segunda-feira, janeiro 14, 2008
Monografia de Meimoa
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Da autoria de António Cabanas e editada com o patrocínio da Camara Municipal de Penamacor e da Junta de Freguesia de Meimoa, foi editada mais uma excelente monografia de uma freguesia da Beira Interior. Fotografei parte do indice e foi-me possível constatar a qualidade gráfica da edição, com excelentes fotografias da freguesia. Na minha opinião, seria um bom trabalho que em cada freguesia, em que isto ainda não se fez, se procedesse ao financiamento de edições deste tipo, por parte das autarquias.
Tertúlia no Museu do Pão em Seia
segunda-feira, janeiro 07, 2008
IPPAR de Castelo Branco propõe rotas de património
in: O Sol
Candidatura ao QREN em marcha
IPPAR de Castelo Branco defende Fundação para gerir rotas do património
A direcção regional de Castelo Branco do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) está a preparar candidaturas a apoios comunitários para a criação de rotas do património, adiantou José Afonso, director da estrutura
Segundo aquele responsável, as candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) envolvem municípios e outras entidades dos distritos da Guarda, Castelo Branco e Portalegre, que têm no terreno equipas responsáveis pela inventariação e pesquisa patrimonial.
«Vamos candidatar 100 mil euros para desdobráveis, filmes e DVD sobre uma rota de arte rupestre e outra de património judaico», referiu José Afonso.
A rota que vai ligar a arte rupestre do Côa com a que existe no Tejo, com várias estações arqueológicas intermédias, é considerada «a prioridade das prioridades».
«Outros 50 mil euros vão ser propostos para uma rota de pinturas murais de arte sacra», acrescentou.
«Vamos ainda procurar outros fundos, como por exemplo, para a Rota da Lã, que já existe e está a ser coordenada pelo Museu de Lanifícios na Covilhã», sublinhou José Afonso.
As candidaturas vão avançar ao longo deste ano, mas o director regional do IPPAR considera que devem ser complementadas com a criação de uma fundação.
«Produz-se material de divulgação e depois? Depois, é preciso uma estrutura desburocratizada e ágil que junte os sectores público e privado, como a hotelaria, para dar vida à promoção e defesa do património», considerou aquele responsável.
O director regional do IPPAR defende que a estrutura agregue municípios, instituições de ensino superior e empresas dos três distritos, «à semelhança das fundações que já existem em Espanha e no resto da Europa» e à qual a portuguesa «poderia ligar-se».
Lusa / SOL
Candidatura ao QREN em marcha
IPPAR de Castelo Branco defende Fundação para gerir rotas do património
A direcção regional de Castelo Branco do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) está a preparar candidaturas a apoios comunitários para a criação de rotas do património, adiantou José Afonso, director da estrutura
Segundo aquele responsável, as candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) envolvem municípios e outras entidades dos distritos da Guarda, Castelo Branco e Portalegre, que têm no terreno equipas responsáveis pela inventariação e pesquisa patrimonial.
«Vamos candidatar 100 mil euros para desdobráveis, filmes e DVD sobre uma rota de arte rupestre e outra de património judaico», referiu José Afonso.
A rota que vai ligar a arte rupestre do Côa com a que existe no Tejo, com várias estações arqueológicas intermédias, é considerada «a prioridade das prioridades».
«Outros 50 mil euros vão ser propostos para uma rota de pinturas murais de arte sacra», acrescentou.
«Vamos ainda procurar outros fundos, como por exemplo, para a Rota da Lã, que já existe e está a ser coordenada pelo Museu de Lanifícios na Covilhã», sublinhou José Afonso.
As candidaturas vão avançar ao longo deste ano, mas o director regional do IPPAR considera que devem ser complementadas com a criação de uma fundação.
«Produz-se material de divulgação e depois? Depois, é preciso uma estrutura desburocratizada e ágil que junte os sectores público e privado, como a hotelaria, para dar vida à promoção e defesa do património», considerou aquele responsável.
O director regional do IPPAR defende que a estrutura agregue municípios, instituições de ensino superior e empresas dos três distritos, «à semelhança das fundações que já existem em Espanha e no resto da Europa» e à qual a portuguesa «poderia ligar-se».
