Vinho Kosher:
A adega cooperativa da Covilhã iniciou, este ano, a produção de vinho Kosher, que vinha anunciando já há algum tempo. No Alentejo, por sua vez, iniciou-se também a produção de azeite Kosher. Qual é o peso e a importância destes produtos para as economias locais? O mercado americano, potencial e principal destinatário destes produtos estará ao alcance das nossas empresas? Com a actual cotação do dólar será muito difícil que esses produtos sejam concorrenciais no mercado americano, mesmo destinando-se a um público especial, com elevado poder de compra. Há outro tipo de actuações que me parecem mais urgentes, nomeadamente proceder a uma identificação e caracterização do produto de uma forma muito mais eficiente e esclarecedora. Por exemplo alguém sabe qual é o(a) enólogo(a) responsável pelo apuramento dos vinhos da adega cooperativa da Covilhã? Os vinhos, mesmo o de topo de gama, têm uma apresentação por parte de algum especialista reconhecido no mercado? Pois bem, é preciso ir por aí e utilizar os recursos disponiveís neste tipo de actuação. Em geral, nas cartas de vinhos dos restaurantes o que temos é uma mera listagem, por vezes separada por regiões demarcadas, mas sem o parecer descritivo de um especialista que nos ajude na selecção. Por acaso, em Portel, tive oportunidade de verificar numa unidade hoteleira como se deve apresentar uma carta de vinhos. Todos os vinhos incluídos na carta tinham a apreciação de um enólogo conhecido e os clientes podem orientar a sua selecção com base na opinião de técnicos consagrados. Siga-se este caminho e provavelmente conseguiremos valorizar mais os nossos produtos.
quarta-feira, fevereiro 25, 2004
sábado, fevereiro 14, 2004
in: www.belgais.net
Pode fazer marcações on-line acedendo ao site de Belgais.
Em termos de localização segue-se a estrada Escalos - Idanha, neste sentido e corta-se à direita ao 8,5 Km.
A sala de concertos, só por si, merece uma visita, quer pela excelência do aproveitamento arquitectónico, quer pela qualidade acústica dos materiais, Xisto e madeira. Não gostei da arborização seguida na alameda de acesso, em que em vez da azinheira, sobreiro ou carvalho se optou pelo plâtano, de crescimento muito mais rápido, mas que tem vindo s ser abandonado nos centros urbanos, pelos efeitos de alergia que provoca, no momento da floração.
Calendário Belgais 2004
Rotas
«As sedas e as especiarias»
Fevereiro
Dia 15
15h00 • As terras do Indostão
• O Ceilão
• A União Indiana
A filosofia, a ciência, o comércio e as artes
Março
Dia 20
A Asia Menor
• A Persia
• A Bizâncio
• A Turquia
Abril
Dia 24
A porta de entrada para o Mediterrâneo
• A Grécia
Maio
Dia 15
As repúblicas mercantis da península itálica
• Veneza
• Florença
• Génova
«as rotas do cacau, do café e do açucar»
Junho
Dia 19
Na época das descobertas
• A Península Ibérica
Julho
Dia 10 As migrações
• A África atlântica
Julho
Dia 31 A febre do ouro
• Terras de Vera-Cruz
Setembro
Dia 4 • A América latina
«o Império Austro-húngaro»
Outubro
Dia 23 • A Alemanha
Novembro
Dia 20 • A Áustria
Dezembro
Dia 11 • A Hungria
Pode fazer marcações on-line acedendo ao site de Belgais.
Em termos de localização segue-se a estrada Escalos - Idanha, neste sentido e corta-se à direita ao 8,5 Km.
A sala de concertos, só por si, merece uma visita, quer pela excelência do aproveitamento arquitectónico, quer pela qualidade acústica dos materiais, Xisto e madeira. Não gostei da arborização seguida na alameda de acesso, em que em vez da azinheira, sobreiro ou carvalho se optou pelo plâtano, de crescimento muito mais rápido, mas que tem vindo s ser abandonado nos centros urbanos, pelos efeitos de alergia que provoca, no momento da floração.
Calendário Belgais 2004
Rotas
«As sedas e as especiarias»
Fevereiro
Dia 15
15h00 • As terras do Indostão
• O Ceilão
• A União Indiana
A filosofia, a ciência, o comércio e as artes
Março
Dia 20
A Asia Menor
• A Persia
• A Bizâncio
• A Turquia
Abril
Dia 24
A porta de entrada para o Mediterrâneo
• A Grécia
Maio
Dia 15
As repúblicas mercantis da península itálica
• Veneza
• Florença
• Génova
«as rotas do cacau, do café e do açucar»
Junho
Dia 19
Na época das descobertas
• A Península Ibérica
Julho
Dia 10 As migrações
• A África atlântica
Julho
Dia 31 A febre do ouro
• Terras de Vera-Cruz
Setembro
Dia 4 • A América latina
«o Império Austro-húngaro»
Outubro
Dia 23 • A Alemanha
Novembro
Dia 20 • A Áustria
Dezembro
Dia 11 • A Hungria
sábado, fevereiro 07, 2004
violeiros
Violeiros
À Procura de construtores de viola beiroa.

No Concelho de Oeiras, Gilberto Grácio, para além do seu atelier no Cacém, onde constrói violas e guitarras de grande qualidade, tem no Alto da Loba, em Paço de Arcos, com ajuda da Câmara Municipal, que cedeu as instalações e possibilitou utilizar as máquinas e ferramentas que durante alguns anos foram utilizados num curso financiado pelo IEFP, uma oficina de formação de construção de instrumentos musicais. Agora sem qualquer apoio financeiro do IEFP ou qualquer outra instituição, sete jovens aprendem a arte de construção de instrumentos musicais, financiando-se com a venda dos instrumentos construídos. As matérias primas, nogueira, ébano, pinho, mogno, são adquiridas directamente pelo mestre Gilberto Grácio, que se desloca propositamente a Espanha, ou à Alemanha, para adquirir esses materiais. Visitei a oficina e tive a oportunidade de presenciar o trabalho de jovens a preparar moldes, para iniciarem a produção de guitarras portuguesas, terminar guitarras clássicas, reparar um bandolim. Era minha intenção recolher informações sobre a eventual construção de violas beiroas, por parte do mestre. Obtive a informação de que nunca tinha construído uma viola beiroa, porque não possuía os moldes, mas o seu colega, Domingos Machado, de Tolosa-Braga, tinha esses moldes e poderia produzir esse tipo de instrumento. Para se garantir que um instrumento musical não cais no esquecimento é condição essencial assegurar a sua produção. Na Beira Interior, infelizmente, perdeu-se a tradição da arte de produção de instrumentos musicais de cordas, embora existam excelentes artistas de marcenaria, por exemplo em Alpedrinha. O exemplo da Câmara de Oeiras, que para além de apoiar esta iniciativa, mantem em Algés, sob orientação de Pedro Caldeira Cabral uma oficina de produção de instrumentos musicais antigos, poderia ser seguido na Beira Interior e dessa forma contribuir-se para a divulgação e protecção de um instrumento musical tipico da Beira Baixa, hoje praticamente extinto. Como já tenho referido só na Lousa e nas Dança da Genebres é esse instrumento utilizado, na Festa da Senhora dos Altos Céus.
À Procura de construtores de viola beiroa.
