terça-feira, junho 16, 2009

O Projecto de Educação pela Arte de Belgais tem um triste fim

i: www.publico.pt

Projecto da pianista Maria João Pires
Belgais vai fechar por arresto de bens
15.06.2009 - 18h36 Lusa
O projecto de ensino artístico de Belgais criado pela pianista Maria João Pires, "vai fechar devido a um arresto de bens e à falta de apoios", disse hoje à Agência Lusa uma das responsáveis.

Segundo Joana Pires, filha da pianista e responsável pelo Centro de Estudo das Artes de Belgais, após o encerramento da escola do primeiro ciclo da Mata e do Coro Infantil, "não deve restar nada do projecto de Belgais iniciado pela minha mãe".

Joana Pires revelou que os subsídios do Ministério da Educação (única fonte de financiamento) bem como o mobiliário e instrumentos da escola "estão arrestados".

"Parece-nos ser uma acção movida por quatro ex-funcionários", despedidos a meio do ano, e que, de acordo com Joana Pires, discordam das indemnizações que lhes foram pagas. O valor do arresto ronda "os 78 mil euros", acrescentou.

"Despedimos funcionários para não termos que declarar insolvência a meio do ano. Perdemos patrocinadores e donativos e só lhes podíamos pagar o que o Ministério da Educação nos dava. Ficámos sem o resto do dinheiro que recebíamos", fruto da crise financeira, justificou.

Falta de apoio da autarquia

As tarefas foram redistribuídas por outros cinco trabalhadores, mais dois professores colocados pelo Ministério da Educação e outros dois professores de artes.

A Escola da Mata, perto de Castelo Branco, é frequentada por 40 alunos dos quatro primeiros anos do ensino básico, com os quais são desenvolvidas actividades artísticas e culturais no dia-a-dia. "Não sei para onde vão no futuro", disse Joana Pires.

O Ministério da Educação atribui anualmente 170 mil euros à Associação de Belgais para desenvolver o projecto escolar, referiu.

Aquela responsável lamenta a falta de apoio da Câmara de Castelo Branco, a cujo presidente pediu "apoio moral e uma garantia bancária para desbloquear o problema, negociada da forma que ele quisesse". "Mas o presidente foi gelado e disse que não tinha nada a ver com o assunto", descreveu. "Não somos bem-vindos aqui", referiu.

A Agência Lusa tentou contactar o presidente da Câmara de Castelo Branco, mas tal ainda não foi possível. O Ministério da Educação remeteu um eventual comentário para mais tarde.

Maria João Pires abandonou os cargos directivos do Centro de Estudos das Artes de Belgais depois de uma operação ao coração, em Março de 2006, para colocação de um "bypass".

Na altura, considerou haver uma "grande incompreensão" das autoridades portugueses face ao projecto a que dedicou vários anos.

domingo, maio 31, 2009

Moinhos da Baságueda


http://www.beiratv.pt/edicoes1.php?id=1188987920&subaction=showfull&template=default
Moinhos da Baságueda



Moinhos da Baságueda
Comunidades Rurais: Saberes e Afectos

Autor: Lopes Marcelo
Edição: A Mar Arte
ISBN: 972-8319-73-8
Ano: 1999
Nº págs.: 287
Formato: 24,0 x 17,0 cm

"Lentamente, com os passos ecoando no tempo, vão partindo do nosso horizonte. Heróis silenciosos em corpos enrugados, que se afastam, deixando-nos a terra mais humanizada, depois de tantos alqueives de amor e sementeiras de afecto, em que os ternos arados rasgaram sulcos de germinação em nossas almas e quereres, com os rostos a pingar suor na ceifa das doiradas searas e as mãos calejadas de moldarem ternura nas enrugadas mós dos moinhos..."

sexta-feira, maio 15, 2009

Moedas-Tesouros da Beira






http://www.ipa.min-cultura.pt/quem/folder/DIDA/Antonio-Faria/circulacao_noroeste.pdf

domingo, maio 10, 2009

Exploração-Autorização, Licença e Concessão- de água superficial ou subterrânea

O Distrito de Castelo Branco está enquadrado na Administração da Região Hídrica do Tejo





Pensa que a exploração de água subterrânea, na sua propriedade é livre e não necessita de licença e de autorização? Desengane-se e cautela com as coimas, resultante de uma utilização não licenciada. Qual é o valor das coimas? Começam nos 25 mil € e terminam nos 2,5 milhões de €. Não acredita? Visite o site da Administração da Região Hídrica do Tejo

Pode obter o formulário, para pedido de autorização, em: http://www.arhcentro.pt/form-rh/formRH.html .

Se a água tem sido utilizada e vai continuar a se-lo, para consumo humano, não se esqueça de juntar a panóplia de documentação que é pedida: 5. Memória descritiva do projecto da obra de captação, nomeadamente com os seguintes elementos:
 planta de enquadramento à escala 1:25 000, com a localização da pretensão (se a captação de destinar à rega ou ao abeberamento animal apresentar a localização dos terrenos a regar ou o local de abeberamento);
 planta de localização à escala adequada (por exemplo 1:1 000, 1:2 000, 1:5 000) sempre que possível em formato digital;
 regime de exploração previsto;
 relatório de pesquisa de água subterrânea;
 resultados de análises físico-químicas e bacteorológicas à água extraída (se aplicável);
 descrição do tipo de tratamento a implementar, quando a utilização prevista é o consumo humano;



in: http://www.arhcentro.pt/form-rh/formRH.html
O Decreto-Lei 226-A/2007, de 31 de Maio, estabelece o novo regime sobre as utilizações dos recursos hídricos e respectivos títulos. Os pedidos de emissão de título de utilização dos recursos hídricos devem ser instruídos de acordo com o regulamentado na Portaria n.º 1450/2007, de 12 de Novembro.

