sexta-feira, maio 04, 2007

X-Raia Tejo-Aldeia Xisto Foz do Cobrão




Programa
12 de maio
13h00m
Concentração no largo da Igreja da
Foz e instalação do acampamento
15h00m
Início das actividades radicais.
20H00m
Jantar convívio.
22H30m
Actividades nocturnas
13 de maio
8h00m
Alvorada e pequeno almoço.
9H00m
Início do passeio pedestre
“Voo do Grifo”.
12H30m
Almoço
X raia Tejo - aldeia do XisTo da Foz do Cobrão
Na Aldeia do Xisto da Foz do Cobrão, num dos cenários mais emblemáticos do Geopak Naturtejo, a Associação
de Estudos do Alto Tejo desafia os amantes do desporto aventura, para um fim-de-semana pleno de acção e
actividade proporcionados pelo slide, rappel, canoagem, paintball, tiro com arco… Aos que ainda não tiveram o
privilégio de estar connosco, o desafio está lançado.
Venham até nós, tragam disposição para se divertir, roupinha a condizer e fato de banho, tenda para acampar e
deixem-se envolver pelas actividades e pela beleza da paisagem, onde o rio e a serra se envolvem num abraço
majestoso.
Garantido está o convívio e a boa comida, bem como um seguro, da responsabilidade da organização.
inscrições:
inscrições até 10 de maio (Limite de 60 Inscrições)
15€ - Programa completo
10€ - Programa de Sábado
5€ - Passeio Pedestre (Domingo)
mail: altotejovvr@mail.telepac.pt
Tlm: 96 140 63 11 Telefone/fax: 272 54 11 22

quinta-feira, maio 03, 2007

turismo cultural sustentável

in: Diario xxi
Rede de universidades vai valorizar turismo cultural sustentável
Quinta-Feira, 03 de Maio de 2007
Projecto em foco durante seminário internacional, na Covilhã

Entidades de Espanha, México, Brasil e Portugal (entre as quais, a Universidade da Beira Interior) querem apontar caminhos para o turismo cultural sustentável: aquele que, para além dos benefícios económicos, dá mais progresso, melhores empregos e qualidade de vida às populações
Luís Fonseca

A Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, participa num projecto internacional que pretende valorizar o turismo cultural sustentável. O tema está em destaque no I Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável que decorre desde ontem na UBI. Maria João Simões, investigadora da Universidade dedicada ao tema, alerta para a necessidade do turismo cultural ter de se basear em manifestações genuínas dos territórios para ser sustentável “e não em meras encenações”.
“Queremos identificar o impacto que o turismo pode ter ao nível ecológico, ao nível da coesão económica e social e da qualidade de vida das populações nos seus territórios”, explica Maria João Simões. “A nossa perspectiva não passa tanto pelo turismo de massas, que coloca problemas à sustentabilidade, desde logo a nível ecológico”, refere. Por outro lado, defende actividades “que permitam reforçar a identidade cultural das populações” e que lhes melhore a “qualidade de vida, com mais progresso e melhores empregos”.
A UBI e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro fazem parte de uma rede internacional que estuda a matéria e de que fazem pare a Universidade de Salamanca (Espanha), Universidade de Hidalgo (México), Universidade Federal de Pernambuco e Fundação Joaquim Nabuco (ambas no Brasil). As entidades vão definir objectos de estudo em cada país, para estudarem e apresentarem sugestões.

PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO É INDISPENSÁVEL
Os objectos de estudo "podem ser grandes monumentos, arquitectura rural ou actividades endógenas", mas uma coisa é certa: “É importante que as populações participem na identificação do produto que vai apresentado”. “Não se pode criar um produto cultural que é uma mera encenação. Deve ser uma manifestação genuína”, sublinha a investigadora da UBI.
“O mais importante é saber que modelo de desenvolvimento queremos para os territórios”, acrescenta Maria João Simões. “Se queremos apenas crescimento económico numa lógica de mercado ou um desenvolvimento sustentável, em que se acautelam todas as dimensões desde a ecologia à qualidade do emprego”, daí a importância do envolvimento da população, sublinha.

Dinheiro escasseia para investigação
O trabalho de investigação deve desenvolver-se “ao longo de dois a três anos”, segundo adiantou à Agência Lusa. Neste momento, o projecto “está a ser alinhavado”, descreve a Maria João Simões. “Temos a rede de instituições montada, trocamos experiências e estamos a tentar encontrar programas de financiamento”. A falta de verbas tem obrigado os investigadores a serem eles próprios, por vezes, a suportarem algumas despesas e noutros casos a encontrar novas soluções.
“As universidades e centro de investigação estão com dificuldades ao nível do financiamento. Por isso, arranjamos soluções mistas: muitos investigadores que participam no I Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável já estiveram na semana anterior num outro congresso, em Salamanca”.
“Sempre que há especialistas que fazem trabalho conjunto, organizamos também as actividades em sintonia, por forma, a reduzir as despesas de viagens, por exemplo”, explica Maria João Simões.