No Concelho de Oeiras, Gilberto Grácio, para além do seu atelier no Cacém, onde constrói violas e guitarras de grande qualidade, tem no Alto da Loba, em Paço de Arcos, com ajuda da Câmara Municipal, que cedeu as instalações e possibilitou utilizar as máquinas e ferramentas que durante alguns anos foram utilizados num curso financiado pelo IEFP, uma oficina de formação de construção de instrumentos musicais. Agora sem qualquer apoio financeiro do IEFP ou qualquer outra instituição, sete jovens aprendem a arte de construção de instrumentos musicais, financiando-se com a venda dos instrumentos construídos. As matérias primas, nogueira, ébano, pinho, mogno, são adquiridas directamente pelo mestre Gilberto Grácio, que se desloca propositamente a Espanha, ou à Alemanha, para adquirir esses materiais. Visitei a oficina e tive a oportunidade de presenciar o trabalho de jovens a preparar moldes, para iniciarem a produção de guitarras portuguesas, terminar guitarras clássicas, reparar um bandolim. Era minha intenção recolher informações sobre a eventual construção de violas beiroas, por parte do mestre. Obtive a informação de que nunca tinha construído uma viola beiroa, porque não possuía os moldes, mas o seu colega, Domingos Machado, de Tolosa-Braga, tinha esses moldes e poderia produzir esse tipo de instrumento. Para se garantir que um instrumento musical não cais no esquecimento é condição essencial assegurar a sua produção. Na Beira Interior, infelizmente, perdeu-se a tradição da arte de produção de instrumentos musicais de cordas, embora existam excelentes artistas de marcenaria, por exemplo em Alpedrinha. O exemplo da Câmara de Oeiras, que para além de apoiar esta iniciativa, mantem em Algés, sob orientação de Pedro Caldeira Cabral uma oficina de produção de instrumentos musicais antigos, poderia ser seguido na Beira Interior e dessa forma contribuir-se para a divulgação e protecção de um instrumento musical tipico da Beira Baixa, hoje praticamente extinto. Como já tenho referido só na Lousa e nas Dança da Genebres é esse instrumento utilizado, na Festa da Senhora dos Altos Céus.
sábado, janeiro 31, 2004
in: Enciclopédia da música Ligeira Portuguesa, Círculo de Leitores, 1998
Instrumentistas de viola beiroa
BRIGADA VICTOR JARA
1975-A Brigada Victor Jara forma-se em Coimbra em pleno período revolucionário. Um grupo de jovens da cidade participa em campanhas de alfabetização e dinamização cultural do MFA e decide constituir-se como um grupo dedicado à recolha e divulgação do cancioneiro português. Numa primeira fase, porém, distinguem-se por tocar canções chilenas. Grupo daquele país como os Inti-Illlimani eram muito ouvidos na época. A experiência política do Chile de Allende, destruída pelo brutal golpe de 11 de Setembro de 1973, fizera do país andino uma referência obrigatória da esquerda. Dois poetas surgiam ligados a esse culto: Pablo Neruda e Victor Jara, assassinado pelos golpistas de Pinochet, em homenagem ao qual o grupo de Coimbra foi baptizado............
O oboé, o saxofone-barítono e o violoncelo são alguns instrumentos que se acrescentam aos adufes, bombos, cavaquinhos, braguesas e demais instrumentos populares utilizados pelos então 11 membros da Brigada: Amílcar Cardoso (beiroa, braguesa, viola, baixo, caixa, paus, sarronca, coros), Ananda Fernandes (coros), Arnaldo Carvalho (bendir, caixa, voz solo, coros), Jorge Seabra (cavaquinho, gaita de amolador, espanta-diabos, coros), Luís Manuel (viola, cavaquinho, berimbau, coros), Luísa Cruz (voz solo, gaita-de-foles, ponteira, flautas, pífaro, coros), Ofélia Libório (adufe, címbalos, coros), Rui Curto (concertina, harmónio, acordeão, bombo, coros), Manuel Henriques (violino e coros), Manuel Rocha (violino e coros), Tom Andrade (beiroa, braguesa, viola, baixo, bandolim, palheta de latão, coros). Um dos temas do disco, «Pregões», não tem suporte em qualquer cancioneiro: foi construído a partir dos típicos pregões dos amoladores ou cauteleiros. Contraluz é um marco fundamental na história do grupo e da Música Popular Portuguesa, onde a Brigada Victor Jara se assume como um dos mais importantes colectivos nacionais. O silêncio de dois anos desde Quem Sai aos Seus está assim justificado. ..................
Instrumentistas de viola beiroa
BRIGADA VICTOR JARA
1975-A Brigada Victor Jara forma-se em Coimbra em pleno período revolucionário. Um grupo de jovens da cidade participa em campanhas de alfabetização e dinamização cultural do MFA e decide constituir-se como um grupo dedicado à recolha e divulgação do cancioneiro português. Numa primeira fase, porém, distinguem-se por tocar canções chilenas. Grupo daquele país como os Inti-Illlimani eram muito ouvidos na época. A experiência política do Chile de Allende, destruída pelo brutal golpe de 11 de Setembro de 1973, fizera do país andino uma referência obrigatória da esquerda. Dois poetas surgiam ligados a esse culto: Pablo Neruda e Victor Jara, assassinado pelos golpistas de Pinochet, em homenagem ao qual o grupo de Coimbra foi baptizado............
O oboé, o saxofone-barítono e o violoncelo são alguns instrumentos que se acrescentam aos adufes, bombos, cavaquinhos, braguesas e demais instrumentos populares utilizados pelos então 11 membros da Brigada: Amílcar Cardoso (beiroa, braguesa, viola, baixo, caixa, paus, sarronca, coros), Ananda Fernandes (coros), Arnaldo Carvalho (bendir, caixa, voz solo, coros), Jorge Seabra (cavaquinho, gaita de amolador, espanta-diabos, coros), Luís Manuel (viola, cavaquinho, berimbau, coros), Luísa Cruz (voz solo, gaita-de-foles, ponteira, flautas, pífaro, coros), Ofélia Libório (adufe, címbalos, coros), Rui Curto (concertina, harmónio, acordeão, bombo, coros), Manuel Henriques (violino e coros), Manuel Rocha (violino e coros), Tom Andrade (beiroa, braguesa, viola, baixo, bandolim, palheta de latão, coros). Um dos temas do disco, «Pregões», não tem suporte em qualquer cancioneiro: foi construído a partir dos típicos pregões dos amoladores ou cauteleiros. Contraluz é um marco fundamental na história do grupo e da Música Popular Portuguesa, onde a Brigada Victor Jara se assume como um dos mais importantes colectivos nacionais. O silêncio de dois anos desde Quem Sai aos Seus está assim justificado. ..................
in: Reconquista
Naturtejo apresenta-se com grande vitalidade
A verdadeira riqueza está no Interior
Seis concelhos, unidos pela natureza, deram o passo decisivo. Constituíram uma empresa de turismo, juntaram os privados e preparam-se para levar longe o nome da região e atrair muitos turistas. É um passo de gigante para trazer gente ao interior, que afinal passa a ser uma nova centralidade no contexto do país e da vizinha Espanha. As portas estão abertas, faça favor de entrar.
A Naturtejo está aí. Criada recentemente e ainda a dar os primeiros passos, já mostra grande vitalidade e empenho na divulgação e promoção da região. Constituída por seis concelhos, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Oleiros e Nisa, esta empresa de turismo quer mostrar que por aqui existem excelentes condições, com urgência para serem desfrutadas. Este conjunto de concelhos associou-se para dar maior força ao grande projecto de desenvolvimento da região.
