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sábado, abril 09, 2011

Entrevista com Manuel Bento-responsável pela sobrevivência da viola campaniça

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1826495

Infelizmente a viola beiroa não teve o mesmo destino. Hoje, só na Lousa, anualmente soam os seus acordes. Os executantes actuais, não são capazes de explorar as potencialidades acústicas do instrumento. As cordas toeiras, características do instrumento, foram retiradas ao instrumento. Para quem quiser ver e ouvir, no 3º Domingo de Maio, na Lousa-Castelo Branco, nos festejos da Senhora dos Altos Céus, podem ouvir a viola beiroa. No museu etnográfico, da mesma localidade, podem apreciar o instrumento.

quinta-feira, julho 08, 2010

Feira do artesanato-FIL



Em exposição na Feira de Artesanato, Fil, com o preço de venda proposto de 195€. Segundo o artesão, fabricou 4 beiroas, tendo vendido duas para a Lousa, uma terceira para o INATEL da Guarda e a 4 estava já em exposição em 2009.

domingo, fevereiro 11, 2007

Museu Etnográfico da Lousa-Castelo Branco

http://lousa.no.sapo.pt/cultura-museu.htm


"Museu Etnográfico da Lousa






Inaugurado em Agosto de 2005, o Museu Etnográfico da Lousa surgiu a partir da recuperação de um antigo lagar.

Em 1951, no largo da igreja e por iniciativa de Luís Coelho Farias, José dos Santos Barata e José Pinto, abriu portas um lagar - o Lagar Novo, marcado pela inovação tecnológica. As maquinarias, as mais modernas da época, foram compradas no Tramagal.

A partir de Novembro e até ao Natal, o Lagar novo funcionava, diariamente, 16 horas e produzia de 500 a 600 litros de azeite. À azeitona vinda dos olivais próximos, juntava-se aquela que vinha do norte Alentejano.

Em 1999, o lagar que deixara, entretanto, de funcionar e se encontrava em continua degradação, foi adquirido pela Câmara Municipal de Castelo Branco, a fim de ser recuperado e adaptado a um Museu Etnográfico.

O edifício, depois de recuperado, é composto por dois pisos: o piso inferior dedicado à temática do ciclo tecnológico do azeite e o piso superior dedicado às Danças Tradicionais da Lousa."

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Viola beiroa-O Menino está dormindo-Luis Baptis

Inédito

Recital de Natal por Violas Portuguesas com a participação de Denitza Panayotova ao violino


20 de Dezembro de 2006, pelas 21h30 na Capela de Sta Iria- Murches - Cascais


Pela primeira vez as Músicas de Natal interpretadas por diferentes

Violas Portuguesas (bandolim, guitarra portuguesa, braguesa, cavaquinho, viola da terra, viola beiroa, viola toeira, viola campaniça, viola amarantina, rajão e viola de arame).




1info@musiclbm.com

www.musiclbm.com




Programa de Concerto de Natal



Feliz Natal (viola toeira)

Um pastor vindo de longe (rajão)

Noite feliz (rajão)

Adeste fidelis (viola campaniça)

Linda noite (viola campaniça)

Canção de Natal (viola braguesa)

E Natal (bandolim)

Bem pudera (viola amarantina)

Dorme dorme (viola da terra)

O menino está dormindo (viola beiroa)

Lá na noite de Natal (viola de arame)

Natal da Beira (cavaquinho)

Natal de Elvas (guitarra portuguesa)

Eu sonho com um Bom Natal (guitarra portuguesa)



NB. Cd promocional das peças Natal disponível nos Concertos de Natal.





Discografia:



2001 2003 2005


Projectos/Lançamentos:

2007 (Janeiro) - Publicação do Manual de Improvisação para todos os Instrumentos

2007 – DVD didáctico viola portuguesas

2007 – DVD – Temas Escolhidos (peças do repertório de Luís Baptis em imagem)

2007 – DVD – Peças de Natal para Violas Portuguesas e trio de Cordas



Informações / Encomendas / Concertos:

info@musiclbm.com www.musiclbm.com

Tel.: 96 353 23 37








Contacto: info@musiclbm.com Tlm.: 96 353 23 37 Paula Moreira



www.musiclbm.com



LBM EDIÇÕES, LDA

Rua das Avencas Lt.. 19 r/c 2765-062 Estoril Portugal Tel./Fax: + 351 21 467 59 79 e-mail: info@musiclbm.com

quarta-feira, junho 15, 2005

Afinação da viola beiroa

Afinação da viola beiroa

http://www.cantodaterra.net/ct/site/acordes/beiroa.asp

sexta-feira, abril 22, 2005

violas beiroas

Duas violas beiroas novas no Grupo de dança da Lousa

"Como tivemos necessidade de mandar
fazer duas violas novas, junto lhe envio a identificação do violeiro que as
fez.