O que é isso?

De acordo com a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) da Organização das Nações Unidas (ONU), o desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.

“O turismo é uma das actividades de maior crescimento económico no mundo, com impactos globais e locais crescentes. O turismo sustentável diz respeito não só a acautelar matérias relacionados com a ecologia, pressão ambiente e desperdícios, mas também as que dizem respeito à responsabilidade social. Na prática, o turismo sustentável gere o progresso local, a cultura e meio-ambiente com o dinheiro e os empregos gerados através da actividade turística”
- definição de turismo sustentável, segundo comunicado municipal de Fiskars Village (Finlândia), ao receber o prémio de Destino Turístico Sustentável 2007

Programa do seminário
O I Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável decorre desde ontem e termina hoje no anfiteatro Padre Videira Pires, no Pólo IV da UBI, numa organização do Centro de Estudos Sociais da UBI (UBI_CES).
Para além do turismo cultural sustentável, há outros temas hoje em debate, como o “Desenvolvimento Sustentável em Contextos Africanos – o caso de Angola”, pelas 10h00, e “O Desenvolvimento Sustentável em Contextos Europeus – o caso da Beira Interior e Trás-os-Montes (Portugal)”, a partir das 14h30. Seguem-se reuniões de trabalho pelas 16h30. O encerramento está marcado para as 18h00.

Antiga cidade cheia de fábricas reinventou-se e atrai 25 mil turistas por ano
Um exemplo prático
A Royal Awards for Sustainability é uma organização independente apoiada pela Agência Europeia do Ambiente, que este ano entregou pela primeira vez o Prémio de Destino Turístico Sustentável. O local vencedor foi Fiskars Village, uma antiga cidade-estaleiro do sul da Finlândia. Trata-se de um autêntico complexo industrial de fundições de cobre e ferro do século XVII, que cresceu ao longo das margens do Rio Fiskars. Mas este ambiente austero não impediu Fiskars Village de cumprir critérios rigorosos de respeito pelo meio onde se insere, quer a nível económico (beneficiando a comunidade local e promovendo o emprego), quer a nível ambiental. E por isso arrecadou o prémio.
A cidade enfrentou a decadência industrial ao longo do último século. As empresas fecharam, os trabalhadores desapareceram, mas Fiskars Village reinventou todo o legado, que em vez de ficar abandonado ganhou novas actividades. A zona é hoje uma referência na Finlândia pela arte e design industrial. É um forte destino turístico, acolhe residências artísticas e muitos espaços de exposições. Estima-se que 25 mil turistas com forte poder de compra passem anualmente vários dias em Fiskars Village.

quarta-feira, maio 02, 2007

Segurança nas aldeias da Beira Interior

in: Diário xxi

Trancas na aldeia que tinha sempre as portas abertas
Quarta-Feira, 02 de Maio de 2007
Homem de 75 anos de Penha Garcia foi alvejado quando resistiu a tentativa de assalto

Os habitantes da Aldeia Histórica do concelho de Idanha-a-Nova estão apreensivos e pedem mais policiamento. O posto de GNR mais próximo fica em Monsanto, a 12 quilómetros de distância
Daniel Sousa e Silva

