quarta-feira, agosto 18, 2010

Hamburger biológico

in:www.reconquista.pt

Xukanoscas apresenta produtos locais
12 de Agosto de 2010 às 15:33h

A aldeia de Idanha-a-Velha vai estar representada no Boom Festival com o restaurante Xukanoskas, uma nova referência de produtos tradicionais da localidade.

A ideia partiu de Gonçalo e Joana Vieira, jovens agricultores e que agora se apresentam no Boom, que tem início dia 18 de Agosto.

Tudo começou com a mudança, do Festival, para a nova localização na Herdade da Granja, agora mais próxima de Idanha-a-Velha.

Segundo refere nota enviada à redacção, Gonçalo e Joana, tendo a actividade agrícola em modo de produção biológico, em Idanha-a-Velha, rapidamente foram atraídos pelo Boom Festival e se sentiram estimulados a participar.

A melhor forma que encontraram foi precisamente a de um restaurante de comida simples, de grande qualidade e com origem na região. A ideia era boa e por isso puseram mãos à obra. Como associados do agrupamento de produtores ‘Montes da Raia’, desafiaram esta organização a desenvolver e produzir um hambúrguer especialmente concebido para a ocasião.

Ainda segundo a mesma nota, no segundo trimestre do corrente ano, realizaram-se os primeiros testes do produto. Depois, efectuaram-se as últimas provas, tendo sido alcançada a fórmula final dos hambúrgueres que poderão ser encontrados no Boom Festival.

O Restaurante Xukanoskas, instalado no interior do recinto do Boom Festival, oferece um produto único e inédito, nascido do empenho de dois jovens que gostam de arriscar e de fazer as coisas acontecer.

sexta-feira, julho 30, 2010

As Mãos e os Frutos

A Tradisom, com apoio da Câmara Municipal de Cascais editou um CD com 24 canções musicadas por Fernando Lopes Graça.Oito da Clepsidra de Camilo Pessanha, três de Fernando Pessoa, onze de As Mãos e os Frutos de Eugénio de Andrade e Tomámos a vila depois do bombardeamento de Fernando Pessoa e Desafio de Manuel Bandeira. A gravação decorreu na Escola Superior de Música de Lisboa, em Agosto de 2009. Foram intérpretes, Ana Maria Pinto-soprano, João Rodrigues-Tenor e ao piano esteve Nuno Vieira de Almeida

quinta-feira, julho 08, 2010

Feira do artesanato-FIL



Em exposição na Feira de Artesanato, Fil, com o preço de venda proposto de 195€. Segundo o artesão, fabricou 4 beiroas, tendo vendido duas para a Lousa, uma terceira para o INATEL da Guarda e a 4 estava já em exposição em 2009.

segunda-feira, julho 05, 2010

Combóio da Beira Baixa












Já não utilizava a via da Beira Baixa há mais de 30 anos e dia 3 de Julho efectuei o percurso Castelo Novo,-Lisboa, num dia de calor, com temperatura máxima de 38º. A primeira surpresa foi o estado deplorável de acolhimento de passageiros. A estação de pedra, construída em finais do sec. xix, estava reparada, mas com todos os acessos fechados com novas portas e fechaduras resistentes. Para os utentes, como sala de espera, foi colocado um contentor, à torreira do sol, sem portas nem janelas. No seu iunterior, às 13 horas era impossível estar. Para apreciação coloco algumas fotografias.
Para chegar a Lisboa, muda-se em Castelo Branco e no Entroncamento, para outros combóios. Decorridas 5 h e 32 m chega-se a Sª Apolónia. Quer a automotora quer os combóios eram climatizados, o que permite realizar uma viagem agradável, mesmo num dia de intenso calor. A maioria dos utilizadores eram soldados em trânsito que passaram todo o tempo a falar da caserna. Numa estação, em que o combóio parou durante algum tempo, porque levava 3 m de avanço, os soldados vieram para o cais fumar, forçando a abertura das portas e deteriorando o serviço de climatização. A paisagem natural é encantadora, a paisagem com intervenção humana é desoladora, campos abandonados, casas em ruínas, estações abandonadas. Depois de Vila Franca começa a arqueologia industrial, fábricas e fábricas abandonadas. Salva-se o passeio ribeirinho entre Vila Franca e Alverca. Recomendo vivamente que utilizem este recurso e percurso e aproveitem para fazer um excelente almoço em Rodão, Castelo Branco ou Covilhã e regressem no mesmo dia. O preço é simpático, 13 € no percurso Castelo Novo-Sª Apolónia.

Transporte de bicicletas pela CP



A CP anuncia uma medida que poderia contribuir para uma maior e melhor utilização do serviço que oferece, transporte gratuito de bicicleta. Dia 3 de Julho na estação de Castelo Novo, para o combóio das 13 h e 38 m estavam três ciclistas que vinham de um circuito de BTT. Ao tentarem entrar para o combóio, automotora de uma só carruagem, o revisor informou que não poderiam entrar porque o combóio estava cheio. Os ciclistas ficaram em terra e o revisor prestou um péssimo serviço ao turismo local. O combóio não estava cheio, nem nada que se parecesse, nem a 20% estaria. Ao ler com atenção o folheto informativo, afixado no interior, concluí que é atribuído ao revisor o poder discricionáqrio de permitir ou não o acesso da bicicleta. Desta forma, como é possível planificar actividades de turismo, contando com a CP e na modalidade de ciclismo turístico ou de BTT? Claro, que a CP criou três potenciais não utilizadores do seu serviço. Compreendo que a CP, ao criar este serviço, tenha que impor algumas condições, por exemplo o nº máximo de bicicletas por carruagem e não transferir para o revisor o poder discricionáqrio que transferiu. De uma excelente ideia,passámos para uma péssima aplicação.

