sábado, novembro 29, 2003

viola beiroa

Informação do Museu de Etnologia


Viola Beiroa



datação: XX d.C.
matéria/suporte/técnica: Madeira, aço, bordão
dimensões: altura: 9,5 largura: 26,7 comprimento: 81,7
nº de inventário: BB.304
nºs inventário anteriores: D3.407
descrição: Viola de seis ordens de cordas duplas, as três primeiras de aço, a quarta e quinta de aço e bordão, e a sexta em aço, correspondendo a um cravelhal suplementar situado no final do braço, fora da escala, sendo sempre tocadas soltas, conhecidas por requintas ou cantadeiras. Caixa em madeira de duplo bojo, com enfranque muito apertado, com boca em forma redonda sensivelmente a meio do tampo. Cavalete em madeira, colado ao tampo a meio do bojo inferior. O tampo é ornamentado por incisões de motivos decorativos em seu torno, na boca, e nas extremidades inferior e superior. O fundo da caixa apresenta ao centro uma pequena excrescência em madeira de formato rectangular. Braço em madeira com escala rasa em continuidade com o tampo, com dez trastos, mais um pequeno trasto, colocado já sobre o tampo harmónico, e que serve unicamente a ordem de cordas suplementar. Cabeça alongada, linear, com pequeno orifício no topo superior, na qual se encaixa um sistema de cravelhas dorsais em madeira que permite afinar a tonalidade sonora do instrumento. Medidas (cm): comp. total - 81,7 comp. corpo - 39 larg. corpo - 26,7 alt. ilhargas: máx. 9,5 mín. 8,2 comp. corda vibrante - 45,2 alt. cavalete - 0,6 diâm. boca: 5,6

proveniência/incorporação: Doação - Fundação Calouste Gulbenkian
historial: Tipo de viola popular da região da Beira Baixa. Era usada nesta região raiana para acompanhar os “parabéns“ aos noivos, acompanhar cantos nas tabernas, aos domingos, etc. À data da aquisição ela desempenhava funções cerimoniais, integrada na “Dança dos Homens“, das Festas em honra da Senhora dos Altos Céus, na Lousa. Custo: 1.300$00 Anterior registo: nº tombo - D3.407 nº colecção - 407 data - Julho de 1977
Música

A Editora Campo das Letras acaba de editar -José Gomes Ferreira - MÚSICA - minha antiga companheira desde os ouvidos da infância. Em Belgais, este ano, decorreu uma actividade de divulgação dos trabalhos de José Gomes Ferreira, como compositor. No piano, João Aboim interpretou algumas composições para piano de JGF, composições que JGF compôs na Noruega, entre 1926 e 1929, quando aí desempenhou as funções de embaixador . Seria óptimo que Belgais divulgasse as gravações desse espectáculo.

sexta-feira, novembro 28, 2003

Dia 29 de Novembro, no Fundão, no Complexo Desportivo da ES do Fundão, pelas 21 h e 30 m, Luís Baptis apresenta o seu CD-TIMBRE. O 9º tema "Dança dos homens", é utilizada uma viola beiroa. A iniciativa é do departamento Cultural da CMF, que deveria aproveitar a oportunidade para evidenciar a utilização de uma viola beiroa, instrumento exclusivo da região Leste de Castelo Branco. Na publicidade do concerto o departamento cultural apresenta uma fotografia de Luís Baptis, com uma viola, mas não a beiroa. Perdeu-se mais uma oportunidade de divulgar a viola beiroa.

Violas beiroas do Grupo de Danças da Lousa

quarta-feira, novembro 26, 2003

A Raia
Excelente revista, com conteúdos interessantes e com relevância notória para a Beira Interior. No último número temos uma entrevista com Eduardo Lourenço.

quarta-feira, novembro 12, 2003

Registos Sonoros de Michel Giacometi

A partir de 1959 Michel Giacometi percorreu o País, seguindo trilhos sugeridos por outros etnomusicólogos, embora nunca o tenha referido, efectuando registos sonoros, que se podem comparar com os de Ernesto Veiga de Oliveira. O acervo de Michel Giacometi está espalhado por três Museus, Setúbal, Verdades de faria e Etnologia. É neste último que se encontram os registos sonoros. A Drª Ana Carrapato está a converter esses ficheiros em formato MP3, a partir de Dezembro estarão disponiveis os registos referentes à Beira Baixa. Infelizmente esses registos, por agora, só podem ser consultados no Museu de Etnologia, na sala de Multimedia e não são permitidas cópias, mesmo para investigação.