A habitual tranquilidade da aldeia histórica de Penha Garcia (Idanha-a-Nova), com cerca de 900 habitantes, foi abalada, no último dia 23 de Abril. Um idoso foi alvejado por uma arma de fogo, durante uma tentativa de assalto à sua habitação. Dois indivíduos entraram em casa e tentaram levar dinheiro, mas acabaram por fugir sem nada.
António Cruz Ribeiro, de 75 anos, ainda está internado no Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, em convalescença, após uma intervenção cirúrgica ao abdómen. Não foi possível retirar o projéctil de que foi vítima, mas encontra-se estável e a recuperar dos ferimentos.
Tudo aconteceu por volta das 11h00. “Estava a ser um dia com os outros”, recorda Catarina dos Santos Nunes, de 60 anos, esposa do idoso alvejado. Ambos estavam em casa, com a porta da rua aberta, algo habitual na aldeia onde todos se conhecem. “Íamos aquecer o almoço, quando, de repente, entra um homem pela porta dentro”. Com uma máscara na cabeça “em que só se via os olhos”, o homem vociferou: “Quero dinheiro”. Mas os idosos não tinham dinheiro em casa. “Nós não temos dinheiro”, terá respondido António Cruz Ribeiro. Em reacção, o assaltante disparou e fugiu. “Aconteceu tudo numa questão de segundos. Foi tão rápido que, no momento, nem me apercebi que o meu marido tinha sido alvejado”, explica a esposa ao Diário XXI, que só se lembra de ter visto um dos assaltantes.
Valeu a ajuda rápida prestada por um sobrinho, que se encontrava nas imediações da habitação. “Chamou num instante os bombeiros e a GNR”, lembra a idosa. “Só quem passa por isto é que pode saber o que é”, sublinhou, em tom de lamento.
A idosa está agora instalada em casa de uma cunhada, Maria dos Santos, porque tem “medo de ficar sozinha”. Depois do incidente, Catarina dos Santos Nunes garante que “nunca mais” vai deixar a porta de casa aberta. Antes, “até de noite a porta ficava destrancada”. Catarina dos Santos Nunes pede “mais polícia”. O posto da GNR mais próximo está na aldeia histórica de Monsanto, a 12 quilómetros.

“NINGUÉM DEU CONTA DO QUE SE PASSOU”
De acordo com a versão do comandante distrital da GNR, Hélder Almeida, “mais ninguém deu conta do que se passou, nem sobre como os agressores chegaram ao local”. O caso está desde a altura a ser investigado pela GNR e pela Polícia Judiciária.

“Não sabemos quem poderá ser o próximo”
José Maria Pascoal, vizinho de António Cruz Ribeiro, não esconde o receio em que vive desde o episódio. “Eu não estava em casa, tinha ido dar um passeio. Mas, desde essa altura, toda a gente vive com um medo que é difícil de explicar”, conta ao Diário XXI.
Garante que, desde que se lembra – José Maria Pascoal tem 67 anos, sempre vividos em Penha Garcia –, “é a primeira vez que uma coisa destas acontece por estes lados”.
Deixar a porta de casa aberta era um comportamento habitual até ao dia 23 de Abril, mas “agora temos sempre as portas trancadas, porque não sabemos quem poderá ser o próximo a ser atacado”. José Maria Pascoal confessa que “agora estamos atrapalhados de todo”. “Nem sabemos bem como reagir”, acrescentou.
O idoso gostaria de “ver mais forças policiais”, uma vez que “o posto da GNR mais próximo é em Monsanto e, mesmo assim, fica a uns 12 quilómetros. Se algo nos acontece, é impossível chegarem a Penha Garcia a tempo de nos acudir”, considerou.

Iniciativa da Associação Pinus Verde
Sistema para emergências está a ser testado no Fundão
O isolamento que atinge muitos idosos – em inúmeros casos não possuem sequer telefone – pode ser minorado com o recurso a novas tecnologias. Um exemplo do que poderá vir a ser o futuro está a ser testado na zona do Pinhal do Fundão.
Por iniciativa da Associação Pinus Verde, um conjunto de nove idosos está a testar, desde o final de Fevereiro, o Localizer. Trata-se de um equipamento semelhante a um telemóvel de localização de idosos, com botões através dos quais o portador pode accionar números de telefone memorizados, nomeadamente dos serviços de emergência locais.
O teste faz parte de um projecto promovido pela associação de desenvolvimento local Pinus Verde, em conjunto com os serviços concelhios de Protecção Civil e de Emergência Médica. “O Localizer serve para apoiar os idosos do ponto de vista da saúde e da segurança”, explicou ao Diário XXI, Paulo Fernandes, presidente da Pinus Verde. Aquele responsável espera que o sistema possa estar plenamente implementado no terreno até ao mês de Junho.
Foram escolhidos para a fase experimental idosos que preenchem diferentes critérios. “Alguns estão numa situação de isolamento, outros ainda fazem uma vida activa entre a habitação e os campos e isso também nos interessa”, referiu Paulo Fernandes.