Uma vez que este ano, faço parte da Comissão de Festas de Nossa Senhora dos
Altos Céus, aproveito a oportunidade para o convidar a assistir a estas
festas a realizar na Lousa nos dias 13, 14, 15 e 16 de Maio, nas quais as
Danças da Lousa, bem como a Viola Beiroa e as Genébres, vão ter uma posição
de destaque. Em anexo junto o respectivo programa.





Com os melhores cumprimentos

José Teles Chaves"

viola beiroa

Recebi a informação de que o Grupo de dança da Lousa passou a contar no acervo com mais um exemplar da tradicional viola beiroa.

Que a conservem, estimem e facultem a sua visualização e estudo a interessados. Também, que surjam violeiros com capacidade de a reproduzirem, com qualidade.

"Agora uma coisa que talvez o possa interessar: a semana passada, um antigo
tocador da Dança dos Homens (já deixou a dança há muitos anos) entregou na
Junta de Freguesia a viola beiroa que utilizava e que ficou esquecida
durante muitos anos em sua casa. Ainda não a vi mas segundo me disseram é
muito antiga e ornamentada. Espero vê-la este fim de semana."

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Adufe e viola beiroa

ADUFE e VIOLA BEIROA

Finalmente, os Conservatórios de Música da região parecem começar a preocupar-se com os instrumentos tradicionais da Beira Interior. Não é só o adufe que está presente nesta iniciativa e também a viola beiroa, ignorada, esquecida e quase extinta, que entra nesta iniciativa do Conservatório Regional de Música de Castelo Branco. É, por enquanto, uma ténue iniciativa, que pode vir a enunciar um processo estruturado que leve à aprendizagem da execução desse instrumento, nos Conservatórios, garantindo assim às gerações futuras, condições para que esta prática cultural da Beira tenha continuidade. Depois da demonstração é preciso criar condições para que os jovens se sintam motivados para a execução instrumental da viola beiroa, fazendo o mesmo que se está a fazer com violas de outras regiões, que estiveram próximo da extinção, como a campaniça, a toeira e a de S. Miguel e que graças ao trabalho cultural desenvolvido nas suas áreas de implantação, estão hoje em plena recuperação. É este o caminho a trilhar, para que a viola beiroa, da região Leste de Castelo Branco, volte de novo a trinar e que vá mesmo no caminho de se chegar a novas composições, adaptadas a este instrumento sui generis e de cariz clássico.

In: Jornal do Fundão de 4 de Fevereiro de 2005

Workshop de adufe no Conservatório
PROMOVER divulgar, e valorizar a música tradicional da Beira Baixa é o objectivo do Conservatório Regional de Castelo Branco que promove, este fim de semana, um Workshop de adufe. A iniciativa inicia-se hoje, pelas 21 e 30 horas, com um concerto pelas Adufeiras de Monsanto no Auditório do Conservatório. Amanhã, entre as 10 e as 18 horas, decorrem diversas actividades relacionadas com o instrumento tradicional, desde conferências à construção de adufes num atelier coordenado pelo construtor José Revas, incluindo sessões de aprendizagem do instrumento e do repertório da Beira Baixa.
O workshop, gratuito e aberto a toda a comunidade, integra ainda uma demonstração de Viola Beiroa, um instrumento quase extinto que importa recuperar.

quarta-feira, agosto 18, 2004

viola beiroa

Viola beiroa - Retaxo - Campo de Férias do IPJ

viola beiroa

Jovens utilizam viola beiroa em campo de Férias.

O Jornal do Fundão de 13 de Agosto de 2004 publicou na 1ª página uma bonita fotografia de jovens integrados num campo de trabalho do IPJ, no Retaxo. O título era "É bom "trabalhar" ao som do acordeão, mas deveria ser chamada a atenção para o instrumento que o jovem do lado esquerdo da fotografia expõe: uma viola beiroa. Como se sabe trata-se de um instrumento musical exclusivo da Zona Leste de Castelo Branco, praticamente extinto e tudo o que for possível fazer pela sua preservação, nomeadamente estimulando os jovens a aprenderem o seu manuseamento, será estar a preservar a nossa cultura. Também, o uso do instrumento levará certamente à reposição e redescoberta de cantos populares, associados à sua utilização.

