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domingo, maio 04, 2008

Lince Ibérico na Malcata

in: Diário xxi
Malcata serve de palco ao plano para conservar Lince-Ibérico
Sexta-Feira, 02 de Maio de 2008
Portugal vai ter um banco de recursos biológicos com material genético de Lince-Ibérico. A estrutura é uma das que estão previstas no Plano de Acção para a Conservação da espécie

Luís Fonseca

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, apresenta hoje o Plano de Acção para a Conservação do Lince-Ibérico durante uma deslocação à Serra da Malcata, a partir das 14h30.
O Plano, que esteve em consulta pública em Novembro e Dezembro de 2007, foi despachado pelo ministro da Ambiente a 23 de Abril. O documento prevê um conjunto de medidas a desenvolver até 2012 em que se incluem um centro nacional de reprodução, um banco de recursos biológicos e um centro de reintrodução experimental da espécie.
As áreas prioritárias de intervenção do Plano de Acção são a Malcata, Nisa/Lage da Prata, São Mamede, Moura/Barrancos, Guadiana, Monchique, Barrocal e Caldeirão.
O centro nacional de reprodução em cativeiro já está a ser construído e já tem local definido, em Silves, com uma capacidade para 16 animais. Quando estiver pronto vai receber linces oriundos do parque de Doñana, na Andaluzia (Espanha).

AS ESTRUTURAS E ACÇÕES
O banco de recursos biológicos vai conservar "amostras de geoplasma, assim como outros tipos de células e tecidos" que poderão servir para realizar intercâmbios de material genético entre animais do programa de reprodução em cativeiro.
O centro de reintrodução experimental vai servir para testar a libertação de animais em cativeiro, "avaliando a possibilidade de servirem para a recuperação de populações naturais", acrescenta o documento.
Outras medidas do Plano de Acção prevêem acções de sensibilização e conservação de habitats e presas para que o Lince-Ibérico possa subsistir.
O fomento da população de coelho bravo, principal fonte de alimentação do lince, é uma das medidas classificada com "alta prioridade". Trata-se de uma das principais presas na alimentação do lince e cujo declínio é apontado como uma das principais causas da quase extinção da espécie.

Quase extinto
Actualmente, estima-se que existam pouco mais de uma centena de linces-ibéricos situados em apenas duas zonas de Espanha.

sábado, agosto 11, 2007

Lince na Malcata-situação em 2007

in: http://lynxpardinus.naturlink.pt/
Há ou não linces na Serra da Malcata?

Possibilidade de reprodução em cativeiro

A presidente da Comissão Directiva da Reserva Natural da Serra da Malcata, Sofia Silveira, considera que a controvérsia, suscitada nos últimos meses, sobre a existência de linces naquela área protegida não faz qualquer sentido. Mesmo sem querer avançar números e de sublinhar que se trata de uma espécie «em situação crítica», Sofia Silveira garante que há linces na Malcata. A presidente da Comissão Directiva garantiu ainda que a Reserva vai continuar a desenvolver acções no âmbito da preservação do lince, nomeadamente no que diz respeito à conservação de habitats e construção de abrigos artificiais.

Entretanto, existe no Instituto de Conservação da Natureza (ICN) um plano de acção que prevê a possibilidade de reprodução do lince em cativeiro, para posterior reintrodução no habitat natural. Mas enquanto que em Portugal, nomeadamente na Serra da Malcata ainda não existem essas estruturas, há um acordo com os espanhóis que já possuem áreas vedadas e adaptadas para o efeito. No âmbito desse acordo, foi convidado um especialista americano em captura de linces para que possam ser enviados para a Espanha. O especialista deverá começar a trabalhar em Portugal já no mês de Março.

A controvérsia sobre a existência de linces na Serra da Malcata surgiu a meados do mês de Janeiro, quando um dos biólogos que trabalham na Reserva da Malcata, Pedro Sarmento, disse, em declarações ao jornal «Público» que o lince na Malcata estaria à beira do fim. É que desde Janeiro de 99 que os biólogos procuram em vão qualquer sinal do felino, nem mesmo pegadas ou dejectos.

É então que a Liga para a Protecção da Natureza exige ao Ministério do Ambiente a divulgação do relatório final de um estudo sobre a conservação do lince na Serra da Malcata, realizado no âmbito do Programa Liberne. De acordo com a Liga, o documento estaria a circular restritamente, por ordem da presidência do Instituto da Conservação da Natureza (ICN).