LOCALIZAÇÃO EXACTA
“A grande vantagem do Localizer é ter um sistema GPS incorporado, que permite saber com exactidão onde se encontra o portador. Os pedidos de ajuda para números de telefone pré-programados podem ser feitos a qualquer altura, seja qual for a situação de emergência”, explica Paulo Fernandes. O aparelho permite levar ajuda até junto do portador e “funciona com qualquer rede de telemóvel”.
“Tem havido contactos com a Segurança Social para que o sistema possa ser utilizado em muitas mais freguesias, como mais uma forma de prestar apoio à população idosa”, sublinha Paulo Fernandes. Aliás, os custos são suportados pelo projecto Progride a que a Pinus Verde se candidatou e sob a alçada do Ministério da Segurança Social. “Nesta fase de testes não há custos para o utente. Quando o sistema entrar em pleno funcionamento, poderá existir uma pequena taxa”, de valor a definir.
LF

quinta-feira, abril 26, 2007

Território Naturtejo ganha prémio GeoConservação

in: Diário xxi
Território Naturtejo ganha prémio GeoConservação
Quinta-Feira, 26 de Abril de 2007
Entrada nos geoparques UNESCO vale reportagem na “National Geographic”

O galardão pretende reconhecer os esforços desenvolvidos pelas autarquias na conservação e promoção do património geológico
Daniel Sousa e Silva*

O Prémio GeoConservação, instituído com o objectivo de distinguir os trabalhos desenvolvidos pelas autarquias na conservação e promoção do património geológico dos respectivos concelhos, é este ano entregue à Associação de Municípios Natureza e Tejo. A entidade intermunicipal integra os concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Rodão e é responsável pela gestão da Naturtejo, empresa de promoção turística. A distinção é da responsabilidade da Progeo, o grupo português da Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico. Criada em 1992, atribui o Prémio GeoConservação desde 2004.
Segundo José Brilha, da ProGeo, o júri quis premiar o trabalho desenvolvido na identificação, conservação e valorização do património geológico da região, facto igualmente reconhecido pela recente integração do Geoparque Naturtejo da Meseta Meridional na Rede Global de Geoparques da UNESCO.
Para Armindo Jacinto, presidente da Naturtejo, o reconhecimento da UNESCO “terá sido o factor que mais contribuiu para que este ano fôssemos nós os distinguidos” pela ProGeo. A atribuição do Prémio GeoConservação prevê uma reportagem na publicação “National Geographic”, uma revista da especialidade, o que, para Armindo Jacinto, “poderá ser uma óptima oportunidade para que o Geoparque se torne ainda mais conhecido e aumentar o número de visitantes”, sustenta.

SECRETÁRIO DE ESTADO ENTREGA PRÉMIO
O Prémio Geoconservação 2007 vai ser entregue no dia 4 de Maio, em Castelo Branco, “durante a realização de um seminário sobre sistemas de qualidade”, explica Armindo Jacinto. “Trata-se do encerramento de um ciclo de acções de formação com técnicos que trabalham no território do Geoparque”, acrescenta.
Segundo o presidente da Naturtejo, uma das presenças confirmadas no evento é a de Humberto Rosa, secretário de Estado do Ambiente, que, no mesmo dia, vai fazer uma visita ao Geoparque Naturtejo.
A ProGEo atribuiu ainda uma menção honrosa à Câmara de Paredes pelo esforço de integração das vertentes de investigação, educação e divulgação do património geológico associado às Minas de Ouro de Castromil.
As distinções são conhecidas poucos dias antes do Dia Nacional do Património Geológico, que se celebra no próximo domingo.
*com Lusa

quarta-feira, abril 11, 2007

Manuel Ramos é entrevistado pela revista "Os Meus livros"

O Número de Abril da revista "Os Meus Livros" incluí uma entrevista com o escritor da Beira Interior, natural do Refúgio, fundamentalmente sobre o último livro de contos eróticos que publicou.


segunda-feira, abril 09, 2007

Concurso de Instrumentos de Arco Júlio Cardona, 2007

in: Diário xxi

Sul-coreana arrecada quatro prémios na Covilhã
Segunda-Feira, 09 de Abril de 2007
Concurso de Instrumentos de Arco Júlio Cardona

Choi Kyung Eun participou pela primeira vez num concurso em Portugal e não esperava arrecadar tantos prémios com o seu violoncelo. Entre os primeiros classificados, também em violoncelo, está um covilhanense: António Novais
Francisco Cardona

“Estou muito feliz. Fiz o meu melhor”, confessou na quinta-feira à noite a violoncelista sul-coreana Choi Kyung Eun, que venceu a sexta edição do Concurso Internacional de Instrumentos de Arco Júlio Cardona, arrecadando quatro prémios. Venceu a classe A de violoncelo (para concorrentes até aos 30 anos), bem como o prémio de melhor execução da peça obrigatória, o prémio do público e ainda o prémio da Câmara da Covilhã.
“Trabalhei muito para a competição, mas não esperava ganhar todos estes prémios”, declarou a violoncelista formada na Escola Superior de Artes de Seul e na Universidade Nacional de Seul. “Havia muitos músicos bons”, acrescentou a violoncelista que tomou conhecimento do concurso pela Internet e participou, pela primeira, num concurso realizado em Portugal.
Choi Kyung Eun terminou recentemente a pós-graduação com distinção no Royal Northern College of Music, começou a tocar aos 11 anos de idade e, no seu percurso, conta já vários prémios obtidos em concursos internacionais e no seu próprio país.