“Esta é uma nova fórmula que encontrámos, para levar por diante um conjunto de iniciativas que resolvam o problema das nossas terras, quanto à promoção e desenvolvimento turístico, potenciando as grandes capacidades que temos. Ou seja, não fomos pelos métodos normais que existem, que era constituir uma empresa municipal, ou de deixar os municípios cada um por si, mas encontrámos uma empresa onde estão as Câmaras e onde estão os privados, aqueles que sabem de turismo, aqueles que vivem do turismo e que poderão dar a esta empresa o seu contributo, uma vez que esse é o seu modo de vida e o seu trabalho. São uma mais valia importantíssima, para que esta empresa possa ter um papel preponderante, para tornarmos toda esta região um destino turístico”, diz Joaquim Morão, presidente da Câmara de Castelo Branco.
Mas, para já, a Naturtejo está empenhada em promover-se, com a edição de brochuras e diverso material, inclusive de multimédia, para fazer chegar a mensagem. O ponto de partida mostrar a empres foi a BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa e o primeiro trunfo lançado foi a apresentação da Volta a Portugal, que este ano se inicia nas Termas de Monfortinho (ver Desporto). Segue-se a Fitur - Feira Internacional de Madrid, até ao próximo domingo e, depois da realização de mais uma Assembleia Geral, para entrada dos últimos membros para a empresa, e que serão os privados, será a altura de começar a pensar nos grandes projectos, para cada um dos concelhos.
A Naturtejo passa, assim, a promover todo “um território de elevado potencial turístico e com inúmeros factores de atracção. Por ser uma região vasta mas homogénea, a Naturtejo oferece uma grande variedade de produtos turísticos, tendo como mais valia comum a natureza e as excelentes infraestruturas.
Gozando de uma excelente localização e acessos, abre horizontes e oferece mais de 5000 quilómetros quadrados de terra para descobrir”. É assim que se iniciam os promocionais da Naturtejo. Depois, há uma descrição pormenorizada de todas as potencialidades que aqui podem ser encontradas. Nomeadamente, o Parque Natural do Tejo Internacional, com a sua geologia, fauna e flora; a cultura, com Belgais, os museus, diversos eventos, a gastronomia e o artesanato; o património histórico, com as Aldeias Históricas, de Xisto e Típicas, os castelos e fortalezas, as igrejas e capelas e a arqueologia; o desporto na natureza; a saúde e o bem-estar; a religião; e todas as infraestruturas.
Autor: Cristina Mota Saraiva 29-01-2004 18:01:50
Naturtejo apresenta-se com grande vitalidade
A verdadeira riqueza está no Interior
Seis concelhos, unidos pela natureza, deram o passo decisivo. Constituíram uma empresa de turismo, juntaram os privados e preparam-se para levar longe o nome da região e atrair muitos turistas. É um passo de gigante para trazer gente ao interior, que afinal passa a ser uma nova centralidade no contexto do país e da vizinha Espanha. As portas estão abertas, faça favor de entrar.
A Naturtejo está aí. Criada recentemente e ainda a dar os primeiros passos, já mostra grande vitalidade e empenho na divulgação e promoção da região. Constituída por seis concelhos, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Oleiros e Nisa, esta empresa de turismo quer mostrar que por aqui existem excelentes condições, com urgência para serem desfrutadas. Este conjunto de concelhos associou-se para dar maior força ao grande projecto de desenvolvimento da região.
“Esta é uma nova fórmula que encontrámos, para levar por diante um conjunto de iniciativas que resolvam o problema das nossas terras, quanto à promoção e desenvolvimento turístico, potenciando as grandes capacidades que temos. Ou seja, não fomos pelos métodos normais que existem, que era constituir uma empresa municipal, ou de deixar os municípios cada um por si, mas encontrámos uma empresa onde estão as Câmaras e onde estão os privados, aqueles que sabem de turismo, aqueles que vivem do turismo e que poderão dar a esta empresa o seu contributo, uma vez que esse é o seu modo de vida e o seu trabalho. São uma mais valia importantíssima, para que esta empresa possa ter um papel preponderante, para tornarmos toda esta região um destino turístico”, diz Joaquim Morão, presidente da Câmara de Castelo Branco.
Mas, para já, a Naturtejo está empenhada em promover-se, com a edição de brochuras e diverso material, inclusive de multimédia, para fazer chegar a mensagem. O ponto de partida mostrar a empres foi a BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa e o primeiro trunfo lançado foi a apresentação da Volta a Portugal, que este ano se inicia nas Termas de Monfortinho (ver Desporto). Segue-se a Fitur - Feira Internacional de Madrid, até ao próximo domingo e, depois da realização de mais uma Assembleia Geral, para entrada dos últimos membros para a empresa, e que serão os privados, será a altura de começar a pensar nos grandes projectos, para cada um dos concelhos.
A Naturtejo passa, assim, a promover todo “um território de elevado potencial turístico e com inúmeros factores de atracção. Por ser uma região vasta mas homogénea, a Naturtejo oferece uma grande variedade de produtos turísticos, tendo como mais valia comum a natureza e as excelentes infraestruturas.
Gozando de uma excelente localização e acessos, abre horizontes e oferece mais de 5000 quilómetros quadrados de terra para descobrir”. É assim que se iniciam os promocionais da Naturtejo. Depois, há uma descrição pormenorizada de todas as potencialidades que aqui podem ser encontradas. Nomeadamente, o Parque Natural do Tejo Internacional, com a sua geologia, fauna e flora; a cultura, com Belgais, os museus, diversos eventos, a gastronomia e o artesanato; o património histórico, com as Aldeias Históricas, de Xisto e Típicas, os castelos e fortalezas, as igrejas e capelas e a arqueologia; o desporto na natureza; a saúde e o bem-estar; a religião; e todas as infraestruturas.
Autor: Cristina Mota Saraiva 29-01-2004 18:01:50
quinta-feira, janeiro 29, 2004
in: Enciclopédia da música Ligeira Portuguesa, Círculo de Leitores, 1998
BANDA DO CASACO
1972 A pré-história da Banda do Casaco começa ........
1984 Os dez anos da Banda do Casaco assinalam o primeiro concerto ao vivo, na festa dos Se7es de Ouro, para a qual o grupo juntou numerosos convidados, nomeadamente a Ti Chitas, uma cantora popular de Penha Garcia (Beira Baixa). Nuno Rodrigues tem pronto um oitavo álbum do grupo, sem Né Ladeiras, mas a Valentim de Carvalho acabará por não o editar, por Nuno Rodrigues insistir na presença de José Fortes.
BANDA DO CASACO
1972 A pré-história da Banda do Casaco começa ........
1984 Os dez anos da Banda do Casaco assinalam o primeiro concerto ao vivo, na festa dos Se7es de Ouro, para a qual o grupo juntou numerosos convidados, nomeadamente a Ti Chitas, uma cantora popular de Penha Garcia (Beira Baixa). Nuno Rodrigues tem pronto um oitavo álbum do grupo, sem Né Ladeiras, mas a Valentim de Carvalho acabará por não o editar, por Nuno Rodrigues insistir na presença de José Fortes.
segunda-feira, janeiro 26, 2004
in: Arqueologia da Beira www.arqueobeira.net
Igreja Matriz de Escalos de Cima/Igreja de S. Pedro - Inscrições funerárias
<< Voltar
.......
