in: Diário XXI
ARCA reabre Museu das Artes e Ofícios em Julho
Sexta-Feira, 02 de Março de 2007
Associação Recreativa e Cultural de Alcains comemora 20 anos de existência
Apesar do programa de celebração do 20º aniversário ainda não estar totalmente alinhavado, uma coisa é certa: o ano vai ficar marcado na história da colectividade com a reabertura do Museu, em Julho, após seis anos sem instalações
Liliana Machadinha
No ano em que a Associação Recreativa e Cultural de Alcains (ARCA) comemora o seu 20º aniversário, a direcção promete melhorar as condições da sede e a organização de várias actividades. A reabertura do Museu das Artes e Ofícios, encerrado há seis anos, é o ponto alto do programa de 2007. "Vamos reabrir portas, em Julho, num espaço que a Junta de Freguesia nos cedeu", anuncia Andreza Teixeira, presidente da ARCA.
O Museu de Artes e dos Ofícios "continua a ser o grande projecto da associação". Funcionava no antigo Solar do Goulões, espaço que actualmente alberga o Museu do Canteiro, e teve de encerrar quando o espaço entrou em obras. Curiosamente, a ARCA vai agora ocupar o edifício onde funcionava o Museu dedicado ao trabalho da pedra, na Rua das Fontaínhas.
Até à reabertura, a Associação vai dedicar-se a “restaurar todo o espólio, que entretanto se foi degradando", lamenta a dirigente, que explica: "O material esteve empacotado durante seis anos, em condições que não eram as melhores, e perdemos algumas peças. Ainda assim, temos as suficientes para reabrir e mostrar condignamente as artes e ofícios da vila".
O sapateiro, o carpinteiro, o latoeiro, o marceneiro e o pedreiro são algumas das profissões que poderão ser revisitadas no Museu, refere Andreza Teixeira. Todo o material de exposição foi doado à ARCA tanto pelos próprios artífices como por familiares. Da extinta banda filarmónica local, receberam instrumentos e fardas.
ANO DE COMEMORAÇÃO DO ANIVERSÁRIO
Para comemorar o 20º aniversário, Andreza Teixeira adianta que serão organizadas diversas actividades. "Ainda não temos tudo decidido, porque trabalhamos um pouco em cima do joelho. Isto é, não realizamos um plano de actividades fixas. Falamos, decidimos e fazemos de imediato, porque muitos dos membros estão fora, em trabalho ou a estudar, e estamos sempre limitados no que toca à disponibilidade. Executamos sobre pressão, mas corre sempre tudo muito bem e melhor do que se fosse programado seis meses antes, por exemplo", graceja a presidente.
Sem adiantar pormenores sobre o programa, revela que estão a organizar um ciclo de teatro para os meses de Abril e Maio. "Será um intercâmbio, porque vamos convidar companhias com quem já trabalhámos no passado", refere.
Também em Abril, a colectividade organiza uma feira do livro. "O ano passado não foi possível por falta de instalações. Este ano já podemos, porque irá ser feita exactamente na actual sala da direcção da ARCA, uma vez que vai ficar livre", explica. Para esta iniciativa, a Associação Recreativa e Cultural de Alcains pretende convidar um escritor da região que tenha lançado um livro nessa altura ou com publicação agendada para breve. "Queremos dinamizar a feira, para que seja diferente dos restantes anos", esclarece.
Já no último fim-de-semana de Agosto, a ARCA realiza, como é hábito, a Festa das Papas. A iniciativa vai contar com a actuação de um rancho folclórico e, nessa mesma data, a colectividade promove também uma mostra de ofícios. "Pretendemos com esta iniciativa divulgar o nosso Museu, até porque vamos ter vários artesãos a trabalhar ao vivo, dando mais vida à Feira".
Para além das actividades do 20º aniversário, o ano fica também marcado pela requalificação da sede. Conforme explica Andreza Teixeira, ficará no mesmo edifício, mas noutra divisão com mais condições. "O final das obras está previsto para Março e contamos mudar logo para lá". Também o pátio, junto às salas da escola de música e d’A Carroça irá ser requalificado, pois "pretendemos fazer aqui cafés concerto e outras actividades de ar livre", adianta a presidente da ARCA.
ASSOCIAÇÃO "RESSENTIDA" COM CÂMARA DE CASTELO BRANCO
Apesar do dinamismo que a ARCA apresenta, a responsável refere que muitos outros projectos não passaram do papel por falta de dinheiro. "Houve muita coisa que poderíamos ter feito, mas que não foi possível porque não tivemos apoios", refere, queixando-se da autarquia albicastrense. "À Junta de Freguesia de Alcains não podemos apontar nada, porque tem sido incansável e financia-nos em tudo o que pode. Mas a Câmara de Castelo Branco já é outra história", critica Andreza Teixeira. Segundo conta, o subsídio da edilidade deixou de chegar há dois anos e "sem qualquer espécie de justificação", queixa-se. "A ARCA está muito ressentida com esta situação, porque mostramos trabalho, e bom trabalho, e mesmo assim não nos apoiam. Não nos reconhecem o mérito e o que temos feito para levar o nome da vila e mesmo de Castelo Branco a todo o País".
Apesar das dificuldades financeiras, Andreza Teixeira promete que as actividades da ARCA não vão parar. "Vamos continuar a trabalhar e a fazer o que podemos, com o dinheiro das quotas e apoio da Junta, mas há projectos muito interessantes que temos em papel que não são exequíveis com o orçamento limitado que dispomos", lamenta a dirigente.
ARCA foi criada para dinamizar vila
20 anos em retrospectiva
Criada em 1987, o objectivo foi, desde o primeiro momento, dinamizar a vila de Alcains, conta Andreza Teixeira. Pouco tempo depois, "A Carroça", fundada cinco anos antes, filiou-se à colectividade porque "não fazia sentido haver uma associação sem grupo de teatro e um grupo de teatro sem uma associação", explica, acrescentando que alguns do membros fundadores da ARCA já pertenciam à Carroça. Com o passar do tempo, a colectividade criou ainda a rádio "Um" e o "Jornal de Alcains", do qual ainda detêm a patente, mas que terminou por falta de condições e recursos humanos especializados na área, esclarece. No seio da ARCA foi ainda criada a Orquestra Típica de Alcains, "mas que se autonomizou e deixou de ser uma secção da associação", conta.