APLUSOS DE PÉ
Nas provas finais, a jovem violoncelista foi aplaudida de pé pelo próprio júri, devido à sua grande qualidade musical. “Foi a primeira vez que isso aconteceu em todas as edições do concurso”, disse o maestro Campos Costa, delegado na Covilhã da Juventude Musical Portuguesa (JMP), que organiza o concurso. Ainda na classe A de violoncelo, o segundo prémio foi atribuído ao espanhol Josetxu Obregón, enquanto que Nikola Jovanovic (da Sérvia) recebeu uma menção honrosa. Miguel Fernandes, aluno da Escola Profissional de Artes da Beira Interior (EPABI), recebeu o prémio de melhor covilhanense nesta classe.
No concurso, que terminou na quinta-feira, estiveram em competição 60 instrumentistas.

Violino “A” sem primeiro prémio
Na classe A de violino, o júri decidiu não atribuir o primeiro prémio por não haver qualidade para isso. “É preciso um certo nível de exigência”, disse o maestro Campos Costa. No segundo lugar, ficaram ex-aequo a concorrente de dupla nacionalidade Suíça/Russa, Polina Nikiforova, e a austríaca Lisi Kohler. A ucraniana Mariya Nesterovska foi a melhor intérprete da peça obrigatória.
Na classe B, até aos 18 anos, e na modalidade de violino, o primeiro prémio foi para a germânica Anite Stroh, de apenas 11 anos, enquanto que Mathias Inoue (Suíça/Japão) recebeu o segundo prémio e o prémio da peça obrigatória. O júri decidiu ainda distinguir com uma menção honrosa a alemã Susanne Schöffer.

Um único português entre os primeiros
É na modalidade de violoncelo, classe B, que encontramos o único português que recebeu um primeiro prémio: António Novais, aluno da Escola Profissional de Artes da Beira Interior, foi também o melhor executor da peça obrigatória e o melhor covilhanense na classe. O segundo prémio foi para o alemão Jakob Roters, enquanto que o espanhol Javier de la Vega recebeu uma menção honrosa.

Alerta da organização
Próxima edição do concurso está em risco
A projecção internacional conquistada com as seis edições do Concurso de Instrumento de Arco “Júlio Cardona” pode não levar a lado nenhum, caso não surjam novos apoios das entidades locais e nacionais, disse o maestro Campos Costa, na noite de quinta-feira, no espectáculo de encerramento.
O delegado da Juventude Musical Portuguesa e organizador do evento admitiu que a sétima edição, a realizar em 2009, “poderá estar em risco” de ser suspensa, recordando que os apoios têm diminuído de forma acentuada. “Se não houver apoios o concurso não será feito”, referiu Campos Costa recordando, por exemplo, o apoio concedido pelo Ministério da Cultura em 2005 no valor de 20 mil euros e que este ano caiu para quatro mil euros, tendo diminuído também o apoio da Câmara da Covilhã.
Segundo Campos Costa, a sexta edição “esteve por um fio”. No entanto, a organização decidiu assumir o risco e realizar o concurso. “Mas não poderemos fazer o mesmo na próxima”.

quinta-feira, abril 05, 2007

Medalha de ouro internacional para Coro Misto da ACBI

in: Diário xxi

Associação Cultural da Beira Interior alcança objectivo
Coro misto conquista medalha de ouro em concurso internacional
O coro que em Junho deixa de ter Covilhã no título para se chamar “da Beira Interior”conquistou ainda outras duas medalhas de prata

Coro misto conquista medalha de ouro em concurso internacional
Sexta-Feira, 06 de Abril de 2007
Associação Cultural da Beira Interior alcança objectivo

O coro que em Junho deixa de ter Covilhã no título para se chamar “da Beira Interior”conquistou ainda outras duas medalhas de prata
Luís Fonseca

O Coro Misto da Covilhã conquistou uma medalha de ouro no Concurso Internacional de Coros de Budapeste que ontem terminou na capital húngara, adiantou ao Diário XXI o maestro Luís Cipriano, que liderou a comitiva. A medalha de ouro foi atribuída na categoria de coros mistos ao coro português e a um outro oriundo da Indonésia.
Os membros do conjunto covilhanense desdobraram-se e participaram ainda nas provas de coro feminino e coro feminino com menos de 16 anos, conquistando o primeiro lugar em ambas, a que correspondeu uma medalha de prata.
“É a primeira medalha de ouro de um coro português em provas internacionais”, realça Luís Cipriano. A distinção surge depois de outras medalhas de prata e bronze conquistadas nos últimos anos em concursos semelhantes na Alemanha e Coreia do Sul. Questionado sobre o segredo para um coro amador conseguir aqueles prémios, Luís Cipriano garante que “não há segredos. Há uma grande dedicação do coro. É isso que o torna especial”.