quinta-feira, novembro 06, 2003

Registos sonoros de Ernesto Veiga de Oliveira

Domingos Morais, docente na Escola Superior de educação de Lisboa, fez a conversão dos ficheiros sonoros para formato mp3 e swa e estão disponiveis num site da Universidade do Minho http://natura.di.uminho.pt/ARQEVO/index.evo.html. Excelente trabalho, que inclui inúmeros registos da Beira Baixa, principalmente dos concelhos de Idanha e Fundão.

sexta-feira, outubro 17, 2003

Viola Beiroa

Brigada Victor Jara


A discografia do grupo é composta por sete álbuns de originais, dos quais se destacam «Contraluz», editado em vinil em 1984 e reeditado em CD dez anos depois, «Tamborileiro» (1979), «Monte Formoso» (1989) e, mais recentemente, «Danças e Folias» (1995), o qual contou com a participação dos seguintes músicos convidados: André Sousa Machado, António Pinto, José Medeiros, Jorge Reis, Margarida Miranda, Pedro Jóia e Tomás Pimentel.

O grupo participou ainda em colectâneas, tais como o Álbum de homenagem a José Afonso, «Filhos da Madrugada» (l994).

Bilhete de identidade

Ao longo de mais de 20 anos de carreira, muitos foram os músicos que passaram pela Brigada Victor Jara, somando ao todo mais de 40. Actualmente, a Brigada Victor Jara é composta por oito elementos: Arnaldo de Carvalho (percussões e coros), Aurélio Malva (voz solo, viola braguesa, viola, bandolim, gaita de foles), José Tovim (viola baixo e coros), Joaquim Manuel (bateria), Luís Garção (viola, viola beiroa, cavaquinho), Manuel Rocha (violino, bandolim e coros), Ricardo Jesus (piano, sintetizador, flauta e coros) e Rui Curto (acordeão, harmónio e concertina).
Viola Beiroa

Brigada Victor Jara (Luís Garção utiliza viola beiroa)

A discografia do grupo é composta por sete álbuns de originais, dos quais se destacam «Contraluz», editado em vinil em 1984 e reeditado em CD dez anos depois, «Tamborileiro» (1979), «Monte Formoso» (1989) e, mais recentemente, «Danças e Folias» (1995), o qual contou com a participação dos seguintes músicos convidados: André Sousa Machado, António Pinto, José Medeiros, Jorge Reis, Margarida Miranda, Pedro jóia e Tomás Pimentel.

O grupo participou ainda em colectâneas, tais como o álbum de homenagem a José Afonso, «Filhos da Madrugada» (l994).

Bilhete de identidade

Ao longo de mais de 20 anos de carreira, muitos foram os músicos que passaram pela Brigada Victor Jara, somando ao todo mais de 40. Actualmente, a Brigada Victor Jara é composta por oito elementos: Arnaldo de Carvalho (percussões e coros), Aurélio Malva (voz solo, viola braguesa, viola, bandolim, gaita de foles), José Tovim (viola baixo e coros), Joaquim Manuel (bateria), Luís Garção (viola, viola beiroa, cavaquinho), Manuel Rocha (violino, bandolim e coros), Ricardo Jesus (piano, sintetizador, flauta e coros) e Rui Curto (acordeão, harmónio e concertina).
Viola Beiroa

Foto Por
Luís Garção Nunes Descrição / Crónica
Inserida em 07-01-2003 Bandurra ou Viola Beiroa.
Desaparecida há muitos anos era usual ver-se na região de Castelo Branco.
Viola com cinco ordem de cordas duplas. Tem também a particularidade de ter mais duas cordas presas a um cravelhal situado no fundo do braço, no ângulo que este faz com a caixa. Estas duas cordas suplementares chamam-se "Requintas" e são tocadas sempre soltas como uma harpa.

PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA A MÚSICA PORTUGUESA.


