in: Reconquista
Dinheiro já começou a chegar às câmaras
Hidroeléctrica é a nova mina
A Generg e as câmaras municipais de Castelo Branco e de Proença-a- Nova chegaram a acordo para a instalação de um projecto hidroeléctrico nos dois concelhos. Só falta saber onde ficam as infra-estruturas.
Depois do vento, o Grupo Generg pretende continuar a investir na capacidade de produção energética na região virando-se para um novo recurso: a água. A empresa responsável pela construção do Parque Eólico da Gardunha chegou a acordo com as câmaras municipais de Castelo Branco e de Proença-a-Nova para a implementação de “aproveitamentos hídricos com valência energética”, diz o protocolo assinado na passada semana em Castelo Branco pelos presidentes de câmara dos concelhos envolvidos. A vontade para avançar com o projecto está assumida, mas ainda não há um local concreto para a construção de barragens ou das restantes infra-estruturas necessárias. João Bártolo, administrador da Generg, refere que neste momento “os caudais são conhecidos”, mas não avança com hipóteses de localização. Mas mesmo assim as autarquias já podem fazer contas ao que vão ganhar. Tanto Castelo Branco como Proença-a-Nova receberam de imediato um cheque de 15 mil euros para financiar campanhas de sensibilização das populações em relação ao projecto. A partir de agora, e até ao início da construção, vão receber mais 7 500 euros por ano, valor que com o início das obras sobe para os 10 mil euros por cada megawatt a implantar. Este valor será distribuído em partes iguais pelas juntas de freguesia ribeirinhas. Quando começar a exploração, as câmaras vão receber o equivalente a 1,5 por cento da facturação bruta, antes da aplicação do IVA. “Estamos aqui a gerar uma receita que os municípios podem aproveitar”, refere João Bártolo, que dá às autarquias a possibilidade de estas poderem vir a subscrever 5 por cento do capital social da empresa que ficará responsável pela implementação do projecto. Esta tanto poderá ser criada de raiz como aproveitar os serviços de uma empresa já existente no Grupo Generg. Confrontados com esta possibilidade, que não é uma obrigação contratual, tanto a Câmara Municipal de Proença-a-Nova como a de Castelo Branco não assumem para já uma opção. “Fica para decidir depois”, diz Joaquim Morão. O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco está satisfeito com o trabalho desenvolvido em parceria com a Generg, com quem colabora desde há vários anos na construção do Parque Eólico da Serra da Gardunha, afirmando que “não queremos empresas que nada nos deixem”.
Por seu lado, João Paulo Catarino entende que depois do investimento na eólica é hora de “partir para outra”, acrescentando que o concelho do qual é presidente tem “enormes potencialidades” no aproveitamento energético dos recursos hídricos.
O lançamento da aposta hidroeléctrica coincide com o aproximar do fim de um ciclo no aproveitamento eólico. Oito anos após a assinatura dos primeiros protocolos com as câmaras do Fundão e de Castelo Branco - com vista à construção do Parque Eólico da Gardunha - o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco assume que na altura em que assinou “ainda não estávamos muito conscientes do potencial” do projecto, que segundo o autarca veio gerar “uma riqueza que é distribuída por todos”. De acordo com João Bártolo, o projecto da Gardunha encontra-se instalado a 60 por cento do previsto, devendo estar concluído em Junho de 2008. A meta é ter a funcionar 57 aerogeradores, com uma capacidade de produção de energia na ordem dos 114 megawatts. Até ao passado dia 18 de Outubro encontravam-se montados 29 aerogeradores, dos quais 21 em funcionamento. O investimento é de 134 milhões de euros e as rendas pagas pela colocação das infra-estruturas totalizam cerca de 380 mil euros anuais só para os 300 proprietários rurais. Estima-se que os ventos da Gardunha vão produzir anualmente a energia equivalente ao consumo de 110 mil habitantes, ou seja, “esta região pode orgulhar-se de exportar o dobro da energia limpa que consome”, diz João Bártolo.
domingo, outubro 28, 2007
sábado, outubro 27, 2007
Resultados nos exames nacionais do ensino secundário, 2007
O Diário de Notícias, no ranking de escolas 2007 elabora um mapa por concelhos, com a média dos resultados nos exames nacionais do ensino secundário. Castelo Branco, Fundão e Covilhã apresentam os melhores resultados distritais, com uma média entre 9,5 e 10,5. Belmonte, Penamacor e Idanha-a-Nova apresentam os piores resultados distritais com uma média entre 7,5 e 8,4. Proença a Nova e Sertã tiveram uma média entre 8,5 e 9,4 e em Oleiros e Vila-Velha de Rodão nenhuma escola apresentou alunos internos a exame. Estes resultados, pobres, na minha opinião, indicam que é preciso trabalhar mais e melhor nas escolas para que a formação escolar seja um vector de desenvolvimento.
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resultados escolares 2007
domingo, outubro 21, 2007
LInces em Castela-La Mancha
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Linces filmados em Castela-La Mancha
domingo, outubro 14, 2007
Macrolepiota procera-Frades
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Com as chuvas de Setembro acelarou-se o aparecimento da primeira variedade micológica, comestível do ano, a Macrolepiota procera, conhecida vulgarmente por Frades. Trata-se de um excelente produto gastronómico. Podem ser cozinhados de várias formas, sendo a mais vulgar a de assados ao lume, com um dente de alho e um fio de azeite. São divinais. Encontram-se em pinhais, montados de sobreiro e azenheira, soutos e carvalhais. São fáceis de localizar, porque se desenvolvem acima do solo. Para quem tiver tempo, gosto e seja apreciador de cogumelos facilmente os encontrará, nos ambientes referidos. Em Portugal, não temos a mesma tradição dos países nórdicos, em que qualquer cidadão tem direito a recolher, em qualquer propriedade, frutos silvestres e cogumelos, o que facilitaria o trabalho de recolha deste produto.