A segunda inscrição, encastrada numa das paredes da nave da igreja, tem origem romana e é uma placa funerária rectangular em granito de execução simples com 32x76cm. O campo epigráfico de 22x65,5cm foi ligeiramente rebaixado e está envolvido por duas molduras e dele se pode fazer a seguinte leitura:
LICINIO.POLLI.F(ILIO)
CILO BOVTI F(ILIUS) H(ERES)
EX T(ESTAMENTO) F(ACIENDUM) C(URAVIT)
Esta inscrição pode ser traduzida por "A Licínio, filho de Polo. Cilão, filho de Bouto, o herdeiro, mandou fazer por disposição testamentária"
Licinius é um gentilício latino raro no centro e norte da Lusitânia, embora algo difundido em outras zonas da Hispânia. São desta gens alguns membros de alta magistratura na zona ocidental da província da Hispânia Tarraconense, na zona onde se situa actualmente Barcelona.
Pollus é um nome de origem latina que num estudo publicado em Helsínquia em 1965 por Kajanto intitulado "The Latin Cognomina", surge relacionado com Paulus.
Boutius é um antropónimo que teve certamente o seu centro de difusão na Lusitânia oriental. Eventualmente estará relacionado segundo Vasco Mantas, com o termo céltico bhoudhi (vitória).
Cilo é cognome de origem latina (mais uma vez segundo Kajanto).
A ausência de referência aos deuses Manes e a paleografia permitem datar o monumento como sendo do Séc. I.
Bibliografia
LEITÃO, Manuel - Ficheiro Epigráfico, nº14, Coimbra 1985
Os nossos agradecimentos ao Dr Manuel Leitão pelas informações fornecidas
Nº IPA : 0502080032
Outras Fontes: Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais, 1998
Para saber mais...
Igreja Matriz de Escalos de Cima/Igreja de S. Pedro - Inscrições funerárias
<< Voltar
.......
A segunda inscrição, encastrada numa das paredes da nave da igreja, tem origem romana e é uma placa funerária rectangular em granito de execução simples com 32x76cm. O campo epigráfico de 22x65,5cm foi ligeiramente rebaixado e está envolvido por duas molduras e dele se pode fazer a seguinte leitura:
LICINIO.POLLI.F(ILIO)
CILO BOVTI F(ILIUS) H(ERES)
EX T(ESTAMENTO) F(ACIENDUM) C(URAVIT)
Esta inscrição pode ser traduzida por "A Licínio, filho de Polo. Cilão, filho de Bouto, o herdeiro, mandou fazer por disposição testamentária"
Licinius é um gentilício latino raro no centro e norte da Lusitânia, embora algo difundido em outras zonas da Hispânia. São desta gens alguns membros de alta magistratura na zona ocidental da província da Hispânia Tarraconense, na zona onde se situa actualmente Barcelona.
Pollus é um nome de origem latina que num estudo publicado em Helsínquia em 1965 por Kajanto intitulado "The Latin Cognomina", surge relacionado com Paulus.
Boutius é um antropónimo que teve certamente o seu centro de difusão na Lusitânia oriental. Eventualmente estará relacionado segundo Vasco Mantas, com o termo céltico bhoudhi (vitória).
Cilo é cognome de origem latina (mais uma vez segundo Kajanto).
A ausência de referência aos deuses Manes e a paleografia permitem datar o monumento como sendo do Séc. I.
Bibliografia
LEITÃO, Manuel - Ficheiro Epigráfico, nº14, Coimbra 1985
Os nossos agradecimentos ao Dr Manuel Leitão pelas informações fornecidas
Nº IPA : 0502080032
Outras Fontes: Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais, 1998
Para saber mais...
in: Arqueologia da Beira www.arqueobeira.net
Interpretação de uma inscrição romana na freguesia de Póvoa da Atalaia
Trata-se de uma placa funerária em granito de 42x100x28,5 cm, encontrada quando se procedia à remodelação de uma casa junto à Igreja Matriz e foi noticiada em 31 de Dezembro de 1980.
O campo epigráfico de 31x77 cm está rodeado por uma moldura, bastante fragmentada, e a parte inferior havia sido adaptada a verga de uma porta manuelina pelo que se apresenta algo danificada embora tal facto não tenha impedido a sua interpretação.
O ordinator preocupou-se em utilizar todo o campo epigráfico segundo um eixo de simetria e as letras são de incisão triangular.
Em epígrafe pode-se ler:
GRAECINIVS
LANGON.
ANN(orum) XXXV (tringita quinque)
H(ic) S(itus) E(st) S(it) T(ibi) T(erra) L(evis)
Pode-se traduzir esta mensagem como "Aqui jaz Grecínio Langão. Que a terra te seja leve".
Graecinius é um gentilício já documentado anteriormente em Idanha-a-Velha. O cognome Langon pode ter duas origens. A primeira poderá vir de um termo grego que foi adaptado para latim significando "Homem Lento". Outra origem possível poderá ser a raíz Lang de origem céltica que surge em topónimos como por exemplo Langobriga o que poderá indicar que Grecínio seria um indígena romanizado. É contudo mais provável a 1ª hipótese.
A ausência de invocação dos deuses Manes e a paleografia sugerem que este monumento seja datado do Séc. I ou início do Séc. II.
Bibliografia
LEITÃO, Manuel - Ficheiro Epigráfico, nº4, Coimbra 1982
Os nossos agradecimentos ao Dr Manuel Leitão pelas informações fornecidas
Interpretação de uma inscrição romana na freguesia de Póvoa da Atalaia
Trata-se de uma placa funerária em granito de 42x100x28,5 cm, encontrada quando se procedia à remodelação de uma casa junto à Igreja Matriz e foi noticiada em 31 de Dezembro de 1980.
O campo epigráfico de 31x77 cm está rodeado por uma moldura, bastante fragmentada, e a parte inferior havia sido adaptada a verga de uma porta manuelina pelo que se apresenta algo danificada embora tal facto não tenha impedido a sua interpretação.
O ordinator preocupou-se em utilizar todo o campo epigráfico segundo um eixo de simetria e as letras são de incisão triangular.
Em epígrafe pode-se ler:
GRAECINIVS
LANGON.
ANN(orum) XXXV (tringita quinque)
H(ic) S(itus) E(st) S(it) T(ibi) T(erra) L(evis)
Pode-se traduzir esta mensagem como "Aqui jaz Grecínio Langão. Que a terra te seja leve".
Graecinius é um gentilício já documentado anteriormente em Idanha-a-Velha. O cognome Langon pode ter duas origens. A primeira poderá vir de um termo grego que foi adaptado para latim significando "Homem Lento". Outra origem possível poderá ser a raíz Lang de origem céltica que surge em topónimos como por exemplo Langobriga o que poderá indicar que Grecínio seria um indígena romanizado. É contudo mais provável a 1ª hipótese.
A ausência de invocação dos deuses Manes e a paleografia sugerem que este monumento seja datado do Séc. I ou início do Séc. II.
Bibliografia
LEITÃO, Manuel - Ficheiro Epigráfico, nº4, Coimbra 1982
Os nossos agradecimentos ao Dr Manuel Leitão pelas informações fornecidas
quarta-feira, janeiro 21, 2004
Liceus Portugueses
António Nóvoa publicou um trabalho de investigação sobre a história dos Liceus Portugueses existentes em 1950. Lá poderemos encontrar a História dos Liceus Heitor Pinto e Nuno Álvares. Obra de consulta obrigatória para quem se interessa pela história da educação.