Foi precisamente com base neste estudo que, o presidente do ICN, Carlos Guerra viria a afirmar em finais de Janeiro que «há linces na Serra da Malcata». O presidente do ICN garantiu que o estudo «O Lince Ibérico em Portugal», realizado num perímetro que envolve a Reserva Natural da Serra da Malcata e alguns núcleos da zona de Monfortinho e de Proença-a-Velha, numa área de 450 quilómetros, foram confirmados sete a nove exemplares."

O que é que na Beira Interior fizemos para pressionar o Presidente do ICN, a divulgar o Relatório sobre o Lince na Serra da Malcata? Lanço um apelo, ao Presidente da Câmara de Penamacor e também ao de Idanha-a-Nova, no sentido de exigirem a divulgação do referido Relatório e a promoverem a sua divulgação, a nível nacional. Se compararem este texto, que tem a mesma origem do do Post anterior, com o do Post anterior, encontrarão inúmeras contradições. No primeiro afirma-se a provável inexistência do Lince Ibérico, actualmente, na Serra da Malcata, no segundo assegura-se a sua existência, em resultado de investigações do ICN. Perante a confirmação da localização recente de exemplares em Monfortinho e Proença-a-Velha, ganha outro sentido a contestação à não criação do Centro de Reprodução na Malcata. A teoria de que as questões ambientais, para a preservação do lince ibérico, na Malcata, se têm degradado, caí por terra. Nos últimos anos, com a actividade de implementação do Turismo cinegético, promovidos pelo Grupo Espirito Santo e também pelo Hotel de caça do Ladoeiro, a população de coelho bravo tem aumentado, na região, de forma muito significativa e visível. De cada vez que tenho atravessado os campos de Idanha, em pleno dia, nos últimos anos, tenho encontrado coelhos na proximidade das estradas, coisa que era mais difícil de encontrar nos anos 80 e 90. Este, como se tem descrito, é um factor indispensável para a sobrevivência do Lince. A linha de continuidade com as Serras da Gata e Béjar, onde existem populações observadas de lince Ibérico, seria um outro factor a favor da criação do Centro de Reprodução na Serra da Malcata.

Reserva da Malcata

Afinal o Centro de Reprodução do Lince Ibérico vai para o Algarve. A reserva da Serra da Malcata, criada expressamente para proteger o Lince Ibérico foi preterida, a favor do Algarve. Bem sei que no Algarve trabalha um biólogo inglês, que tem procurado divulgar a nível mundial, o perigo de extinção do lince ibérico e que sem ajudas do OGE, tem procurado provar que há uma forte probabilidade de encontrar e preservar o lince ibérico, nas serras algarvias.

in: http://lynxpardinus.naturlink.pt/
"Regiões Mata Mediterrânica Mapas

As principais populações portuguesas de Lince-Ibérico associam-se a quatro regiões nas quais a presença da espécie assenta sobre raízes antigas e é consolidada com dados recentes.

ALGARVE (incluindo as serras do Cercal e da bacia do rio Mira tal como a vertente norte das serras de Monchique e Caldeirão)

A ocorrência do felídeo nesta região está ligada às áres montanhosas de Espinhaço de Cão, Monchique e Caldeirão, estando a população isolada provavelmente desde os anos 40.

O Lince ocupa uma área de cerca 650 km², sendo a maior área de ocorrência em Portugal apesar do elevado grau de fragmentação que apresenta. Verifica-se a existência de cinco núcleos principais de ocorrência, ainda conectados por "corredores" de habitat favorável.



Estima-se que a população seja constituída por cerca de 18-24 (1995), decrescendo a densidade e os indícios de reprodução de Oeste para Este. As ameaças actuais mais importantes são a escassez de coelho-bravo, as florestações e os incêndios de Verão.

Em Portugal são dados ao Lince vários nomes vernáculos, consoante a região. No Algarve, a espécie era originalmente denominada "gato-cravo", "gato-lince" e "liberne".



CONTENDA-BARRANCOS


A reduzida informação recente acerca desta população aponta para uma possível regressão. Parte dos Linces estarão associados à existência do Perímetro Florestal da Contenda, devendo a área ocupada ser pouco extensa.

Este núcleo parece estar isolado de outros em Portugal, mas é contíguo com a população Espanhola da Serra Morena occidental, constituída por cerca de 53 indivíduos.

Chama-se popularmente "gato-cravo" nesta área.


SERRA DA MALCATA Actualização

A população associada a esta área montanhosa da Beira interior, foi a melhor estudada em Portugal nos últimos 20 anos, sendo evidente a sua regressão. Em 1990-92 já era composta apenas por 5-8 Linces que ocupavam cerca de 127 km², em reduzida densidade.