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Quinta dos Termos-Fonte Cal
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O Público de 13 de Outubro de 2007, no suplemento Fugas, na pag. 19 e da autoria de João Paulo Martins, insere uma referência ao vinho beirão Quinta dos Termos, Branco, Fonte cal. Constatei que desde a divulgação da casta regional Fonte Cal, surgiram vários vinhos na Beira que passaram a incorporar a casta Fonte Cal, com referência explícita no rótulo. Contudo, como produção mono casta, só o Quinta dos Termos está no mercado. Toda a produção vinicola da Quinta dos Termos é produzida no regime de produção integrada o que significa a ausência de herbicidas e pesticidas, na produção de uvas, ou quaisquer outros produtos químicos agressivos ao ambiente. Recorre-se a práticas agrícolas que evitem a erosão ou outras deteriorações do solo. Mais uma razão para se dar preferência a esta produção. Esta protecção é tanto mais de realçar porque o produtor, Químico de profissão, professor na Universidade da Beira Interior, poderia não ter preocupações ambientais. Não é o caso, felizmente. O enólogo responsável pela adega é o professor Virgílio Loureiro. A recuperação da casta Fonte Cal foi viabilizada pelo trabalho do professor Antero Martins, do Instituto Superior de Agronomia, com trabalhos notáveis de recuperação e aperfeiçoamento de castas nacionais ameaçadas de extinção. Em termos de produção mono casta a Quinta dos termos oferece-nos Syrah, Touriga Nacional, Vinhão, Tinto Cão e Trincadeira. Prepara-se o lançamento de castas não portuguesas, o que já acontece com o Syrah, Riesling e Sangiovese. Permitem-me discordar da introdução do Riesling, muito apreciado para acompanhar foisgras, na Alemanha e França, porque há produtores Nacionais que apostando em castas nacionais,chegam a um produto de qualidade superior ao Riesling. Uma amiga minha, que trabalha na Suiça, trouxe-me uma garrafa de Riesling, que eu substituí por um Quinta da Alorna, colheita tardia de 2002, da casta Fernão Pires e a conclusão geral foi a de que o vinho nacional suplantava o Riesling. No mercado, para além da Quinta da Alorna a Herdade do Esporão também lançou um colheita tardia, embora, na minha opinião, de qualidade inferior ao Quinta da Alorna. A produção da colheita tardia da Quinta da Alorna é diminuta, sendo difícil de encontrar no mercado. Tenho conseguido ultrapassar essa dificuldade na Feira Nacional dos Vinhos, realizada anualmente no Cartaxo, onde por norma a Quinta da Alorna tem um Pavilhão.
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quinta-feira, outubro 11, 2007
Descoberto tesouro romano do século IV
in: TSF
• MÊDA
Descoberto tesouro romano do século IV
Um tesouro romano do século IV d. C., com mais de 4500 moedas, foi encontrado no sítio arqueológico do Vale do Mouro, no concelho de Mêda, distrito da Guarda. Falta garantir um local adequado para guardar esta descoberta até que seja incluída num museu.
( 23:19 / 10 de Outubro 07 )
Um tesouro do século IV foi descoberto no Concelho de Mêda. Os arqueólogos que trabalham na escavação do Vale do Mouro foram brindados com mais de quatro mil moedas de cobre e bronze.
O achado aconteceu na passada quinta-feira, último dia da campanha de escavações que começaram em Julho.
O arqueólogo responsável pelas escavações, António Sá Coixão, disse à TSF que as moedas de cobre e bronze terão pertencido a um ferreiro que as escondeu com medo dos povos bárbaros que estavam a invadir o império.
O arqueólogo referiu que quem escondeu o «tesouro» executou «um alinhamento de pedras, colocou as moedas no interior de um saco de linho», deitou «uma camada de terra» e, por cima, disfarçou com uma foice, uma picareta, argolas para lareira, duas chaves, e mais terra, para as pessoas pensarem que era uma tulha de ferreiro».
Ou seja, o dono das moedas enterrou-as no local, mas depois terá morrido e já não as desenterrou, tendo elas permanecido escondidas até agora.
O arqueólogo assegura que recebeu a garantia da câmara de Mêda para construir no local do achado um museu para expor estas moedas de cobre e bronze, que até lá vão ter que passar por um processo de limpeza e conservação desconhecendo-se ainda onde vão ser armazenadas
• MÊDA
Descoberto tesouro romano do século IV
Um tesouro romano do século IV d. C., com mais de 4500 moedas, foi encontrado no sítio arqueológico do Vale do Mouro, no concelho de Mêda, distrito da Guarda. Falta garantir um local adequado para guardar esta descoberta até que seja incluída num museu.
( 23:19 / 10 de Outubro 07 )
Um tesouro do século IV foi descoberto no Concelho de Mêda. Os arqueólogos que trabalham na escavação do Vale do Mouro foram brindados com mais de quatro mil moedas de cobre e bronze.
O achado aconteceu na passada quinta-feira, último dia da campanha de escavações que começaram em Julho.
O arqueólogo responsável pelas escavações, António Sá Coixão, disse à TSF que as moedas de cobre e bronze terão pertencido a um ferreiro que as escondeu com medo dos povos bárbaros que estavam a invadir o império.
O arqueólogo referiu que quem escondeu o «tesouro» executou «um alinhamento de pedras, colocou as moedas no interior de um saco de linho», deitou «uma camada de terra» e, por cima, disfarçou com uma foice, uma picareta, argolas para lareira, duas chaves, e mais terra, para as pessoas pensarem que era uma tulha de ferreiro».
Ou seja, o dono das moedas enterrou-as no local, mas depois terá morrido e já não as desenterrou, tendo elas permanecido escondidas até agora.
O arqueólogo assegura que recebeu a garantia da câmara de Mêda para construir no local do achado um museu para expor estas moedas de cobre e bronze, que até lá vão ter que passar por um processo de limpeza e conservação desconhecendo-se ainda onde vão ser armazenadas
sexta-feira, outubro 05, 2007
A leitura, a escrita e as novas tecnologias
in: http://www.reconquista.pt
"Alcains
Editora vai dinamizar projecto cultural na localidade
Tinalhas recebe primeira Biblioteca Alma Azul
A leitura, a escrita e as novas tecnologias são as peças principais deste projecto, com preocupações ao nível do desenvolvimento local sustentado.