segunda-feira, junho 28, 2010

A Origem do Fado

José Alberto Sardinha editou na Tradison A Origem do Fado, acompanhado de 4 CD's de recolhas. Da Beira Interior temos: Onde vais, ó Carminda?-Proença-a-Nova, 1989; A Vida do Jogador, Coutada, Covilhã, 1992; Quadra do Zé Pina e Miribela, Proença-a-Nova, 1989; Quadra do Maurício e José Paes, Setã, 1989; Nobre Conde da Anadia, Penamacor, 1991; Quadra da Mulher Avarenta, Idanha-a-Nova, 1992; Fado do dinheiro, Proença-a-Nova, 1989; Que faze4s aí criança?, Proença-a-Nova, 1989; Regresso do Bem Amado, Guarda, 1990; Cantiga dos Saltibancos, Proença-a-Nova, 1989; Romance de Dona Olina, Guarda, 1990; Fado da Cesaltina, Proença-a-Nova, 1989; A Filha do Fazendeiro, Sertã, 1989; Quadra do Soldado Francês, Fundão, 1996; Quadra da Maria das Neves, Castelo Branco, 1996; Quadra do Amante da mãe, Guarda, 1991; Fado Alto Setã, 1989; Desgarrada ao Fado Menor, Fundão, 1995, As datas referem o ano da recolha por José Alberto Sardinha. Excelente espólio do nosso património imaterial, que desta forma fica protegido para apreciação futura.

Cirineu


O Teatro das Beiras tem em cena CIRINEU.

segunda-feira, abril 19, 2010

Boom Festival e protecção do ambiente.

in: http://www.reconquista.pt
Boom envia esclarecimentos



15 de Abril de 2010 às 10:53h
Exmo. Sr. Director do Jornal Reconquista

Com referência à notícia que foi publicada na edição do jornal “Reconquista” do dia 8 de Abril de 2010, na página com o título “Boom e arrendatário trocam acusações”, assim como na página 3 “Estruturas e dejectos permanecem no Torrão” vimos solicitar, ao abrigo do art.º 24.º da Lei de Imprensa, a publicação do seguinte texto:

“Contrariamente ao que foi noticiado, o Boom Festival, organizado pela empresa Good Mood, vem informar que o que é referido como dejectos é na realidade composto orgânico de elevado valor nutricional e económico alcançado a partir do processo de vermicompostagem – processo de transformação de matéria orgânica em húmus que é usado como adubo. Os bidões onde decorre esse processo estão na Herdade do Torrão com autorização do proprietário, não obstante, o Boom Festival sempre tentou retirar os bidões para fertilizar terra para a edição de 2010 e pelo seu alto valor, tal como as estruturas de bioconstrução, não tendo sido autorizado pelo arrendatário da Herdade do Torrão.

O Boom Festival venceu em 2008 o mais alto prémio de projectos ambientais em eventos do mundo, o Greener Festival Award com a distinção de mérito “Outstanding” que apenas 6 festivais alcançaram. Recentemente, o Boom foi convidado pela Organização Nações Unidas (ONU) para liderar um projecto de sustentabilidade em eventos, a United Nations Music & Environment Initiative. O Boom Festival é o único festival em Portugal a alcançar tais feitos e tem primado a sua actuação com excelentes relações com o proprietário da Herdade do Torrão, tal como com todas as instituições políticas, sociais e de segurança.

Informamos também que o Boom Festival enviou no dia 30 de Outubro de 2008 uma carta ao SEPNA (Serviço de Protecção Natureza e Ambiente), à Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e à Associação de Regantes e Beneficiários de Idanha-a-Nova solicitando autorização para o armazenamento dos bidões com composto, assim como denunciando a forma como o gado bovino e suínos defecavam na água da barragem – tal documento é enviado juntamente com este direito de resposta.

Mais adianta o Boom Festival que irá estudar a possibilidade de accionar um processo judicial quer ao arrendatário da Herdade do Torrão quer ao jornal “Reconquista”

Dr. Artur Mendes, Fernando Pinheiro, Dr. Alfredo de Vasconcelos (Sócios Gerentes da Good Mood Lda.)

Nota de Redacção – O Direito de Resposta aqui fica publicado, embora, ao que nos parece, nada venha adiantar à notícia publicada na edição anterior e que pode ser consultada em http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=226&id=20260&idSeccao=2444&Action=noticia

Tudo o que é referido está explícito na peça jornalística, até porque Reconquista tem por hábito ouvir todas as partes envolvidas nas questões que trata, o que também aconteceu aqui. Caso contrário, não se citariam na peça declarações de Artur Mendes.

Reconquista pauta-se pela seriedade na abordagem a todos os seus temas. Nada move o jornal contra ninguém, mas o dever de informar obriga a que não se escondam evidências, nem se calem vozes, como aconteceu com este tema. Alertado para determinada situação, ao jornalista compete confirmar a mesma no terreno e junto das fontes próprias, o que aconteceu ao falar, neste caso concreto, com o arrendatário, o proprietário, a GNR e, obviamente, a organização do evento. A peça é ainda documentada com algumas das imagens recolhidas no local.