SETE CÂMARAS APOIAM
A participação no concurso de Budapeste custou 25 mil euros à ACBI. O financiamento foi conseguido através da venda de concertos a sete câmaras da Beira Interior: Vila de Rei, Sertã, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Castelo Branco, Fundão e Pinhel.
A partir de Junho, o coro vai passar a chamar-se Coro Misto da Beira Interior. “Não faz sentido ostentar o nome da Covilhã quando são outras câmaras que nos apoiam. Foi uma decisão de todo o coro, até porque engloba pessoas de toda a região”, conclui Luís Cipriano.
A comitiva covilhanense tinha chegada marcada à Covilhã para as 19h00 de ontem.

As vozes e as obras
O coro misto constituído por 27 pessoas, dos 13 aos 56 anos faz parte da Associação Cultural da Beira Interior (ACBI), sedeada na Covilhã. Em Budapeste, interpretou uma obra de música popular portuguesa, uma peça em latim do compositor Anton Bruckner e um tema humoristico alemão. A 11ª edição do Concurso Internacional de Coros de Budapeste contou com a participação de 48 coros de 20 países de várias partes do mundo, sendo que o Coro Misto da Covilhã foi o único coro português em prova.

quarta-feira, abril 04, 2007

Siza Vieira desenhará mausoléu de Eugénio de Andrade

in: RTP

Literatura: Siza Vieira desenhará mausoléu de Eugénio de Andrade
Porto, 04 Abr (Lusa) - O arquitecto Siza Vieira aceitou o convite da Fundação Eugénio de Andrade para fazer o projecto do mausoléu do poeta, a erigir no cemitério portuense do Prado do Repouso, disse hoje à Lusa fonte da fundação.

O mausoléu será construído em espaço disponibilizado pela Câmara do Porto.

Em 1882, Eugénio de Andrade homenageou Siza Vieira no seu poema "Casa de Álvaro Siza na Boa Nova".

Entretanto, a Árvore - Cooperativa Artística assinala entre os próximos dia 11 e 18 a passagem do 59º aniversário da publicação de "As mãos e os frutos", o mais celebrado livro de Eugénio de Andrade, com um conjunto de eventos culturais.

No programa desta homenagem destaca-se a vinda do filósofo Eduardo Lourenço ao Porto, dia 14, para uma conferência sobre a obra poética de Eugénio de Andrade.

PF.

Lusa/Fim

Foi prometido...Julho de 2007

in: Rádio Cova da Beira
16 JULHO 2007

CHEGOU AO FIM O ENCONTRO DO VENTO. O FESTIVAL QUE DECORREU DURANTE UMA SEMANA EM CASTELO NOVO ENCERROU COM A APRESENTAÇÃO DE MAIS DE UMA ANTOLOGIA DE POESIA. DEPOIS DA ANTOLOGIA DE POETAS IBERO-AMERICANOS NO ANO PASSADO, ESTE ANO, A ANTOLOGIA DESIGNADA " PALAVRAS DE VENTO E DE PEDRA" RECOLHEU POEMAS DE POETAS PORTUGUESES E GALEGOS COM O VENTO COMO DENOMINADOR COMUM. ESTE ANO O FESTIVAL DE CASTELO NOVO FOI ANTECIPADO PARA O MÊS DE JULHO. UMA DATA QUE SEGUNDO PAULO FERNANDES, VEREADOR DA CULTURA DA CMF, VEIO PARA FICAR NO CALENDÁRIO DOS EVENTOS CULTURAIS DO CONCELHO DO FUNDÃO. EM JULHO DE 2007 HÁ UM NOVO ENCONTRO MARCADO COM O VENTO EM CASTELO NOVO.

terça-feira, abril 03, 2007

Azeite da Beira Interior

in: Diário xxi

Restaurantes do Fundão juntos em Festival
Terça-Feira, 03 de Abril de 2007
Durante a Feira Nacional do Azeite