sábado, junho 19, 2004

Luía Baptis

in: http://attambur.com/OutrosSons/Portugal/luis_baptis_atipico.htmViola Beiroa - Novo Trabalho de Luís Baptis LBM Edições


Contacto: Paula Moreira
Telefone/Fax: 21 467 59 79
Telemóvel: 93 423 48 73 - 96 51 32 160
e-mail: lpbaptista@teleweb.pt


Luis Baptis - Atípico



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Excertos: Bandolim Oriental | Braguesa Felicidade | Nota Azul
Partindo da ideia de juntar num disco vários instrumentos de cordas utilizados na música tradicional portuguesa, o bandolim, a guitarra portuguesa, a braguesa, o cavaquinho, a viola da terra e viola beiroa - aos quais se juntaram uma Guitarra clássica e uma Guitarra Eléctrica - Luis Baptis criou, com argumentos populares, clássicos e conteporâneos, um disco atípico no panorama musical português.

Todos estes instrumentos, tocados pelo próprio Baptis, são acompanhados por um quarteto de cordas (violino, viola de arco, violoncelo, e baixo acústico), cozinhando a sua música num caldeirão explosivo de harmonias clássicas e contemporâneas.

São ao todo 14 temas da autoria do próprio Luis Baptis, contando com a colaboração bem notada de Rui Júnior (Tocá Rufar) na percussão, bem como, de Quim Correia, no baixo acústico.

Como o próprio autor defende nas notas de imprensa, este disco pretende chegar a vários tipos de públicos, com gostos diversos, fazendo a incursão por temas de estilo mais popular e outros de sabor conteporâneo. Esta democratização não se consegue pela facilidade, mas sim pela provocação. Há públicos que vão ter de ouvir o disco algumas vezes para o descobrirem. Outros vão perceber o que significa a redescoberta das sucessivas audições.

Estes argumentos musicais, que já deram provas internacionais com nomes como os "The Penguin Cafe Orchestra" - e que levaram a públicos muitos distintos uma música igualmente difícil de catalogar- são muito reveladores de uma qualidade que faz sentido em qualquer geografia. O prórprio Luis Baptis não esconde o seu desejo de extravazar fronteiras com este trabalho. Bem o pode fazer.

Entretanto, a ligação de Luis Baptis aos instumentos tradicionais portugueses e à sua investigação já vem de longe. Actualmente realiza sessões pedagógicas realizadas na Casa Museu Verdades Faria, no Estoril, à volta do legado de instrumentos deixados pelo musicólogo Corso Michel Giacometti. Baptis é também professor de música - tendo estudado guitarra clássica, teoria musical e Jazz em Paris e actuado ao lado de vários músicos portugueses e europeus.

Este é um disco misterioso, não pelo lado complexo que representa, mas sobretudo pelo prazer da descoberta - que a sua música desvenda.

sábado, fevereiro 07, 2004

violeiros

Violeiros

À Procura de construtores de viola beiroa.



No Concelho de Oeiras, Gilberto Grácio, para além do seu atelier no Cacém, onde constrói violas e guitarras de grande qualidade, tem no Alto da Loba, em Paço de Arcos, com ajuda da Câmara Municipal, que cedeu as instalações e possibilitou utilizar as máquinas e ferramentas que durante alguns anos foram utilizados num curso financiado pelo IEFP, uma oficina de formação de construção de instrumentos musicais. Agora sem qualquer apoio financeiro do IEFP ou qualquer outra instituição, sete jovens aprendem a arte de construção de instrumentos musicais, financiando-se com a venda dos instrumentos construídos. As matérias primas, nogueira, ébano, pinho, mogno, são adquiridas directamente pelo mestre Gilberto Grácio, que se desloca propositamente a Espanha, ou à Alemanha, para adquirir esses materiais. Visitei a oficina e tive a oportunidade de presenciar o trabalho de jovens a preparar moldes, para iniciarem a produção de guitarras portuguesas, terminar guitarras clássicas, reparar um bandolim. Era minha intenção recolher informações sobre a eventual construção de violas beiroas, por parte do mestre. Obtive a informação de que nunca tinha construído uma viola beiroa, porque não possuía os moldes, mas o seu colega, Domingos Machado, de Tolosa-Braga, tinha esses moldes e poderia produzir esse tipo de instrumento. Para se garantir que um instrumento musical não cais no esquecimento é condição essencial assegurar a sua produção. Na Beira Interior, infelizmente, perdeu-se a tradição da arte de produção de instrumentos musicais de cordas, embora existam excelentes artistas de marcenaria, por exemplo em Alpedrinha. O exemplo da Câmara de Oeiras, que para além de apoiar esta iniciativa, mantem em Algés, sob orientação de Pedro Caldeira Cabral uma oficina de produção de instrumentos musicais antigos, poderia ser seguido na Beira Interior e dessa forma contribuir-se para a divulgação e protecção de um instrumento musical tipico da Beira Baixa, hoje praticamente extinto. Como já tenho referido só na Lousa e nas Dança da Genebres é esse instrumento utilizado, na Festa da Senhora dos Altos Céus.