Actualmente, têm uma escola de música e "A Carroça", para além de terem desenvolvido todo o projecto do Museu de Artes e Ofícios.
A ESCOLA DE MÚSICA
Viola, flauta, órgão e bateria são os instrumentos que os cerca de 120 alunos aprendem a tocar na escola de música da ARCA, criada há 13 anos. Estão agora a formar um grupo de bombos destinado aos aprendizes mais novos, entre os seis e os 12 anos, e que estarão prontos para dar um concerto no final deste ano, "de forma a mostrar aos pais o investimento feito".
Para a presidente da associação, a escola de música "é de uma importância extrema", porque "desenvolve o interesse pelas artes". Para além desta justificação, apresenta uma segunda: "Tem ajudado muitas pessoas a decidir que rumo escolar tomar, pois daqui já saíram muitos alunos que seguiram o conservatório e que acabam por trabalhar ou ficar sempre ligados a esta área".
A CARROÇA
Com 25 anos de existência, "A Carroça" vem reforçar o espírito de dinamismo da ARCA. "Não param, estão constantemente a estudar e produzir projectos tanto para adultos como para crianças. Aqui não fazemos discriminação de idades", graceja a presidente. Actualmente, têm em cena a peça "Guarda Vento", estreada em Dezembro último, e produzida a partir de um texto de António Torrado. "Nunca reproduzimos os originais. Apenas nos servem de base para os transformarmos", descreve a dirigente. Para o futuro, adianta que até ao final do ano esperam conseguir apresentar um novo trabalho, "mas ainda não é certo, porque depende da disponibilidade dos membros e do orçamento disponível".
Actualmente o grupo de teatro conta com 15 pessoas responsáveis pela criação dos espectáculos. Mas "há sempre sócios e amigos que nos ajudam a pôr tudo de pé, porque uma peça precisa mais ou menos de 30 pessoas a trabalhar nos cenários e vestuário, nomeadamente".
Ficha Técnica:
Fundação: 24 de Abril de 1987
Sócios: 100
Quota anual: 12 euros
Morada: Largo de Santo António, apartado 35, 6005 Alcains
sexta-feira, março 02, 2007
No Museu das artes e Ofícios em Alcains, a partir de Julho
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Como era a Lusitânia ?
in: Diario xxi
Fundão mostra como era a Lusitânia
Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2007
Museu Arqueológico José Monteiro abre domingo, no Fundão
No espólio que vai da Pré-História ao século V, o novo Museu junta uma das melhores colecções da Península Ibérica sobre a Lusitânia, explica o director. João Mendes Rosa abre portas a um espaço feito para ser interessante e percebido por todos
Luís Fonseca
Abre domingo, no Fundão, “o museu que melhor retrata na Península Ibérica o modo de vida dos lusitanos”, promete João Mendes Rosa, director do Museu Arqueológico José Monteiro.
A estrutura foi instalada no remodelado Solar Falcão d’Elvas, no centro histórico da cidade. O investimento ronda os 600 mil euros na requalificação do edifício e equipamento que vai permitir mostrar quase 400 das 15 mil peças que o município tem armazenado ao longo de décadas.
O Museu reúne colecções de objectos do quotidiano, que vão da pré-história ao século V, conjuntos cerâmicos romanos e pré-romanos, machados, e exemplares de peças com inscrições seculares. Mas a Lusitância assume papel de destaque. “O imaginário português está ligado aos lusitanos e esse é um período que está muito bem representado neste museu”, refere João Mendes Rosa. “Será poventura das melhores coleções da Península Ibérica sobre a Lusitânia”, com um elucidativo conjunto de artefatcos da Idade do Bronze. Machados, anéis, braceletes, material de fundição e moldes, são exemplos de utensílios em exposição.
“Ao contrario do que se estabeleceu dizer dizer, os lusitanos não estavam vocacionados para a Serra da Estrela, mas sim para o sul da Cova da Beira e até à Raia Espanhola”, salienta João Rosa, com base nos estudos mais recentes. Aliás, o concelho do Fundão é um exemplo vivo daquela presença, com nove castros lusitanos. “Queremos que o museu seja um ponto de partida para visitas aos locais, onde realmente se percebe a história e como tudo se passava”. “Não há nada como estar no local”, conclui.
“ABERTO À COMUNIDADE, SEM BELISCAR O RIGOR CIENTÍFICO”
As peças arqueológicas que compõem a exposição permanente estão colocadas lado a lado com ilustrações de Ricardo Trécio. “Tivemos a felicidade de aceder ao nosso pedido”, refere João Rosa. O resultado são telas que mostram como eram usados ou fabricados os utensílios. “Para os especialistas, estas telas são dispensáveis, porque eles sabem para que serviam e como eram feitas as peças. Mas as ilustrações são importantes para toda a população perceber o que está no Museu”, destaca. “Queremos um espaço vivo, aberto a todos”, destaca o director, para quem o Museu tem que “estar aberto à comunidade, sem beliscar o rigor científico”.
Vários serviços
O edifício tem ainda um pequeno auditório, uma sala de exposições temporárias, um laboratório de conservação e restauro e uma biblioteca técnica de arqueologia e história da arte, vocacionada para o serviço educativo, “do primeiro ciclo ao ensino universitário”, realça João Rosa. Graças ao serviço de interligação de bibliotecas,”podemos requisitar livros para chegarem ao Fundão no prazo de dois dias. São obras cuja consulta actualmente obriga a deslocações a Lisboa”, por exemplo. Uma sala multimédia com computadores e acesso à Internet, atribuida pelo portal Universia, workshops na área da arqueologia, especialmente dirigidos para jovens, são outros dos serviços que estarão disponíveis
O patrono e o director
O novo museu vai receber a designação de Museu Municipal José Monteiro, em homenagem ao responsável pela recolha de parte do espólio que ali vai estar exposto e um dos principais impulsionadores das investigações arqueológicas no concelho. Por essa mesma razão, o espaço vai ser inaugurado no domingo, 25 de Fevereiro, dia de aniversário de José Alves Monteiro, que nasceu em 1890, no Fundão, e faleceu em 1980.
Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1912, e regressou depois à terra natal onde exerceu advocacia e se dedicou à promoção de diversas actividades de ordem cultural e política, como as pesquisas arqueológicas. Foi autor de diversas obras sobre a temática.
Outra parte significativa do espólio do museu resulta de doações e cedências da parte de munícipes e instituições, entre elas o próprio Instituto Português de Museus.
O museu vai ser dirigido por João Mendes Rosa, docente, licenciado em História e doutorando em Arqueologia e actual responsável pela Divisão Municipal do Património Histórico.
Um museu ibérico
“Este museu reporta-se a um período em que ainda não havia nacionalidades. Havia um território uno, que não era estanque”. Os achados do Fundão são semelhantes aos da raia espanhola. Assim, para para cada uma das áreas de estudo, o Museu escolheu um especialista que fez uma análise entre território espanhol e português, “para unificá-los arqueologicamente”. Portugueses e espanhóis escreveram textos de mil e 500 caracteres que podem ser lidos a cada passo da exposição permanente. “Este é um museu municipal porque tem essa categoria administrativa, mas é de dimensão ibérica”, conclui João Rosa. Entre as colaborações, destacam-se as de investigadores de Salamanca e Mérida.
Pré-história
Paleolítico - Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia
Neolítico - Socorro Plaza, Universidade de Salamanca
Calcolítico - Carlos Tavares da Silva
Proto-história
Idade do Bronze - Raquel Vilaça, Universidade de Coimbra
Idade do Ferro - Angel Esparza, Universidade de Salamanca
Era Romana
Romanização - Jorge Alarcão e Pedro Carvalho, Universidade de Coimbra
Povoamento Romano - Pedro Carvalho
Quotidiano Romano - Jesus Liz, Universidade de Salamanca
Epigrafia - José da Encarnação, Universidade de Coimbra
Os Deuses e Divindades - Manuel Salinas, Universidade de Salamanca
Epigrafia Funerária - Amílcar Guerra, Universidade de Lisboa
Vias Romanas - Fernando Patrício Curado, investigador
Fundão mostra como era a Lusitânia
Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2007
Museu Arqueológico José Monteiro abre domingo, no Fundão
No espólio que vai da Pré-História ao século V, o novo Museu junta uma das melhores colecções da Península Ibérica sobre a Lusitânia, explica o director. João Mendes Rosa abre portas a um espaço feito para ser interessante e percebido por todos
Luís Fonseca
Abre domingo, no Fundão, “o museu que melhor retrata na Península Ibérica o modo de vida dos lusitanos”, promete João Mendes Rosa, director do Museu Arqueológico José Monteiro.
A estrutura foi instalada no remodelado Solar Falcão d’Elvas, no centro histórico da cidade. O investimento ronda os 600 mil euros na requalificação do edifício e equipamento que vai permitir mostrar quase 400 das 15 mil peças que o município tem armazenado ao longo de décadas.
O Museu reúne colecções de objectos do quotidiano, que vão da pré-história ao século V, conjuntos cerâmicos romanos e pré-romanos, machados, e exemplares de peças com inscrições seculares. Mas a Lusitância assume papel de destaque. “O imaginário português está ligado aos lusitanos e esse é um período que está muito bem representado neste museu”, refere João Mendes Rosa. “Será poventura das melhores coleções da Península Ibérica sobre a Lusitânia”, com um elucidativo conjunto de artefatcos da Idade do Bronze. Machados, anéis, braceletes, material de fundição e moldes, são exemplos de utensílios em exposição.
“Ao contrario do que se estabeleceu dizer dizer, os lusitanos não estavam vocacionados para a Serra da Estrela, mas sim para o sul da Cova da Beira e até à Raia Espanhola”, salienta João Rosa, com base nos estudos mais recentes. Aliás, o concelho do Fundão é um exemplo vivo daquela presença, com nove castros lusitanos. “Queremos que o museu seja um ponto de partida para visitas aos locais, onde realmente se percebe a história e como tudo se passava”. “Não há nada como estar no local”, conclui.
“ABERTO À COMUNIDADE, SEM BELISCAR O RIGOR CIENTÍFICO”
As peças arqueológicas que compõem a exposição permanente estão colocadas lado a lado com ilustrações de Ricardo Trécio. “Tivemos a felicidade de aceder ao nosso pedido”, refere João Rosa. O resultado são telas que mostram como eram usados ou fabricados os utensílios. “Para os especialistas, estas telas são dispensáveis, porque eles sabem para que serviam e como eram feitas as peças. Mas as ilustrações são importantes para toda a população perceber o que está no Museu”, destaca. “Queremos um espaço vivo, aberto a todos”, destaca o director, para quem o Museu tem que “estar aberto à comunidade, sem beliscar o rigor científico”.
Vários serviços
O edifício tem ainda um pequeno auditório, uma sala de exposições temporárias, um laboratório de conservação e restauro e uma biblioteca técnica de arqueologia e história da arte, vocacionada para o serviço educativo, “do primeiro ciclo ao ensino universitário”, realça João Rosa. Graças ao serviço de interligação de bibliotecas,”podemos requisitar livros para chegarem ao Fundão no prazo de dois dias. São obras cuja consulta actualmente obriga a deslocações a Lisboa”, por exemplo. Uma sala multimédia com computadores e acesso à Internet, atribuida pelo portal Universia, workshops na área da arqueologia, especialmente dirigidos para jovens, são outros dos serviços que estarão disponíveis
O patrono e o director
O novo museu vai receber a designação de Museu Municipal José Monteiro, em homenagem ao responsável pela recolha de parte do espólio que ali vai estar exposto e um dos principais impulsionadores das investigações arqueológicas no concelho. Por essa mesma razão, o espaço vai ser inaugurado no domingo, 25 de Fevereiro, dia de aniversário de José Alves Monteiro, que nasceu em 1890, no Fundão, e faleceu em 1980.
Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1912, e regressou depois à terra natal onde exerceu advocacia e se dedicou à promoção de diversas actividades de ordem cultural e política, como as pesquisas arqueológicas. Foi autor de diversas obras sobre a temática.
Outra parte significativa do espólio do museu resulta de doações e cedências da parte de munícipes e instituições, entre elas o próprio Instituto Português de Museus.
O museu vai ser dirigido por João Mendes Rosa, docente, licenciado em História e doutorando em Arqueologia e actual responsável pela Divisão Municipal do Património Histórico.
Um museu ibérico
“Este museu reporta-se a um período em que ainda não havia nacionalidades. Havia um território uno, que não era estanque”. Os achados do Fundão são semelhantes aos da raia espanhola. Assim, para para cada uma das áreas de estudo, o Museu escolheu um especialista que fez uma análise entre território espanhol e português, “para unificá-los arqueologicamente”. Portugueses e espanhóis escreveram textos de mil e 500 caracteres que podem ser lidos a cada passo da exposição permanente. “Este é um museu municipal porque tem essa categoria administrativa, mas é de dimensão ibérica”, conclui João Rosa. Entre as colaborações, destacam-se as de investigadores de Salamanca e Mérida.
Pré-história
Paleolítico - Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia
Neolítico - Socorro Plaza, Universidade de Salamanca
Calcolítico - Carlos Tavares da Silva
Proto-história
Idade do Bronze - Raquel Vilaça, Universidade de Coimbra
Idade do Ferro - Angel Esparza, Universidade de Salamanca
Era Romana
Romanização - Jorge Alarcão e Pedro Carvalho, Universidade de Coimbra
Povoamento Romano - Pedro Carvalho
Quotidiano Romano - Jesus Liz, Universidade de Salamanca
Epigrafia - José da Encarnação, Universidade de Coimbra
Os Deuses e Divindades - Manuel Salinas, Universidade de Salamanca
Epigrafia Funerária - Amílcar Guerra, Universidade de Lisboa
Vias Romanas - Fernando Patrício Curado, investigador
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Espólio conta com ofertas de particulares
in: Jornal do Fundão
População cedeu objectos ao museu
A filosofia de museu comunitário com preciosas contribuições científicas
O ENRIQUECIMENTO do espólio do novo museu contou com a colaboração de várias pessoas que a título individual se disponibilizaram para entregar algumas peças que tinham em sua posse à guarda do museu.
“O museu tem que estar voltado para a comunidade. Este foi um museu que foi construído com o contributo da comunidade. Em primeiro lugar, da comunidade fundanense, que tinha objectos em casa e que, inicialmente eram apenas um bibelô e depois descobriram que era um objecto arqueológico. Inicialmente era um pisa-papéis, mas descobriram que era um machado pré-histórico. Isto foi extremamente interessante”, revela o director do museu, João Mendes Rosa.
O despertar do interesse da comunidade para o museu é um dos destaques que este responsável faz ainda antes da abertura do novo espaço. Um espaço que espera que a comunidade acarinhe desde o início. “As pessoas perguntam quando é que abre o nosso museu. As pessoas sentem-se parte integrante do museu. O contributo da comunidade foi muito importante, fazendo jus ao tal ditame da museologia moderna, do museu da comunidade”, diz. Mas há uma outra componente muito importante, que é a relação entre o museu e comunidade científica. Neste aspecto, João Mendes Rosa refere que “nós, ao invés de estarmos a fazer aqueles textos que normalmente se vêem num qualquer museu, chamamos especialistas que, em meia dúzia de linhas, disseram o que lhes aprouveram sobre o período no qual são especialistas. Chamámos para os diferentes períodos um especialista e fomos muito bem sucedidos”. De Portugal e de Espanha acabaram por chegar os contributos de vários nomes respeitados no estudo da história, nos seus mais diversos períodos. Jorge Alarcão, um dos maiores especialistas do período romano, Luís Raposo, conceituado especialista do período do paleolítico, e José Encarnação, um dos maiores epigrafistas nacionais, foram algumas das personalidades que colaboraram. Daí, o director do museu considerar que “a felicidade do museu é precisamente essa: não é do Fundão – é da comunidade fundanense – mas não está preso a uma realidade física ou geográfica”.
Novo Museu Arqueológico do Fundão
in: Jornal do Fundao
Novo Museu Arqueológico do Fundão
O sonho de José Monteiro cumpre-se 65 anos depois
É inaugurado no domingo o novo museu arqueológico do Fundão. Depois de José Alves Monteiro ter sempre desejado um espaço definitivo e digno para o museu que tem o seu nome, eis que, mais de seis décadas depois, a cidade ganha, finalmente, esse lugar
AQUELA que era uma das maiores lacunas da cidade do Fundão está prestes a ser colmatada, com a abertura no domingo, dia 25, do novo Museu Arqueológico Municipal José Monteiro. No dia em que se celebra o aniversário do fundador do museu municipal, o Fundão, abre, finalmente, ao público as portas de um equipamento museológico que irá substituir o antigo museu (?). Trata-se de um espaço polivalente, composto por um pequeno auditório, sala de exposições temporárias, biblioteca técnica, laboratório de conservação e restauro, gabinetes de estudo, bar/cafetaria e um espaço-loja. Põe-se, assim, fim a um longo período em que a cidade tinha um museu só de nome, não enaltecendo em nada o nome do seu fundador, nem a cidade que o albergava.
O novo museu está, agora, localizado num antigo edifício, na Rua do Serrão, que foi adquirido e recuperado pela autarquia para acolher condignamente o espólio museológico. O acervo a que o público terá acesso é constituído por cerca de 300 peças, retiradas de um total de cerca de três mil em depósito, reunindo colecções de objectos do quotidiano, que vão desde a Pré-História ao século V d.C, destacando-se conjuntos cerâmicos romanos e pré-romanos e vários exemplares na categoria da epigrafia votiva, funerária, viária e territorial.