A aldeia de Tinalhas, situada no concelho de Castelo Branco, é a localidade escolhida pela Alma Azul, para instalar a primeira biblioteca que tem o mesmo nome da editora. A decisão foi anunciada na quinta-feira passada, dia 27 de Setembro, data em que a produtora de actividades culturais assinalou o oitavo aniversário, na sua livraria em Alcains. Apresentar uma revista e fazer duas revelações. Foi esta a forma escolhida pela Alma Azul para comemorar mais um aniversário. A revelação mais aguardada da noite dizia respeito à localização da primeira Biblioteca Alma Azul. “Tinalha será assim um dos locais de trabalho de animação cultural da Alma Azul a partir de 2008”, adianta a responsável pela editora, Elsa Ligeiro. Ter menos de mil habitantes, um património edificado bem conservado e bonito e com fáceis acessos foram os principais critérios utilizados na escolha. O objectivo é criar um espaço de raiz num edifício já existente, que a editora pretende encher de livros e dinamizar com actividades culturais. A Biblioteca Alma Azul “pretende ser um espaço de animação e motivação cultural dirigido a todos, com trabalho especial para crianças e jovens. Terá uma integração plena em Tinalhas, e terá como parceiros preferenciais associações e instituições locais, mas estabelecerá parcerias a nível nacional”. A biblioteca “procurará um diálogo forte e contínuo com todas as outras artes, nomeadamente a música, e a defesa do património”. A data de inauguração está prevista para 27 de Setembro de 2008, data do nono aniversário da Alma Azul.
O nome do vencedor da acção “1 Boa Razão Para Escrever Um Livro” constituiu a segunda revelação da noite. Chama-se Paulo Frederico Gonçalves, é do Porto e assina o conto “Só Quase”. Este conto sobre a família e a amizade será o número 20 da Colecção Literatura Portátil, que sairá em Novembro.
Esta acção contou com a colaboração de mais de um milhar de pessoas, nesta primeira fase, e já está no terreno a recolha de outras boas razões para a leitura de um livro, para a segunda parte da edição de “1000 Razões para Ler Um Livro”, a sair em 23 de Abril de 2008, no Dia Mundial do Livro. A totalidade das receitas da venda destas edições reverte para a Biblioteca Alma Azul em Tinalhas. “Todos os participantes destas duas iniciativas, foram os primeiros a contribuir de forma efectiva para a criação da biblioteca”, salienta Elsa Ligeiro. .
Estas duas iniciativas já contaram com o apoio do Governo Civil de Castelo Branco e das câmaras municipais do Fundão, de Vila de Rei, da Sertã e de Oleiros, “transformando-os deste modo nos primeiros mecenas da nova biblioteca”.
O número nove da Revista de Artes e Ideias tem como tema central “O Mal”. “É um dos temas que acho mais forte e interessante de analisar. Não o mal que existe nos outros, mas o que existe em cada um de nós e que nós desconhecemos”. No seu interior, uma homenagem a Miguel Torga, a propósito dos 100 anos do seu nascimento. A revista contém ainda o conto “O Mal”, de Anton Theckhov e Maria Manuel Viana escreve a crónica “Memória do Mal”, sobre escritores que conheceram e viveram em campos de concentração nazis.
Autor: Nelson Mingacho 04-10-2007 18:01:50
"Alcains
Editora vai dinamizar projecto cultural na localidade
Tinalhas recebe primeira Biblioteca Alma Azul
A leitura, a escrita e as novas tecnologias são as peças principais deste projecto, com preocupações ao nível do desenvolvimento local sustentado.
A aldeia de Tinalhas, situada no concelho de Castelo Branco, é a localidade escolhida pela Alma Azul, para instalar a primeira biblioteca que tem o mesmo nome da editora. A decisão foi anunciada na quinta-feira passada, dia 27 de Setembro, data em que a produtora de actividades culturais assinalou o oitavo aniversário, na sua livraria em Alcains. Apresentar uma revista e fazer duas revelações. Foi esta a forma escolhida pela Alma Azul para comemorar mais um aniversário. A revelação mais aguardada da noite dizia respeito à localização da primeira Biblioteca Alma Azul. “Tinalha será assim um dos locais de trabalho de animação cultural da Alma Azul a partir de 2008”, adianta a responsável pela editora, Elsa Ligeiro. Ter menos de mil habitantes, um património edificado bem conservado e bonito e com fáceis acessos foram os principais critérios utilizados na escolha. O objectivo é criar um espaço de raiz num edifício já existente, que a editora pretende encher de livros e dinamizar com actividades culturais. A Biblioteca Alma Azul “pretende ser um espaço de animação e motivação cultural dirigido a todos, com trabalho especial para crianças e jovens. Terá uma integração plena em Tinalhas, e terá como parceiros preferenciais associações e instituições locais, mas estabelecerá parcerias a nível nacional”. A biblioteca “procurará um diálogo forte e contínuo com todas as outras artes, nomeadamente a música, e a defesa do património”. A data de inauguração está prevista para 27 de Setembro de 2008, data do nono aniversário da Alma Azul.
O nome do vencedor da acção “1 Boa Razão Para Escrever Um Livro” constituiu a segunda revelação da noite. Chama-se Paulo Frederico Gonçalves, é do Porto e assina o conto “Só Quase”. Este conto sobre a família e a amizade será o número 20 da Colecção Literatura Portátil, que sairá em Novembro.
Esta acção contou com a colaboração de mais de um milhar de pessoas, nesta primeira fase, e já está no terreno a recolha de outras boas razões para a leitura de um livro, para a segunda parte da edição de “1000 Razões para Ler Um Livro”, a sair em 23 de Abril de 2008, no Dia Mundial do Livro. A totalidade das receitas da venda destas edições reverte para a Biblioteca Alma Azul em Tinalhas. “Todos os participantes destas duas iniciativas, foram os primeiros a contribuir de forma efectiva para a criação da biblioteca”, salienta Elsa Ligeiro. .
Estas duas iniciativas já contaram com o apoio do Governo Civil de Castelo Branco e das câmaras municipais do Fundão, de Vila de Rei, da Sertã e de Oleiros, “transformando-os deste modo nos primeiros mecenas da nova biblioteca”.