Para efeitos do Decreto-Lei 226-A/2007, carecem de título as seguintes utilizações:

Captação de Águas

- Captação (Exploração) de Água Superficial ou Subterrânea: Autorização | Licença | Concessão **
- Pesquisa de águas subterrâneas: Licença
- Comunicação Prévia de início de Exploração: Comunicação

quarta-feira, maio 06, 2009

Jovens reporteres para o ambiente

Mission in Portugal, March 2009

Manteigas, Gouveia and Seia welcomed the Young Reporters for the Environment (YRE) from schools across the country and a young Cypriot who also participated in the International YRE Mission - Estrela 2009 which took place between the 29th of March and 4th of April.

The activity in which these 16 youths took part in, under the guidance of 4 ABAE tutors, consisted of environmental research in the region of Serra da Estrela (in the Centre-North of Portugal). The communication of this research was in the form of newspaper articles and photojournalism. The goals of this activity were to:
- Apply the methodology inherent to the YRE program: environmental research and communication

- Develop diverse skills such as: research, writing, teamwork, learning the English language, etc.

- Investigating good practices related to sustainable development

- Learning about the opportunities and challenges of the Serra de Estrela region in respect to the themes of water, biodiversity and climate change

- Identify problems and suggest solutions during the research process

- Provide a group of youths with the opportunity to meet with youths from other regions of Portugal and other countries

As part of the program, besides a workshop on journalism during the opening session in Manteigas, on-site interviews and research also took place which were centred around the following themes:

- Forest: managing it in a sustainable manner (interviews with the firemen of S. Pedro and visit to the S. Pedro forest)

- Pastoralism in the Serra da Estrela : a sustainable activity? (interviews with 2 shepherds; visit to a cheesemaker; visit to Ecolã)



- Other sustainable activities in the Serra (visit to a rural tourism estate; visit to a Serra da Estrela dog breeder)

- Biodiversity- knowing and conserving (visit to the Ecological Park of Gouveia; visit to the Wild Animal Rehabilitation Centre- CERVAS; visit to the Visitor Learning Centre in Seia)

- Water, the most precious resource of the Serra (following the Mondego: visit to a trout farm, visit to the source of the rivers Mondego and Zêzere; visit to lakes: Lagoa Comprida, Lagoa de Rossim, Poço do Inferno).

This Mission, which received support from the mentioned towns, as well as from local and national entities (see poster), has as its goal to train young people not only in research and journalistic communication of an environmental nature, but most importantly to develop their critical and creative senses; essential to the exertion of their citizenship.
On the last day a press conference took place during which the work undertaken during that week was presented to the local community. The purpose was to discuss with all those involved in the mission and those present at the conference the outcomes of the Mission. During this session the Cine-Eco award-winning documentary film "Are there still shepherds?" was shown.

The YRE stayed at the Jones House belonging to the Natural Park of Serra da Estrela. Last but not least, the YRE group adopted two birds who were in recovery at CERVAS!

The articles written by the young reporters are published on the website in English and Portuguese.

domingo, maio 03, 2009


Arquivo: Edição de 16-04-2009

SECÇÃO: Sociedade
in: Reconquista, de 16/4/2009

Novo vinho no mercado

Tranca da Barriga

“Tranca da Barriga” é a marca de vinhos que a Quinta de São Tiago, situada a cinco quilómetros da Covilhã, no Dominguiso, propriedade do Grupo ICP, lançou no mercado a 8 de Abril, com Denominação de Origem Controlada (DOC) Beira Interior.

Sob o rótulo “Tranca da Barriga” apresentam-se vinhos tintos, tinto reserva e tinto monocasta, vinho rosé e vinho branco, produzidos a partir de castas tradicionais da Beira Interior. A produção do ano em curso é de 200 mil garrafas, 140 mil de tinto, 20 mil de branco, 10 mil de rosé e 30 mil de tinto reserva.

A partir de meados de Maio, além da adega própria, a Quinta de São Tiago vai dispor de uma loja de venda ao público.

O Coro Misto da Beira Interior conquistou uma medalha de ouro e outra de prata no 7º Concurso Internacional de Coros de Veneza

Veneza, Itália, 03 Mai (Lusa) - O Coro Misto da Beira Interior conquistou uma medalha de ouro e outra de prata no 7º Concurso Internacional de Coros de Veneza, Itália.Comentar Artigo Aumentar a fonte do texto do Artigo Diminuir a fonte do texto do Artigo Ouvir o texto do Artigo em formato �udio As distinções foram entregues na última noite na cerimónia de encerramento da prova.

A medalha de ouro foi entregue graças à pontuação da interpretação de obras de música sacra de Gasparinni, Bruckner e Luís Cipriano (maestro que dirige o coro), enquanto a prata distinguiu peças livres de Edson Conceição, Diogo Melgaz e Graystone Ives (com expressão corporal).

sexta-feira, maio 01, 2009

Vídeo sobre comunidade



Para informações complementares ver "Notícias da Covilhã", de 2 de Abril
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In: Público de 3/5/2009