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Contraluz

Contraluz



"Esta é a nossa viagem no sonho das imagens sonoras. Sons de outrora que renascem em sons de agora. Apenas silhuetas de sons na memória ... em contraluz. É um título de onde transparece uma característica que presidiu à feitura do disco: o facto de termos dado um papel importante à imaginação musical do grupo".

A evolução da sensibilidade do grupo e da própria postura em face da música tradicional levou a BRIGADA VICTOR JARA a introduzir instrumentos como o piano, violoncelo, oboé e saxofone, misturando-os com a viola beiroa, as palhetas de latão e a ponteira da gaita de foles, no sentido de obter "efeitos sonoros muito curiosos e interessantes" e revalorizando instrumentos como o cavaquinho e a viola braguesa, atribuindo-lhes uma função solista em alguns dos temas.

Com arranjos musicais da BRIGADA VICTOR JARA, entretanto transformada em cooperativa (com o objectivo de se poder ligar a outras actividades culturais), o álbum contou com a seguinte formação e respectiva prestações musicais: Amílcar Cardoso (beiroa, braguesa, viola, baixo, caixa, paus, sarronca e coros), Ananda Fernandes (coros), Arnaldo Carvalho (bendir, caixa, voz solo e coros), Jorge Seabra (cavaquinho, gaita de amolador, espanta diabos e coros), Luis Garção (viola, cavaquinho, berimbau e coros), Luisa Cruz (gaita de foles, ponteira, flautas travessas, adufes, pífaro, voz solo e coros), Manuel Henriques (violino e coros), Manuel Rocha (violino e coros), Ofélia Libório (adufe, címbalos e coros), Rui Curto (concertina, harmónio, acordeão, bombos e coros) e António Andrade (braguesa, beiroa, viola, baixo, bandolim, palheta de latão e coros). Destaque, ainda, para a participação especial de: António Lopes (saxofone barítono), João Pedro (piano), Ferreira da Costa (oboé) e Teresa Figueiredo (violoncelo).
Quanto aos temas incluídos: "Cantiga Bailada" (Beira Baixa); "Pregões" (Lisboa); "Vai-te Embora ó Papão" (Beira Alta); "Arriba o Monte" (Beira Alta); "Falsete dos Mouros" (Açores); "O Cativo" (Algarve); "Ilha de Sons" (Açores). - (Mário Correia)
"Contraluz": bailes, pregões, canções de berço, cantigas de boieiro, romances - "recuperar e revalorizar a cultura musical popular que está em acelerado processo de extinção, sendo necessário preservar a nossa identificação cultural".


Contraluz - 1984 - CBS

1994 - Sony Music (Reedição em CD)

sábado, janeiro 03, 2004

Dança dos Homens

Dança dos Homens (fragmentos) 1' e 16''
texto de Giacometti e Lopes Graça



10. DANÇA DOS HOMENS (frag.)
Recolhida em Lousa (Castelo Branco), a Dança dos homens, como a Dança das virgens, é dançada durante as festas em honra da Senhora dos Altos Céus (terceiro domingo de Maio), frente à igreja e, seguidamente, nos lugares mais centrais do povoado. Também conhecida por Dança de genebres, é executada por seis homens trajando calças e camisa branca, e ostentando uma espécie de tiara ornamentada com flores e fitas de várias cores, etc., três rapazs em vestes de donzela, e um guardião (mestre ou ensaiador), vestido de soldado com espada à cinta. Dos seis homens, cinco tocam bandurras (viola da zona raiana de Castelo Branco com dez cordas de arame, embora as bandurras aqui utilizadas tenham encordamento - apenas oito cordas - e afinação diferentes), o sexto toca a genebres, "espécie de xilofone, com uma série de paus redondos maciços, de tamanhos crescentes de cima para baixo, enfiados numa tira de couro formando colar...". Este instrumento, único no País, ao nosso conhecimento, é utilizado na Lousa exclusivamente na dança que tem a seu nome. Os três rapazes, enfim, tocam trinchas, uma espécie de pandeiretas sem peles. Todo o interesse propriamente musical do trecho vem-lhe da mistura "discordante' dos instrumentos principais: o grupo das bandurras, com a sua fórmula rítimica elementar, que consiste numa simples alternância de acordes rasgados de como que tónica e sobre-dominante e ainda como as suas entoações um tanto caprichosas, e a genebres, com os seus glissandos (precedidos, à laia de introdução, de um acorde de três sons arpejado) que formam uma espécie de pedal ritmica imutável - donde o curioso complexo harmónico e timbrico resultante, adicionado ainda pela sonoridade chocalhada do trincho.