Conscientes de que o processo de elaboração desta reportagem cumpriu as regras exigidas e instituídas para um jornalismo rigoroso, claro e isento, nada temos a temer.

sexta-feira, abril 09, 2010

UNITOM



Novas formas de economia e influência de infraestruturas para a fixação de empresas. A Empresa UNITOM, não se fixou no FERRO, porque na altura não havia aí Banda Larga, de acordo com o divulgado na entrevista, pelo responsável pela fixação da empresa no Fundão. Trata-se de uma empresa com um volume de negócios de mais de 40 milhões de euros, em 2009, que trabalha no sector agro-alimentar. Trabalha em todo o mundo, sendo a ferramenta de trabalho a Internet. Não tem frota para transporte de mercadorias, mas tem muita influência no comércio mundial de tomate, garantindo o abastecimento de unidades transformadoras e a circulação planetária de produtos transformados, a partir do tomate.


in: Jornal do Fundão

Sociedade (JF Diário)


7 Abr, 13:55h
Paulo Cunha Ribeiro
Uma empresa sempre a crescer...

Criada em 2005 por Paulo Cunha Ribeiro, juntamente com outros sócios, a Unitom é uma empresa que está sediada no Fundão, mas que se movimenta um pouco pelos quatro cantos comerciais do mundo. Os resultados já estão fixados num volume de negócios de 41 milhões de euros

JORNAL DO FUNDÃO – Em 2007, e numa altura em que a Unitom tinha iniciado a sua actividade há dois anos, registaram um volume de negócios superior a 20 milhões de euros. Como é que tem sido a evolução da empresa?

PAULO CUNHA RIBEIRO – O crescimento tem sido progressivo e tem-se concretizado de forma equilibrada. Em 2008 atingimos um volume de negócios de 31 milhões e em 2009 alcançámos um volume de 41 milhões de euros, isto apesar de no último ano nos termos visto confrontados com o aumento substancial do custo da matérias prima.

- Tal implica a comercialização de grandes quantidades.

- Sim, em termos de matéria prima tal reflecte a comercialização de 108 mil toneladas, não só de concentrado de tomate, como de tomate em cubos, tomate pelado inteiro, triturados para pizzas, passas para sumos. Enfim, mais de 20 referências diferentes relacionadas com a produção do tomate que até parece uma coisa simples, mas que permite uma oferta muito diversificada.

- São valores que mostram uma evolução muito acentuada. Como é que uma empresa do Fundão consegue atingir resultados tão positivos?

- Temos de ter noção que a Unitom já trazia um ‘background’ muito grande da Inglaterra. Ou seja, não éramos propriamente uma empresa que não soubesse o que estava a fazer ou que estivesse a bater às portas pela primeira vez. E claro que isso funcionou a nosso favor. O facto de estarmos no Fundão é claro que pesa na nossa actividade, mas nós somos a prova cabal de que é possível concretizar projectos em Portugal e até no interior do país, onde efectivamente há constrangimentos. Por exemplo não ficámos no Ferro porque lá ainda não havia Internet rápida, mas mesmo assim, considero que havendo massa cinzenta, uns computadores, Internet, telefones e vontade de trabalhar e de arriscar, sim isso é possível.

- Mas, a Unitom não trabalha só com derivado de tomate.

- Não, às 108 mil toneladas de tomate tem de juntar mais duas mil toneladas de derivado de pêssego, mais 400 toneladas de azeite, mais 800 toneladas de concentrado de romã...

- Produtos que nem sequer passam pelo Fundão.

- Exactamente. É engraçado porque eu ando há cinco anos a tentar explicar o que é a Unitom e ainda tenho pessoas que me perguntam pelos camiões. Como é óbvio nunca os viram, nem vão ver, porque o nosso trabalho não implica a presença de matéria-prima junto à nossa sede. Nós não somos uma empresa de import/ export, nem queremos ser. Basicamente a Unitom é uma traiding que compra mercadoria em qualquer parte do mundo e vende em qualquer parte do mundo. O nosso objectivo é comercializar produtos alimentares onde quer que eles se produzam e onde quer que eles sejam comercializados.

- São os intermediários.

- Nós somos como a Plataforma onde se tratam dos pormenores, de forma a simplificar a vida aos fornecedores e aos compradores. Somos uma plataforma onde está centralizada a parte comercial, logística e financeira. Além disso, também tratamos de toda a parte de qualidade. Temos pessoas tecnicamente preparadas para ir à China, a Israel, Peru, Califórnia, ou onde for preciso verificar esse mesmo produto. E graças às novas instalações (novo espaço no MACB) onde integrámos um novo laboratório – nas próximas campanhas já vamos ser nós a realizar análises que até agora eram feitas num laboratório italiano.

- Mencionou vários países, a Unitom trabalha essencialmente no mercado externo.

- Sim, mantemos o Reino Unido como o principal mercado. Em termos nominais, na Inglaterra, as nossas vendas subiram, mas em termos percentuais este país, que já representou cerca de 60% das vendas, hoje representa cerca de 35% das comercializações da Unitom.

Isto porque expandiram o vosso mercado de actuação.

Exactamente. No norte da Europa expandimos em países como a Holanda, Alemanha e Polónia. Também expandimos em França e no sul da Europa, nomeadamente em Itália e em Espanha. Além disso mantivemos aquilo que tínhamos nas Antilhas, especificamente em Porto Rico. Também crescemos no Pacífico, onde temos clientes importantes em Singapura, Malásia, Coreia do Sul, Singapura e Japão. Depois também crescemos nos Estados Unidos. Já no norte de África estamos a consolidar uma base de clientes, principalmente em Marrocos e na Argélia.

- Para garantir tudo isto é preciso ter uma carteira de fornecedores diversificada e igualmente forte.

- Sim, para este nível de volume de negócios temos de ter sempre uma base de fornecedores forte. Nunca podemos estar dependentes apenas de um fornecedor. Temos de salvaguardar tudo o que possa correr mal, nomeadamente as condições climatéricas, por isso também não podemos estar a trabalhar com fornecedores só de uma país. Assim, compramos mercadoria na Europa, nomeadamente em Portugal e Espanha, na China, em Israel, na Califórnia e também na Turquia.