Lusa / SOL
domingo, janeiro 06, 2008
Paisagens do concelho do Fundão
A Serra da Gardunha está cada vez mais bela e nesta altura do ano captam-se imagens inesquecíveis. Foi o caso dos medronheiros na encosta do Alcaide, que atingem aqui estrutura de árvore e não de arbusto, como nas Serras de Monchique ou Sintra ou mesmo bem perto em Oleiros. Os diospireiros, mais raros, despidos de folhas e cheios de frutos, com o contraste entre o castanho da vegetação e o laranja dos seus frutos, são também muito belos. A curva do Zêzere, em Janeiro de Cima, como que a querer retornar para a nascente, é também de um esplendor a contemplar.
Prova de vinhos na Adega Cooperativa do Fundão
Participei, recentemente, numa prova de vinhos e enchidos na Adega Cooperativa do Fundão. Provei um branco de excelente qualidade, produzido com base em três castas, sendo uma delas a Fonte Cal, numa percentagem de 25%. Trata-se de um produto de excelente qualidade e que merece referências. Provei ainda uma jeropiga, produzida com base na casta tinta roriz, que não recomendo a ninguém. A jeropiga, tradicionalmente é clara, para se poder apreciar a sua pureza. Ao produzir-se jeropiga, a partir da casta referida, no copo parece ter-se vinho e não jeropiga. O seu sabor está longe do sabor da jeropiga tradicional. Não é, na minha opinião, um vinho licoroso que seja digno de qualqueer referência.
Etiquetas:
jeropiga da Adega Cooperativa do Fundão
sábado, janeiro 05, 2008
Cantigas ao desafio- O Ti Triste
http://salvadorbarquinhadoiro.blogspot.com/
Excelente Post, a não perder, por quem tem algum interesse pela etnomusicologia.
Excelente Post, a não perder, por quem tem algum interesse pela etnomusicologia.
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Idanha-a-Nova-Vila abre centro para artesãos
in: Diário xxi
Idanha-a-Nova
Vila abre centro para artesãos
Quarta-Feira, 26 de Dezembro de 2007
Um antigo edifício quinhentista do centro de Idanha-a-Nova, recuperado pela Câmara Municipal, é o novo Centro de Artes Tradicionais da vila, onde artesãos locais vão mostrar os seus trabalhos
Álvaro Rocha, presidente da Câmara, acredita que o espaço inaugurado no sábado vai ser "uma oficina colectiva capaz de preservar o artesanato local". Dois funcionários da autarquia, que também produzem artesanato, vão ser responsáveis pelo espaço e apresentar as peças mais representativas do concelho: marafonas, bonecas de pano típicas, as rodilhas para transportar cargas na cabeça e o adufe, instrumento musical que é a marca de Idanha.
"Mas a intenção é acolher mais artesãos. O centro está aberto a todos os que queiram trabalhar ao vivo, que não disponham de boas instalações ou que simplesmente procurem companhia, devido ao isolamento", explica o autarca.
O centro disponibiliza gratuitamente o espaço e todos os equipamentos mais comuns, desde a roda de oleiro, ao torno para peças de madeira, passando por um tear e inúmeras ferramentas de carpintaria.
FÓRUM CULTURAL NA MESMA RUA
Num concelho com cerca de 10 mil habitantes, Álvaro Rocha garante que "ainda há uma boas dezenas de artesãos no activo" com os quais a Câmara mantém contactos para animar o centro, uma oficina colectiva que também fará parte dos roteiros turísticos do concelho.
O Centro de Artes Tradicionais está situado na Rua de São Pedro, a rua mais antiga de Idanha-a-Nova, onde a Câmara adquiriu e recuperou diversos imóveis centenários mantendo a traça original.
Na mesma rua, foi também inaugurado o Fórum Cultural da vila onde vão estar expostas mostras de artesanato e arte sacra local. "Todo o mobiliário do espaço foi feito por artesãos do concelho", destaca Álvaro Rocha.
Idanha-a-Nova
Vila abre centro para artesãos
Quarta-Feira, 26 de Dezembro de 2007
Um antigo edifício quinhentista do centro de Idanha-a-Nova, recuperado pela Câmara Municipal, é o novo Centro de Artes Tradicionais da vila, onde artesãos locais vão mostrar os seus trabalhos
Álvaro Rocha, presidente da Câmara, acredita que o espaço inaugurado no sábado vai ser "uma oficina colectiva capaz de preservar o artesanato local". Dois funcionários da autarquia, que também produzem artesanato, vão ser responsáveis pelo espaço e apresentar as peças mais representativas do concelho: marafonas, bonecas de pano típicas, as rodilhas para transportar cargas na cabeça e o adufe, instrumento musical que é a marca de Idanha.