António Nóvoa publicou um trabalho de investigação sobre a história dos Liceus Portugueses existentes em 1950. Lá poderemos encontrar a História dos Liceus Heitor Pinto e Nuno Álvares. Obra de consulta obrigatória para quem se interessa pela história da educação.
domingo, janeiro 18, 2004
Foi apresentado um plano de reflorestação para a Gardunha, que incluia a plantação de 11 hectáres de acácias. Essa situação deu origem às seguintes cartas remetidas para o Público:
Contradições Portuguesas
Por PEDRO TEIXEIRA SANTOSCOVILHÃ
Sexta-feira, 02 de Janeiro de 2004
Uma das mais nefastas consequências dos incêndios que nos assolam ciclicamente todos os Verões é a consequente expansão da área ocupada por plantas infestantes, como as acácias (mimosas). As acácias, plantas exóticas com origem na Austrália, ocupam já na actualidade vastas parcelas em muitos
concelhos do nosso país.
O deflagrar de incêndios permite-lhes, por estarem excepcionalmente bem adaptadas a esse fenómeno, propagarem-se de forma imparável, invadindo zonas com aptidão florestal ou agrícola. Os acaciais crescem de forma tão compacta que não permitem o crescimento de outras espécies, constituindo um matagal tão denso que, por outro lado, propicia o rápido avançar de futuros incêndios.
É devido a este conjunto de motivos que nos últimos anos se têm vindo a investir muitos milhares de euros no Parque Nacional da Peneda-Gerês para controlar e erradicar esta praga, bem como outros milhares em projectos de investigação noutros pontos do país visando os mesmos objectivos. Deste modo, foi com profunda estupefacção que, ao folhear a edição do "Jornal do Fundão" de 7 de Novembro último, leio a notícia segundo a qual a Direcção Regional de Agricultura da Beira Interior (DRABI) se prepara para plantar um total de 11 hectares de acácias na serra da Gardunha (nas freguesias de Castelo Novo e Louriçal do Campo). A serra da Gardunha, que integra a lista de sítios nacionais da Rede Natura 2000 (com reais possibilidades de se vir a constituir em parque natural), alberga ecossistemas de elevado valor a
preservar, incluindo a existência de uma espécie vegetal única no mundo, a "Asphodelus bento-rainhae". Deste modo, os planos de reflorestação da DRABI não só não incluem planos para controlar os núcleos de acácias já existentes na Gardunha, como se preparam para piorar este gravíssimo problema ambiental.
Situações como esta demonstram que no nosso país se vive um clima de subdesenvolvimento único no mundo, só assim sendo possível compreender que em consequência da tragédia dos incêndios se gastem os parcos recursos do Estado a piorar a própria situação criada pelos fogos florestais. Como é possível conceber que em Portugal se gaste dinheiro para erradicar acácias e, em simultâneo, se gaste dinheiro para plantar mais acácias?
"Contradições Portuguesas"
Por JOSÉ L. COLEHO SILVASUBDIRECTOR REGIONAL DE AGRICULTURA DA BEIRA INTERIOR
Domingo, 18 de Janeiro de 2004
Foi publicada, sob o título "Contradições portuguesas", a carta remetida por Pedro Teixeira Santos ao PÚBLICO, a qual afirma que, por iniciativa da Direcção Regional de Agricultura da Beira Interior (DRABI), iriam ser plantados "(...) 11 ha de acácias na serra da Gardunha".
Ora a informação é falsa. De facto, foram apresentados em sessão pública, destinada a promover a discussão pelos interessados, os três projectos promovidos pela DRABI, para reflorestar áreas comunitárias afectadas por incêndios na serra da Gardunha, bem como beneficiar as áreas florestais existentes, no sentido de promover a sua recuperação após incêndio.
Nos projectos de arborização em causa, as acácias (ou "mimosas", são tratadas como "invasoras lenhosas", como, aliás, está descrito nos anexos técnicos dos projectos (cópias das partes relevantes em anexo).
O objectivo é realizar as acções que permitam o controlo da expansão da espécie de acordo com as técnicas consideradas adequadas. No caso, os exemplares isolados serão eliminados. Nas manchas existentes as árvores de maior dimensão serão alvo de desramação, de modo a controlar a respectiva vegetação. Os ramos eliminados e os exemplares de menor dimensão, que serão cortados, ficarão no terreno, de modo a constituir uma "manta morta", que dificulta o aparecimento de novas plantas da espécie.
De referir que este processo de controlo é o que se tem revelado mais eficaz na circunscrição da expansão da espécie. Podemos apresentar como exemplo o caso da zona a sul do parque de campismo do Pião, na Covilhã, onde as tentativas da erradicação da acácia, através do corte, se mostraram infrutíferas ao longo de vários anos. Optou-se então pela condução das árvores, o que tem permitido algum controlo na expansão. Tomamos a liberdade de sugerir ao autor da carta (bem como a todos os eventuais interessados) que se informe junto dos serviços do Ministério da Agricultura na Covilhã, onde reside, de modo a obter o cabal esclarecimento deste assunto.
Fica assim claro que não há plantação de acácias, tão-só a tentativa de controlar a invasão de novas áreas.
Contradições Portuguesas
Por PEDRO TEIXEIRA SANTOSCOVILHÃ
Sexta-feira, 02 de Janeiro de 2004
Uma das mais nefastas consequências dos incêndios que nos assolam ciclicamente todos os Verões é a consequente expansão da área ocupada por plantas infestantes, como as acácias (mimosas). As acácias, plantas exóticas com origem na Austrália, ocupam já na actualidade vastas parcelas em muitos
concelhos do nosso país.
O deflagrar de incêndios permite-lhes, por estarem excepcionalmente bem adaptadas a esse fenómeno, propagarem-se de forma imparável, invadindo zonas com aptidão florestal ou agrícola. Os acaciais crescem de forma tão compacta que não permitem o crescimento de outras espécies, constituindo um matagal tão denso que, por outro lado, propicia o rápido avançar de futuros incêndios.
É devido a este conjunto de motivos que nos últimos anos se têm vindo a investir muitos milhares de euros no Parque Nacional da Peneda-Gerês para controlar e erradicar esta praga, bem como outros milhares em projectos de investigação noutros pontos do país visando os mesmos objectivos. Deste modo, foi com profunda estupefacção que, ao folhear a edição do "Jornal do Fundão" de 7 de Novembro último, leio a notícia segundo a qual a Direcção Regional de Agricultura da Beira Interior (DRABI) se prepara para plantar um total de 11 hectares de acácias na serra da Gardunha (nas freguesias de Castelo Novo e Louriçal do Campo). A serra da Gardunha, que integra a lista de sítios nacionais da Rede Natura 2000 (com reais possibilidades de se vir a constituir em parque natural), alberga ecossistemas de elevado valor a
preservar, incluindo a existência de uma espécie vegetal única no mundo, a "Asphodelus bento-rainhae". Deste modo, os planos de reflorestação da DRABI não só não incluem planos para controlar os núcleos de acácias já existentes na Gardunha, como se preparam para piorar este gravíssimo problema ambiental.
Situações como esta demonstram que no nosso país se vive um clima de subdesenvolvimento único no mundo, só assim sendo possível compreender que em consequência da tragédia dos incêndios se gastem os parcos recursos do Estado a piorar a própria situação criada pelos fogos florestais. Como é possível conceber que em Portugal se gaste dinheiro para erradicar acácias e, em simultâneo, se gaste dinheiro para plantar mais acácias?