Tema Outros
Local
Data 4 Dezembro 2003
Tratamento Digital
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in: http://www.thousandimages.com/foto.asp?idautor=130&idfoto=013

Viola beiroa

Viola Beiroa:

À semelhança do que José Alberto Sardinha fez com a viola Campaniça, justifica-se que seja feita uma investigação, na zona Leste de Castelo Branco, que nos permita assegurar da situação da utilização deste instrumento musical. Ernesto Veiga de Oliveira, nos anos sessenta fez uma investigação Etnográfica sobre Instrumentos Tradicionais Portugueses, onde apresentava então Manuel Moreira, de Penha Garcia, como o último instrumentista de Viola Beiroa. Procedeu à recolha de gravações, que a Universidade de Aveiro colocou on-line em formato mp3. Luís Baptis, em Timbre, tema 9 faz uma interpretação utilizando a viola beiroa.

quinta-feira, outubro 16, 2003

Miguel Carvalhinho (http://www.miguelcarvalhinho.com), no seu disco Espiral incluí­ uma componente multimedia sobre a Gardunha e Castelo Novo. Excelente ideia, que permite que os utilizadores do seu CD para além de disfrutarem de óptimos momentos musicais, podem apreciar o ambiente em que o autor vive e que lhe serve de inspiração. O acompanhante de Cristina Branco, que dia 22 de Outubro, no S.Luí­s, em Lisboa, apresentam uma sessão de fados com poemas de Camõeses e de Shauerhoff é também o autor de um dos poemas incluídos no óptimo CD de Cristina Branco. Este e outros poemas de Miguel Carvalhinho podem ser apreciados no seu endereço, anteriormente referido.

quarta-feira, outubro 15, 2003

Conjunto de fotografias sobre Castelo Novo editadas por turista Japonês:www.h3.dion.ne.jp/~porto4/castelonovo.htm
Endereço sobre Castelo Novo: www.360portugal.com/. Seguir o endereço de Castelos e seleccionar Castelo Novo.Interessante panorâmica sobre Castelo Novo recolhida por um visitante estrangeiro.

quinta-feira, setembro 18, 2003

Início do ano lectivo, com inúmeros problemas por solucionar. Em www.educare.pt podem ler uma entrevista com o Ministro da educação e fazer comentários às respostas das perguntas colocadas pelos leitores de educare. de imediato, ressalta que o Ministro e os intervenientes parecem viver em países distintos. Para o Ministro, tudo bem e excelente trabalho do minitério, para os intervenientes denuncias de erros, incompetências, fragilidades, inoperância, por parte do mesmo.

domingo, setembro 07, 2003

Fogo posto
Alexandre O’Neill


I Estou no centro do país, rodeado de incêndios.
Os pinheirais em fogo esbraseiam o ar.
Reguei o telhado e o quintal porque as velhas são muitas.
A vizinha cega, sem qualquer progresso, vai tocando o seu órgão Tornado 4 A irmã apanha velhas, mostra-mas na mão, apagadas ou parecendo ou quase,
e fala do carteiro - motorizada aqui,
saco acolá, sapato mais além -
que, presuntivo pirómano, a si mesmo se teria apagado nas águas do Tejo

II 0 aeroplano da lista vermelha é que semeia o fogo.
Von Richthofen - passe-montanha, óculos "à aviador dentes cerradosé que vem semear o fogo no reino do verde pino.

Abatido em 18, ressurgiu
com o estampido do guarda-chuva que se abre e - pano, arame, madeira - ganha altura para, numa vrille desaparafusada, vir castigar-nos com sua espada de fogo.

Disse Deus: - Ó aviador, vai-me a essa gente remota e avia-lhes uns fogos que se vejam!

Polegar para baixo, Von Richthofen
incendiou milhares de hectares em Portugal. Sua lista vermelha (laranja? Limão?)
é vista com frequência na zona centro do país.

Disse Deus: - Basta. Já sinto calor na cara.

Este, que foi um herói ao serviço do Kaiser
-Cruz da Águia Vermelha
-Cruz da Águia Negra
-Cruz de Ferro-,
descer, quando Deus quer, a incendiário de pinhais?
Credo, custa-me a crê-lo!


Morais e Castro e João Ferreira incluiram este poema no CD-O ritmo da poesia, gostei e fez-me reflectir sobre o último mês de Agosto.