"Mas a intenção é acolher mais artesãos. O centro está aberto a todos os que queiram trabalhar ao vivo, que não disponham de boas instalações ou que simplesmente procurem companhia, devido ao isolamento", explica o autarca.
O centro disponibiliza gratuitamente o espaço e todos os equipamentos mais comuns, desde a roda de oleiro, ao torno para peças de madeira, passando por um tear e inúmeras ferramentas de carpintaria.
FÓRUM CULTURAL NA MESMA RUA
Num concelho com cerca de 10 mil habitantes, Álvaro Rocha garante que "ainda há uma boas dezenas de artesãos no activo" com os quais a Câmara mantém contactos para animar o centro, uma oficina colectiva que também fará parte dos roteiros turísticos do concelho.
O Centro de Artes Tradicionais está situado na Rua de São Pedro, a rua mais antiga de Idanha-a-Nova, onde a Câmara adquiriu e recuperou diversos imóveis centenários mantendo a traça original.
Na mesma rua, foi também inaugurado o Fórum Cultural da vila onde vão estar expostas mostras de artesanato e arte sacra local. "Todo o mobiliário do espaço foi feito por artesãos do concelho", destaca Álvaro Rocha.
Vinhos da Beira Interior
João Paulo Martins, na D. Quixote, editou Vinhos de Portugal 2008, notas de Prova. Da Beira Interior são referidos os vinhos Almeida Garrett, Fundanus, D'Alcaria, Piornos, Quinta dos Termos e Raya. Cada vinho é apreciado com uma pontuação até 20. Os Vinhos mais bem classificados são Quinta dos Termos 2005, Touriga Nacional/Syrah Reserva, com uma pontuação de 16 pontos e de Almeida Garrett 2006 branco Chardonay, 2004 Tinto reserva e 2005 tinto Syrah. A Classificação 16 corresponde a Muito Bom, de personalidade vincada.Nenhum grande vinho foi classificado na região, embora se diga que a região tem todas as características para produzir brancos de grande qualidade. São levantadas algumas interrogações: Será por falta de investimentos? Faltarão técnicos qualificados? O vinho será tido como "assunto de segunda"?. Contudo remata com, os produtores de que se espera mais qualidade são os únicos que apresentam vinhos apeteciveis. São ainda referenciados como aceitaveís Alma da Beira branco 2005, Alma da Beira tinto 2005, Conde Julião Colheita seleccionada tinto 2005 e DÁlcaria branco 2005. É também expresso o desejo de o Raya 2005 tinto, produzido em Cebolais de Cima , por ter potencial, vir a ser melhorado em colheitas seguintes.
sábado, dezembro 22, 2007
A Pastorinha
Domingos Morais, num CD editado pela Associação 25 de Abril, de homenagem a Catarina Chitas, na faixa nº 3 apresenta uma canção autobiográfica, escrita, composta e cantada por Catarina Chitas, Toda a vida fui pastora. No CD referido no post anterior, na faixa 13, Catarina Canta Pastorinha, de sua autoria, ligeiramente diferente da divulgada por Domingos Morais, mas que incluí um novo conteúdo, extremamente importante, o autodidactismo na aprendizagem da leitura e da escrita. A letra na faixa 13 é a seguinte:
Toda a vida fui pastora
E sou de muita boa vontade
Nasci para Pastorinha
Não foi para ir para a cidade
Guardo as minhas cabrinhas
É uma vida que me encanta
Eu, nasci para Pastorinha
Não foi para ser estudanta
Não foi para ser estudanta
Ainda torno a dizer
A guardar as minhas cabrinhas
Aprendi a Ler e a Escrever
Aprendi a Ler e a Escrever
Com vontade e rigor
Sem nunca ir à escola
Eu, nunca tive professor.
Guardo as minhas cabrinhas
É a minha profissão
Sempre cantando e rindo
Estudando a minha canção.
Estudando a minha canção
Com prazer e alegria
Guardo as minhas cabrinhas
No rochedo de Penha Garcia
Guardo as minhas cabrinhas
Com bom leite e bons queijinhos
Passo o meu resto de tempo
A brincar com os cabritinhos
A brincar com os cabritinhos
É uma vida que é modesta
O La Lari Ló Lórela
Não há vida como esta.