"Contradições Portuguesas"
Por JOSÉ L. COLEHO SILVASUBDIRECTOR REGIONAL DE AGRICULTURA DA BEIRA INTERIOR
Domingo, 18 de Janeiro de 2004
Foi publicada, sob o título "Contradições portuguesas", a carta remetida por Pedro Teixeira Santos ao PÚBLICO, a qual afirma que, por iniciativa da Direcção Regional de Agricultura da Beira Interior (DRABI), iriam ser plantados "(...) 11 ha de acácias na serra da Gardunha".
Ora a informação é falsa. De facto, foram apresentados em sessão pública, destinada a promover a discussão pelos interessados, os três projectos promovidos pela DRABI, para reflorestar áreas comunitárias afectadas por incêndios na serra da Gardunha, bem como beneficiar as áreas florestais existentes, no sentido de promover a sua recuperação após incêndio.
Nos projectos de arborização em causa, as acácias (ou "mimosas", são tratadas como "invasoras lenhosas", como, aliás, está descrito nos anexos técnicos dos projectos (cópias das partes relevantes em anexo).
O objectivo é realizar as acções que permitam o controlo da expansão da espécie de acordo com as técnicas consideradas adequadas. No caso, os exemplares isolados serão eliminados. Nas manchas existentes as árvores de maior dimensão serão alvo de desramação, de modo a controlar a respectiva vegetação. Os ramos eliminados e os exemplares de menor dimensão, que serão cortados, ficarão no terreno, de modo a constituir uma "manta morta", que dificulta o aparecimento de novas plantas da espécie.
De referir que este processo de controlo é o que se tem revelado mais eficaz na circunscrição da expansão da espécie. Podemos apresentar como exemplo o caso da zona a sul do parque de campismo do Pião, na Covilhã, onde as tentativas da erradicação da acácia, através do corte, se mostraram infrutíferas ao longo de vários anos. Optou-se então pela condução das árvores, o que tem permitido algum controlo na expansão. Tomamos a liberdade de sugerir ao autor da carta (bem como a todos os eventuais interessados) que se informe junto dos serviços do Ministério da Agricultura na Covilhã, onde reside, de modo a obter o cabal esclarecimento deste assunto.
Fica assim claro que não há plantação de acácias, tão-só a tentativa de controlar a invasão de novas áreas.
sábado, janeiro 10, 2004
Exposição sobre Giacometti e a sua colecção de instrumentos musicais.
No Centro Cultural de Cascais foi inaugurada a 8 de Janeiro uma exposição sobre Giacommeti que inclui a exposição de alguns instrumentos musicais da sua colecção. Da Beira-Baixa estão expostos 4 instrumentos musicais: um bombo de Lavacalhos; um adufe de Monsanto; uma flauta Travessa de Lavacolhos e uma flauta de Tambolireiro, também de Lavacalhos. No Catálogo, muito bem concebido pode ler-se um texto de Giacometti, datado Fundão, 10 de Outubro de 1968-A Divulgação da Cultura tradicional-"Como sabe, o nosso intuito não é comercial. Tenta-se apenas salvaguardar, na medida do possível, de conservar para a posteridade, de divulgar a todos os niveís sociais o que sobrevive de uma rica tradição musical. E através desta obra, colaborar (como já vimos), embora modestamente, no conhecimento total do homem português." - pag. 55.
No Centro Cultural de Cascais foi inaugurada a 8 de Janeiro uma exposição sobre Giacommeti que inclui a exposição de alguns instrumentos musicais da sua colecção. Da Beira-Baixa estão expostos 4 instrumentos musicais: um bombo de Lavacalhos; um adufe de Monsanto; uma flauta Travessa de Lavacolhos e uma flauta de Tambolireiro, também de Lavacalhos. No Catálogo, muito bem concebido pode ler-se um texto de Giacometti, datado Fundão, 10 de Outubro de 1968-A Divulgação da Cultura tradicional-"Como sabe, o nosso intuito não é comercial. Tenta-se apenas salvaguardar, na medida do possível, de conservar para a posteridade, de divulgar a todos os niveís sociais o que sobrevive de uma rica tradição musical. E através desta obra, colaborar (como já vimos), embora modestamente, no conhecimento total do homem português." - pag. 55.
quarta-feira, janeiro 07, 2004
Contraluz
Contraluz
"Esta é a nossa viagem no sonho das imagens sonoras. Sons de outrora que renascem em sons de agora. Apenas silhuetas de sons na memória ... em contraluz. É um título de onde transparece uma característica que presidiu à feitura do disco: o facto de termos dado um papel importante à imaginação musical do grupo".
A evolução da sensibilidade do grupo e da própria postura em face da música tradicional levou a BRIGADA VICTOR JARA a introduzir instrumentos como o piano, violoncelo, oboé e saxofone, misturando-os com a viola beiroa, as palhetas de latão e a ponteira da gaita de foles, no sentido de obter "efeitos sonoros muito curiosos e interessantes" e revalorizando instrumentos como o cavaquinho e a viola braguesa, atribuindo-lhes uma função solista em alguns dos temas.
Com arranjos musicais da BRIGADA VICTOR JARA, entretanto transformada em cooperativa (com o objectivo de se poder ligar a outras actividades culturais), o álbum contou com a seguinte formação e respectiva prestações musicais: Amílcar Cardoso (beiroa, braguesa, viola, baixo, caixa, paus, sarronca e coros), Ananda Fernandes (coros), Arnaldo Carvalho (bendir, caixa, voz solo e coros), Jorge Seabra (cavaquinho, gaita de amolador, espanta diabos e coros), Luis Garção (viola, cavaquinho, berimbau e coros), Luisa Cruz (gaita de foles, ponteira, flautas travessas, adufes, pífaro, voz solo e coros), Manuel Henriques (violino e coros), Manuel Rocha (violino e coros), Ofélia Libório (adufe, címbalos e coros), Rui Curto (concertina, harmónio, acordeão, bombos e coros) e António Andrade (braguesa, beiroa, viola, baixo, bandolim, palheta de latão e coros). Destaque, ainda, para a participação especial de: António Lopes (saxofone barítono), João Pedro (piano), Ferreira da Costa (oboé) e Teresa Figueiredo (violoncelo).
Quanto aos temas incluídos: "Cantiga Bailada" (Beira Baixa); "Pregões" (Lisboa); "Vai-te Embora ó Papão" (Beira Alta); "Arriba o Monte" (Beira Alta); "Falsete dos Mouros" (Açores); "O Cativo" (Algarve); "Ilha de Sons" (Açores). - (Mário Correia)
"Contraluz": bailes, pregões, canções de berço, cantigas de boieiro, romances - "recuperar e revalorizar a cultura musical popular que está em acelerado processo de extinção, sendo necessário preservar a nossa identificação cultural".
Contraluz - 1984 - CBS
1994 - Sony Music (Reedição em CD)
"Esta é a nossa viagem no sonho das imagens sonoras. Sons de outrora que renascem em sons de agora. Apenas silhuetas de sons na memória ... em contraluz. É um título de onde transparece uma característica que presidiu à feitura do disco: o facto de termos dado um papel importante à imaginação musical do grupo".
A evolução da sensibilidade do grupo e da própria postura em face da música tradicional levou a BRIGADA VICTOR JARA a introduzir instrumentos como o piano, violoncelo, oboé e saxofone, misturando-os com a viola beiroa, as palhetas de latão e a ponteira da gaita de foles, no sentido de obter "efeitos sonoros muito curiosos e interessantes" e revalorizando instrumentos como o cavaquinho e a viola braguesa, atribuindo-lhes uma função solista em alguns dos temas.
