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terça-feira, julho 21, 2009

Casta da Beira Interior



A Vini Portugal, responsável pela promoção de vinhos portugueses, num dos seus panfletos apresenta a Fonte Cal como exemplo de castas nacionais, com origem na Beira Interior e identifica os aromas que lhe estão associados. Da próxima vez que provarem um Fonte Cal, da Quinta dos Termos, verifiquem se conseguem identificar o aroma a Mel, referido pela Vini Portugal. Se tiverem tempo e disposição experimentem completar a ficha de degustação, usada na Sala de Provas da Vini Portugal (Lisboa-Terreiro do Paço-Arcadas-Ao lado do Ministério da Agricultura)

domingo, outubro 14, 2007

Quinta dos Termos-Fonte Cal



O Público de 13 de Outubro de 2007, no suplemento Fugas, na pag. 19 e da autoria de João Paulo Martins, insere uma referência ao vinho beirão Quinta dos Termos, Branco, Fonte cal. Constatei que desde a divulgação da casta regional Fonte Cal, surgiram vários vinhos na Beira que passaram a incorporar a casta Fonte Cal, com referência explícita no rótulo. Contudo, como produção mono casta, só o Quinta dos Termos está no mercado. Toda a produção vinicola da Quinta dos Termos é produzida no regime de produção integrada o que significa a ausência de herbicidas e pesticidas, na produção de uvas, ou quaisquer outros produtos químicos agressivos ao ambiente. Recorre-se a práticas agrícolas que evitem a erosão ou outras deteriorações do solo. Mais uma razão para se dar preferência a esta produção. Esta protecção é tanto mais de realçar porque o produtor, Químico de profissão, professor na Universidade da Beira Interior, poderia não ter preocupações ambientais. Não é o caso, felizmente. O enólogo responsável pela adega é o professor Virgílio Loureiro. A recuperação da casta Fonte Cal foi viabilizada pelo trabalho do professor Antero Martins, do Instituto Superior de Agronomia, com trabalhos notáveis de recuperação e aperfeiçoamento de castas nacionais ameaçadas de extinção. Em termos de produção mono casta a Quinta dos termos oferece-nos Syrah, Touriga Nacional, Vinhão, Tinto Cão e Trincadeira. Prepara-se o lançamento de castas não portuguesas, o que já acontece com o Syrah, Riesling e Sangiovese. Permitem-me discordar da introdução do Riesling, muito apreciado para acompanhar foisgras, na Alemanha e França, porque há produtores Nacionais que apostando em castas nacionais,chegam a um produto de qualidade superior ao Riesling. Uma amiga minha, que trabalha na Suiça, trouxe-me uma garrafa de Riesling, que eu substituí por um Quinta da Alorna, colheita tardia de 2002, da casta Fernão Pires e a conclusão geral foi a de que o vinho nacional suplantava o Riesling. No mercado, para além da Quinta da Alorna a Herdade do Esporão também lançou um colheita tardia, embora, na minha opinião, de qualidade inferior ao Quinta da Alorna. A produção da colheita tardia da Quinta da Alorna é diminuta, sendo difícil de encontrar no mercado. Tenho conseguido ultrapassar essa dificuldade na Feira Nacional dos Vinhos, realizada anualmente no Cartaxo, onde por norma a Quinta da Alorna tem um Pavilhão.