O número nove da Revista de Artes e Ideias tem como tema central “O Mal”. “É um dos temas que acho mais forte e interessante de analisar. Não o mal que existe nos outros, mas o que existe em cada um de nós e que nós desconhecemos”. No seu interior, uma homenagem a Miguel Torga, a propósito dos 100 anos do seu nascimento. A revista contém ainda o conto “O Mal”, de Anton Theckhov e Maria Manuel Viana escreve a crónica “Memória do Mal”, sobre escritores que conheceram e viveram em campos de concentração nazis.
Autor: Nelson Mingacho 04-10-2007 18:01:50
quinta-feira, outubro 04, 2007
Zona central da Capinha já tem Internet gratuita
in: Jornal do Fundão
SECÇÃO: Terra-a-Terra
Zona central da Capinha já tem Internet gratuita
Os habitantes da Capinha serão os primeiros do concelho a ter Internet gratuita, mas, por enquanto, ainda não é para todos. Aldeia vai ter uma loja do Santander
“NÓS também queremos aprender”, reivindica, meio a sério meio a brincar, um grupo de idosas, todas viúvas, que, nas instalações do Centro de Dia, assistem à confirmação prática de que na zona central da Capinha já é possível aceder gratuitamente à Internet, graças a um projecto da Junta de Freguesia. Por enquanto, a Internet sem fios e sem custos para o utilizador ainda não é para todos porque apenas os equipamentos públicos estão contemplados. A antena que há-de transformar a Capinha num exemplo em matéria de acesso às novas tecnologias está instalada no edifício da sala de leitura, em pleno coração da aldeia, rivalizando em altura com a torre da igreja.
Agora, há que apostar na distribuição dos amplificadores de rede por locais estratégicos da aldeia e no levantamento de outras necessidades para vencer o granito cuja presença marcante na arquitectura da aldeia cria dificuldades adicionais à tarefa de levar o mundo virtual para dentro de casa. “Estamos a instalar os amplificadores de rede e a fazer o levantamento das necessidades. Contamos ter todo esse trabalho feito no final deste mês”, sublinha o presidente da Junta, Rogério Palmeiro, eleito pelo PSD, com maioria absoluta nas últimas autárquicas, numa freguesia marcadamente de esquerda, onde o PS chegou a ter 80% dos votos.
A Internet gratuita é uma nova oportunidade para os habitantes da Capinha, designadamente para os idosos. Muitos vivem sozinhos e a Internet pode constituir um meio privilegiado de contacto com os filhos, muitos deles emigrados. Passaram a vida a trabalhar, de sol a sol, para os patrões, (na freguesia, a propriedade continua concentrada nas mãos de poucas famílias) e agora sobra-lhes tempo para tudo, passando os dias no Centro de Dia, à conversa, a bordar ou a fazer renda. E os idosos estão, certamente, entre os principais beneficiados com a instalação de uma loja que o Santander se prepara para abrir na freguesia. De acordo com a Junta, a referida loja disponibilizará multibanco e todos os serviços de apoio ao cliente, evitando assim as frequentes deslocações à cidade do Fundão.
SECÇÃO: Terra-a-Terra
Zona central da Capinha já tem Internet gratuita
Os habitantes da Capinha serão os primeiros do concelho a ter Internet gratuita, mas, por enquanto, ainda não é para todos. Aldeia vai ter uma loja do Santander
“NÓS também queremos aprender”, reivindica, meio a sério meio a brincar, um grupo de idosas, todas viúvas, que, nas instalações do Centro de Dia, assistem à confirmação prática de que na zona central da Capinha já é possível aceder gratuitamente à Internet, graças a um projecto da Junta de Freguesia. Por enquanto, a Internet sem fios e sem custos para o utilizador ainda não é para todos porque apenas os equipamentos públicos estão contemplados. A antena que há-de transformar a Capinha num exemplo em matéria de acesso às novas tecnologias está instalada no edifício da sala de leitura, em pleno coração da aldeia, rivalizando em altura com a torre da igreja.
Agora, há que apostar na distribuição dos amplificadores de rede por locais estratégicos da aldeia e no levantamento de outras necessidades para vencer o granito cuja presença marcante na arquitectura da aldeia cria dificuldades adicionais à tarefa de levar o mundo virtual para dentro de casa. “Estamos a instalar os amplificadores de rede e a fazer o levantamento das necessidades. Contamos ter todo esse trabalho feito no final deste mês”, sublinha o presidente da Junta, Rogério Palmeiro, eleito pelo PSD, com maioria absoluta nas últimas autárquicas, numa freguesia marcadamente de esquerda, onde o PS chegou a ter 80% dos votos.
A Internet gratuita é uma nova oportunidade para os habitantes da Capinha, designadamente para os idosos. Muitos vivem sozinhos e a Internet pode constituir um meio privilegiado de contacto com os filhos, muitos deles emigrados. Passaram a vida a trabalhar, de sol a sol, para os patrões, (na freguesia, a propriedade continua concentrada nas mãos de poucas famílias) e agora sobra-lhes tempo para tudo, passando os dias no Centro de Dia, à conversa, a bordar ou a fazer renda. E os idosos estão, certamente, entre os principais beneficiados com a instalação de uma loja que o Santander se prepara para abrir na freguesia. De acordo com a Junta, a referida loja disponibilizará multibanco e todos os serviços de apoio ao cliente, evitando assim as frequentes deslocações à cidade do Fundão.
quinta-feira, setembro 20, 2007
Aguardente como base para a produção de produtos de qualidade
Em http://shantipilgrim.blogspot.com/2007/09/neighbors-are-more-than-family.html, que descreve uma comunidade cristã instalada na Póvoa da Atalaia, é apresentada uma excelente reportagem sobre a produção artesanal de aguardente. Este produto pode ser utilizado como matéria prima básica para a produção de excelentes produtos de qualidade, licores, aguardente velha, ginja, aguardentes frutadas e aromatizadas(cereja, pêssego, amora, ameixa..., jeropiga. Apresento alguns produtos de vários países e regiões, que seguiram essa via. Uma das características desses produtos é terem uma excelente apresentação, em termos de embalagem e rótulos cativantes, com identificação dos componentes e com inclusão de informação cultural e histórica.