Com arranjos musicais da BRIGADA VICTOR JARA, entretanto transformada em cooperativa (com o objectivo de se poder ligar a outras actividades culturais), o álbum contou com a seguinte formação e respectiva prestações musicais: Amílcar Cardoso (beiroa, braguesa, viola, baixo, caixa, paus, sarronca e coros), Ananda Fernandes (coros), Arnaldo Carvalho (bendir, caixa, voz solo e coros), Jorge Seabra (cavaquinho, gaita de amolador, espanta diabos e coros), Luis Garção (viola, cavaquinho, berimbau e coros), Luisa Cruz (gaita de foles, ponteira, flautas travessas, adufes, pífaro, voz solo e coros), Manuel Henriques (violino e coros), Manuel Rocha (violino e coros), Ofélia Libório (adufe, címbalos e coros), Rui Curto (concertina, harmónio, acordeão, bombos e coros) e António Andrade (braguesa, beiroa, viola, baixo, bandolim, palheta de latão e coros). Destaque, ainda, para a participação especial de: António Lopes (saxofone barítono), João Pedro (piano), Ferreira da Costa (oboé) e Teresa Figueiredo (violoncelo).
Quanto aos temas incluídos: "Cantiga Bailada" (Beira Baixa); "Pregões" (Lisboa); "Vai-te Embora ó Papão" (Beira Alta); "Arriba o Monte" (Beira Alta); "Falsete dos Mouros" (Açores); "O Cativo" (Algarve); "Ilha de Sons" (Açores). - (Mário Correia)
"Contraluz": bailes, pregões, canções de berço, cantigas de boieiro, romances - "recuperar e revalorizar a cultura musical popular que está em acelerado processo de extinção, sendo necessário preservar a nossa identificação cultural".
Contraluz - 1984 - CBS
1994 - Sony Music (Reedição em CD)
Viola, viola pinho, viola caipira ou viola sertaneja são as denominações mais comuns para o principal instrumento do nosso povo interiorano. O instrumento também pode ser encontrado com os nomes de viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de Queluz, viola serena, viola brasileira, etc.
A viola foi trazida ao Brasil por colonos provindos de diferentes regiões de Portugal, principalmente do Norte, que, a partir do litoral, foram se adentrando e se espalhando por todo o país. Neste período de colonização, a viola era muito popular em Portugal, com cada região apresentando, sem fugir de um padrão típico, diferentes estilos para o instrumento.
A viola que mais se diferenciava era a viola beiroa, pois, além do cravelhal normal, com dez cravelhas (onde as cordas são esticadas), apresentava outro pequeno cravelhal, ao lado da caixa de ressonância, em cima do braço, com duas cravelhas.
As violas, em Portugal, sempre se encordoavam com cinco ordens de cordas metálicas, todas duplas, nas violas amarantinas, campaniças, beiroas e braguesas (portanto violas com cinco pares de cordas) e apresentando, na viola toeira, da região de Coimbra, cordas duplas nas três primeiras ordens e triplas nas duas últimas (as três cordas destas ordens ficavam bem próximas umas das outras, um bordão, acompanhado de duas cordas finas de metal).
A viola, então, pode ser encordoada com doze cordas, mas desde que numa disposição de cinco ordens, ou seja, não existe viola com seis ordens (seis pares de cordas). Tanto em Portugal quanto no Brasil, foram encontradas viola com doze furos no cravelhal, mas com apenas dez cravelhas. Reminiscência, talvez, desta viola de doze cordas, da região de Coimbra.
Aqui em nosso país, o instrumento praticamente manteve sua estrutura básica, porém as tradições musicais foram se alterando, conforme a realidade de cada região e os diferentes níveis de interação com culturas distintas, notadamente a negra e a indígena. Essa miscigenação também propiciou, embora casualmente, o surgimento de outros tipos de violas como a viola de buriti, a viola de cocho, a viola de cabaça e a viola de bambu.
As afinações mais usadas pelos violeiros; são a Cebolão, a Rio Abaixo e a Natural; porém, existem dezenas de outras afinações, com os mais variados nomes. É comum encontrarmos uma determinada afinação apresentando nomes diferentes e, até mesmo, um mesmo nome aplicado a diferentes afinações. Enfim, parece que herdamos dos portugueses uma total liberdade quanto às terminologias.
Viola, em português, designa o instrumento que, nos séculos XV, XVI, XVII e XVIII, era conhecido nos outros países por guitarra (instrumento de fundo paralelo ao tampo, com uma curvatura na cinta da caixa de ressonância, a que denominamos de "cintura").
Guitarra, em português, designa um instrumento de fundo paralelo ao tampo, mas sem cintura, parecido com o nosso bandolim. É o instrumento mais popular de Portugal, usado principalmente nos fados.
No final do século XVIII, surgiu na Espanha a guitarra de seis cordas simples, que logo se popularizou em todo o mundo com o nome de guitarra. No norte de Portugal, este instrumento de seis cordas recebeu o nome, não de guitarra, mas de violão, já que o termo guitarra ser referia ao popular instrumento fadista. Portanto, somente no norte de Portugal, no Brasil e possivelmente em alguma ex--colônia portuguesa, se usa a denominação violão, para o instrumento conhecido, em todo o mundo, por guitarra.
No sul de Portugal, como já não existia mais a viola de cinco ordens, eles se referiam a este instrumento de seis cordas simples por viola, ou seja, o mesmo instrumento identificado nos outros países por guitarra, em Portugal é conhecido por violão, na região Norte, e por viola, na região Sul. Este fato explicaria o porquê de, no Brasil, em alguns momentos, as pessoas dizerem viola, referindo-se, na verdade, ao violão.
Finalizando, o instrumento tocado com arco, semelhante ao violino e que se designa viola nos demais países europeus, em Portugal é mais conhecido por violetta e no Brasil, no meio rural, por rabeca.
Texto e Pesquisa de Roberto Corrêa
Extraído do livreto do CD "Uróboro" (1994)
A viola foi trazida ao Brasil por colonos provindos de diferentes regiões de Portugal, principalmente do Norte, que, a partir do litoral, foram se adentrando e se espalhando por todo o país. Neste período de colonização, a viola era muito popular em Portugal, com cada região apresentando, sem fugir de um padrão típico, diferentes estilos para o instrumento.
A viola que mais se diferenciava era a viola beiroa, pois, além do cravelhal normal, com dez cravelhas (onde as cordas são esticadas), apresentava outro pequeno cravelhal, ao lado da caixa de ressonância, em cima do braço, com duas cravelhas.
As violas, em Portugal, sempre se encordoavam com cinco ordens de cordas metálicas, todas duplas, nas violas amarantinas, campaniças, beiroas e braguesas (portanto violas com cinco pares de cordas) e apresentando, na viola toeira, da região de Coimbra, cordas duplas nas três primeiras ordens e triplas nas duas últimas (as três cordas destas ordens ficavam bem próximas umas das outras, um bordão, acompanhado de duas cordas finas de metal).
A viola, então, pode ser encordoada com doze cordas, mas desde que numa disposição de cinco ordens, ou seja, não existe viola com seis ordens (seis pares de cordas). Tanto em Portugal quanto no Brasil, foram encontradas viola com doze furos no cravelhal, mas com apenas dez cravelhas. Reminiscência, talvez, desta viola de doze cordas, da região de Coimbra.
Aqui em nosso país, o instrumento praticamente manteve sua estrutura básica, porém as tradições musicais foram se alterando, conforme a realidade de cada região e os diferentes níveis de interação com culturas distintas, notadamente a negra e a indígena. Essa miscigenação também propiciou, embora casualmente, o surgimento de outros tipos de violas como a viola de buriti, a viola de cocho, a viola de cabaça e a viola de bambu.