- E neste âmbito fizeram novos investimentos.

- Sim, há três anos que avançámos com uma nova estratégia em relação à cadeia de fornecedores. Assim, investimos em três projectos diferentes. Avançámos com uma “joint venture” com o nosso principal fornecedor chinês e entrámos no capital de três fábricas – XinJiang Unitom LTD – que tem uma capacidade de produção de cerca de 60 mil toneladas de tomate. De resto também entrámos com participações em duas empresas de fornecedores espanhóis. Por fim, nos EUA estabelecemos uma parceria com o segundo maior produtor de tomates da Califórnia - JG Boswell (produz mais toneladas do que as que são produzidas em Portugal inteiro). Esta parceria permite-nos ser os representantes exclusivos fora do continente americano.

- São conquistas de relevo.

- Sim, mas mais do que esta dos Estados Unidos, a grande volta foi esta participação na China que se concretizou há um ano. Nós trabalhámos anos a fio para efectuarmos esta parceria. Aquilo é um mercado muito complicado. Há quem pense que se vai à China, se janta com um chinês e se realiza um negócio, mas não é nada assim. É preciso muito esforço e tempo.

- Esforço financeiro?

- Também, mas não só. Em termos de esforço financeiro, claro que estes projectos envolvem muito dinheiro. Nestas operações, a Unitom investiu mais de dois milhões e meio de euros.

- E este investimento já está a trazer retorno?

- Estas parcerias têm corrido muito bem. De forma calma e tranquila e têm permitido, para os nossos parceiros, um escoamento feito atempadamente e com qualidade. Do outro lado estamos nós que ganhámos tranquilidade para concretizarmos outras acções e projectos. Desta forma já não temos de andar a lutar por determinada mercadoria porque já está lá e é nossa. E isso é sem dúvida um valor acrescentado, para nós e para os nossos clientes.

- Tendo em conta os números e o cenário que descreve, podemos concluir que a Unitom não sentiu os efeitos negativos da crise.

- Nós perspectivamos sempre a nossa actividade com um ano e meio de distância. Eu hoje – Unitom – tenho os contratos para daqui a um ano, assinados. Por isso sei onde vou estar nessa altura. Ora, termos essa estratégia permitiu-nos preparar a empresa para a crise que, atenção, não é de hoje. Esta crise tem pelo menos três anos e só não a viu quem não quis. Por isso assim que ela se iniciou começámos a ter cuidados e ainda fizemos aquilo que classicamente não se faz em Portugal. Ou seja, no auge da crise nós estávamos a gastar dinheiro. Realizámos investimentos que eram fundamentais, que nos reduziram as margens de lucro, mas que podem e já estão a dar lucro.

- Lucro elevados, pelo menos tendo em conta o volume de negócios.

- O ano de 2009 foi um ano complicado. Tivemos de trabalhar o dobro para ganhar metade. Ou seja, tivemos uma facturação fabulosa, mas os resultados, os lucros, foram metade daqueles que obtivemos em 2008. As boas notícias é que os resultados não passaram para a linha do negativo e que, além disso, conseguimos consolidar negócios e consolidar contas que nos permitirão ter resultados mais positivos. Aliás, em 2010, a nossa margem de lucro já ultrapassou a obtida em 2009. Foi plantar para colher e felizmente isso já está a acontecer.

- Além disso, a Unitom já tem outros projectos em marcha.

- Neste momento estamos, juntamente com uma empresa da Malásia, a estudar um outro projecto que implica um investimento na ordem dos 20 milhões de dólares e que se prende com a criação de uma empresa de embalagens industriais. De forma mais simples podemos dizer que são caixotes metálicos com capacidade para cinco mil quilos.

- Mas é um projecto para concretizar a curto prazo?

- Já deveria ter ficado concretizado em Fevereiro, mas houve alguns problemas que inviabilizaram isso. Agora tenho uma série de reuniões marcadas. Temos de limar arestas, mas em condições normais, e se tudo se concretizar como o previsto, no início do próximo ano teremos esta empresa a funcionar.

- A funcionar no Fundão?

- Sim, o objectivo é instalar a empresa no Fundão. Não se trata de uma empresa de matéria prima. Será uma empresa de montagem de materiais que são produzidos no extremos oriente e que serão montados nesta empresa.

- Ou seja, teremos mais postos de trabalho no Fundão?

- Sim, mas não lhe vou dizer quantos são. Tudo depende daquilo que conseguirmos. Ainda estamos a negociar a patente e depois ainda temos que ir à conquista dos mercados. Só depois disso é que podemos realizar uma estimativa. Por exemplo se só conseguirmos conquistar os mercados de Portugal e Espanha, ficaremos com cerca de 10 empregados. Se for toda a Europa este número poderá quadruplicar.

- À margem de tudo isto, também apoia a Conferência da Primavera, uma iniciativa do JF que se realiza na próxima semana.

- Sim, apoio desde a primeira edição e faço-o porque considero que é a pensar sobre as questões e o futuro que as empresas podem evoluir. Considero que, hoje em dia, a chave do sucesso não é segredo. É, isso sim, pensar o futuro e aprender uns com os outros, Por isso é que iniciativas como a Conferência da Primavera são importantes.

- Esta edição é dedicada ao emprego qualificado: uma realidade nesta empresa.

- Sim, isso sem dúvida e é uma coisa da qual me orgulho. A verdade é que somos uma empresa de doutores e engenheiros. Das 12 pessoas que aqui temos todos têm formação superior. Temos licenciados em biologia e qualidade alimentar, economistas, finanças, gestão e até sociologia. São pessoas dedicadas que respondem a um nível de exigência muito grande. Aqui a língua oficial é o inglês e estas pessoas têm de perceber bem tudo o que fazem, além disso, têm horário de entrada, não têm horário de saída e nos fins-de-semana e feriados (através de escala) também trabalham.