A Nave de Pedra-Fernando Namora-Monsanto
quarta-feira, setembro 12, 2007
Beiras são “problema” na organização do sector do vinho
in: Diárioxxi
Beiras são “problema” na organização do sector do vinho
Quarta-Feira, 12 de Setembro de 2007
Reformulação das comissões vitivinícolas regionais
Falta consenso para juntar Beira Interior, Bairrada e Dão numa única
comissão vitivinícola regional, tal como pretendido pelo Governo. Prazo para as alterações termina no final do mês
Segundo Jaime Silva, o prazo para a apresentação de candidaturas das comissões vitivinícolas regionais a entidades certificadoras foi prolongado e já existem duas comissões definidas, a de Setúbal e a dos Vinhos Verdes. No entanto, continua a não haver consenso para formar uma única comissão das Beiras, juntando Beira Interior, Bairrada e Dão.
Há cerca de um ano, Jaime Silva avançou a proposta de reforma para o sector e pediu às entidades que se agregassem e se candidatassem a certificadoras, recordando que trabalhar em conjunto permite aumentar o peso, dimensão e prestígio em termos de mercado.
O ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas refere que existem "dois problemas" entre as comissões vitivinícolas regionais (CVR), um referente às Beiras e outro ao sul do País, Alentejo e Algarve.
Fontes ligadas às CVR, que acompanham o processo junto do Ministério da Agricultura, revelaram à Agência Lusa que já foram entregues quatro candidaturas para a criação das comissões do Vinho Verde, de Trás-os-Montes, da Península de Setúbal e do Alentejo.
Os responsáveis da CVR esperam que a tutela aceite as quatro candidaturas apresentadas, embora a proposta da CVR do Alentejo exclua a alternativa de criar apenas uma única entidade certificadora a sul do Tejo, como é objectivo do ministro. Conforme referem tanto o ministro como os responsáveis das CVR, o caso mais complicado é o das Beiras.
FALTA CONSENSO
Jaime Silva disse que existe uma comissão, do Dão, de grande dimensão, e duas, das Beiras e da Bairrada, com menor dimensão e foi proposto que aquelas três entidades se juntem, tendo a tutela pedido que tentassem negociar uma proposta equilibrada.
"Pedimos para [a comissão do] Dão fazer um esforço e apresentar uma proposta equilibrada para os órgãos da direcção" da futura entidade, apesar da sua posição dominante, referiu o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.
Mas, entre os responsáveis da CVR não há consenso quanto à nova distribuição: as fontes ligadas às entidades revelaram que, em vez de uma única CVR das Beiras, poderá existir uma outra que inclua as CVR do Dão e da Beira Interior. Caso não haja consenso, o ministro da Agricultura pode definir um modelo a publicar em despacho do Governo, como admitem os responsáveis das CVR.
Comissões vitivinícolas regionais
O que são as CVR?
AS CVR são entidades privadas financiadas integralmente pelos vitivinicultores, mas têm funções públicas delegadas pelo Estado na certificação de vinhos de indicação geográfica e denominação de origem.
Liberalização do vinho em 2014
O objectivo do ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas é concluir a organização das estruturas do sector do vinho o mais rápido possível, para "focar a atenção na reconversão e arranque selectivo da vinha", duas medidas integradas na reforma da Organização Comum do Mercado (OCM), a nível comunitário, que ainda não foi aprovada.
"Queremos preparar o sector nacional até 2014", quando se prevê a total liberalização do mercado do vinho europeu, para que seja competitivo a nível internacional, defendeu o ministro da Agricultura.
Depois, Portugal deverá direccionar todos os esforços na promoção dos vinhos nacionais, segundo os planos do governante.
Beiras são “problema” na organização do sector do vinho
Quarta-Feira, 12 de Setembro de 2007
Reformulação das comissões vitivinícolas regionais
Falta consenso para juntar Beira Interior, Bairrada e Dão numa única
comissão vitivinícola regional, tal como pretendido pelo Governo. Prazo para as alterações termina no final do mês
Segundo Jaime Silva, o prazo para a apresentação de candidaturas das comissões vitivinícolas regionais a entidades certificadoras foi prolongado e já existem duas comissões definidas, a de Setúbal e a dos Vinhos Verdes. No entanto, continua a não haver consenso para formar uma única comissão das Beiras, juntando Beira Interior, Bairrada e Dão.
Há cerca de um ano, Jaime Silva avançou a proposta de reforma para o sector e pediu às entidades que se agregassem e se candidatassem a certificadoras, recordando que trabalhar em conjunto permite aumentar o peso, dimensão e prestígio em termos de mercado.
O ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas refere que existem "dois problemas" entre as comissões vitivinícolas regionais (CVR), um referente às Beiras e outro ao sul do País, Alentejo e Algarve.
Fontes ligadas às CVR, que acompanham o processo junto do Ministério da Agricultura, revelaram à Agência Lusa que já foram entregues quatro candidaturas para a criação das comissões do Vinho Verde, de Trás-os-Montes, da Península de Setúbal e do Alentejo.
Os responsáveis da CVR esperam que a tutela aceite as quatro candidaturas apresentadas, embora a proposta da CVR do Alentejo exclua a alternativa de criar apenas uma única entidade certificadora a sul do Tejo, como é objectivo do ministro. Conforme referem tanto o ministro como os responsáveis das CVR, o caso mais complicado é o das Beiras.
FALTA CONSENSO
Jaime Silva disse que existe uma comissão, do Dão, de grande dimensão, e duas, das Beiras e da Bairrada, com menor dimensão e foi proposto que aquelas três entidades se juntem, tendo a tutela pedido que tentassem negociar uma proposta equilibrada.
"Pedimos para [a comissão do] Dão fazer um esforço e apresentar uma proposta equilibrada para os órgãos da direcção" da futura entidade, apesar da sua posição dominante, referiu o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.
Mas, entre os responsáveis da CVR não há consenso quanto à nova distribuição: as fontes ligadas às entidades revelaram que, em vez de uma única CVR das Beiras, poderá existir uma outra que inclua as CVR do Dão e da Beira Interior. Caso não haja consenso, o ministro da Agricultura pode definir um modelo a publicar em despacho do Governo, como admitem os responsáveis das CVR.
