domingo, outubro 14, 2007

Quinta dos Termos-Fonte Cal



O Público de 13 de Outubro de 2007, no suplemento Fugas, na pag. 19 e da autoria de João Paulo Martins, insere uma referência ao vinho beirão Quinta dos Termos, Branco, Fonte cal. Constatei que desde a divulgação da casta regional Fonte Cal, surgiram vários vinhos na Beira que passaram a incorporar a casta Fonte Cal, com referência explícita no rótulo. Contudo, como produção mono casta, só o Quinta dos Termos está no mercado. Toda a produção vinicola da Quinta dos Termos é produzida no regime de produção integrada o que significa a ausência de herbicidas e pesticidas, na produção de uvas, ou quaisquer outros produtos químicos agressivos ao ambiente. Recorre-se a práticas agrícolas que evitem a erosão ou outras deteriorações do solo. Mais uma razão para se dar preferência a esta produção. Esta protecção é tanto mais de realçar porque o produtor, Químico de profissão, professor na Universidade da Beira Interior, poderia não ter preocupações ambientais. Não é o caso, felizmente. O enólogo responsável pela adega é o professor Virgílio Loureiro. A recuperação da casta Fonte Cal foi viabilizada pelo trabalho do professor Antero Martins, do Instituto Superior de Agronomia, com trabalhos notáveis de recuperação e aperfeiçoamento de castas nacionais ameaçadas de extinção. Em termos de produção mono casta a Quinta dos termos oferece-nos Syrah, Touriga Nacional, Vinhão, Tinto Cão e Trincadeira. Prepara-se o lançamento de castas não portuguesas, o que já acontece com o Syrah, Riesling e Sangiovese. Permitem-me discordar da introdução do Riesling, muito apreciado para acompanhar foisgras, na Alemanha e França, porque há produtores Nacionais que apostando em castas nacionais,chegam a um produto de qualidade superior ao Riesling. Uma amiga minha, que trabalha na Suiça, trouxe-me uma garrafa de Riesling, que eu substituí por um Quinta da Alorna, colheita tardia de 2002, da casta Fernão Pires e a conclusão geral foi a de que o vinho nacional suplantava o Riesling. No mercado, para além da Quinta da Alorna a Herdade do Esporão também lançou um colheita tardia, embora, na minha opinião, de qualidade inferior ao Quinta da Alorna. A produção da colheita tardia da Quinta da Alorna é diminuta, sendo difícil de encontrar no mercado. Tenho conseguido ultrapassar essa dificuldade na Feira Nacional dos Vinhos, realizada anualmente no Cartaxo, onde por norma a Quinta da Alorna tem um Pavilhão.

3 comentários:

João disse...

Fiça-se um reparo, produção integrada não significa a ausência de herbicidas e pesticidas, na produção de uvas, ou quaisquer outros produtos químicos agressivos ao ambiente, nem mesmo a agricultura biológica é sinónimo de tal desejo.
Será antes a utilização racional desses factores de produção agrícola.

asp disse...

Obrigado pela rectificação. "Em produção integrada produzem-se alimentos de
alta qualidade utilizando os recursos naturais e mecanismos
de regulação natural em substituição de factores
de produção prejudiciais ao ambiente. Assumem
particular importância a preservação e melhoria da
fertilidade do solo, a biodiversidade e a observação de critérios éticos e sociais.
Assume-se como princípios a abordagem holística da exploração agrícola, o ecossistema
agrícola como base para o planeamento e realização das actividades na
exploração de forma a evitar impactes ambientais, o equilíbrio dos ciclos nutritivos e
a preservação do bem estar de todas as espécies animais domésticas." in: PRODUÇÃO INTEGRADA
Ana Aguiar
Maria do Céu Godinho
Cristina Amaro da Costa
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Consultadoria Empresarial e Fomento da Inovação, S.A.
Edifício “Les Palaces”, Rua Júlio Dinis, 242,
Piso 2 – 208, 4050-318 PORTO
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Porto • 2005 • 1.ª edição

Acacio Arinto disse...

Olá caros discípulos de Baco.
É sempre gratificante ler avalizadas opiniões sobre algo em que estamos directamente envolvidos. Sou distribuidor dos referidos néctars da Quinta dos Termos na zona Norte e Galiza, agradeço, fico ao dispor para qualquer informação adicional e a Quinta dos Termos recebe sempre com muito prazer quem nos queira visitar e melhor conhecer.
Acácio Arinto

arintus@gmail.com