- Em contrapartida, têm salários acima da média.

- Nunca apontámos para o salário mínimo. Não temos aqui ninguém a ganhar menos do que dois salários mínimos, até porque estas pessoas são valores acrescentados da empresa e é por isso que lhes damos um conjunto de regalias, como sejam um seguro de saúde integral e mais um mês de salário, entre outras coisas.

Por: Catarina Canotilho

segunda-feira, março 29, 2010

Escrever poemas em Monsanto


in: Público, P2 de 29/03/2010

Escrever poemas em Monsanto mudou-lhes a vida

Há uma casa de pedra e silêncio que, entre Janeiro e Março, é de poetas de todo o mundo. Eles andam a escrever sobre nós em Monsanto, Idanha-a-Nova. Por Maria João Lopes (texto) e Sérgio Azenha (fotografia)

* Escritos em residência


Em Monsanto, o silêncio faz parte da paisagem. Todos os poetas que durante uns meses vivem numa daquelas casas de pedra o ouvem. Entra-lhes pela janela de vidro enorme, que cobre uma das paredes. Muitos, que nunca viram nem ouviram nada assim, escrevem sobre essa experiência. Em três anos, o Programa Poetas em Residência, criado pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com o apoio da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, já levou àquela aldeia seis poetas estrangeiros. Para o ano, vai ser publicada uma antologia que reúne o que eles escreveram sobre Portugal.

Haverá muito silêncio nesse livro. Um cenário bucólico que pode, para alguns, ser uma experiência "exótica". Pelo menos para John Mateer, um dos poetas em residência este ano. Sul-africano a viver na Austrália, garante que nunca viu nada como Monsanto.

John Mateer e Anna Reckin são os poetas escolhidos para a residência deste ano, que começou em Janeiro e termina este mês. Os dois habitam a casa de pedra que a autarquia de Idanha-a-Nova recuperou e disponibilizou para o programa. É uma casa dividida em duas: cada uma com um quarto, casa de banho, kitchnette, uma sala com salamandra e uma janela enorme sobre Monsanto. Na secretária, o computador de Anna Reckin está aberto sobre a paisagem. "O espaço da página é como uma paisagem, com umas palavras contra as outras", diz.

Já escreveu mais nos três meses da residência do que no resto do ano em Norwich, Inglaterra, onde vive. "Num cenário diferente, tenho tempo para pensar, sem deadlines, sem interrupções. Aqui a poesia vem primeiro, de manhã. Em Inglaterra não. Escrevo, mas entre outras actividades e é importante quebrar a rotina."

Em Monsanto, tem tempo para passeios, para se distanciar das letras, voltar a elas, ler. Nas caminhadas, ouve um pássaro, cães a ladrarem, depois vê uma cobra: três dimensões que tem que criar de forma artificial na página.

Anna Reckin e John Mateer estão sentados lado a lado no sofá. Anna vai falando sobre a portuguesa Ana Hatherly e como lhe interessa a sua poesia visual e experimental. "Ela põe as coisas duma forma que não vi mais ninguém pôr", diz Anna, que ensina escrita criativa na Universidade de East Anglia, Inglaterra. É autora de Broder, livro que ganhou o Minnesota Book Award. Tem 51 anos.

John não revela a idade, mas é mais novo. Abre-se um parêntese na conversa para falar sobre as teorias de não-discriminação pela idade. Anna Reckin até conta que em Inglaterra é proibido perguntar a idade numa entrevista de trabalho e já não se usa colocá-la no currículo. Agora é que John Mateer não diz mesmo quantos anos tem.

O poeta, que vive em Perth, é um viajante incessante. Como Camões, o seu poeta preferido e de quem tem andado a seguir os passos no mundo. Há muitos poetas portugueses que despertam o interesse de John Mateer, mas a trilogia por excelência é Camões, Camilo Pessanha e Fernando Pessoa. "Os três tiveram a experiência do mundo."

Vai lançar brevemente em Portugal, pela editora Tea For One, Namban, poemas sobre o império português, e ainda, em Abril, The Azanians, poemas sobre Lisboa. Já tinha estado antes em Portugal. Mas Monsanto é diferente. "É um sítio muito remoto", diz. As ruelas mexem-lhe com a imaginação. Aliás, acha que "um sítio pequeno tende a aumentar a imaginação".

Som da névoa

Seja em Monsanto, em Coimbra ou em Lisboa, o que John Mateer nota é que as cidades portuguesas têm "uma vida social" que na Austrália não existe. "Em Coimbra, uma pessoa senta-se no Tropical [café da praça central], encontra um amigo e outro e fica quatro ou cinco horas à conversa. Essa experiência é típica. E o café é um sítio onde as pessoas falam, o que tem a ver com a forma como usam a língua, e isso tem a ver com poesia", diz o poeta que já esteve noutras residências, em Nova Iorque e em Pequim. Também Anna Reckin já teve uma "experiência semelhante" na Bulgária, igualmente "numa vila remota". Mas foram "só umas semanas".

O Programa Poetas em Residência foi criado pela comissão organizadora dos Encontros Internacionais de Poetas - que se realiza em Coimbra de três em três anos. Tirando os meses em que é para os poetas, durante o resto do ano, a casa de Monsanto continua a ser ocupada por artistas - já lá estiveram 22. É outro programa da Câmara de Idanha-a-Nova que se destina a criadores portugueses e estrangeiros de todas as áreas.