Comissões vitivinícolas regionais
O que são as CVR?
AS CVR são entidades privadas financiadas integralmente pelos vitivinicultores, mas têm funções públicas delegadas pelo Estado na certificação de vinhos de indicação geográfica e denominação de origem.
Liberalização do vinho em 2014
O objectivo do ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas é concluir a organização das estruturas do sector do vinho o mais rápido possível, para "focar a atenção na reconversão e arranque selectivo da vinha", duas medidas integradas na reforma da Organização Comum do Mercado (OCM), a nível comunitário, que ainda não foi aprovada.
"Queremos preparar o sector nacional até 2014", quando se prevê a total liberalização do mercado do vinho europeu, para que seja competitivo a nível internacional, defendeu o ministro da Agricultura.
Depois, Portugal deverá direccionar todos os esforços na promoção dos vinhos nacionais, segundo os planos do governante.
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Região demarcada da Beira Interior
domingo, setembro 09, 2007
benefícios fiscais para empresas do interior
in: TSF
• INCENTIVOS
Governo aumenta benefícios fiscais para empresas do interior
O Governo anunciou este domingo, na Guarda, o aumento de benefícios fiscais para as empresas já instaladas ou que se queiram instalar no interior do país. A medida é uma aposta do Executivo para o desenvolvimento do interior do país e promover uma «discriminação positiva».
( 16:05 / 09 de Setembro 07 )
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou na Guarda o aumento dos benefícios fiscais para as empresas já instaladas ou a criar no interior do país, com o objectivo de promover «uma discriminação positiva» no que diz respeito a benefícios fiscais.
Perante um grupo de empresários, José Sócrates anunciou um aumento dos benefícios fiscais para dez por centos, para as empresas que já estão fixadas no interior do pais, e um aumento para 15 por cento para as novas empresas que se queiram fixar no interior de Portugal.
De acordo com o chefe do Governo, estes aumentos já serão contemplados no próximo Orçamento de Estado e pretendem assegurar uma «discriminação positiva» para que o interior do país possa desenvolver-se em condições de igualdade com o resto do território nacional.
«Para que aqui se localizem actividades económicas, para que atraiam emprego industrial e para que o interior do país possa oferecer aos seus cidadãos as mesmas condições de oportunidade que oferece todo o país. Isto podemos fazê-lo e se o podemos fazer, devemos fazê-lo», acrescentou.
O primeiro-ministro falava na sessão de encerramento da cerimónia de assinatura de 17 contratos com empresas e associações comerciais do distrito da Guarda no âmbito do programa MODCOM - Modernização do Comércio.
• INCENTIVOS
Governo aumenta benefícios fiscais para empresas do interior
O Governo anunciou este domingo, na Guarda, o aumento de benefícios fiscais para as empresas já instaladas ou que se queiram instalar no interior do país. A medida é uma aposta do Executivo para o desenvolvimento do interior do país e promover uma «discriminação positiva».
( 16:05 / 09 de Setembro 07 )
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou na Guarda o aumento dos benefícios fiscais para as empresas já instaladas ou a criar no interior do país, com o objectivo de promover «uma discriminação positiva» no que diz respeito a benefícios fiscais.
Perante um grupo de empresários, José Sócrates anunciou um aumento dos benefícios fiscais para dez por centos, para as empresas que já estão fixadas no interior do pais, e um aumento para 15 por cento para as novas empresas que se queiram fixar no interior de Portugal.
De acordo com o chefe do Governo, estes aumentos já serão contemplados no próximo Orçamento de Estado e pretendem assegurar uma «discriminação positiva» para que o interior do país possa desenvolver-se em condições de igualdade com o resto do território nacional.
«Para que aqui se localizem actividades económicas, para que atraiam emprego industrial e para que o interior do país possa oferecer aos seus cidadãos as mesmas condições de oportunidade que oferece todo o país. Isto podemos fazê-lo e se o podemos fazer, devemos fazê-lo», acrescentou.
O primeiro-ministro falava na sessão de encerramento da cerimónia de assinatura de 17 contratos com empresas e associações comerciais do distrito da Guarda no âmbito do programa MODCOM - Modernização do Comércio.
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beneficios fiscais para empresas do interior
quinta-feira, setembro 06, 2007
Internet WI-FI gratuita em Salvador
Excelente prática e iniciativa que democratiza o acesso livre à Internet, utilizando software livre-LINUX. Estes jovens, em continuidade do seu excelente trabalho, deveriam divulgar em toda a comunidade outros software, de base LINUX, livres de licença, como por exemplo o OFFICE OPEN. Foi este o caminho seguido na Extremadura espanhola, em que o governo local impôs a obrigatoriedade de utilização de software livre em toda a administração, incluindo a educação. Esta é a via da autonomia, relativamente às multinacionais e que leva à utilização da informática na resolução de problemas sentidos pelas comunidades e não pela imposição do software que lhe é imposto. Parabéns pela iniciativa e pelo sucesso, que se apoiou num investimento financeiro mínimo, mas num conhecimento enriquecedor adquirido pelos jovens indicados.
in:Reconquista
Sete antenas asseguram sinal
Salvador quebra barreiras no acesso à internet
A carolice de dois jovens da aldeia de Salvador permite que hoje seja possível aceder gratuitamente à internet nesta freguesia do concelho de Penamacor. O dispositivo foi montado nos tempos livres e contou com o apoio da Junta de Freguesia.
O que começou como uma brincadeira entre dois amigos transformou-se num projecto para toda uma aldeia. Rodrigo Lucas e Hélio Silva são vizinhos e há alguns anos começaram a jogar, cada um na sua casa, através de um sistema sem fios. Na altura o acesso à Internet através do chamado sistema wireless (sem fios) era ainda um conceito estranho para grande parte dos portugueses. A brincadeira tornou-se séria a partir do momento em que decidiram alargar o sistema sem fios a toda uma freguesia, para tornar o acesso à Internet em algo habitual. Hoje esse objectivo está plenamente alcançado.