Nos últimos três anos o declínio acentuou-se como resultado da continuada regressão do coelho-bravo (intensificada pela actuação da DHV), e da destruição e degradação do habitat, tendo as zonas de reprodução sido as mais afectadas.

É difícil avançar com uma estimativa actual da população da Malcata, mas a situação deverá ser crítica. Malcata aparenta estar isolada de outros núcleos portugueses (como os números 2 e 5 da figura anexa?), mas ainda se deve manter o contacto com os cerca de 58 indivíduos que ocupam uma vasta área das serras espanholas de Gata e Béjar.

Na Beira interior, tal como no Nordeste Alentejano, o felídeo é conhecido por "lobo-cerval".


VALE DO SADO Actualização

Esta região alberga uma população pequena e dispersa, a qual é o "resíduo" de uma população maior e conectada com o Algarve, até meados deste século, através das bacias do Tejo e do Sado.

O actual isolamento e situação precária são o resultado de profundas alterações do habitat que decorreram nos últimos 50 anos e da mortalidade por causas humanas - esta com grande incidência nas décadas de 50, 60 e 70.

Todavia, o Lince ainda ocorre de forma fragmentada e em pequeno número nas áreas que mantêm habitat favorável.

"Liberne" é o nome vernáculo atribuído nesta região, ainda na memória dos mais idosos."

Pois é, na Beira, contámos em exclusivo com a intervenção de projectos financiados pelo governo e acabámos por ser ultrapassados pelo dinamismo demonstrado no Algarve, por um biólogo que vestiu a camisola da protecção do lince ibérico e que demonstrou que no Algarve haveria melhores condições, do que na Serra da Malcata, para reintroduzir o lince ibérico. Agora, na imprensa regional, protesta-se contra a instalação do Centro de Reprodução no Algarve, quando se ficou à espera de subsídios governamentais para a criação do Centro. A proximidade de D'onana, relativamente ao Algarve, é provável que também tenha pesado na tomada de decisão. Mas, se houvesse trabalho local, desde o momento da retirada das equipas de investigação do ICN, da Serra da Malcata, a decisão poderia ter pendido para a Beira Interior.

terça-feira, julho 17, 2007

Lince Ibérico na Malcata

Penamacor aposta na reintrodução do Lince Ibérico
Terça-Feira, 17 de Julho de 2007
Autarquia quer felino de volta à Reserva da Malcata

Para Domingos Torrão, os animais seriam criados em cativeiro e, depois, reintroduzidos naquele que era o seu habitat natural. O presidente da Câmara considera que existem condições para se “puxar pela marca Lince”
Francisco Cardona

A Câmara de Penamacor quer a reintrodução do Lince Ibérico na Reserva Natural da Serra da Malcata, admitindo que a sua reprodução possa ser feita em cativeiro para que depois os animais sejam devolvidos ao seu habitat natural, disse ao Diário XXI Domingos Torrão. “Penamacor continua a ser o território [português] que mais garantias dá para a criação e procriação do Lince. Por isso, queremos reintroduzi-lo”, disse o presidente da autarquia, sublinhando que já existe entendimento com o novo director da Áreas Protegidas, Armando Carvalho, que tutela também a Reserva da Malcata.
O autarca do concelho que faz parte do distrito de Castelo Branco falava à margem da inauguração da FACEP – Feira Agrícola Comercial de Penamacor inaugurada, na sexta-feira, pelo secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques. “Com a nova equipa directiva da Reserva há um entendimento muito grande de modo a que nós puxemos pela marca Lince”, disse Domingos Torrão, explicando que estão a ser estabelecidos contactos com reservas espanholas da Extremadura e da Andaluzia, nomeadamente com centro de El Acebuche, no Parque de Doñana, onde a reprodução do Lince Ibérico em cativeiro está em curso com sucesso.
Domingos Torrão admite ainda a criação de um centro de reintrodução experimental na Malcata, no âmbito do projecto internacional de conservação desta espécie ameaçada de extinção, no qual estão envolvidos Portugal e Espanha e ainda a União Internacional da Conservação da Natureza. “Estamos a trabalhar no assunto”, afirmou Domingos Torrão, que não quis comprometer-se com uma data para que o Lince Ibérico volte à Reserva Natural da Serra da Malcata. “Não há prazos fixados, mas gostaria que a reprodução em cativeiro começasse por forma a que em 2010 fosse possível devolver o felino ao seu habitat natural”, salientou.
“Isso só pode vir a beneficiar o concelho e a região”, concluiu Domingos Torrão, sem comentar o difícil relacionamento entre a autarquia e o anterior director da Reserva, Pedro Sarmento. “É passado e não quero falar disso”, concluiu.