Em Portugal, há outros projectos parecidos, por exemplo, na Madeira, onde o Solar de São Cristóvão, em Machico, foi transformado em Casa do Artista. Ali, artistas portugueses ou estrangeiros podem ficar até dois meses, a convite do Governo da Região Autónoma da Madeira ou por proposta de instituições culturais.

Também em Montemor-o-Novo há residências para artistas nacionais e estrangeiros em locais como as Oficinas do Convento e ainda o Espaço do Tempo, estrutura também apoiada pela câmara local e pelo Ministério da Cultura, que acolhe artistas de diversas áreas por períodos que podem ir até quatro meses.

Por Monsanto, e no Programa Poetas em Residência, já passaram John Taggart e Cristina Babino, na primeira edição, em 2008. No ano passado, foi a vez do poeta brasileiro Márcio-André e do galego Miro Villar.

Nascida em Ancona, Itália, em Julho de 1976, Cristina Babino já recebeu diversos prémios. Recorda-se de Monsanto como uma "aldeia muito peculiar", onde o "silêncio" e "tranquilidade" a ajudaram a escrever. Inspirou-se na "paisagem" e nos "elementos naturais" que a compõem, como as "rochas típicas de Monsanto", explica por e-mail.

Também ao poeta Márcio-André, nascido no Rio de Janeiro em 1978, o silêncio falou. "Como sou um poeta também sonoro, não só a escrita sofreu influência, mas também a minha percepção dos sons. Ali eu pude explorar aquilo que está para além do som: o silêncio. O sentido de contemplação e quietude em Monsanto foi muito forte e eu pude pesquisar todas a mínimas particularidades dos timbres que a natureza rochosa e enevoada à volta me ofereciam. Pois ali até a névoa tinha som e isso foi realmente tocante", diz por e-mail.

"Para quem sempre foi acostumado a viver num grande ambiente urbano como o Rio de Janeiro e que havia tido interesse somente em cidades caóticas ou abandonadas, viver na aldeia foi um choque monstruoso", explica o também editor da revista Confraria do Vento.

"Lidar com a paisagem bucólica, um castelo medieval, templos romanos, caminhos na floresta, longas distâncias entre pequenas aldeias, rebanhos de ovelhas e seus pastores e mesmo a reclusão e isolamento marcaram profundamente a minha maneira de ser e de compreender a vida."

Com Márcio-André esteve o poeta Miro Villar. Nascido em 1965, faz parte da organização de escritores Batallón Literario da Costa da Morte. Por e-mail, a partir de Santiago de Compostela, conta que, durante o mês que esteve em Portugal, participou em leituras públicas com outros poetas da Oficina de Poesia de Coimbra e que "desse convívio" surgiram "diálogos e intercâmbios".

De todos os poetas que passaram pela casa, haverá poemas sobre Portugal na antologia bilingue que será publicada para o ano - edição financiada pela Câmara de Idanha-a-Nova. A ideia é publicar um livro semelhante de três em três anos.

Poesia viva

Para além dos momentos de escrita em Monsanto, todos os poetas participam em seminários, conferências e sessões de leitura de poemas na Universidade de Coimbra.

Para a docente responsável por este programa, Graça Capinha, "é muito importante que os alunos tenham uma relação com a poesia viva e possam participar nos processos de criação literária".

"Os alunos mantêm-se em contacto com estes poetas, participam muito activamente, e para mim isso é o fundamental. Como diziam os modernistas, "expandir as consciências" através da arte", diz Graça Carapinha.

O contacto com a poesia, com os poetas, nestes cursos tem "implicações na vida das pessoas", continua: "Altera a sua visão do mundo, transforma-as, torna-as mais universais e é isso que a universidade quer." De resto, as leituras, aulas, conferências e cursos dados por estes poetas não se destinam apenas a alunos da universidade. São para toda a gente.

ONU abre casa(da música) em Idanha-a-Nova

in: http://www.reconquista.pt
ONU abre casa em Idanha-a-Nova

A comissão em que estão envolvidos os maiores produtores da indústria de música e de eventos vai ficar em Idanha-a-Nova.

Por: João Carrega
25 de Março de 2010 às 17:09h

Idanha-a-Nova vai receber a sede da Comissão para Soluções Técnicas do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP). Os novos serviços daquele programa tutelado pelas Nações Unidas surgem após o primeiro Meeting da UN Music & Environment Iniciative Stakeholder, que decorreu esta semana, em Arendal, na Noruega. Nesse encontro ficou ainda decidido que em Setembro, o novo Meeting será realizado naquela vila raiana.

Segundo apurámos, a reunião, em que participou o vice-presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, e onde estiveram presentes 24 representantes da Indústria da música a nível mundial, ficou aprovada uma carta de intenções, como primeiro passo para criar uma Rede de actuação Mundial e um compromisso de financiamento, com o apoio da UNEP, e de alguns dos mais representativos participantes do encontro.

Nesse sentido, foram criadas cinco áreas de actuação, a saber: Cooperação dos Agentes desta Indústria (produtores de Gravação, Músicos, Produtores de Grandes Eventos, Consultores); Soluções Técnicas; Regulação (Certificação); Recursos (Humanos, Educação); e Audiências (Comunicação, Educação).

De acordo com Armindo Jacinto, no âmbito daquelas áreas de actuação, “em Idanha-a-Nova ficará sediada a Comissão para área técnica, numa parceria entre a UNEP e autarquia idanhense”.