A "Terra Prometida" da Póvoa da Atalaia
03.05.2009, Inês Andrade
Centenas de pessoas de todo o mundo vão em "peregrinação" à comunidade do Monte
dos Carvalhos, no Fundão, em comunhão com a natureza e com uma visão religiosa renovada
"Mount of Oaks" ou Monte dos Carvalhos, lê-se a encarnado nas placas de um caminho isolado da serra da Gardunha, Póvoa da Atalaia, no Fundão. O local é deserto e desorganizado, com o cheiro quente das maias. Os cães ladram histéricos ao ver intrusos, mas é fácil perceber que são tão amigáveis como os seus nomes: Tom Sawyer, Huckleberry Finn e Violeta. No final do trilho está uma comunidade que nasceu duma "conversa com Deus". Definem-se como monásticos e têm um grande cariz de intervenção social, sobretudo na aldeia da Póvoa da Atalaia. Aquecem a água do banho com lenha, cozinham bolos com o reflexo do sol, praticam uma agricultura de subsistência, mas, curiosamente, não dispensam o telemóvel e escrevem com regularidade num blogue (mount-of-oaks.blogspot.com). O telemóvel serve "para sabermos quando os nossos amigos no estrangeiro chegam", explicam. O blogue acaba por ser um bom instrumento de divulgação da comunidade.
A comunidade é, neste momento, composta por dez pessoas, sete das quais formam uma família escocesa que parte dentro de pouco tempo para Sintra. No Verão chegam a ser 40 pessoas no Monte, mas a média são 12. Quem fica é a Bárbara, mentora da comunidade. O seu protagonismo não resulta de "uma grande ideia" sua, mas de "algo que Deus está a colocar no coração de pessoas do mundo inteiro".
A um canto, Antonios, holandês - há um ano na comunidade - e o seu sobrinho, Daniel, cortam de modo grosseiro os legumes para o almoço. O cheiro natural dos ingredientes sente-se poucos minutos depois; é fácil identificar o que vai compor o menu. O toque do sino alerta a comunidade inteira de que o almoço está na mesa. Só no fim da refeição se nota que a mesa é uma porta de madeira maciça, provavelmente reutilizada dos vários objectos que eles vão encontrando e que acumulam na chamada Ilha do Tesouro. O panelão de ferro preto cheio de massa com legumes é atirado para a mesa e cada um serve-se, assim como cada um lava o seu prato.
Durante dois anos e meio de existência já passaram pela serra centenas de pessoas de várias nacionalidades. Por estes dias está lá a família Jones, da Escócia, "um exemplo de que é possível viver na estrada com filhos, e logo cinco". Sam é o filho mais velho e lê a Divina Comédia de Dante durante o almoço. O pai, Andrew, foi padre durante nove anos nos EUA, mas é natural da antípoda Nova Zelândia, "onde há mais ovelhas que pessoas", brinca a sua mulher. Andrew dedica-se à Church Mission Society, uma organização missionária católica em Inglaterra. Veio ao Monte dos Carvalhos quase em trabalho, "para poder exportar o modelo desta comunidade auto-suficiente" para lá. "Algo de bom vai acontecer em Portugal", revela enquanto ferve água para o café: "Acho que há um bom contexto aqui, há unidade, respeito mútuo, expectativas e novas expressões." O que o leva a profetizar um update da religião.
Sabe que viajou durante 20 anos, mas não se recorda que idade tem, precisa de fazer as contas desde 1963 para ter a certeza. Hannah e Tâmara são as mais novas, sardentas, com olhos muito grandes, sempre atentas a tudo e a correrem de um lado para o outro. Têm uma lista do que querem fazer antes de ir embora: montar o Nono (o burro de estimação), andar de barco insuflável para depois poderem mergulhar no lago, observar as tartarugas e finalmente jogar Uno, mas Irish Uno, "que é mesmo complicado", dizem orgulhosas.
Daniel é holandês - apesar de ter nascido e vivido até aos 18 anos no Zimbabwe -, apanhou moribundos nas ruas de Narila (com o seu tio Antonios), perto de Nova Deli, na Índia, e tem estado muito tempo no Monte dos Carvalhos. "A terra é muito barata em Portugal" e por isso vai andar pela Europa a apanhar fruta para poder regressar e comprar um terreno recolhido onde possa "viver com serenidade".
Economia da dádiva
A oportunidade de criarem uma comunidade surgiu com um casal belga, que comprou o terreno há cerca de três anos. Desistiram do projecto por medo de não sobreviverem e regressaram ao negócio que tinham abandonado na Bélgica. Bárbara foi confrontada com o desafio de manter o projecto, conversou com Deus, com quem tinha criado uma "ligação" há 12 anos em Angola, antes de tomar uma decisão. Deu então alguns "passos de fé" que lhe permitiram reunir 30.000 euros em cinco semanas. Angariou o dinheiro enviando e-mails para amigos espalhados no mundo inteiro e por isso é que a "terra é tão especial e é de todos". Enquanto conta situações em que se sentiu a falar com Deus, ri com inocência e é frequentemente interrompida pelo sinal de bateria fraca do telemóvel.
A procura deste estilo de vida franciscano está intimamente relacionada com a alteração do paradigma económico. Andrew encontra uma solução na "gifty economy" (economia da dádiva), enquanto discursa sobre a exaustão das populações do Norte da Europa em relação ao materialismo. Cada vez mais pessoas encontram em Portugal um país que ainda não está tão corrompido, e onde podem formar comunidades que se mantêm pela caridade das vilas vizinhas. É o que se passa aqui. Bárbara organiza eventos sociais e artísticos na aldeia e todos a adoram e oferecem dinheiro ou alimentos. Aos fins-de-semana preparam ranchos no ringue da aldeia, com artes circenses, que aliciam as tribos assíduas do festival anual Boom, na Idanha-a-Nova. Promovem workshops, uns sobre construção de casa com madeira, outros de permacultura (sistema holístico de planificação de habitats humanos em harmonia com a natureza); vão às escolas incentivar as crianças a debaterem o consumismo e a implantação dum comércio justo, a limparem a cidade e recolherem lixo das matas.
Em Agosto há a semana da oração. Bárbara acha que "Deus não escolhe religiões, nem templos, dias, ou cerimónias, a oração altera de pessoa para pessoa" e ela preocupa-se em providenciar velas e incenso para quem reza em silêncio, ou, então, rádio, pincéis e papel de cenário para quem precisa de se exprimir plasticamente. O presidente da Junta de Freguesia da Póvoa da Atalaia pediu-lhe "que mostrasse à aldeia o que é viver em comunidade". "Porque eles se esqueceram."