Toda a vida fui pastora
E sou de muita boa vontade
Nasci para Pastorinha
Não foi para ir para a cidade
Guardo as minhas cabrinhas
É uma vida que me encanta
Eu, nasci para Pastorinha
Não foi para ser estudanta
Não foi para ser estudanta
Ainda torno a dizer
A guardar as minhas cabrinhas
Aprendi a Ler e a Escrever
Aprendi a Ler e a Escrever
Com vontade e rigor
Sem nunca ir à escola
Eu, nunca tive professor.
Guardo as minhas cabrinhas
É a minha profissão
Sempre cantando e rindo
Estudando a minha canção.
Estudando a minha canção
Com prazer e alegria
Guardo as minhas cabrinhas
No rochedo de Penha Garcia
Guardo as minhas cabrinhas
Com bom leite e bons queijinhos
Passo o meu resto de tempo
A brincar com os cabritinhos
A brincar com os cabritinhos
É uma vida que é modesta
O La Lari Ló Lórela
Não há vida como esta.
Voix de femmes du Portugal
A Ethnic editou em 1995 um CD de Título Voix de femmes du Portugal, em que participaram Catarina Chitas e o Rancho folclórico de Vinhó. Vinhó É UMA ALDEIA PRÓXIMO DA GUARDA em que várias gerações se tem encontrado, ao longo de décadas, para preservar as tradições e garantir a passagem cultural às gerações seguintes e também para manter o culto a tia Baptista. Tia Baptista viveu no convento de Vinhó em finais do século xvii e princípios do século xviii, foi canonizada pelo fervor popular e não pelas autoridades, eclesiásticas, entre outras razões pelas suas qualidades como cantandeira, preocupada por divulgar as canções locais. No CD na terceira faixa 6 mulheres do rancho interpretam uma canção de peregrinos, também cantada pelo tia Baptista.
Catarina Chitas, interpreta "Virgem da Conciliação", divulgada pela sua inclusão num CD da Banda do casaco, São João, Alvíssaras, Nossa Senhora do Leite e A Pastorinha. Nossa Senhora do Leite, de uma beleza desconcertante é um canto de peregrinos escrito e composto pela Tia Sargento(Catarina Sargento). Trata-se de uma interpretação divinal, com um conteúdo muito profundo, especialmente porque a Senhora do Leite e as suas imagens foram durante muito tempo, retiradas da exposição aos crentes. Catarina Chitas era de Penha Garcia e soube olhar para o Património da sua Igreja, compondo uma canção a Nossa Senhora do Leite. O Texto da sua composição é:
Nossa Senhora do Leite
Nossa Senhora do Leite,
Ela tem muita valia,
É a imagem mais antiga,
Que temos em Penha Garcia.
Ela tem o seu menino,
Está a criá-lo ao peito,
Com todo o amor e carinho.
Nossa Senhora do Leite
Eu, trago-a no pensamento,
É a minha companhia
A toda a hora e momento.
Nossa Senhora do Leite,
Não a posso esquecer,
Há hora da minha morte,
Ela me há-de valer.
Nas próxima visita A Penha Garcia vou estar atento a este pormenor e certamente que farei todos os esforços para admirar a fonte de inspiração de Catarina Chitas.
Women's Voices of Portugal
Informações sobre o álbum:
Lançado em: 1995
Classificação AMG:
Género: World
Etiqueta: Ethnic
Duração: 52:29
Faixas
1. O Senhora Do Alivio (Gary Cramolini)
2. Virgem da Concilação (Catarina Chitas)
3. Senhora Do Desterro (Rancho Folclorico De Vinhó)
4. São João (Catarina Chitas)
5. Misericordia (Gary Cramolini)
6. Alvissaras (Catarina Chitas)
7. Nossa Senhora Do Leite (Catarina Chitas)
8. Menina Do Bahlo (Gary Cramolini)
9. Vai Te Lavar Morena (Gary Cramolini)
10. Moreninha de Me Um Beijo (Grupo Chorale Feminino Flores Do Alentejo)
11. Galandrum (Albino Da Igreja; Isabel Da Igreja; Jose Ventura; Maria Da Igreja; Victor Alves)
12. Eu E de Mire Acentare (Grupo Chorale Feminino Flores Do Alentejo)
13. A A Pastorinha (Catarina Chitas)
14. Somos de Vila de Cuba (Grupo Chorale Feminino Do Alentejo)
15. So Portugues Immigrante (Grupo Chorale Feminino Do Alentejo)
16. A A Barragem (Grupo Chorale Feminino Do Alentejo)
17. Ligas Verdes (Albino Da Igreja; Isabel Da Igreja; Jose Ventura; Maria Da Igreja)
18. Homem Raro (Fado) (Fontes Rocha; Judite Pinto; Luis Gonçalves)
19. Cinta Vermelha (Fado) (Judite Pinto; Luis Gonçalves)
20. Calso Entorando (Desgarrada) (De Jesus, Sebastião; Judite Pinto; Luis Gonçalves)