A abertura desta comissão em Idanha-a-Nova é vista como uma mais-valia, não só para o concelho raiano, mas para todo país, tanto mais que as outras duas comissões ficarão instaladas em Londres e na Austrália. Fica também demonstrada a forte aposta que a autarquia idanhense tem feito nesta área, como o demonstra o próprio Boom Festival, e todo o trabalho desenvolvido no âmbito do turismo, em especial do turismo de natureza e património, tendo em Armindo Jacinto o seu grande impulsionador e estratega.

Na capital Inglesa fica sediada a comissão para a primeira linha de actuação, envolvendo a própria UNEP e os grandes produtores de Eventos, como a entidade responsável pelo Festival Republic de Melvin Benn, que produz o Festival Glastonbury (onde participam 300.000 pessoas); o produtor americano Charlie Jones da produtora Lollapalooza, que produz entre outros o Festival Lollapalooza e Austin City Limits (mais de 300.000 participantes), nos Estados Unidos da América, e a produtora Good Mood que produz o Boom Festival em Portugal - 30.000 participantes. A terceira Comissão ficará na Austrália, sendo apoiada pela UNEP e pela produtora Peats Ridge que realiza o Peats Ridge Festival (10.000 pessoas).

Segundo Armindo Jacinto, é destes “escritórios que sairão propostas de actuação nas diversas áreas a serem aprovadas no próximo Meeting organizado pela UNEP, tendo ficado definido a sua realização em Portugal, em Idanha-a-Nova, no próximo mês de Setembro, onde será assinado o compromisso final das acções propostas por estas Comissões, coincidindo com o lançamento do Programa final da UNEP para esta iniciativa”.

Música e ambiente

O Meeting da Noruega, decorreu nos dias 22 e 23 de Março, foi organizado pelo Programa Ambiental das Nações Unidas UNEP. Envolveu 24 representantes da Indústria da música, e pretendeu discutir a situação actual do impacto ambiental e sustentabilidade provocado por esta Indústria e formas de actuação para minimizar estes impactos e procurar formas sustentáveis de actuação. Destes representantes, incluem-se produtores de grandes eventos nos Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, Suíça, Dinamarca, Noruega, estúdios de gravação e consultores internacionais.

O encontro serviu ainda para se debaterem as questões ambientais, de onde saiu um conjunto de reflexões. No entender daquele organismo “a humanidade enfrenta actualmente desafios ambientais, como as alterações climáticas, a extinção da biodiversidade e a crise mundial de redução acentuada da qualidade e reservas de água potável”. Por isso, afirma que “existe a necessidade de reduzir urgentemente, o impacto ambiental negativo, através de uma mais significativa produção sustentável, redução do consumo, redução das emissões de carbono e tornar-nos mais eficientes na utilização dos recursos naturais”. Um desafio que, “é global e é necessária uma resposta colectiva. Todavia, existe um grande caminho a percorrer para fazer da indústria da música uma indústria sustentável”.

Ao participantes do encontro revelaram ainda que “a indústria da música tem hoje algumas iniciativas verdes e de sustentabilidade ambiental, mas que ainda não têm a dimensão e efeito desejado na opinião pública geral”. Daí a importância das linhas de actuação definidas e das novas comissões criadas.

sexta-feira, março 26, 2010

Micologia





Iniciam-se já dia 1 de Abril (quinta-feira) as 1as Jornadas Gastronómicas do Tortulho e da Criadilha, que irão decorrer durante todo o mês de Abril, em Castelo Branco. A iniciativa é promovida pela AFLOBEI - Associação de Produtores Florestais da Beira Interior e pela Câmara Municipal de Castelo Branco, e conta com o apoio técnico da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro.

Cada um dos sete restaurantes de Castelo Branco que participam nas Jornadas Gastronómicas irá apresentar, em 4 dias distintos, as suas sugestões gastronómicas confeccionadas à base do tortulho (Amanita ponderosa) e da criadilha (Terfezia arenaria).

Para se deixar conquistar pelos cogumelos, só tem de adquirir o Calendário das Jornadas no site da AFLOBEI ou nos restaurantes: Praça Velha, Mesa Cheia, O Espeto, Encosta do Castelo, Kalifa, English Savoy e Casa 14.

Não falte também ao passeio micológico nas freguesias de Castelo Branco e Malpica do Tejo, que irá decorrer no dia 10 de Abril (um sábado). No final do passeio, o almoço é no Restaurante Piscina-Praia de Castelo Branco, preparado por um conceituado chefe de cozinha, especialista em cogumelos (inscrições até 7 de Abril e limitadas a 50 pessoas). Vai ver que se vai divertir!

Toda a informação sobre as Jornadas Gastronómicas e o passeio micológico está disponível no site da AFLOBEI.

in:http://vila-de-loriga.blogspot.com/2007/10/os-tortulhos.html

quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Os tortulhos
Após as primeira chuvas Outonais, vêm também os belos e cometiveis cogumelos que se apelidam por tortulhos. Depois de uma pequena investida em pesquisa deixo aqui umas receitas:


Tortulhos grelhados
Depois de lavados deixar secar um pouco cobertos com rosmaninho ou carqueja sobre uma laje de lousa bem quente em cima do fogo, colocar os tortulhos.Adicionar sal e um pouco de piri-piri, para os amantes do género.


Tortulhos com ovos mexidos

Refoguem em azeite o alho, cebola e um pouco de carne de porco em pedaços muito pequenos.Juntem os míscaros e tempere com sal.Deixe apurar bem.adicionem os ovos mexendo bem.