João Mendes Rosa, o director do novo espaço, reconhece que “uma das grandes lacunas culturais que tinha o Fundão era o museu. Aliás, ele era apontado como cancro museológico. Numa tese de mestrado apontava-se o museu do Fundão como sendo o exemplo do que se não deve fazer. Era um museu que morreu no tempo, nos últimos 30 anos. Depois do Dr. Alves Monteiro ter saído do museu, nada se fez. Aliás, ele, desde 1942, quando fundou o museu, pediu sempre instalações condignas, mas foram sempre provisórias. Primeiro nos baixos da Câmara e depois nos baixos do Casino. E ele morreu sem conseguir concretizar esse sonho, que era o de dar instalações condignas ao espólio que ele, por sua própria iniciativa e a expensas suas, foi conglomerando ao longo dos anos”. O contexto, a partir de domingo, será outro e o sonho de José Alves Monteiro vai ser concretizado... no ano de 2007.
A exposição permanente resultou também, em parte, de um trabalho de recolha de longos meses, onde se tentaram suprir várias lacunas históricas. “O espólio fazia sentido estar exposto e ser musealizado nos anos 60. Hoje já não fazia sentido pegar naquele espólio e fazer um museu. Então, foi constituída uma equipa que foi para o terreno, com autorização e com projectos aprovados pelo Instituto Português de Arqueologia, fazer a prospecção arqueológica, ver o que é que havia. E havia grandes lacunas em termos históricos. Nós não tínhamos uma única peça do paleolítico, nem do calcolítico. O período romano resumia-se quase à epigrafia...”, clarifica João Mendes Rosa. Um hiato temporal que a exposição permanente acabou por conseguir suprir, sendo que, agora, abarca o período desde o paleolítico até ao final do império romano.
No percurso, o visitante estabelecerá contacto com centenas de objectos, que darão um retrato precioso da evolução do Homem ao longo de milhares de anos.
Novo Museu Arqueológico do Fundão
O sonho de José Monteiro cumpre-se 65 anos depois
É inaugurado no domingo o novo museu arqueológico do Fundão. Depois de José Alves Monteiro ter sempre desejado um espaço definitivo e digno para o museu que tem o seu nome, eis que, mais de seis décadas depois, a cidade ganha, finalmente, esse lugar
AQUELA que era uma das maiores lacunas da cidade do Fundão está prestes a ser colmatada, com a abertura no domingo, dia 25, do novo Museu Arqueológico Municipal José Monteiro. No dia em que se celebra o aniversário do fundador do museu municipal, o Fundão, abre, finalmente, ao público as portas de um equipamento museológico que irá substituir o antigo museu (?). Trata-se de um espaço polivalente, composto por um pequeno auditório, sala de exposições temporárias, biblioteca técnica, laboratório de conservação e restauro, gabinetes de estudo, bar/cafetaria e um espaço-loja. Põe-se, assim, fim a um longo período em que a cidade tinha um museu só de nome, não enaltecendo em nada o nome do seu fundador, nem a cidade que o albergava.
O novo museu está, agora, localizado num antigo edifício, na Rua do Serrão, que foi adquirido e recuperado pela autarquia para acolher condignamente o espólio museológico. O acervo a que o público terá acesso é constituído por cerca de 300 peças, retiradas de um total de cerca de três mil em depósito, reunindo colecções de objectos do quotidiano, que vão desde a Pré-História ao século V d.C, destacando-se conjuntos cerâmicos romanos e pré-romanos e vários exemplares na categoria da epigrafia votiva, funerária, viária e territorial.
João Mendes Rosa, o director do novo espaço, reconhece que “uma das grandes lacunas culturais que tinha o Fundão era o museu. Aliás, ele era apontado como cancro museológico. Numa tese de mestrado apontava-se o museu do Fundão como sendo o exemplo do que se não deve fazer. Era um museu que morreu no tempo, nos últimos 30 anos. Depois do Dr. Alves Monteiro ter saído do museu, nada se fez. Aliás, ele, desde 1942, quando fundou o museu, pediu sempre instalações condignas, mas foram sempre provisórias. Primeiro nos baixos da Câmara e depois nos baixos do Casino. E ele morreu sem conseguir concretizar esse sonho, que era o de dar instalações condignas ao espólio que ele, por sua própria iniciativa e a expensas suas, foi conglomerando ao longo dos anos”. O contexto, a partir de domingo, será outro e o sonho de José Alves Monteiro vai ser concretizado... no ano de 2007.
A exposição permanente resultou também, em parte, de um trabalho de recolha de longos meses, onde se tentaram suprir várias lacunas históricas. “O espólio fazia sentido estar exposto e ser musealizado nos anos 60. Hoje já não fazia sentido pegar naquele espólio e fazer um museu. Então, foi constituída uma equipa que foi para o terreno, com autorização e com projectos aprovados pelo Instituto Português de Arqueologia, fazer a prospecção arqueológica, ver o que é que havia. E havia grandes lacunas em termos históricos. Nós não tínhamos uma única peça do paleolítico, nem do calcolítico. O período romano resumia-se quase à epigrafia...”, clarifica João Mendes Rosa. Um hiato temporal que a exposição permanente acabou por conseguir suprir, sendo que, agora, abarca o período desde o paleolítico até ao final do império romano.
No percurso, o visitante estabelecerá contacto com centenas de objectos, que darão um retrato precioso da evolução do Homem ao longo de milhares de anos.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
CD Terras de Idanha – uma paisagem sonora- A editar em Abril de 2007
Em resposta ao v/ mail de encomenda do “CD Terras de Idanha – uma paisagem sonora”, a qual desde já agradecemos o interesse manifestado, mas infelizmente este produto ainda não pode ser adquirido pois só será posto a venda a partir de Abril de 2007 (data à confirmar).