21. Berceuse de Madère (Graca Serrao)
Não existem trechos musicais disponíveis
Crítica do álbum:
A collection of vocal works from the full spectrum of females in Portugal. There is much more here than simple fado to be heard, though fado is certainly represented. The quality of the album ranges from mildly grating to outstanding, touching most bases in between. There is a pair of choruses singing on the album, Cramol and the Flowers of Alentejo. Both provide some harmonic work that's appreciated in an otherwise barren-of-accompaniment album for the most part, but at the same time, the melodic work leaves something to be desired in general. More listenable perhaps are the solo singers. Catarina Chitas, an 80-year-old ex-shepherdess, performs a few numbers accompanied only by herself on a frame drum. The power left in her old voice is rather stunning as she wails through her songs. Even older is Judite Pinto, the primary fado singer on this album. Here is where the beauty of the album is truly shown. Pinto's vocals are still powerful and expressive, helped along by the outstanding guitar work of the Goncalves brothers. Unfortunately, the shining moments of fado are hardly enough to balance out the sometimes-rougher works. For a nice overview of some of the more overlooked folk forms of Portugal, this isn't a bad way to go. For simple listening enjoyment, one might do better to look into a purely fado album (such as Story of Fado, perhaps).
- Autor: Adam Greenberg
Catarina Chitas, interpreta "Virgem da Conciliação", divulgada pela sua inclusão num CD da Banda do casaco, São João, Alvíssaras, Nossa Senhora do Leite e A Pastorinha. Nossa Senhora do Leite, de uma beleza desconcertante é um canto de peregrinos escrito e composto pela Tia Sargento(Catarina Sargento). Trata-se de uma interpretação divinal, com um conteúdo muito profundo, especialmente porque a Senhora do Leite e as suas imagens foram durante muito tempo, retiradas da exposição aos crentes. Catarina Chitas era de Penha Garcia e soube olhar para o Património da sua Igreja, compondo uma canção a Nossa Senhora do Leite. O Texto da sua composição é:
Nossa Senhora do Leite
Nossa Senhora do Leite,
Ela tem muita valia,
É a imagem mais antiga,
Que temos em Penha Garcia.
Ela tem o seu menino,
Está a criá-lo ao peito,
Com todo o amor e carinho.
Nossa Senhora do Leite
Eu, trago-a no pensamento,
É a minha companhia
A toda a hora e momento.
Nossa Senhora do Leite,
Não a posso esquecer,
Há hora da minha morte,
Ela me há-de valer.
Nas próxima visita A Penha Garcia vou estar atento a este pormenor e certamente que farei todos os esforços para admirar a fonte de inspiração de Catarina Chitas.
Women's Voices of Portugal
Informações sobre o álbum:
Lançado em: 1995
Classificação AMG:
Género: World
Etiqueta: Ethnic
Duração: 52:29
Faixas
1. O Senhora Do Alivio (Gary Cramolini)
2. Virgem da Concilação (Catarina Chitas)
3. Senhora Do Desterro (Rancho Folclorico De Vinhó)
4. São João (Catarina Chitas)
5. Misericordia (Gary Cramolini)
6. Alvissaras (Catarina Chitas)
7. Nossa Senhora Do Leite (Catarina Chitas)
8. Menina Do Bahlo (Gary Cramolini)
9. Vai Te Lavar Morena (Gary Cramolini)
10. Moreninha de Me Um Beijo (Grupo Chorale Feminino Flores Do Alentejo)
11. Galandrum (Albino Da Igreja; Isabel Da Igreja; Jose Ventura; Maria Da Igreja; Victor Alves)
12. Eu E de Mire Acentare (Grupo Chorale Feminino Flores Do Alentejo)
13. A A Pastorinha (Catarina Chitas)
14. Somos de Vila de Cuba (Grupo Chorale Feminino Do Alentejo)
15. So Portugues Immigrante (Grupo Chorale Feminino Do Alentejo)
16. A A Barragem (Grupo Chorale Feminino Do Alentejo)
17. Ligas Verdes (Albino Da Igreja; Isabel Da Igreja; Jose Ventura; Maria Da Igreja)
18. Homem Raro (Fado) (Fontes Rocha; Judite Pinto; Luis Gonçalves)
19. Cinta Vermelha (Fado) (Judite Pinto; Luis Gonçalves)
20. Calso Entorando (Desgarrada) (De Jesus, Sebastião; Judite Pinto; Luis Gonçalves)
21. Berceuse de Madère (Graca Serrao)