“O objectivo era que o sinal chegasse a todas as ruas, o que foi conseguido”, diz Rodrigo Lucas. Para tornar isto possível foi necessário instalar várias antenas em pontos estratégicos da aldeia, como a sede da Junta de Freguesia e até a torre da Igreja, onde só os mais atentos conseguem dar pela antena. Mas o projecto encontrou no serviço de Internet, fornecido pela Portugal Telecom, um dos obstáculos ao projecto. Durante meses a aldeia lutou por um serviço de Internet por banda larga condigno, conseguindo levar o caso até à Assembleia da República. Mas mesmo assim “foi pedido um pacote de 4 megas mas actualmente não chega a um mega e meio”, explica Rodrigo Lucas. Na prática, o serviço prestado actualmente é mais lento que o desejável, mas o facto de existir uma internet grátis não é sinónimo de roubo de clientes à PT.
“Apesar de haver uma internet grátis na localidade existem muitos utilizadores com internet ADSL com assinatura, o que demonstra que uma coisa não invalida a outra”, diz Hélio Silva. Isto acontece porque o serviço prestado gratuitamente tem as suas limitações, para permitir um acesso igual a todos os utilizadores.
O sistema instalado faz limitação de banda por utilizador, impedindo que um ou dois utilizadores do serviço açambarquem o sinal. Isso faz com que “todas as pessoas acedam à mesma velocidade”, explica Hélio Silva. Tudo funciona em sistema Linux, o programa operativo gratuito que serve de alternativa ao Windows, e há ainda um dispositivo que armazena a informação a que os utilizadores acedem. A primeira vez que o ficheiro é solicitado demora mais algum tempo, mas depois disso fica armazenado no servidor e o utilizador seguinte abre-o em poucos segundos. A actualização da informação é feita automaticamente.
Os promotores limitaram ainda o acesso a downloads de ficheiros de filmes, música ou sítios para adultos. Hélio Silva diz que “a intenção deste tipo de serviço é fornecer uma internet funcional, de forma a garantir as necessidades básicas dos utilizadores”, como o acesso ao correio electrónico, bancos na Internet (home banking), Finanças ou Segurança Social, evitando que os habitantes ou visitantes da aldeia tenham de se deslocar a Penamacor para beneficiarem deste tipo de serviços. Durante as férias permite ainda o acesso à internet por parte dos emigrantes ou outros naturais da freguesia que visitam a aldeia por estes dias. No resto do ano “as pessoas que têm familiares lá fora podem falar com eles ou ver-se através de webcam”, diz Rodrigo Lucas.
Utilizadores em crescimento O projecto de Internet sem fios encontra-se a funcionar há poucos meses mas os resultados estão à vista. Segundo Rodrigo Lucas “em média temos cerca de seis computadores ligados, mas já estiveram perto de trinta diferentes”. Uma adesão corroborada por Hélio Silva que está convicto que “duplicou ou mesmo triplicou o número de utilizadores na freguesia”.
A Junta de Freguesia de Salvador, que financia o projecto, investiu cerca de 1500 euros na compra de equipamento. O resto do trabalho foi feito pelos dois jovens, que aos fins-de-semana aplicavam o tempo livre na montagem de todo o sistema.
Para Rodrigo Lucas o projecto é também uma oportunidade para mostrar o que vale, já que está a frequentar a Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Para desenvolver o projecto aconselhou-se com alguns professores, mas o espírito de carolice foi decisivo.
Para ter acesso à Internet sem fios em Salvador basta ter um computador com uma placa wireless e configurar o aparelho para “ler” o sinal. As instruções de configuração estão em vários pontos da aldeia. Os computadores portáteis mais recentes já têm este dispositivo mas os mais antigos podem ser equipados com um aparelho que pode ser adquirido a partir de 20 ou 30 euros.
O projecto desencadeou ainda um comportamento curioso. Neste momento “os miúdos de 13 ou 14 anos estão a ensinar os mais novos”, abrindo a Ludoteca da aldeia e tomando conta dessas crianças, explica Hélio Silva. No futuro quase tudo é possível, da disponibilização de serviços da Junta de Freguesia até à transmissão por internet das festas da aldeia.
José Furtado
in:Reconquista
Sete antenas asseguram sinal
Salvador quebra barreiras no acesso à internet
A carolice de dois jovens da aldeia de Salvador permite que hoje seja possível aceder gratuitamente à internet nesta freguesia do concelho de Penamacor. O dispositivo foi montado nos tempos livres e contou com o apoio da Junta de Freguesia.
O que começou como uma brincadeira entre dois amigos transformou-se num projecto para toda uma aldeia. Rodrigo Lucas e Hélio Silva são vizinhos e há alguns anos começaram a jogar, cada um na sua casa, através de um sistema sem fios. Na altura o acesso à Internet através do chamado sistema wireless (sem fios) era ainda um conceito estranho para grande parte dos portugueses. A brincadeira tornou-se séria a partir do momento em que decidiram alargar o sistema sem fios a toda uma freguesia, para tornar o acesso à Internet em algo habitual. Hoje esse objectivo está plenamente alcançado.
“O objectivo era que o sinal chegasse a todas as ruas, o que foi conseguido”, diz Rodrigo Lucas. Para tornar isto possível foi necessário instalar várias antenas em pontos estratégicos da aldeia, como a sede da Junta de Freguesia e até a torre da Igreja, onde só os mais atentos conseguem dar pela antena. Mas o projecto encontrou no serviço de Internet, fornecido pela Portugal Telecom, um dos obstáculos ao projecto. Durante meses a aldeia lutou por um serviço de Internet por banda larga condigno, conseguindo levar o caso até à Assembleia da República. Mas mesmo assim “foi pedido um pacote de 4 megas mas actualmente não chega a um mega e meio”, explica Rodrigo Lucas. Na prática, o serviço prestado actualmente é mais lento que o desejável, mas o facto de existir uma internet grátis não é sinónimo de roubo de clientes à PT.
“Apesar de haver uma internet grátis na localidade existem muitos utilizadores com internet ADSL com assinatura, o que demonstra que uma coisa não invalida a outra”, diz Hélio Silva. Isto acontece porque o serviço prestado gratuitamente tem as suas limitações, para permitir um acesso igual a todos os utilizadores.