sexta-feira, dezembro 12, 2003

Materiais utilizados na fabricação da viola beiroa:
in: http://www.brasilfesteiro.com.br/coluna/coluna_deghi.html

"Diferentes tipos de violas portuguesas.
A origem portuguesa do instrumento brasileiro é aceita por todos os estudiosos e folcloristas brasileiros, a começar por Camara Cascudo , em Dicionário do Folclore Brasileiro: *A viola foi o primeiro instrumento de cordas que o portugues divulgou no Brasil.O século do povoamento, o XVI, foi a epoca do esplendor da viola em Portugal, indispensável nas romarias, festas e bailaricos, documentado em Gil Vicente e nos cancioneiros.

Os colonizadores portugueses, transportaram consigo a viola, a tocaram em terras americanas e a transmitiram aos seus sucessores, quer nativos,quer europeus,quer miscigenados. Fontes de consulta: fotos-Livro Instrumentos Musicais populares portugueses-Ernesto Veiga de Oliveira. Livro-Viola Campaniça o outro Alentejo-José Alberto sardinha Explicativos das violas, cedidos a mim( Fernando Deghi) por Domingos de Morais,Instituto Politécnico de Lisboa.



Viola beiroa

Materiais: Cerejeira, austrália e pinho flandres.
Braço em mogno, interiores em casquinha ou choupo, escala em paupreto.
Afinação (5 cordas duplas): Lá-Mi-Si-Lá-Ré


A beiroa possui, na verdade, 12 cordas, mas, para efeitos de afinação, suprimem-se as duas cordas laterais. Utilizada nas festas tradicionais, teve o seu apogeu há mais de um século, mas foi recentemente recuperada pelo grupo foclórico Cantares de Manhouce, responsável pela popularidade de que ainda hoje goza.


"

sábado, novembro 29, 2003

viola beiroa

Informação do Museu de Etnologia


Viola Beiroa



datação: XX d.C.
matéria/suporte/técnica: Madeira, aço, bordão
dimensões: altura: 9,5 largura: 26,7 comprimento: 81,7
nº de inventário: BB.304
nºs inventário anteriores: D3.407
descrição: Viola de seis ordens de cordas duplas, as três primeiras de aço, a quarta e quinta de aço e bordão, e a sexta em aço, correspondendo a um cravelhal suplementar situado no final do braço, fora da escala, sendo sempre tocadas soltas, conhecidas por requintas ou cantadeiras. Caixa em madeira de duplo bojo, com enfranque muito apertado, com boca em forma redonda sensivelmente a meio do tampo. Cavalete em madeira, colado ao tampo a meio do bojo inferior. O tampo é ornamentado por incisões de motivos decorativos em seu torno, na boca, e nas extremidades inferior e superior. O fundo da caixa apresenta ao centro uma pequena excrescência em madeira de formato rectangular. Braço em madeira com escala rasa em continuidade com o tampo, com dez trastos, mais um pequeno trasto, colocado já sobre o tampo harmónico, e que serve unicamente a ordem de cordas suplementar. Cabeça alongada, linear, com pequeno orifício no topo superior, na qual se encaixa um sistema de cravelhas dorsais em madeira que permite afinar a tonalidade sonora do instrumento. Medidas (cm): comp. total - 81,7 comp. corpo - 39 larg. corpo - 26,7 alt. ilhargas: máx. 9,5 mín. 8,2 comp. corda vibrante - 45,2 alt. cavalete - 0,6 diâm. boca: 5,6

proveniência/incorporação: Doação - Fundação Calouste Gulbenkian
historial: Tipo de viola popular da região da Beira Baixa. Era usada nesta região raiana para acompanhar os “parabéns“ aos noivos, acompanhar cantos nas tabernas, aos domingos, etc. À data da aquisição ela desempenhava funções cerimoniais, integrada na “Dança dos Homens“, das Festas em honra da Senhora dos Altos Céus, na Lousa. Custo: 1.300$00 Anterior registo: nº tombo - D3.407 nº colecção - 407 data - Julho de 1977