No Verão chegam a ser 40 pessoas no Monte da Atalaia, na serra da Gardunha. Mas a média anual é de 12 pessoas.

Borboletas no Vale do Mondego-Serra da Estrela

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Borboletas-de-floresta-no-Vale-do-Mondego.rtp&headline=20&visual=9&tm=8&article=216964

terça-feira, abril 28, 2009

Monsanto

O centro cultural de Idanha-a-Nova, desde a sua criação, oferece um serviço de alojamento para investigadores que tenham em mãos trabalhos de investigação sobre a cultura, etnografia, arqueologia, ou outros domínios, aplicados à região do concelho. Agora, este serviço é alargado em Monsanto com as residências artísticas. parabéns à Câmara de Idanha, que por esta via dá a conhecer o concelho e incentiva à produção de trabalhos artísticos e científicos.

Vídeo

http://www.publico.clix.pt/videos/?v=20090423171258


in: Lusa

20-04-2009 09:46:13
Aldeia lusa tenta ser referência em residência de artistas

Por Luís Fonseca, da Agência Lusa

Monsanto, Castelo Branco, 20 abr (Lusa) - A aldeia mais portuguesa quer ser também a que mais artistas de todo o mundo acolhe em Portugal, graças a programas de residências artísticas.

A prefeitura de Idanha-a-Nova requalificou duas casas em Monsanto onde oferece alojamento com vista privilegiada sobre a campina. Os artistas podem candidatar-se junto da prefeitura ou na Universidade de Coimbra, que participa na iniciativa.

Em preparação está um protocolo com a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa para oferecer residência a jovens talentos, para que façam ali o lançamento das suas obras.

“O projeto nasceu em 2006 e até final do último ano já tinham passado por Monsanto 18 artistas de todo o mundo”, disse à Agência Lusa, Armindo Jacinto, vice-prefeito de Idanha-a-Nova.

O objetivo é atrair novos olhares para Monsanto e para o distrito de Idanha-a-Nova, “que tem um patrimônio riquíssimo, do ponto de vista natural e edificado. Temos aqui marcas de diversas civilizações”.

“Os próprios artistas vão divulgando a iniciativa e a aldeia e trazem novos artistas de diferentes áreas. Vão ser embaixadores do concelho em várias partes do mundo”, destaca o vice-prefeito.

Márcio-André, 31 anos, é o poeta, tradutor e ensaísta brasileiro que através do protocolo com a Universidade de Coimbra reside durante três meses em Monsanto (www.marcioandre.com).

“Acho que este é um projeto a longo prazo. Daqui a uns anos, depois de mais artistas passarem por aqui, Monsanto certamente vai colher os frutos dos contactos que está a semear”, descreve.

“Nunca tinha estado num local com mais de 500 anos de história. Aqui tenho descoberto monumentos com mais de mil anos, o que tem sido avassalador. Para além desta serenidade e da magnífica vista do apartamento”, descreve.

O brasileiro do Rio de Janeiro ocupa uma das casas com a esposa e em alguns dias recebe artistas amigos. Está preparando o livro de ensaios Poética das Casas e já apresentou espetáculos de poesia sonora sobre Monsanto.

“Pedimos sempre que nos deixem algo”, cita Armindo Jacinto. “Seja uma peça de arte, um espetáculo ou fotografias. E assim vamos também aumentando o nosso espólio artístico”.

O tempo de estadia é variável, de acordo com o trabalho artístico e a existência de projetos a serem desenvolvidos com as comunidades locais.

As residências para este ano ainda não estão fechadas. “Há dois programas. Tem prioridade o protocolo com a Universidade de Coimbra, que o divulga a nível mundial, seleciona os poetas que se candidatam e também desenvolve atividades com eles”.

A prefeitura de Idanha-a-Nova tem o seu próprio programa. Também recebe candidaturas, analisa currículos e os projetos artísticos propostos para escolher residentes.

Uma das próximas artistas a passar por Monsanto será “uma bailarina espanhola”. “Um dos nossos critérios é a diversificação das artes”, conclui Armindo Jacinto.

sábado, abril 25, 2009

Biomassa

Será verdade? Em Vila Velha de Rodão não estão em actividade duas centrais de Biomassa? Por outro lado a empresa em que trabalha, tudo gente da SLN/BPN, tinha em projecto uma central de biomassa, que por falta de massa($$$$$$$), presumo eu, não deu à luz do dia.

As centrais de biomassa têm dificuldades de viabilização, porque o preço a que compram a matéria prima, não dá para o transporte da mata até às centrais. Defrontam-se, por outro lado, em termos de preço da matéria prima, com a concorrência das celuloses e industrias de madeira. Só serão viáveis as centrais que aproveitarem resíduos de madeira, resultantes da sua actividade primária, caso das industrias de celulose e outras indústrias que utilizam madeira como matéria prima.



in: Reconquista

SECÇÃO: Sociedade

Antigo líder do PSD no Fórum Económico do partido



Marques Mendes pediu mais atenção à biomassa

Centrais de biomassa não saíram do papel
Marques Mendes diz que dos projectos lançados em 2006 só o da Sertã está em obra. E classifica a situação de “calamidade”.


O projecto da central de biomassa da Sertã é o único dos 15 anunciados pelo Governo que se encontra em obra. Quem o diz é Luís Marques Mendes, que esteve em Castelo Branco para participar no Fórum Económico promovido pelo PSD.