Atenciosamente
Paulo Jorge Tiago
Câmara Municipal de Idanha-a-Nova
6060-163 Idanha-a-Nova
Mail: promo.cmin@mail.telepac.pt
Telf. 961 815 942
Atenciosamente
Paulo Jorge Tiago
Câmara Municipal de Idanha-a-Nova
6060-163 Idanha-a-Nova
Mail: promo.cmin@mail.telepac.pt
Telf. 961 815 942
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
17 de Fevereiro, no Fundão
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Apresentação de CD - Musical
domingo, fevereiro 11, 2007
Castelo Branco, vitória do SIM-61,63%
A Critical Software, de Coimbra, fez um excelente trabalho para o STAPE, disponibilizando um óptimo instrumento para apresentação de toda a informação referente ao processo eleitoral. Acedendo ao endereço que referencio poderemos obter informações Nacionais, por Distrito, Concelho ou mesmo Freguesia. Parabéns à Critical Software e ao Professor Engenheiro Epifânio da França.
in:http://www.referendo.mj.pt/Distrito_compare.do
PÁGINA INICIAL RESULTADOS COMPARATIVOS LIGAÇÕES
Distrito/R.A.:
Concelho:
COMPARATIVO: CASTELO BRANCO
Freguesias apuradas 160
Freguesias por apurar 0
Ano 2007 1998
Inscritos 187601 190096
Votantes 76098 40.56% 54710 28.78%
Em Branco 998 1.31% 631 1.15%
Nulos 687 0.90% 408 0.75%
2007 1998
Opções Votos % Opções Votos %
Sim 45863 61.63 Sim 25341 47.22
Não 28550 38.37 Não 28330 52.78
Percentagem calculada sobre votos validamente expressos (brancos e nulos excluídos)
Ocorreram alterações na divisão administrativa após o Referendo Nacional de Junho de 1998.Ver mais informações...
Developed by Critical Software SA
Resultado numa freguesia:
COMPARATIVO: Idanha-a-Velha
Ano 2007 1998
Inscritos 97 93
Votantes 55 56.70% 47 50.54%
Em Branco 0 0.00% 1 2.13%
Nulos 1 1.82% 0 0.00%
2007 1998
Opções Votos % Opções Votos %
Sim 37 68.52 Sim 28 60.87
Não 17 31.48 Não 18 39.13
Percentagem calculada sobre votos validamente expressos (brancos e nulos excluídos)
Ocorreram alterações na divisão administrativa após o Referendo Nacional de Junho de 1998.Ver mais informações...
Developed by Critical Software SA
in:http://www.referendo.mj.pt/Distrito_compare.do
PÁGINA INICIAL RESULTADOS COMPARATIVOS LIGAÇÕES
Distrito/R.A.:
Concelho:
COMPARATIVO: CASTELO BRANCO
Freguesias apuradas 160
Freguesias por apurar 0
Ano 2007 1998
Inscritos 187601 190096
Votantes 76098 40.56% 54710 28.78%
Em Branco 998 1.31% 631 1.15%
Nulos 687 0.90% 408 0.75%
2007 1998
Opções Votos % Opções Votos %
Sim 45863 61.63 Sim 25341 47.22
Não 28550 38.37 Não 28330 52.78
Percentagem calculada sobre votos validamente expressos (brancos e nulos excluídos)
Ocorreram alterações na divisão administrativa após o Referendo Nacional de Junho de 1998.Ver mais informações...
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Resultado numa freguesia:
COMPARATIVO: Idanha-a-Velha
Ano 2007 1998
Inscritos 97 93
Votantes 55 56.70% 47 50.54%
Em Branco 0 0.00% 1 2.13%
Nulos 1 1.82% 0 0.00%
2007 1998
Opções Votos % Opções Votos %
Sim 37 68.52 Sim 28 60.87
Não 17 31.48 Não 18 39.13
Percentagem calculada sobre votos validamente expressos (brancos e nulos excluídos)
Ocorreram alterações na divisão administrativa após o Referendo Nacional de Junho de 1998.Ver mais informações...
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Museu Etnográfico da Lousa-Castelo Branco
http://lousa.no.sapo.pt/cultura-museu.htm
"Museu Etnográfico da Lousa
Inaugurado em Agosto de 2005, o Museu Etnográfico da Lousa surgiu a partir da recuperação de um antigo lagar.
Em 1951, no largo da igreja e por iniciativa de Luís Coelho Farias, José dos Santos Barata e José Pinto, abriu portas um lagar - o Lagar Novo, marcado pela inovação tecnológica. As maquinarias, as mais modernas da época, foram compradas no Tramagal.
A partir de Novembro e até ao Natal, o Lagar novo funcionava, diariamente, 16 horas e produzia de 500 a 600 litros de azeite. À azeitona vinda dos olivais próximos, juntava-se aquela que vinha do norte Alentejano.
Em 1999, o lagar que deixara, entretanto, de funcionar e se encontrava em continua degradação, foi adquirido pela Câmara Municipal de Castelo Branco, a fim de ser recuperado e adaptado a um Museu Etnográfico.
O edifício, depois de recuperado, é composto por dois pisos: o piso inferior dedicado à temática do ciclo tecnológico do azeite e o piso superior dedicado às Danças Tradicionais da Lousa."
"Museu Etnográfico da Lousa
Inaugurado em Agosto de 2005, o Museu Etnográfico da Lousa surgiu a partir da recuperação de um antigo lagar.
Em 1951, no largo da igreja e por iniciativa de Luís Coelho Farias, José dos Santos Barata e José Pinto, abriu portas um lagar - o Lagar Novo, marcado pela inovação tecnológica. As maquinarias, as mais modernas da época, foram compradas no Tramagal.
A partir de Novembro e até ao Natal, o Lagar novo funcionava, diariamente, 16 horas e produzia de 500 a 600 litros de azeite. À azeitona vinda dos olivais próximos, juntava-se aquela que vinha do norte Alentejano.
Em 1999, o lagar que deixara, entretanto, de funcionar e se encontrava em continua degradação, foi adquirido pela Câmara Municipal de Castelo Branco, a fim de ser recuperado e adaptado a um Museu Etnográfico.
O edifício, depois de recuperado, é composto por dois pisos: o piso inferior dedicado à temática do ciclo tecnológico do azeite e o piso superior dedicado às Danças Tradicionais da Lousa."