As afinações mais usadas pelos violeiros; são a Cebolão, a Rio Abaixo e a Natural; porém, existem dezenas de outras afinações, com os mais variados nomes. É comum encontrarmos uma determinada afinação apresentando nomes diferentes e, até mesmo, um mesmo nome aplicado a diferentes afinações. Enfim, parece que herdamos dos portugueses uma total liberdade quanto às terminologias.
Viola, em português, designa o instrumento que, nos séculos XV, XVI, XVII e XVIII, era conhecido nos outros países por guitarra (instrumento de fundo paralelo ao tampo, com uma curvatura na cinta da caixa de ressonância, a que denominamos de "cintura").
Guitarra, em português, designa um instrumento de fundo paralelo ao tampo, mas sem cintura, parecido com o nosso bandolim. É o instrumento mais popular de Portugal, usado principalmente nos fados.
No final do século XVIII, surgiu na Espanha a guitarra de seis cordas simples, que logo se popularizou em todo o mundo com o nome de guitarra. No norte de Portugal, este instrumento de seis cordas recebeu o nome, não de guitarra, mas de violão, já que o termo guitarra ser referia ao popular instrumento fadista. Portanto, somente no norte de Portugal, no Brasil e possivelmente em alguma ex--colônia portuguesa, se usa a denominação violão, para o instrumento conhecido, em todo o mundo, por guitarra.
No sul de Portugal, como já não existia mais a viola de cinco ordens, eles se referiam a este instrumento de seis cordas simples por viola, ou seja, o mesmo instrumento identificado nos outros países por guitarra, em Portugal é conhecido por violão, na região Norte, e por viola, na região Sul. Este fato explicaria o porquê de, no Brasil, em alguns momentos, as pessoas dizerem viola, referindo-se, na verdade, ao violão.
Finalizando, o instrumento tocado com arco, semelhante ao violino e que se designa viola nos demais países europeus, em Portugal é mais conhecido por violetta e no Brasil, no meio rural, por rabeca.
Texto e Pesquisa de Roberto Corrêa
Extraído do livreto do CD "Uróboro" (1994)
Hi Reza
Your question asks not a dificult but an extensive answer.
In Portugal, any region as a diferent guitar whith, sometimes, diferent tunings.
The most part of them come directely from the vihuela, and have five groups of strings ( we call it "ordens", like the spanish), with ten or twelve strings- one pair in the 1sts 2nds and 3ds, and 3 strings in the others. The sizes are also diferent, and you can find the "cavaquinho", from the north, that is the grand father of the ukelele, and the viola campaniça, from Alentejo (in the south) with almost the same size of the cg.
The names of diferent instrumensts, all from the guitar family, are:
from north to south: cavaquinho, viola braguesa, viola amarantina, viola beiroa, viola coimbrã, viola campaniça; in Madeira: braguinha, rajão and viola de arame;
in Azores(where I am born): viola da terra, with 12 strings in the islands of the east group, and 15, in the west group, with five or six "ordens".
There is also the portuguese guitar ( "Guitarra Portuguesa") that cames from the "cistre".
There are two kinds of portuguese guitars: the Lisbon model, wich is used in the Lisbon Fado, and the Coimbra guitar, that is used in a kind of ballads played by the students of the University of Coimbra, also called "Fado de Coimbra" ( Fado from Coimbra). There are big deferences between the "fados" from Coimbra and Lisbon.
As you see, the cg, in Portugal, is called "Viola" ( "Viola Clássica"- in the conservatory, when I was a student it was called "viola dedilhada": the viola played with fingers, because of the other "viola" from the orchestra) or "violão" in the popular form, because of the traditional instruments that come from the "vihuela". Only the portuguese guitar, that as nothing in is form and tuning with cg, is called with the same name the spanish call cg "guitarra".
The other non-string popular instruments are more then 300, so, as you understand, I can not make even a list of them here.
I'm afraid you will not understand part of what I've wrote because my english is very bad(even with the dictionary at my side), but if in any ocasion you come to Portugal, I will be glad to show you some of the portuguese "violas". I think you will enjoy playing them.
Saúde
João Pimentel
Your question asks not a dificult but an extensive answer.
In Portugal, any region as a diferent guitar whith, sometimes, diferent tunings.
The most part of them come directely from the vihuela, and have five groups of strings ( we call it "ordens", like the spanish), with ten or twelve strings- one pair in the 1sts 2nds and 3ds, and 3 strings in the others. The sizes are also diferent, and you can find the "cavaquinho", from the north, that is the grand father of the ukelele, and the viola campaniça, from Alentejo (in the south) with almost the same size of the cg.
The names of diferent instrumensts, all from the guitar family, are:
from north to south: cavaquinho, viola braguesa, viola amarantina, viola beiroa, viola coimbrã, viola campaniça; in Madeira: braguinha, rajão and viola de arame;
in Azores(where I am born): viola da terra, with 12 strings in the islands of the east group, and 15, in the west group, with five or six "ordens".
There is also the portuguese guitar ( "Guitarra Portuguesa") that cames from the "cistre".
There are two kinds of portuguese guitars: the Lisbon model, wich is used in the Lisbon Fado, and the Coimbra guitar, that is used in a kind of ballads played by the students of the University of Coimbra, also called "Fado de Coimbra" ( Fado from Coimbra). There are big deferences between the "fados" from Coimbra and Lisbon.
As you see, the cg, in Portugal, is called "Viola" ( "Viola Clássica"- in the conservatory, when I was a student it was called "viola dedilhada": the viola played with fingers, because of the other "viola" from the orchestra) or "violão" in the popular form, because of the traditional instruments that come from the "vihuela". Only the portuguese guitar, that as nothing in is form and tuning with cg, is called with the same name the spanish call cg "guitarra".
The other non-string popular instruments are more then 300, so, as you understand, I can not make even a list of them here.
I'm afraid you will not understand part of what I've wrote because my english is very bad(even with the dictionary at my side), but if in any ocasion you come to Portugal, I will be glad to show you some of the portuguese "violas". I think you will enjoy playing them.
Saúde
João Pimentel
terça-feira, janeiro 06, 2004
http://www.geocities.com/praedichnia/5pt.htm
AS "COBRAS PINTADAS DE PENHA GARCIA: MARCAS DE VIDA ANCESTRAL, SÍMBOLOS ACTUAIS DE UM PATRIMÓNIO A VALORIZAR
por C. Neto de Carvalho 2, Mário Cachão 1,2 e Joana Ramos 2, 3
1- Departamento de Geologia, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Rua da Escola Politécnica, nº 58, 1294 Lisboa CODEX.
2 - Grupo PALEO - Grupo de Paleontologiaa do Museu Nacional de História Natural de Lisboa.
3 - Escola Secundária da Ramada. …..
AS "COBRAS PINTADAS DE PENHA GARCIA: MARCAS DE VIDA ANCESTRAL, SÍMBOLOS ACTUAIS DE UM PATRIMÓNIO A VALORIZAR
por C. Neto de Carvalho 2, Mário Cachão 1,2 e Joana Ramos 2, 3
1- Departamento de Geologia, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Rua da Escola Politécnica, nº 58, 1294 Lisboa CODEX.
2 - Grupo PALEO - Grupo de Paleontologiaa do Museu Nacional de História Natural de Lisboa.
3 - Escola Secundária da Ramada. …..
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