração, que os resultados dos concursos para as restantes centrais de biomassa, promovidos pelo Governo em Fevereiro de 2006, serão conhecidos até meados do ano. Ainda assim, em Vila Velha de Rodão já foram atribuídas mais duas das 15 licenças: uma central de biomassa na Sertã e outra em Belmonte, ambas no distrito de Castelo Branco, num total de 5MW de potência. O concurso prevê uma potência total de 100 MW e recebeu 36 candidaturas.
O ministro reiterou que Portugal possui "um dos mais ambiciosos objectivos europeus" que passa por produzir, em 2010, "45 por cento da sua electricidade a partir de fontes renováveis e cinco por cento ser biomassa a partir de resíduos florestais", acrescentou.
O investimento pode ascender a 500 milhões de euros e criar entre 500 a 1000 postos de trabalho. Espera-se ainda uma redução dos níveis de emissão de dióxido de carbono (C02) de 700 mil toneladas e a redução do risco de incêndio devido a uma articulação entre a localização das centrais de biomassa e as políticas florestais.

INVESTIMENTO DA EDP
Ainda antes deste concurso promovido pelo Governo, já a EDP Bioeléctrica tinha iniciado o investimento na biomassa (que resultou, entre outras, na central ontem inaugurada em Vila Velha de Ródão). No âmbito desses investimentos, a EDP recebeu ontem cinco licenças para exploração de novas centrais, uma das quais em Oleiros com 9,3 MW de potência.
Só da parte da EDP Bioeléctrica, o investimento previsto até 2010 é de 250 milhões de euros, para produção de cerca de 100 MWh de energia. Ao apostar nas energias renováveis, a eléctrica nacional está a apostar num produto "100 por cento nacional", defendeu ontem o presidente-executivo António Mexia

Presidente da EDP aposta nas energias renováveis
“Preço da electricidade pode descer”
António Mexia destacou a aposta "recente" nas áreas da energia hídrica, "abandonada há décadas", eólica e biomassa, para frisar ser esta a maneira de criar condições estruturais para explorar o que é português, podendo vir a ter como consequência a baixa do preço da electricidade.
"O nosso potencial endógeno, o vento, a água, a biomassa que vem das florestas, pode contribuir para condições estruturais de baixa de preços", disse.
"É bom que as pessoas tenham consciência que a subida dos preços em electricidade nos últimos anos ficou-se a dever a subida do preço do petróleo. Quanto menos dependermos do petróleo e de gás melhor, quanto mais explorarmos o nosso potencial endógeno melhor", sustentou.

Vantagens da biomassa
Balanço de emissões de CO2 nulo
A central inaugurada em Vila Velha de Ródão funciona com resíduos florestais, através da combustão de material orgânico produzido e acumulado num ecossistema (uma floresta, por exemplo). As vantagens são o baixo custo, o facto de ser renovável, permitir o reaproveitamento de resíduos e ser menos poluente que outras formas de energias, como as obtidas a partir da utilização de combustíveis fósseis (petróleo e carvão mineral).
A queima de biomassa provoca a liberação de dióxido de carbono na atmosfera, mas como este composto havia sido previamente absorvido pelas plantas que deram origem à biomassa, o balanço de emissões de CO2 é nulo. O incentivo à limpeza de florestas é outras das vantagens da utilização de biomassa para produção de energia eléctrica.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Bioetanol, a partir da agricultura da campina da Idanha

Idanha produz primeiro bioetanol de cana da Europa
Quarta-Feira, 31 de Janeiro de 2007
Combustível alternativo pode atrair investimento de milhões

Investigadores da Escola Superior Agrária (ESA) de Castelo Branco produziram, pela primeira vez na Europa, bioetanol a partir de cana-de-açúcar. A experiência inclui-se num projecto que poderá levar à instalação de uma fábrica de biofuel na região
Daniel Sousa e Silva *

A empresa “Global Green” pretende instalar uma fábrica destinada à produção de bioetanol, um aditivo e combustível obtido a partir de plantas, no concelho de Idanha-a-Nova, num investimento que poderá chegar aos 65 milhões de euros, anuncia Álvaro Rocha, presidente da Câmara local.
Em parceria com a Escola Superior Agrária de Castelo Branco, a empresa “já fez alguns ensaios de produção do bioetanol, com recurso a cana-de-açúcar cultivada na campina de Idanha-a-Nova, tendo obtido resultados bastante satisfatórios”. Neste âmbito, o presidente do município, Álvaro Rocha, foi recebido na terça-feira da semana passada, dia 23, pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, para “se equacionar a possibilidade de dispensar terrenos, pertença do Ministério da Agricultura, para a instalação da fábrica”. Em vista estão as instalações de uma antiga fábrica de tomate, para além da possível criação de um centro de investigação cientifica ligado as bioenergias. Álvaro Rocha aponta, igualmente, a criação de 60 empregos directos "e centenas deles indirectos".

COMO TUDO COMEÇOU
Na campina existe já uma cultura "de minifúndio dedicada à cana-de-açúcar", de onde foi obtida a matéria-prima para o bioetanol. "Existe uma esperança da fixação das pessoas na agricultura ou, pelo menos, a esperança de que não abandonem o concelho, por não encontrarem local de trabalho", adiantou. Poderá estar encontrada a alternativa ao tabaco, que até agora era a cultura dominante, em Idanha.
Dilip Cumar, empresário e agricultor português de ascendência indiana, disse que a produção de cana-de-açúcar utilizada no bioetanol começou na sua propriedade, primeiro por uma questão religiosa. "Sou hindu, necessitava de cana para as minhas cerimónias. A partir da necessidade religiosa, nasceu a perspectiva de um negócio", esclareceu.
Frisou ainda acreditar que os agricultores da cultura do tabaco, cuja produção decaiu nos últimos anos e deverá terminar até 2009, irão "render-se ao cultivo da cana-de-açúcar".

* com Lusa

"Vivemos tempos históricos"
"É pioneiro, trata-se do primeiro bioetanol produzido no País e na Europa a partir de cana-de-açúcar", anunciou José Monteiro, docente e investigador da ESA, ao mostrar cinco pequenas garrafas com o rótulo "Global Green - Bioetanol da Beira Interior, Portugal". "É já deste ano, a cana estava de pé há três semanas atrás". Plantada em ambiente agrícola, tendo para o efeito sido utilizados cerca de cinco hectares de terreno, pertencentes a um empresário e agricultor da região, a cana-de-açúcar "resistiu à geada", realça José Monteiro, o que prova que é possível plantá-la, apesar do frio e obter bioetano, "tanto numa escala pequena como numa escala maior".
"Basta que mais plantações estejam disponíveis. Na próxima Primavera contamos ter culturas já com alguma área. Acredito que é viável produzir álcool para fins industriais na zona da Cova da Beira, barragem de Idanha e, eventualmente, na zona sul de Castelo Branco", explicou o investigador.
"São históricos os tempos que estamos a viver. Não há como objectivo apenas o lucro para uma empresa, mas sim um projecto viável para toda a região", disse.