Museu Etnográfico da Lousa-Castelo Branco
http://lousa.no.sapo.pt/cultura-museu.htm
sábado, fevereiro 03, 2007
Roteiro de Museus-Colecções Etnográficas, Beiras 3º Volume
Ontem, encontrei na Livraria Ler Devagar, no Bairro Alto, em Lisboa, o livro que indico em título, editado pela OLHAPIM, em 1999, com patrocínio do MC, FCG e Inatel. Relativamente à Beira Interior são referidas a Colecção da Malhada Sorda,Almeida Museu de Escalhão, Figueira de Castelo Rodrigo, Museu da Guarda e Lagar Museu Estevão M. Rocha, Famalicão da Serra, Espaço Museológico da Freguesia de Manigoto, Pinhel, Museu Regional de Vila Maior e Museu de Aldeia da Ponte, Sabugal, Museu Regional de Artes e Ofícios do Mundo Rural, Trancoso, Museu Francisco Tavares Proença Junior, Castelo Branco, Centro Cultural Raiano, Idanha-a-Nova, Museu Municipal de Penamacor e Museu dos Lanifícios, Museu Eduardo Malta, Sala Museu da Adega Cooperativa da Covilhã, casa Museu da Freguesia de Ferro, Covilhã.
Não há qualquer referência ao Museu de História Natural, na Escola Secundária Nuno Álvares Pereira, iniciada com a transferência do acervo museológico do Colégio de S.Fiel, depois da expulsão dos Jesuítas em 1910 e da decisão de Afonso Costa, então ministro de Justiça, de indicar a sua inclusão no Liceu de Castelo Branco. De entre os exemplares desse Museu, recordo-me de um belo Lince Ibérico, com valor redobrado apôs a não localização de qualquer exemplar, em território nacional, desde os anos 80 do século passado. Isto na perspectiva de considerar a recolha desses exemplares como reflexo da actividade cinegética.
Não há qualquer referência ao Museu de História Natural, na Escola Secundária Nuno Álvares Pereira, iniciada com a transferência do acervo museológico do Colégio de S.Fiel, depois da expulsão dos Jesuítas em 1910 e da decisão de Afonso Costa, então ministro de Justiça, de indicar a sua inclusão no Liceu de Castelo Branco. De entre os exemplares desse Museu, recordo-me de um belo Lince Ibérico, com valor redobrado apôs a não localização de qualquer exemplar, em território nacional, desde os anos 80 do século passado. Isto na perspectiva de considerar a recolha desses exemplares como reflexo da actividade cinegética.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
actividade cinegética e novas tecnologias
Já se conhecia a utilização de transistores, deixados ligados, durante a noite, para afastar javalís, que se assustam ao ouvir vozes. Esta utilização tecnológica não põe em causa a protecção dos javalis e permiti defender as colheitas do seu apetite ou da necessidade de dar uso aos seus dentes. Agora, foi identificada a utilização de um novo recurso tecnológico. Foi preso na Beira Interior um caçador que utilizava como processo para matar tordos, gravar os seus sons com o telemóvel e depois atraí-los para a matança reproduzindo os sons com a mesma tecnologia.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Bioetanol, a partir da agricultura da campina da Idanha
Idanha produz primeiro bioetanol de cana da Europa
Quarta-Feira, 31 de Janeiro de 2007
Combustível alternativo pode atrair investimento de milhões
Investigadores da Escola Superior Agrária (ESA) de Castelo Branco produziram, pela primeira vez na Europa, bioetanol a partir de cana-de-açúcar. A experiência inclui-se num projecto que poderá levar à instalação de uma fábrica de biofuel na região
Daniel Sousa e Silva *
A empresa “Global Green” pretende instalar uma fábrica destinada à produção de bioetanol, um aditivo e combustível obtido a partir de plantas, no concelho de Idanha-a-Nova, num investimento que poderá chegar aos 65 milhões de euros, anuncia Álvaro Rocha, presidente da Câmara local.
Em parceria com a Escola Superior Agrária de Castelo Branco, a empresa “já fez alguns ensaios de produção do bioetanol, com recurso a cana-de-açúcar cultivada na campina de Idanha-a-Nova, tendo obtido resultados bastante satisfatórios”. Neste âmbito, o presidente do município, Álvaro Rocha, foi recebido na terça-feira da semana passada, dia 23, pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, para “se equacionar a possibilidade de dispensar terrenos, pertença do Ministério da Agricultura, para a instalação da fábrica”. Em vista estão as instalações de uma antiga fábrica de tomate, para além da possível criação de um centro de investigação cientifica ligado as bioenergias. Álvaro Rocha aponta, igualmente, a criação de 60 empregos directos "e centenas deles indirectos".
COMO TUDO COMEÇOU
Na campina existe já uma cultura "de minifúndio dedicada à cana-de-açúcar", de onde foi obtida a matéria-prima para o bioetanol. "Existe uma esperança da fixação das pessoas na agricultura ou, pelo menos, a esperança de que não abandonem o concelho, por não encontrarem local de trabalho", adiantou. Poderá estar encontrada a alternativa ao tabaco, que até agora era a cultura dominante, em Idanha.
Dilip Cumar, empresário e agricultor português de ascendência indiana, disse que a produção de cana-de-açúcar utilizada no bioetanol começou na sua propriedade, primeiro por uma questão religiosa. "Sou hindu, necessitava de cana para as minhas cerimónias. A partir da necessidade religiosa, nasceu a perspectiva de um negócio", esclareceu.
Frisou ainda acreditar que os agricultores da cultura do tabaco, cuja produção decaiu nos últimos anos e deverá terminar até 2009, irão "render-se ao cultivo da cana-de-açúcar".
* com Lusa
"Vivemos tempos históricos"
"É pioneiro, trata-se do primeiro bioetanol produzido no País e na Europa a partir de cana-de-açúcar", anunciou José Monteiro, docente e investigador da ESA, ao mostrar cinco pequenas garrafas com o rótulo "Global Green - Bioetanol da Beira Interior, Portugal". "É já deste ano, a cana estava de pé há três semanas atrás". Plantada em ambiente agrícola, tendo para o efeito sido utilizados cerca de cinco hectares de terreno, pertencentes a um empresário e agricultor da região, a cana-de-açúcar "resistiu à geada", realça José Monteiro, o que prova que é possível plantá-la, apesar do frio e obter bioetano, "tanto numa escala pequena como numa escala maior".
