sexta-feira, outubro 19, 2012

Manuel António Pina

in:TSF Morreu Manuel António Pina (1943-2012) Publicado hoje às 17:06 O poeta e jornalista Manuel António Pina morreu esta tarde no Hospital de Santo António, no Porto. Em 2011 venceu o prémio Camões. Além de poeta, Manuel António Pina distinguiu-se também pela literatura infanto-juvenil. De acordo com a Wikipedia, é ainda autor de peças de teatro e de obras de ficção e crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e TV e editadas em disco. Manuel António Pina nasceu no Sabugal a 18 de Novembro de 1943. http://www.tsf.pt/Programas/programa.aspx?content_id=917512&audio_id=893894 http://www.youtube.com/watch?v=q4BGtNZFG94&feature=related http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=2837814 https://vimeo.com/36357620

quinta-feira, outubro 18, 2012

Jornal do Fundão nas mãos de Isabel Santos?

Oliveira formalizou venda da Controlinveste a grupo angolano Publicado hoje às 20:39 O grupo Controlinveste já formalizou a venda do grupo de media que detém o Diário de Notícias, Jornal de Notícias, O Jogo e TSF, conta o Diário Económico, citando uma fonte oficial do grupo. O acordo em questão foi confirmado por fonte oficial da Controlinveste aos jornais Diário Económico e Correio da Manhã, que acrescentam que o comprador é um grupo angolano mas desconhece-se o seu nome e os valores envolvidos. Ainda segundo estas duas publicações, o negócio abrange o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias, o O Jogo e a TSF, ficando de fora a participação de Joaquim Oliveira na Sport TV. No entanto, o Jornal de Negócios apurou que «faltam ainda as contrapartidas financeiras» para que o grupo Controlinveste seja alienado. Ao semanário Expresso, uma fonte da administração da Controlinveste, garante que não há ainda desenvolvimentos relativamente ao acordo de venda assinado antes do verão.

domingo, setembro 30, 2012

Cá está, objetivo apoderar-se de Baldios do Povo. Força e coragem, como no Souto da Casa-O Carvalhal é nosso....