O antigo presidente do partido e actual administrador de uma empresa do sector das energias faz um retrato positivo daquilo que tem sido o avanço da energia eólica ou fotovoltaica em Portugal. Mas diz que no caso da produção de energia através dos resíduos florestais “tem sido um desastre”.

O projecto da Sertã é o único em obra, na sequência do concurso público lançado em Março de 2006. Das restantes 14 previstas “a maior parte delas nem está adjudicada”, afirma.

Para Marques Mendes o país está a perder uma oportunidade de ouro em produzir energias renováveis, chamando a atenção para o facto de ao contrário da eólica e da fotovoltaica a produção de energia através da biomassa poder ser feita 24 horas por dia e 365 dias por ano.

“O Governo nem quer saber disso, dá pouco nas vistas. E eu acho que é uma calamidade a ausência de preocupação nesta matéria”.

Mas as críticas vão também para a atitude dos responsáveis na relação com a floresta, dizendo que a biomassa tem sido esquecida porque os incêndios florestais também não têm feito grande mossa. “Mas provavelmente se este ano, como alguns dizem, for novamente um ano perigoso em termos incêndios florestais: aqui d´el rei!”.

O gestor sugere um regime de incentivos à poupança de energia de mãos dadas com a política fiscal. Para Marques Mendes o valor do Imposto Municipal sob Imóveis e da derrama poderia ser baixado para quem poupa energia ou agravado para quem não o faz.

Luís Marques Mendes foi um dos convidados do Fórum Económico do PSD, que debateu na Escola Superior de Educação várias áreas como a agricultura, o turismo ou as indústrias criativas.


Por: José Furtado





Ficheiros para Download

Marques Mendes- Gestor da Nutroton Energias

quinta-feira, abril 16, 2009

Monte dos Carvalhos


http://www.publico.clix.pt/videos/?v=20090413145500
in: Sol, 16/4
«A visão para este lugar é de uma comunidade monástica» , onde se abdica dos valores individuais, «com equilíbrio entre oração, trabalho, convívio e descanso», descreve Bárbara Leite, 34 anos, umas das fundadoras.

Segue os princípios cristãos e já recebeu amigos de todos os credos que conheceu ao calcorrear o globo, antes de se fixar perto da Póvoa da Atalaia, há dois anos e meio. Desde então são uma dúzia, outras vezes mais. «Uns passam aqui dias, outros meses. Nunca estou sozinha», refere.

Antonius Snellart, holandês de 53 anos, é um dos residentes dos últimos tempos. Ele e Bárbara têm amigos em comum que o levaram a conhecer o Monte dos Carvalhos - onde o inglês é a língua predominante.

Instalou-se depois de uma experiência «chocante» de 11 anos no combate à pobreza na Índia.

«Salvar moribundos à beira de estrada não chega. Depois daquilo só queremos uma vida simples, porque só assim se podem ajudar os pobres» , procurando um equilíbrio global, defende.

Anna Kitchen, 25 anos, vive em Manchester, na Inglaterra, onde trabalha na Speak Network, uma rede internacional de jovens contra as injustiças no mundo.

Chegou ao Monte dos Carvalhos com o namorado, depois de ouvir o relato de amigos. «Viemos relaxar, passar tempo com amigos e aprender algo mais sobre a terra e algumas plantações. É uma espécie de férias», diz.

«Acho fantástico conseguir viver assim, fora da cidade. Acho que se parece mais com a vida como ela realmente deve ser» , sublinha.

A única construção em pedra está no centro do terreno e foi recuperada como cozinha, com um forno a lenha, onde todos têm as suas tarefas. Em redor, há campos cultivados, água e diferentes construções feitas com madeira e outros materiais naturais - como um quarto de oração.

Quem abandona a estrada nacional 18 encontra placas ao longo de quatro quilómetros em terra batida e por entre diversas quintas até chegar ao Monte dos Carvalhos (Mount of Oaks, em inglês, como se lê nas placas).

O mesmo caminho de ida e volta que Bárbara faz pelo menos uma vez por semana para comprar mantimentos (sobretudo leite, ovos e vegetais). «Vamos ao mercado do Fundão ou às lojinhas da Póvoa da Atalaia. Apoiamos a economia local».

«Além do mais, as pessoas conhecem-nos e convivemos bem com todos» , garante. Como atesta o facto de um vizinho ceder electricidade para carregar o telemóvel e o computador portátil, com que acede à Internet e mantém o seu blogue (http://shantipilgrim.blogspot.com).

Junto à cozinha está a lata mágica, onde quem por ali passa pode deixar o seu donativo.

«Quando é preciso ir às compras, vamos buscar o que há na lata» , descreve, sendo que, em média, 50 euros por semana bastam.

Bárbara vive há 10 anos de donativos, o que encara com naturalidade, porque diz que não age para «proveito próprio».

«Tudo o que recebemos é para dar, não estamos aqui para fazer dinheiro ou para nos satisfazermos. É para dar a quem vem descansar ou em retiro. E é um ciclo: quanto mais se dá, mais se recebe» .

O Monte dos Carvalhos vive sobretudo de donativos internacionais.

«Há uma grande rede de relacionamentos global» , refere, mas sem fazer contas às doações ou olhar a doadores, garante.

«Alguns já cá estiveram, outros conhecem-nos pelo blogue e vêem que é algo de positivo» .

«Outros gostavam de viver assim, mas têm empregos, família ou compromissos e não podem. Mas apoiam-nos» .

Já este mês, o Monte dos Carvalhos acolheu duas dezenas de participantes num curso sobre permacultura (sistemas ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis) cujos princípios estão a ser aplicados no terreno, por exemplo, nas culturas agrícolas.

Com a chegada da Primavera, boa parte dos dias é agora dedicada a novas construções, tanto aquelas onde cada um vive como as de utilização comum, caso do quarto de oração.