"Basta que mais plantações estejam disponíveis. Na próxima Primavera contamos ter culturas já com alguma área. Acredito que é viável produzir álcool para fins industriais na zona da Cova da Beira, barragem de Idanha e, eventualmente, na zona sul de Castelo Branco", explicou o investigador.
"São históricos os tempos que estamos a viver. Não há como objectivo apenas o lucro para uma empresa, mas sim um projecto viável para toda a região", disse.
Quarta-Feira, 31 de Janeiro de 2007
Combustível alternativo pode atrair investimento de milhões
Investigadores da Escola Superior Agrária (ESA) de Castelo Branco produziram, pela primeira vez na Europa, bioetanol a partir de cana-de-açúcar. A experiência inclui-se num projecto que poderá levar à instalação de uma fábrica de biofuel na região
Daniel Sousa e Silva *
A empresa “Global Green” pretende instalar uma fábrica destinada à produção de bioetanol, um aditivo e combustível obtido a partir de plantas, no concelho de Idanha-a-Nova, num investimento que poderá chegar aos 65 milhões de euros, anuncia Álvaro Rocha, presidente da Câmara local.
Em parceria com a Escola Superior Agrária de Castelo Branco, a empresa “já fez alguns ensaios de produção do bioetanol, com recurso a cana-de-açúcar cultivada na campina de Idanha-a-Nova, tendo obtido resultados bastante satisfatórios”. Neste âmbito, o presidente do município, Álvaro Rocha, foi recebido na terça-feira da semana passada, dia 23, pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, para “se equacionar a possibilidade de dispensar terrenos, pertença do Ministério da Agricultura, para a instalação da fábrica”. Em vista estão as instalações de uma antiga fábrica de tomate, para além da possível criação de um centro de investigação cientifica ligado as bioenergias. Álvaro Rocha aponta, igualmente, a criação de 60 empregos directos "e centenas deles indirectos".
COMO TUDO COMEÇOU
Na campina existe já uma cultura "de minifúndio dedicada à cana-de-açúcar", de onde foi obtida a matéria-prima para o bioetanol. "Existe uma esperança da fixação das pessoas na agricultura ou, pelo menos, a esperança de que não abandonem o concelho, por não encontrarem local de trabalho", adiantou. Poderá estar encontrada a alternativa ao tabaco, que até agora era a cultura dominante, em Idanha.
Dilip Cumar, empresário e agricultor português de ascendência indiana, disse que a produção de cana-de-açúcar utilizada no bioetanol começou na sua propriedade, primeiro por uma questão religiosa. "Sou hindu, necessitava de cana para as minhas cerimónias. A partir da necessidade religiosa, nasceu a perspectiva de um negócio", esclareceu.
Frisou ainda acreditar que os agricultores da cultura do tabaco, cuja produção decaiu nos últimos anos e deverá terminar até 2009, irão "render-se ao cultivo da cana-de-açúcar".
* com Lusa
"Vivemos tempos históricos"
"É pioneiro, trata-se do primeiro bioetanol produzido no País e na Europa a partir de cana-de-açúcar", anunciou José Monteiro, docente e investigador da ESA, ao mostrar cinco pequenas garrafas com o rótulo "Global Green - Bioetanol da Beira Interior, Portugal". "É já deste ano, a cana estava de pé há três semanas atrás". Plantada em ambiente agrícola, tendo para o efeito sido utilizados cerca de cinco hectares de terreno, pertencentes a um empresário e agricultor da região, a cana-de-açúcar "resistiu à geada", realça José Monteiro, o que prova que é possível plantá-la, apesar do frio e obter bioetano, "tanto numa escala pequena como numa escala maior".
"Basta que mais plantações estejam disponíveis. Na próxima Primavera contamos ter culturas já com alguma área. Acredito que é viável produzir álcool para fins industriais na zona da Cova da Beira, barragem de Idanha e, eventualmente, na zona sul de Castelo Branco", explicou o investigador.
"São históricos os tempos que estamos a viver. Não há como objectivo apenas o lucro para uma empresa, mas sim um projecto viável para toda a região", disse.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Emprego na Zona Centro
O PIB na região centro, entre 2000 e 2003, cresceu mais que a média nacional
Informação do INE, 29/1/2007
Contas Regionais definitivas de 2000-2003 e preliminares de 2004
Entre 2000 e 2003, o crescimento médio anual do Produto Interno Bruto (em termos nominais) da Região Autónoma dos Açores (RAA), da Região Autónoma da Madeira (RAM), do Algarve, do Alentejo e do Centro, superou a média nacional (4,3%), respectivamente com crescimentos médios de 7,0%, 6,8%, 6,7%, 4,5% e 4,4%. Em volume, a RAM foi a região que registou maior aumento nesse período, na ordem de 3,2%; pelo contrário, o Norte apresentou diminuição real, na ordem de -0,2%.
No mesmo período, as regiões que apresentaram maior crescimento do Rendimento Primário e Rendimento Disponível das Famílias foram o Algarve e o RAM.
Contas Regionais definitivas de 2000-2003 e preliminares de 2004
Entre 2000 e 2003, o crescimento médio anual do Produto Interno Bruto (em termos nominais) da Região Autónoma dos Açores (RAA), da Região Autónoma da Madeira (RAM), do Algarve, do Alentejo e do Centro, superou a média nacional (4,3%), respectivamente com crescimentos médios de 7,0%, 6,8%, 6,7%, 4,5% e 4,4%. Em volume, a RAM foi a região que registou maior aumento nesse período, na ordem de 3,2%; pelo contrário, o Norte apresentou diminuição real, na ordem de -0,2%.
No mesmo período, as regiões que apresentaram maior crescimento do Rendimento Primário e Rendimento Disponível das Famílias foram o Algarve e o RAM.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Ciência Viva-Floresta-Proença-a-Nova
http://www.beiratv.pt/ENSINO.php?id=1168511997&subaction=showfull&template=default
TV, via Internet, iniciativa da ESART do IPCB.
TV, via Internet, iniciativa da ESART do IPCB.
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