in: Público A história da luta de um povo contra a manada selvagem do "doutor Neco" 30.09.2012 - 16:57 Por José Bento Amaro Votar | 2 votos 7 de 7 notícias em Local« anterior (António Carrapato) Nos confins da Beira Baixa, um "exército" de animais bravios traz em polvorosa os pequenos povoados da raia. Centenas de vacas e touros atacam as pessoas e as culturas. Pela calada da noite, batem com os cascos como se fossem almas penadas. No reinado de D. Fernando a aldeia de Segura, actualmente integrada no concelho de Idanha-a-Nova, Castelo Branco, foi um dos garantes da manutenção da fronteira durante as três guerras com Castela. Há 600 anos, à força das espadas, as tropas adversárias não lograram apoderar-se das margens para lá do rio Erges. Hoje, não havendo guerra com Espanha, há quem prepare espingardas. Não para defender a soberania, mas para enfrentar centenas de touros e vacas bravas que há dez anos campeiam livremente pela região e que este mês, conforme confirmou a GNR, já provocaram a morte de um pastor surpreendido no campo. O sol está alto e nos campos em redor de Segura, num vislumbre menos apurado, é quase impossível avistar qualquer rês, mesmo que seja mansa. Palmilham-se quilómetros por caminhos poeirentos, entre giestas e mais giestas. De vez em quando um bando de perdizes levanta voo. O guia, um homem da aldeia, garante que vamos encontrar gado bravio. Chegados a um ribeiro quase seco, uma revoada de pó indica a proximidade de animais. Mais de 20, entre bovinos e cavalos. Enquanto algumas reses permanecem imóveis, outras partem desenfreadas pelo campo. "São vacas do Neco", explica o guia. "Neco", de seu verdadeiro nome Eduardo Pereira Marques, é veterinário, tem uma casa em Segura (onde só aparece esporadicamente) e mais de 2000 hectares de terreno em torno da aldeia. Os populares dizem que são dele as rezes bravias que há cerca de dez anos alvoraçam e espalham terror naquele povoado e noutros da zona raiana. Terá sido um dos seus animais, conforme já foi confirmado pela GNR, bem próximo do local onde o PÚBLICO avistou diversos animais não brincados (o brinco é uma chapa metálica que é colocada nas orelhas dos animais e que permite saber que os mesmos estão registados e submetidos a controlo veterinário) que há cerca de duas semanas matou um pastor da aldeia de Rosmaninhal que por ali apascentava ovelhas. Os touros e vacas bravas que terão morto o pastor tão depressa podem andar nos terrenos do alegado proprietário, como se dão ao luxo de campear pelos 352 hectares que constituem a Herdade da Granja (foi nos seus limites que apareceu o cadáver). Esse terreno (o equivalente a 352 campos de futebol) é um baldio desde sempre utilizado pela população de Segura, actualmente com apenas 180 eleitores. "Era aqui [na Herdade da Granja] que o povo vinha fazer as suas sementeiras, que fazia algumas hortas e que trazia gado a pastar", conta Sebastião Ramos Matias. "Mas desde que o gado do Neco passou a vedações e começou a atacar as pessoas e a dar cabo das colheitas, tudo acabou", lamenta. A conversa com o guia é entrecortada, com alguma frequência, por sombras imensas que passam a grande velocidade pelo chão. Quando se olha para o céu avistam-se então os donos das sombras. São bandos de enormes abutres que esvoaçam em círculos e que depois se precipitam para o solo. "É mais algum touro morto", alvitra Sebastião Matias. A expressão "mais" não é, neste caso, nenhum exagero. Andam-se 200 metros a partir do leito seco de um ribeiro e os olhos arregalam-se com o avistamento de ossadas dispersas. Depois, mais uns passos dados, lá está o que resta do que terá sido um touro corpulento. O crânio, quase já sem pele, e os cornos aguçados fazem lembrar as imagens icónicas dos filmes do Oeste americano. "Este foi morto por um caçador que andava aqui às perdizes. O animal estava escondido ali no ribeiro e investiu", explica Sebastião Matias, justificando o uso de balas (que os caçadores não podem utilizar quando procuram peças mais pequenas, como coelhos, lebres ou perdizes) com "a necessidade de salvar a vida". Atravessa-se um caminho de terra batida e mais algumas vacas e touros bravios se levantam num trote respeitoso - os animais que não estão registados não toleram a aproximação de humanos, que nos últimos anos os têm caçado e os afugentam a tiro. Depois surge mais uma carcaça de outra rês abatida à bala. Mais umas centenas de metros e surge o esqueleto de um cavalo. O terreno em volta do sítio onde os animais caíram e os abutres comeram mais um banquete ficou despido de vegetação. No chão ficaram apenas enormes penas das aves, supostamente perdidas na luta por um qualquer pedaço de carne. De volta a Segura, dá para notar, quando se chega a uma pequena estrada asfaltada, ladeada por terrenos que o próprio veterinário reconhece serem seus, a existência de várias marcas de travagens. São os vestígios de colisões com o gado que assim que começa a escurecer vem para os caminhos. João Fevereiro é apenas um dos diversos habitantes de Segura que tem para contar um encontro que, de acordo com a sua versão, se deu "com o gado do Neco". "Vinha das Termas [de Monfortinho] e eram para aí uma da