«Sem electricidade, vivemos com o ritmo solar» , descreve Bárbara. A noite é passada à volta da fogueira, com conversas ou música.

«Já nos perguntaram ao telefone o que fazemos à noite” » recorda. As chamadas de televendas da operadora são frequentes para o telefone fixo, única peça de tecnologia que ali conseguiu entrar.

«Querem vender pacotes com Internet e televisão. Eu rio-me, respondo que não temos electricidade e as pessoas ficam espantadas» .

Apesar do relacionamento que já existe com a população da freguesia e o pároco local, Bárbara gostava de no futuro poder acolher visitas de escolas ao Monte dos Carvalhos para oficinas ligadas ao meio rural.

«Construção com produtos naturais, permacultura e ver a vida no campo é importante para despertar os jovens a voltar aos meios rurais. Porque o país está a ficar desertificado» , conclui.

Lusa / SOL

Texto originalmente extraído do site www.agencialusa.com.br
Mundo em Português Comunidade lusa recebe gente do mundo todo atrás de 'paz'
Centenas de pessoas de todo mundo em busca de paz de espírito já passaram pelo Monte dos Carvalhos, no sopé da Serra da Gardunha, no centro de Portugal, onde não há eletricidade e se vive em tendas Fundão, Castelo Branco, 13 abr (Lusa) - Centenas de pessoas de todo o mundo em busca de paz de espírito já passaram pelo Monte dos Carvalhos, no sopé da Serra da Gardunha, no centro de Portugal, onde não há eletricidade e se vive em tendas ou construções naturais.
“A visão para este lugar é de uma comunidade monástica”, onde se abdica dos valores individuais, “com equilíbrio entre oração, trabalho, convívio e descanso”, descreve Bárbara Leite, 34 anos, umas das fundadoras.
Segue os princípios cristãos e já recebeu amigos de todos os credos que conheceu ao correr o globo, antes de se fixar perto da Póvoa da Atalaia, há dois anos e meio. Desde então são uma dúzia, outras vezes mais. “Uns passam aqui dias, outros meses. Nunca estou sozinha”, conta.
Antonius Snellart, holandês de 53 anos, é um dos residentes dos últimos tempos. Ele e Bárbara têm amigos em comum que o levaram a conhecer o Monte dos Carvalhos - onde o inglês é a língua predominante.
Instalou-se depois de uma experiência “chocante” de 11 anos no combate à pobreza na Índia.
“Salvar moribundos à beira de estrada não chega. Depois daquilo só queremos uma vida simples, porque só assim se podem ajudar os pobres”, procurando um equilíbrio global, defende. Anna Kitchen, 25 anos, vive em Manchester, na Inglaterra, onde trabalha na Speak Network, uma rede internacional de jovens contra as injustiças no mundo.
Chegou ao Monte dos Carvalhos com o namorado, depois de ouvir o relato de amigos. “Viemos relaxar, passar tempo com amigos e aprender algo mais sobre a terra e algumas plantações. É uma espécie de férias”, diz.
“Acho fantástico conseguir viver assim, fora da cidade. Acho que se parece mais com a vida como ela realmente deve ser”, frisa.
A única construção em pedra está no centro do terreno e foi recuperada como cozinha, com um forno a lenha, onde todos têm as suas tarefas. Ao redor, há campos cultivados, água e diferentes construções feitas com madeira e outros materiais naturais - como um quarto de oração.
Quem abandona a estrada nacional 18 encontra placas ao longo de quatro quilômetros em terra batida e por entre diversas chácaras até chegar ao Monte dos Carvalhos (Mount of Oaks, em inglês, como se lê nas
placas).
http://www.agencialusa.com.br - documento gerado : 17/04/2009 - 14:54:22
Agência Lusa
O mesmo caminho de ida e volta que Bárbara faz pelo menos uma vez por semana para comprar mantimentos (sobretudo leite, ovos e vegetais). “Vamos ao mercado do Fundão ou às lojinhas da Póvoa da Atalaia. Apoiamos a economia local”.
“Além do mais, as pessoas conhecem-nos e convivemos bem com todos”, garante. Como atesta o fato de um vizinho ceder eletricidade para carregar o telefone celular e o computador portátil, com que acessa a internet e mantém o seu blog (http://shantipilgrim.blogspot.com).
Donativos
Junto à cozinha está a lata mágica, onde quem por ali passa pode deixar o seu donativo.
“Quando é preciso ir às compras, vamos buscar o que há na lata”, descreve, sendo que, em média, 50 euros por semana bastam.
Bárbara vive há 10 anos de donativos, o que encara com naturalidade, porque diz que não age para “proveito próprio”.
“Tudo o que recebemos é para dar, não estamos aqui para fazer dinheiro ou para nos satisfazermos. É para dar a quem vem descansar ou em retiro. E é um ciclo: quanto mais se dá, mais se recebe”.
O Monte dos Carvalhos vive sobretudo de donativos internacionais.
“Há uma grande rede de relacionamentos global”, cita, mas sem fazer contas às doações ou olhar a doadores, garante.
“Alguns já cá estiveram, outros conhecem-nos pelo blog e vêem que é algo de positivo”.
“Outros gostariam de viver assim, mas têm empregos, família ou compromissos e não podem. Mas apoiam-nos”. Dia-a-dia
Já este mês, o Monte dos Carvalhos acolheu duas dezenas de participantes num curso sobre permacultura (sistemas ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis) cujos princípios estão sendo aplicados no local, por exemplo, nas culturas agrícolas.
Com a chegada da primavera, boa parte dos dias é agora dedicada a novas construções, tanto aquelas onde cada um vive como as de utilização comum, caso do quarto de oração.
“Sem eletricidade, vivemos com o ritmo solar”, descreve Bárbara. A noite é passada à volta da fogueira, com conversas ou música.
“Já nos perguntaram ao telefone o que fazemos à noite”, recorda. As chamadas de televendas da operadora são frequentes para o telefone fixo, única peça de tecnologia que ali conseguiu entrar.
“Querem vender pacotes com internet e televisão. Eu rio, respondo que não temos eletricidade e as pessoas ficam espantadas”.
Apesar do relacionamento que já existe com a população da freguesia e o pároco local, Bárbara gostaria de no futuro poder acolher visitas de escolas ao Monte dos Carvalhos para oficinas ligadas ao meio rural.