Não existem trechos musicais disponíveis
Crítica do álbum:
A collection of vocal works from the full spectrum of females in Portugal. There is much more here than simple fado to be heard, though fado is certainly represented. The quality of the album ranges from mildly grating to outstanding, touching most bases in between. There is a pair of choruses singing on the album, Cramol and the Flowers of Alentejo. Both provide some harmonic work that's appreciated in an otherwise barren-of-accompaniment album for the most part, but at the same time, the melodic work leaves something to be desired in general. More listenable perhaps are the solo singers. Catarina Chitas, an 80-year-old ex-shepherdess, performs a few numbers accompanied only by herself on a frame drum. The power left in her old voice is rather stunning as she wails through her songs. Even older is Judite Pinto, the primary fado singer on this album. Here is where the beauty of the album is truly shown. Pinto's vocals are still powerful and expressive, helped along by the outstanding guitar work of the Goncalves brothers. Unfortunately, the shining moments of fado are hardly enough to balance out the sometimes-rougher works. For a nice overview of some of the more overlooked folk forms of Portugal, this isn't a bad way to go. For simple listening enjoyment, one might do better to look into a purely fado album (such as Story of Fado, perhaps).
- Autor: Adam Greenberg
sábado, dezembro 15, 2007
Na Beira Interior o que é feito aos caroços de cereja?
in: Expresso de 14/12
Caroço de cereja dá oportunidade de vida
Desempregado, José Miguel Amorim viu uma oportunidade de vida ao olhar para os filhos que se divertiam com a almofada de caroços de cereja feita pela avó.
A Frulact, os Sabores da Gardunha e outras indústrias, que utilizam a cereja ou ginja, como matéria prima, da região o que fazem aos caroços de cereja?
Pois bem, um desempregado concebeu um produto, almofadas de caroços de cereja, que está a ter imenso sucesso, já no mercado internacional. Partindo do prazer que os filhos desfrutavam de almofadas de cereja, concebidas pela sua avó, José Miguel Amorim, na altura desempregado, decidiu partilhar o prazer dos seus filhos, registando a patente e criando uma empresa virtual para a comercialização do produto. De uma assentada partiu para a aventura da produção de 10 000 almofadas, vendidas exclusivamente através de um site criado para o efeito. Investigações posteriores permitiram-lhe concluir que a almofada aquecida no Microondas poderia substituir os sacos de água quente. Posteriormente vieram confirmações de que o produto poderia ter aplicações medicinais,sempre que seja necessário o efeito calor em partes do organismo e mais recentemente começou a ter aplicações em ginásios e centros de SPA (Sanus Per Aqua). Um dos seus clientes é o SPA do Hotel da Penha Longa, uma das instalações hoteleiras de maior qualidade do nosso País, em Sintra. Os correios, ofereceram já o apoio dos seus 1800 balcões para promoverem a venda do produto. Trata-se de uma iniciativa de empreendedorismo que utiliza matéria prima desperdiçada na nossa região. Acresce a tudo isto que o trabalho para toda esta produção é fornecido por presidiários e presidiárias, que recebem uma percentagem do preço de venda. A partir do zero foi criada uma empresa de sucesso, muitas jovens na região, poderão ter o mesmo sucesso.... As almofadas são vendidas ao preço de 26,5 € e podem ser solicitadas a partir do site www.ricoxete.com. Cada almofada leva 350 gramas de caroços, que resultam do consumo de 15 Kilos de cereja. Na próxima época da cereja, em vez de desperdiçaremos caroços, aliviem as lixeiras, fazendo a vossa própria almofada, pouparão não 26,5 €, porque é necessário comprarem o tecido e matérias auxiliares e ficarão com um produto excelente para massagens,aquecimento corporal e também para recordarem as milhentas poesias sobre cerejas, enquanto sonham e descansam num produto orgânico, biológico e imune aos ácaros.....