Onze estabelecimentos do concelho vão destacar pratos de azeite a partir de quinta-feira, o dia em que começa a Feira Nacional do Azeite
No âmbito da Feira Nacional do Azeite, no Fundão, e com o objectivo de divulgar o azeite da Cova da Beira e a gastronomia regional, a empresa municipal Fundão Turismo promove entre 12 e 15 de Abril (os mesmo dias do certame), o Festival Gastronómico “Fundão, Aqui Come-se Bem – Sabores do Azeite”, que decorrerá em 11 restaurantes do concelho.
“Para além de promover o azeite e a azeitona de mesa, pretende-se mobilizar e sensibilizar os empresários da restauração do Fundão para a importância e a excelência do azeite na gastronomia”, destaca a empresa. Aos visitantes da Feira Nacional do Azeite, serão sugerida a passagem pelos restaurantes “para degustarem delícias da gastronomia regional enriquecidas com a nobreza do azeite”.
Os restaurantes aderentes ao Festival na cidade são: A Cereja (Hotel Príncipe da Beira), As Tílias, Alambique de Ouro, Bocage, Cantinho dos Grelhados, Eclipse, Hermínia, Mário`s, Alcaria, O Mário. Fora da cidade, participam o restaurante Gardunha (Soalheira) e O Fiado (Janeiro de Cima).

A FEIRA
De 12 a 15 de Abril, a organização da Feira Nacional do Azeite espera ter em exposição no Pavilhão Multiusos do Fundão pelo menos 30 marcas de azeite e de outros produtos ligados ao sector olivícola, alguns deles inovadores.
Um colóquio sobre o sector olivícola, um passeio de automóveis antigos pela Rota dos Lagares e um Concurso Nacional de Azeite, que já conta com mais de três dezenas de marcas inscritas, são outros dos pontos fortes do programa. A primeira Feira Nacional do Azeite é uma organização da Confraria do Azeite da Cova da Beira, Associação de Produtores de Azeite da Beira Interior (APABI) e Associação Comercial e Industrial do Fundão.
Um dos pontos fortes do certame vai ser a entronização do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.

Actividades em MuseusMuseus

NOTA àS REDACÇÖES Gulbenkian: Quatro finalistas do prémio para museus...
A notícia com o título "Gulbenkian: Quatro finalistas do prémio para museus e galerias no Reino Unido" saiu, erradamente, sem indicação de EMBARGO ATÉ àS 00:01 de 04 de Abril 2007.

REPETE-SE A NOTÍCIA COM A INDICAÇÄO DE EMBARGO EMBARGO ATÉ àS 00:01 DE 04 ABRIL 2007 Lisboa, 04 Abr (Lusa) - Dois museus vitorianos, a primeira galeria britânica a reduzir para metade as emissões de carbono e o mais pequeno palácio real inglês são os finalistas do Prémio Gulbenkian para museus e galerias 2007, informou hoje a Fundação.

Os finalistas foram escolhidos de uma lista de 10 candidatos, uma operação que, segundo a presidente do júri, Francine Stock, "não foi fácil".

"São dez museus muito diferentes, cada qual com a sua forma muito particular de atrair a comunidade local e novas audiências para colecções e exposições, e é entusiasmante ver o crescimento do número de visitantes", disse.

Os dois museus vitorianos finalistas - West Park Museum e Kelvingrove Art Gallery& Museum for their New Century Project - operam, respectivamente, em Sheffield e em Glasgow.

Os dois outros finalistas são o Kew Palace, que foi retiro de campo do rei George III, em Surrey, e a Pallant House, em Chichester, West Sussex.

Além de Francine Stock, fazem parte da equipa que escolherá o vencedor Tristram Besterman, consultor museológico, Richard Calvocoressi, director da Scottish National Gallery of Modern Art, Jonatham Glancey, editor de arquitectura e design do jornal The Guardian, Mark Miodownik, cientista, Dan Snow, historiador, e Mohini Sule, apresentador de programas culturais.

O nome do vencedor do prémio, no valor de 100 mil libras, cerca de 150 mil euros, será divulgado a 24 de Maio em Londres, no Royal Institute of British Architects.

O Prémio Gulbenkian para museus e galerias, o maior atribuído anualmente no Reino Unido, distingue "um projecto que conjugue qualidade, inovação e capacidade de mobilizar públicos".

O vencedor do ano passado foi o navio Brunel S.S.

Great Britain, o primeiro grande vapor para transporte de pessoas do mundo, actualmente ancorado em Bristol e transformado em museu.

EMBARGO ATÉ àS 00:01 DE 4 ABRIL 2007 RMM.