Agência Lusa
“Construção com produtos naturais, permacultura e ver a vida no campo é importante para despertar os jovens a voltar aos meios rurais. Porque o país está a ficar desertificado”, conclui.
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Comunidade no Monte dos Carvalhos é espaço de encontro com a natureza

Pessoas de todo o mundo buscam paz no Fundão

A vida campestre e sem alguns acessórios contemporâneos fazem parte do ambiente desta comunidade situada perto da Atalaia do Campo





Centenas de pessoas de todo o mundo em busca de paz de espírito já passaram pelo Monte dos Carvalhos, no sopé da Serra da Gardunha, onde não há electricidade e se vive em tendas ou construções naturais. 'A visão para este lugar é de uma comunidade monástica', onde se abdica dos valores individuais, 'com equilíbrio entre oração, trabalho, convívio e descanso', descreve Bárbara Leite, 34 anos, umas das fundadoras.
Segue os princípios cristãos e já recebeu amigos de todos os credos que conheceu ao calcorrear o globo, antes de se fixar perto da Póvoa da Atalaia, há dois anos e meio. Desde então são uma dúzia, outras vezes mais. 'Uns passam aqui dias, outros meses. Nunca estou sozinha', refere.
A única construção em pedra está no centro do terreno e foi recuperada como cozinha, com um forno a lenha, onde todos têm as suas tarefas. Em redor, há campos cultivados, água e diferentes construções feitas com madeira e outros materiais naturais - como um quarto de oração.
Quem abandona a estrada nacional 18 encontra placas ao longo de quatro quilómetros em terra batida e por entre diversas quintas até chegar ao Monte dos Carvalhos (Mount of Oaks, em inglês, como se lê nas placas).
O mesmo caminho de ida e volta que Bárbara faz pelo menos uma vez por semana para comprar mantimentos (sobretudo leite, ovos e vegetais). 'Vamos ao mercado do Fundão ou às lojinhas da Póvoa da Atalaia. Apoiamos a economia local',
'Além do mais, as pessoas conhecem-nos e convivemos bem com todos', garante. Como atesta o facto de um vizinho ceder electricidade para carregar o telemóvel e o computador portátil, com que acede à Internet e mantém o seu blogue (http://shantipilgrim.blogspot.com).
Junto à cozinha está a lata mágica, onde quem por ali passa pode deixar o seu donativo. 'Quando é preciso ir às compras, vamos buscar o que há na lata', descreve, sendo que, em média, 50 euros por semana bastam.

UMA DÉCADA DE DONATIVOS
Bárbara vive há 10 anos de donativos, o que encara com naturalidade, porque diz que não age para 'proveito próprio', 'Tudo o que recebemos é para dar, não estamos aqui para fazer dinheiro ou para nos satisfazermos. É para dar a quem vem descansar ou em retiro. E é um ciclo: quanto mais se dá, mais se recebe',
O Monte dos Carvalhos vive sobretudo de donativos internacionais. 'Há uma grande rede de relacionamentos global', refere, mas sem fazer contas às doações ou olhar a doadores, garante.
'Alguns já cá estiveram, outros conhecem-nos pelo blogue e vêem que é algo de positivo', 'Outros gostavam de viver assim, mas têm empregos, família ou compromissos e não podem. Mas apoiam-nos',


Testemunho dos mais recentes moradores
Holandês e ingleses entre os residentes
Antonius Snellart, holandês de 53 anos, é um dos residentes dos últimos tempos. Ele e Bárbara têm amigos em comum que o levaram a conhecer o Monte dos Carvalhos – onde o inglês é a língua predominante. Instalou-se depois de uma experiência 'chocante', de 11 anos no combate à pobreza na Índia. 'Salvar moribundos à beira de estrada não chega. Depois daquilo só queremos uma vida simples, porque só assim se podem ajudar os pobres', procurando um equilíbrio global, defende.
Anna Kitchen, 25 anos, vive em Manchester, na Inglaterra, onde trabalha na Speak Network, uma rede internacional de jovens contra as injustiças no mundo. Chegou ao Monte dos Carvalhos com o namorado, depois de ouvir o relato de amigos. 'Viemos relaxar, passar tempo com amigos e aprender algo mais sobre a terra e algumas plantações. É uma espécie de férias', diz. 'Acho fantástico conseguir viver assim, fora da cidade. Acho que se parece mais com a vida como ela realmente deve ser', sublinha.


in: http://www.diarioxxi.com/diarioxxi/artigo.asp?ed=1907&id=1&page=5

Viver sem electricidade e ao ritmo solar
Telefone fixo é a única tecnologia
Já este mês, o Monte dos Carvalhos acolheu duas dezenas de participantes num curso sobre permacultura (sistemas ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis) cujos princípios estão a ser aplicados no terreno, por exemplo, nas culturas agrícolas.
Com a chegada da Primavera, boa parte dos dias é agora dedicada a novas construções, tanto aquelas onde cada um vive como as de utilização comum, caso do quarto de oração. 'Sem electricidade, vivemos com o ritmo solar', descreve Bárbara Leite. A noite é passada à volta da fogueira, com conversas ou música.
'Já nos perguntaram ao telefone o que fazemos à noite', recorda. As chamadas de televendas da operadora são frequentes para o telefone fixo, única peça de tecnologia que ali conseguiu entrar. 'Querem vender pacotes com Internet e televisão. Eu rio-me, respondo que não temos electricidade e as pessoas ficam espantadas',
Apesar do relacionamento que já existe com a população da freguesia e o pároco local, Bárbara gostava de no futuro poder acolher visitas de escolas ao Monte dos Carvalhos para oficinas ligadas ao meio rural.
'Construção com produtos naturais, permacultura e ver a vida no campo é importante para despertar os jovens a voltar aos meios rurais. Porque o País está a ficar desertificado', conclui.