Caroço de cereja dá oportunidade de vida
Desempregado, José Miguel Amorim viu uma oportunidade de vida ao olhar para os filhos que se divertiam com a almofada de caroços de cereja feita pela avó.
A Frulact, os Sabores da Gardunha e outras indústrias, que utilizam a cereja ou ginja, como matéria prima, da região o que fazem aos caroços de cereja?
Pois bem, um desempregado concebeu um produto, almofadas de caroços de cereja, que está a ter imenso sucesso, já no mercado internacional. Partindo do prazer que os filhos desfrutavam de almofadas de cereja, concebidas pela sua avó, José Miguel Amorim, na altura desempregado, decidiu partilhar o prazer dos seus filhos, registando a patente e criando uma empresa virtual para a comercialização do produto. De uma assentada partiu para a aventura da produção de 10 000 almofadas, vendidas exclusivamente através de um site criado para o efeito. Investigações posteriores permitiram-lhe concluir que a almofada aquecida no Microondas poderia substituir os sacos de água quente. Posteriormente vieram confirmações de que o produto poderia ter aplicações medicinais,sempre que seja necessário o efeito calor em partes do organismo e mais recentemente começou a ter aplicações em ginásios e centros de SPA (Sanus Per Aqua). Um dos seus clientes é o SPA do Hotel da Penha Longa, uma das instalações hoteleiras de maior qualidade do nosso País, em Sintra. Os correios, ofereceram já o apoio dos seus 1800 balcões para promoverem a venda do produto. Trata-se de uma iniciativa de empreendedorismo que utiliza matéria prima desperdiçada na nossa região. Acresce a tudo isto que o trabalho para toda esta produção é fornecido por presidiários e presidiárias, que recebem uma percentagem do preço de venda. A partir do zero foi criada uma empresa de sucesso, muitas jovens na região, poderão ter o mesmo sucesso.... As almofadas são vendidas ao preço de 26,5 € e podem ser solicitadas a partir do site www.ricoxete.com. Cada almofada leva 350 gramas de caroços, que resultam do consumo de 15 Kilos de cereja. Na próxima época da cereja, em vez de desperdiçaremos caroços, aliviem as lixeiras, fazendo a vossa própria almofada, pouparão não 26,5 €, porque é necessário comprarem o tecido e matérias auxiliares e ficarão com um produto excelente para massagens,aquecimento corporal e também para recordarem as milhentas poesias sobre cerejas, enquanto sonham e descansam num produto orgânico, biológico e imune aos ácaros.....
segunda-feira, dezembro 10, 2007
domingo, dezembro 09, 2007
Olival na Beira Interior
O olival na Beira Interior. Qual é a produtividade actual? Quantas oliveiras, em termos médios, temos por héctar? No lagar, qual é a funda média?
Pinturas setecentistas na sede do PCP da Covilhã
in: Público de 9/12/2007
Pinturas setecentistas do PCP da Covilhã são atracção turística
09.12.2007
Tectos pintados há 300 anos mostram cenários urbanos que fazem pensar no século XX. Parte já foi recuperada, falta a antiga capela
a São raros os painéis de pinturas setecentistas com uma visão global, não religiosa, do mundo e onde há desenhos semelhantes a construções do século XX. Mais peculiar ainda é vê-los na sede de um partido, que passou a estar numa rota turística. Mas é o que acontece com o Centro de Trabalho do PCP da Covilhã, que vai ser hoje visitado pelo secretário-
-geral, Jerónimo de Sousa.
Para além das salas de trabalho político agora requalificadas, há dois espaços com os tectos decorados com painéis de madeira pintados à mão, classificados de interesse público pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar).
Jerónimo de Sousa vai encontrar o tecto da antiga capela em avançado estado de degradação e ainda à espera de financiamento para ser restaurado. Ao lado, a grande atracção são os painéis do Salão dos Continentes, restaurados em 2002. "O essencial eram os painéis do salão, até pela temática muito rara. Foram recuperados e integrados nas rotas turísticas", disse à agência Lusa Jorge Patrão, presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE), que impulsionou o restauro, concluí-do em 2002. Os trabalhos custaram cerca de 40 mil euros e foram patrocinados pela Acção Integrada de Base Territorial (AIBT) da Serra da Estrela e pelo Ippar.
Ainda ninguém contou o número de visitas, mas na sede do PCP já ninguém estranha quando, de repente, aparece um grupo de 30 turistas que quer ver as pinturas, "tal como aconteceu há uns dias". Segundo o historiador Vítor Serrão, os painéis foram pintados em 1690 pelo mestre Manuel Pereira, a mando do proprietário da casa, Simão Tavares Cardoso (família de letrados e negociantes têxteis).