O sistema instalado faz limitação de banda por utilizador, impedindo que um ou dois utilizadores do serviço açambarquem o sinal. Isso faz com que “todas as pessoas acedam à mesma velocidade”, explica Hélio Silva. Tudo funciona em sistema Linux, o programa operativo gratuito que serve de alternativa ao Windows, e há ainda um dispositivo que armazena a informação a que os utilizadores acedem. A primeira vez que o ficheiro é solicitado demora mais algum tempo, mas depois disso fica armazenado no servidor e o utilizador seguinte abre-o em poucos segundos. A actualização da informação é feita automaticamente.
Os promotores limitaram ainda o acesso a downloads de ficheiros de filmes, música ou sítios para adultos. Hélio Silva diz que “a intenção deste tipo de serviço é fornecer uma internet funcional, de forma a garantir as necessidades básicas dos utilizadores”, como o acesso ao correio electrónico, bancos na Internet (home banking), Finanças ou Segurança Social, evitando que os habitantes ou visitantes da aldeia tenham de se deslocar a Penamacor para beneficiarem deste tipo de serviços. Durante as férias permite ainda o acesso à internet por parte dos emigrantes ou outros naturais da freguesia que visitam a aldeia por estes dias. No resto do ano “as pessoas que têm familiares lá fora podem falar com eles ou ver-se através de webcam”, diz Rodrigo Lucas.
Utilizadores em crescimento O projecto de Internet sem fios encontra-se a funcionar há poucos meses mas os resultados estão à vista. Segundo Rodrigo Lucas “em média temos cerca de seis computadores ligados, mas já estiveram perto de trinta diferentes”. Uma adesão corroborada por Hélio Silva que está convicto que “duplicou ou mesmo triplicou o número de utilizadores na freguesia”.
A Junta de Freguesia de Salvador, que financia o projecto, investiu cerca de 1500 euros na compra de equipamento. O resto do trabalho foi feito pelos dois jovens, que aos fins-de-semana aplicavam o tempo livre na montagem de todo o sistema.
Para Rodrigo Lucas o projecto é também uma oportunidade para mostrar o que vale, já que está a frequentar a Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Para desenvolver o projecto aconselhou-se com alguns professores, mas o espírito de carolice foi decisivo.
Para ter acesso à Internet sem fios em Salvador basta ter um computador com uma placa wireless e configurar o aparelho para “ler” o sinal. As instruções de configuração estão em vários pontos da aldeia. Os computadores portáteis mais recentes já têm este dispositivo mas os mais antigos podem ser equipados com um aparelho que pode ser adquirido a partir de 20 ou 30 euros.
O projecto desencadeou ainda um comportamento curioso. Neste momento “os miúdos de 13 ou 14 anos estão a ensinar os mais novos”, abrindo a Ludoteca da aldeia e tomando conta dessas crianças, explica Hélio Silva. No futuro quase tudo é possível, da disponibilização de serviços da Junta de Freguesia até à transmissão por internet das festas da aldeia.
José Furtado
sexta-feira, agosto 31, 2007
Centro de Reprodução do Lince-Silves
Eventos de 1 a 15 de Setembro
Unesco European and Global Geopark
1º Geopark Português
Eventos de 1 a 15 de Setembro
Feira da Tigelada
A Câmara Municipal de Proença-a-Nova vai promover a 1.ª Feira da Tigelada, nos dias 31 de Agosto e 01 de Setembro, na Rua de Santa Cruz, uma iniciativa que conta com a presença de várias associações, especialistas neste doce tradicional da nossa região.
+ Informações
“Rali Chopard Automóveis Antigos às Termas de Monfortinho”
A Escudaria de Castelo Branco está a organizar o 15º “Rali Chopard Automóveis Antigos às Termas de Monfortinho”, nos próximos dias 7 e 8 de Setembro.
Esta iniciativa, que conta com o apoio da Naturtejo, empresa intermunicipal de turismo, do Município de Idanha-a-Nova, da Junta de Turismo de Monfortinho, das Juntas de Freguesia de Idanha-a-Nova, Proença-a-Velha, Idanha-a-Velha e Monfortinho, entre outros patrocinadores, vai reunir mais de cento e cinquenta participantes.
+ Informações
EVENTOS
Teatro
Castelo Branco – Espectáculo de teatro
“Barraca” apresenta "O Pranto de Maria Parda"
Idanha-a-Nova – Teatro no Centro Cultural Raiano
“A Herança Maldita”
Música
Idanha-a-Nova – Espectáculo de Música
“Toques do Caramulo”
Vila Velha de Ródão – Espectáculo Musical
“Anita no Brasil” anima a Casa de Artes e Cultura do Tejo
Exposições
Castelo Branco – Escultura, Desenho e Pintura
Museu do Canteiro recebe exposição “(Re)ver
Nisa – De 1 a 21 de Setembro
Exposição de pintura na Biblioteca Municipal
Desporto na Natureza /Formação
Idanha-a-Nova – Dia 9 de Setembro
Passeio de Cicloturismo descobre a “Rota das Vindimas”
Nisa – Rampa da Sr.ª da Graça
2º Grande Prémio de Carros de Rolamentos
Nisa – Acção de Formação
Animadores de Programas de Lazer e Natureza
1º Geopark Português
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A Escudaria de Castelo Branco está a organizar o 15º “Rali Chopard Automóveis Antigos às Termas de Monfortinho”, nos próximos dias 7 e 8 de Setembro.
Esta iniciativa, que conta com o apoio da Naturtejo, empresa intermunicipal de turismo, do Município de Idanha-a-Nova, da Junta de Turismo de Monfortinho, das Juntas de Freguesia de Idanha-a-Nova, Proença-a-Velha, Idanha-a-Velha e Monfortinho, entre outros patrocinadores, vai reunir mais de cento e cinquenta participantes.
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Nisa – De 1 a 21 de Setembro
Exposição de pintura na Biblioteca Municipal
Desporto na Natureza /Formação
Idanha-a-Nova – Dia 9 de Setembro
Passeio de Cicloturismo descobre a “Rota das Vindimas”
Nisa – Rampa da Sr.ª da Graça
2º Grande Prémio de Carros de Rolamentos
Nisa – Acção de Formação
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