quinta-feira, abril 02, 2009

Espólio de José Manuel Soares


http://www.centrofundao.com/mpcore.php?name=Noticias&file=article&sid=3243

Obras de arte vão para Idanha-a-Velha

2008-07-10
Fonte: Diário XXI
Espólio avaliado em mais de um milhão de euros segue para aldeia histórica.

Obras do pintor José Manuel Soares podem voar para outras paragens, avisa o procurador da família. A Câmara de Idanha já aceitou a doação do espólio em troca por uma pensão vitalícia à família, no valor de 1.500 euros mensais, mas as negociações decorrem há cinco anos, sem desfecho.

Apesar das negociações durarem há cinco anos e ainda não terem desfecho, a Câmara de Idanha-a-Nova mantém interesse nas obras de arte do pintor José Manuel Soares, avaliadas em mais de um milhão de euros, garantiu ontem ao Diário XXI, Armindo Jacinto, vice-presidente da autarquia.

O protocolo entre a autarquia e a família deverá ser assinado “ainda este ano”, garantiu o autarca, adiantando que, no final de 2007, o Tribunal de Contas autorizou a aquisição de três edifícios em granito, em Idanha-a-Velha, no interior das muralhas, onde será perpetuada a vida e obra do pintor, natural de Odemira, que pintou com paixão o quotidiano e as paisagens do concelho de Idanha, especialmente Monsanto.

As negociações com vista à doação do espólio artístico e documental, resultante de 50 anos de trabalho, começaram em 2003. Cinco anos depois “tudo ficou em nada”, disse ao Diário XXI, Joaquim Fonseca, representante da família nas negociações com a autarquia, admitindo bater a outras portas (sem especificar quais) interessadas em acolher aquelas obras.

“A família Soares andou, nestes cinco anos, quase a mendigar à autarquia que desse vida aos seus quadros e não a guardá-los ou a armazená-los, como faz a catorze obras que adquiriu em 2003, por mais de quarenta e dois mil euros e que nunca chegaram a ser expostas ao público”, acrescenta Joaquim Fonseca.


“Não é um artista menor”

O representante de José Manuel Soares, pintor ainda vivo, mas incapacitado, diz que o artista “não pode nem deve ser tratado como um artista menor”, lembrando que aparece citado nos principais dicionários de Arte Portuguesa, está representado em museus nacionais e estrangeiros, galerias e em colecções particulares, tendo-se destacado, particularmente, como um dos maiores autores de banda desenhada. “Muitos foram os portugueses que aprenderam por manuais escolares ilustrados pelo mestre Soares”, refere Joaquim Fonseca.



“Estamos interessados”

O vice-presidente da autarquia, Armindo Jacinto, garante que o pintor não está a ser tratado como pintor menor. Prova disso, acrescentou, são os edifícios já adquiridos em Idanha-a-Velha onde a memória de José Manuel Soares será perpetuada. A Casa Marrocos, imponente edifício no centro da aldeia, foi adquirido por 1,25 milhões de euros e “destina-se à construção de um hotel de charme que terá no interior um espaço dedicado à vida e obra do pintor”, disse Armindo Jacinto, acrescentando que outros dois, antigos palheiros em granito, “serão recuperados para acolherem as suas obras”.

Segundo Armindo Jacinto, a Câmara atribui “grande importância” ao espólio que até mandou avaliar e inventariar nos anos de 2006 e 2007 por técnicos da autarquia. “Estas coisas levam tempo, mas este ano o protocolo com a família será assinado”, concluiu.


Câmara paga pensão vitalícia à família

A 28 de Dezembro de 2007, a Câmara de Idanha-a-Nova aprovou por unanimidade aceitar a doação do espólio e, em troca, autorizar o pagamento de uma pensão vitalícia no valor de 1.500 euros mensais ao pintor e à esposa. Segundo Armindo Jacinto, a atribuição da pensão “é excepcional, sendo a forma encontrada pela autarquia para compensar a família, que não tem outros meios de sobrevivência, além das obras de arte”. Segundo o vice-presidente, o pagamento da pensão vitalícia “ocorrerá a partir da assinatura do protocolo”, independentemente dos edifícios estarem ou não recuperados. “Além da recuperação, será necessário um projecto de musealização e isso poderá demorar mais algum tempo”, concluiu o autarca. Joaquim Fonseca, representante da família do pintor, entende que o dinheiro da pensão “não é o mais importante” da vida do artista, pelo que, caso não haja decisão rapidamente, a autarquia “ficará com os euros e a região perde uma imensa e preciosa riqueza patrimonial”


Obras podem ser vistas na net

As obras do pintor José Manuel Soares podem ser vistas na Internet em www.pintor.radiomonsanto.pt. Segundo Joaquim Fonseca, os trabalhos representam “o espírito de Portugal visto por um dos maiores artistas contemporâneos”. Cada pintura é apresentada numa moldura ao estilo francês, ornamentada com adornos clássicos em relevo e acabamento a ouro. Segundo o procurador da família, “algumas das obras estão avaliadas em 20 mil euros”.