O tecto é uma alusão aos Descobrimentos portugueses e tem um núcleo central com quatro figuras femininas, correspondentes aos quatro continentes conhecidos na época pelos portugueses. Desse núcleo irradiam oito pinturas, que representam motivos civis e imagens do quotidiano desses continentes.
"É uma sala com um tema profano e muito raro na época: uma visão global do mundo. Como é que isto aparece na Covilhã?", questiona o arquitecto José Afonso, director regional do Ippar. Os painéis mostram inclusivamente cidades com edifícios em grande altura, antecipando cenários urbanos que surgiriam séculos depois. "Como é que alguém imaginou isto? Com que informação? Estas pinturas são fascinantes e colocam inúmeras questões", refere. Para aquele responsável, a pintura "prova a existência na região de pessoas com muita informação e viajadas, muito provavelmente de origem judaica".
Nos seus trabalhos sobre arquitectura, José Afonso já traçou inclusivamente um paralelo entre uma das torres que surge desenhada num dos painéis, que tem um topo esférico alargado. "Limitei-me a pôr a imagem ao lado de uma fotografia da torre de telecomunicações de Toronto (Canadá). Há um paralelismo inegável", diz.
Pinturas setecentistas do PCP da Covilhã são atracção turística
09.12.2007
Tectos pintados há 300 anos mostram cenários urbanos que fazem pensar no século XX. Parte já foi recuperada, falta a antiga capela
a São raros os painéis de pinturas setecentistas com uma visão global, não religiosa, do mundo e onde há desenhos semelhantes a construções do século XX. Mais peculiar ainda é vê-los na sede de um partido, que passou a estar numa rota turística. Mas é o que acontece com o Centro de Trabalho do PCP da Covilhã, que vai ser hoje visitado pelo secretário-
-geral, Jerónimo de Sousa.
Para além das salas de trabalho político agora requalificadas, há dois espaços com os tectos decorados com painéis de madeira pintados à mão, classificados de interesse público pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar).
Jerónimo de Sousa vai encontrar o tecto da antiga capela em avançado estado de degradação e ainda à espera de financiamento para ser restaurado. Ao lado, a grande atracção são os painéis do Salão dos Continentes, restaurados em 2002. "O essencial eram os painéis do salão, até pela temática muito rara. Foram recuperados e integrados nas rotas turísticas", disse à agência Lusa Jorge Patrão, presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE), que impulsionou o restauro, concluí-do em 2002. Os trabalhos custaram cerca de 40 mil euros e foram patrocinados pela Acção Integrada de Base Territorial (AIBT) da Serra da Estrela e pelo Ippar.
Ainda ninguém contou o número de visitas, mas na sede do PCP já ninguém estranha quando, de repente, aparece um grupo de 30 turistas que quer ver as pinturas, "tal como aconteceu há uns dias". Segundo o historiador Vítor Serrão, os painéis foram pintados em 1690 pelo mestre Manuel Pereira, a mando do proprietário da casa, Simão Tavares Cardoso (família de letrados e negociantes têxteis).
O tecto é uma alusão aos Descobrimentos portugueses e tem um núcleo central com quatro figuras femininas, correspondentes aos quatro continentes conhecidos na época pelos portugueses. Desse núcleo irradiam oito pinturas, que representam motivos civis e imagens do quotidiano desses continentes.
"É uma sala com um tema profano e muito raro na época: uma visão global do mundo. Como é que isto aparece na Covilhã?", questiona o arquitecto José Afonso, director regional do Ippar. Os painéis mostram inclusivamente cidades com edifícios em grande altura, antecipando cenários urbanos que surgiriam séculos depois. "Como é que alguém imaginou isto? Com que informação? Estas pinturas são fascinantes e colocam inúmeras questões", refere. Para aquele responsável, a pintura "prova a existência na região de pessoas com muita informação e viajadas, muito provavelmente de origem judaica".
Nos seus trabalhos sobre arquitectura, José Afonso já traçou inclusivamente um paralelo entre uma das torres que surge desenhada num dos painéis, que tem um topo esférico alargado. "Limitei-me a pôr a imagem ao lado de uma fotografia da torre de telecomunicações de Toronto (Canadá). Há um paralelismo inegável", diz.
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Roteiro Turístico da Beira Interior
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