Arroz de tortulhos
Façam um refogado num tacho de barro com azeite e alhos esmagados.adicionem a cebola picada e deixe cozer suavemente até a cebola estar macia.Juntem um pouco de chouriço de carne cortado em cubos muito pequenos.Deixem alourar tudo.Juntem o arroz e os tortulhos e mexa para o arroz absorver a gordura.Regue com a água a ferver e adicionem um pouco de ervas aromáticas, pimenta e sal.Introduzam o tacho no forno bem quente e deixem cozer durante 15 minutos
Bom apetite!
Publicada por Pedro amaro em 14:53:00

Eng. José Luís Gravito Henriques
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Divulgação de Cogumelos Silvestres – 16

Nome científico – Amanita ponderosa / Nome vulgar – Tortulho, silarca, tubareiro, renota, regota, tubara, cilarca, turva da terra, criadilha, míscaro, púcara da Quaresma

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Nome científico – Amanita ponderosa
Nome vulgar – Tortulho, silarca, tubareiro, renota, regota, tubara, cilarca, turva da terra, criadilha, míscaro, púcara da Quaresma
Micorrízico – Vive em associação mutualista com as raízes de algumas espécies florestais e arbustivas
Habitats – Cogumelo de Primavera, tipicamente mediterrânico, frequente a Sul do distrito de Castelo Branco, em azinheira, sobreiro e esteva, crescendo isolado ou em grupos
Forma do chapéu – Hemisférico, depois convexo a plano-convexo e no final deprimido no centro
Margem do chapéu – Lisa ou levemente canelada com a idade, excedente, podendo no inicio apresentar-se com restos aderentes do anel
Cutícula lisa, destacável da carne, habitualmente coberta no centro por restos do véu geral, em forma de grandes placas persistentes e com terra aderente.Inicialmente apresenta uma cor branca que se vai manchando de tons rosado a castanho, pelo contacto e por exposição ao sol e ao ar
Himenóforo constituído por lâminas pouco apertadas, livres, de cor branca depois creme. A arista farinosa, com a idade adquire um aspecto ponteado ou crenado de tons castanho
Pé de inserção central, cilíndrico, engrossando para a base, maciço e no final loculado.Inicialmente de cor branca podendo apresentar vincadas as lâminas na zona acima do anel. Com o desenvolvimento apresenta áreas mais ou menos estriadas de cor rosada a castanha e, por vezes, uma zona mais escurecida, bem demarcada, correspondente aos restos aderentes do anel. Volva membranosa, saciforme, lobulada, separável do pé, com terra aderente na parte exterior
Carne de cor branca virando rosa ao contacto
Odor a terra e sabor doce
Comestibilidade – Excelente comestível
Observações – Espécie muito semelhante à Amanita valens que frutifica em pinheiro e à Amanita curtipes de muito menor tamanho e em que o diâmetro do chapéu é superior à dimensão do pé
Atenção - Nunca confundir com a Amanita verna ou a Amanita virosa. Estas duas espécies que são mortais, entre outras características, distinguem-se por terem cor branca que se mantém imutável ao toque e ao corte. Abster-se de apanhar e consumir exemplares do género Amanita na fase de ovo, pois é mais difícil a identificação entre espécies comestíveis e venenosas


Por: José Luís Gravito Henriques, Eng. Agrónomo


Resultados do Inquérito «A Realidade Micológica da Beira Interior»

quarta-feira, março 17, 2010

Centenário de implantação da República

Em 2010 celebra-se o centenário da implantação da República, um dos momentos mais marcantes da nossa História. O programa das comemorações do Centenário da República visa evocar a República e o republicanismo, divulgando os seus ideais cívicos, as suas principais realizações.

Nesse sentido, a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República promove uma iniciativa intitulada A Árvore do Centenário no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Árvore, no próximo dia 21 de Março de 2010, recordando a Festa da Árvore e evocando as campanhas pela sua protecção levadas a cabo durante a I República.

Este projecto, desenvolvido pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República com o Ministério da Educação – DGIDC, com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território – INCNB, com o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas – ANF tem por objectivo promover, divulgar e apoiar iniciativas relacionadas com a identificação, valorização e preservação do património florestal nacional, incluindo a evocação histórica da celebração das Festas da Árvore através de plantação de árvores.



Participe nesta iniciativa em http://arvore.centenariorepublica.pt e clique em Desafio às Escolas onde poderá colocar a sua escola no mapa partilhando

com a comunidade o Programa do Dia da Árvore e Estudos e Pesquisas desenvolvidos com os seus alunos.







21 de Março de 2010, Programa Oficial


Sua Excelência o Presidente da República associa-se ao programa da Árvore do Centenário plantando uma Árvore do Centenário no Jardim da Presidência, Palácio de Belém, às 12h30.

10h30, Escola Secundária de Camões
· Plantação de uma Árvore do Centenário com a presença do Ministro da Presidência e da Ministra da Educação
· Exposição evocativa da comemoração do Dia da Árvore

10h30-15h00, Percurso das Árvores Centenárias – Peddy Árvore
· Jardim Braancamp Freire / Campo Mártires da Pátria
· Jardim Roque Gameiro / Cais do Sodré
· Largo do Limoeiro / Sé
· Jardim Alfredo Keil/ Praça da Alegria

10h30-18h00, FeirAlegria no Jardim da Praça da Alegria
Artesanato, Ateliers, Música… e outras actividades.

15h00, Caminhada

Com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do Vereador do Ambiente e Espaços Públicos.

· Jardim Braancamp Freire – Plantação de uma Árvore do Centenário e Fanfarra Republicana pelos Bombeiros Voluntários Lisbonenses
· Jardim do Torel
· Jardim da Praça da Alegria – Plantação de uma Árvore do Centenário e Música pela Banda da Sociedade Musical Gouveense "Pedro Amaral Botto Machado"

17h00, Museu Nacional de História Natural - Jardim Botânico
· Plantação de uma Árvore do Centenário
· Música pela Orquestra da Academia de Música e Dança do Fundão