Lusa/Fim

sexta-feira, março 30, 2007

sexta-feira, março 23, 2007

Criados 110 postos de trabalho, directos e indirectos

Vila Velha de Ródão põe biomassa a dar energia para mais de 70 mil pessoas

2007-03-23
Fonte: Diário XXI
Investimento de 30 milhões de euros cria mais de 110 postos de trabalho

Para além da central inaugurada em Vila Velha de Ródão, o Governo entregou licenças para exploração de novas centrais nos concelhos de Belmonte, Sertã e Oleiros
A central termoeléctrica a biomassa florestal residual inaugurada em Vila Velha do Rodão permite levar electricidade a 70 mil pessoas, o equivalente a uma cidade do tamanho de Leiria. A central da Altri e EDP funciona nas instalações da celulose Celtejo.
Adquirida pelo grupo Altri em 2005, tem uma potência instalada cerca de 13 mhw (megawatts) permitindo entregar à rede de distribuição eléctrica 80 GWh (gigawatts/hora) por ano. Foi projectada para queimar 160 mil toneladas anuais de resíduos florestais, representa um investimento de cerca de 30 milhões de euros e a criação de 110 postos de trabalho, 10 directos e 100 indirectos.
O ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, afirmou ontem, durante a inauguração, que os resultados dos concursos para as restantes centrais de biomassa, promovidos pelo Governo em Fevereiro de 2006, serão conhecidos até meados do ano. Ainda assim, em Vila Velha de Rodão já foram atribuídas mais duas das 15 licenças: uma central de biomassa na Sertã e outra em Belmonte, ambas no distrito de Castelo Branco, num total de 5MW de potência. O concurso prevê uma potência total de 100 MW e recebeu 36 candidaturas.
O ministro reiterou que Portugal possui "um dos mais ambiciosos objectivos europeus" que passa por produzir, em 2010, "45 por cento da sua electricidade a partir de fontes renováveis e cinco por cento ser biomassa a partir de resíduos florestais", acrescentou.
O investimento pode ascender a 500 milhões de euros e criar entre 500 a 1000 postos de trabalho. Espera-se ainda uma redução dos níveis de emissão de dióxido de carbono (C02) de 700 mil toneladas e a redução do risco de incêndio devido a uma articulação entre a localização das centrais de biomassa e as políticas florestais.

INVESTIMENTO DA EDP
Ainda antes deste concurso promovido pelo Governo, já a EDP Bioeléctrica tinha iniciado o investimento na biomassa (que resultou, entre outras, na central ontem inaugurada em Vila Velha de Ródão). No âmbito desses investimentos, a EDP recebeu ontem cinco licenças para exploração de novas centrais, uma das quais em Oleiros com 9,3 MW de potência.
Só da parte da EDP Bioeléctrica, o investimento previsto até 2010 é de 250 milhões de euros, para produção de cerca de 100 MWh de energia. Ao apostar nas energias renováveis, a eléctrica nacional está a apostar num produto "100 por cento nacional", defendeu ontem o presidente-executivo António Mexia

Presidente da EDP aposta nas energias renováveis
“Preço da electricidade pode descer”
António Mexia destacou a aposta "recente" nas áreas da energia hídrica, "abandonada há décadas", eólica e biomassa, para frisar ser esta a maneira de criar condições estruturais para explorar o que é português, podendo vir a ter como consequência a baixa do preço da electricidade.
"O nosso potencial endógeno, o vento, a água, a biomassa que vem das florestas, pode contribuir para condições estruturais de baixa de preços", disse.
"É bom que as pessoas tenham consciência que a subida dos preços em electricidade nos últimos anos ficou-se a dever a subida do preço do petróleo. Quanto menos dependermos do petróleo e de gás melhor, quanto mais explorarmos o nosso potencial endógeno melhor", sustentou.

Vantagens da biomassa
Balanço de emissões de CO2 nulo
A central inaugurada em Vila Velha de Ródão funciona com resíduos florestais, através da combustão de material orgânico produzido e acumulado num ecossistema (uma floresta, por exemplo). As vantagens são o baixo custo, o facto de ser renovável, permitir o reaproveitamento de resíduos e ser menos poluente que outras formas de energias, como as obtidas a partir da utilização de combustíveis fósseis (petróleo e carvão mineral).
A queima de biomassa provoca a liberação de dióxido de carbono na atmosfera, mas como este composto havia sido previamente absorvido pelas plantas que deram origem à biomassa, o balanço de emissões de CO2 é nulo. O incentivo à limpeza de florestas é outras das vantagens da utilização de biomassa para produção de energia eléctrica.