manhã. Na estrada estavam cinco touros e uma vaca". O embate de um dos animais valeu-lhe uma despesa de 7.000 euros. Ainda hoje espera ser reembolsado. Ao lado de João Fevereiro outro natural da terra, Rui José Fazenda Carvalho, conta que na sua tapada são frequentes as investidas "do gado do Neco". "Para ir ver as minhas vacas tenho de ir de tractor. Já fui seguido várias vezes por cinco, dez, 20 e 30 vacas e touros". Histórias de gado bravo em Segura são como carraços em cão vadio. Uns queixam-se dos quintais devastados por animais cheios de fome e de sede. Outros contam que touros de grande porte e ameaçadores vão, a coberto da noite, ao encontro das suas vacas mansas que estão "saídas" (receptivas a acasalar) emprenhando-as contra a vontade dos donos, que pretendem animais "registados e com as vacinas em dia". "Eu não como aquela carne", diz José Manuel, referindo-se às vacas e touros bravios. A dona do único café de Segura conta que quando a filha vem à aldeia para a visitar "abala sempre antes da noite, por causa do gado nas estradas". "Isto agora é simples: assim que o sol se põe, assim que começa a escurecer, o melhor é cada um fechar as portas e não andar pelas ruas", diz a comerciante, contando que "quase todas as noites" se escutam os cascos das reses bravias a bater nas pedras das ruas. Uma vizinha diz mesmo já ter escutado "vacas e touros a subir as escadas do castelo" (restos da fortaleza ali construída e hoje parcialmente absorvida pelo povoado para proteger a fronteira). Os animais, sobretudo no Verão, procuram comida e água. Se durante o dia muitos se acoitam nos matos e nos leitos secos dos riachos, quando a noite cai a maior parte aventura-se pelos povoados. Sofrem as pequenas hortas e também os carros. "Neco" diz-se ameaçado Já há sete processos a correr no Tribunal de Idanha-a-Nova, a sede do concelho. Na maior parte dos casos, porque os animais que acabam por ser abatidos (a GNR, por intermédio dos seus serviços de relações públicas no Comando Nacional, em Lisboa, confirma que já foi chamada diversas vezes) não possuem qualquer identificação, não é possível atribuir responsabilidades a Eduardo Marques. O PÚBLICO conseguiu entrar em contacto telefónico com o veterinário: "Não tenho a mínima responsabilidade em relação ao que se está a passar", sintetizou. Eduardo Marques começou por dizer, no passado domingo, que nada pretendia afirmar. Depois, a insistência do PÚBLICO, remeteu mais esclarecimentos para um comunicado que pensa divulgar numa data não especificada. Mais um pouco e acabou por negar quaisquer responsabilidade relativa aos danos provocados pelos animais e, por fim, revelou que a sua vida já correu e continua a correr perigo. "Sou ameaçado por várias pessoas da região. São malfeitores que estão perfeitamente identificados", acrescentou o veterinário, que não quis precisar mais detalhes acerca da história. Quando se pergunta o porquê dos problemas entre a população de Segura e o veterinário Neco, nenhuma resposta concreta é avançada. Diz-se que o homem, que "é dono de um terço de todas as terras aqui à volta", mas que reside normalmente em Albergaria-a-Velha (Aveiro), gostaria de juntar os 352 hectares da Herdade da Granja (que é de todo o povo da aldeia) aos cerca de 2.000 que já possui. Também se diz que quando chegou à região e começou a colocar as "aramadas" (vedações) nos seus terrenos, alguns habitantes deitaram-nas abaixo. Terá sido nessa ocasião que começou a levar touros para os terrenos, como se os mesmos fossem os guardas que pudessem proteger as cercas derrubadas. O PÚBLICO não obteve qualquer resposta do veterinário em relação a estas afirmações dos habitantes de Segura. Os ataques do gado aos populares iniciaram-se em 2005, ano em que alguns dos animais terão sido alvo dos últimos cuidados veterinários. Depois disso, e por motivos não explicados, o alegado dono teria deixado de os acompanhar e estes começaram a partir as vedações e atacar as culturas. A manada bravia, que actualmente se divide em mais de uma dúzia de grupos, é composta por um número indeterminado de animais. De acordo com a Direcção-Geral de Veterinária serão, no mínimo, 250 cabeças. Em Segura fala-se de "muitas centenas, quase mil" e deitam-se contas às crias paridas todos os anos pela vacada. "Não se vê uma vaca sem um bezerro atrás", dizem. A própria Direcção-Geral de Veterinária não conseguiu, em Agosto deste ano, fazer uma contagem exacta dos exemplares. Conforme disse ao PÚBLICO o assessor do Ministério da Agricultura, Daniel Costa, foram requisitados à Companhia das Lezírias um grupo de campinos que, depois de muitas horas a cavalgar pelos muitos hectares ocupados pelo gado, conseguiram apenas recuperar oito touros. Os restantes refugiaram-se pelos cabeços da zona. A Direcção-Geral de Veterinária, de acordo com o que já é público e foi confirmado ao PÚBLICO pela assessoria do Ministério da Agricultura, e baseado numa determinação veiculada pelo Ministério Público do Tribunal de Idanha-a-Nova, vai ordenar uma batida legal às reses. Caberá à GNR proceder ao abate dos animais, situação que, conforme disse ao PÚBLICO o porta-voz daquela força, ainda não tem data marcada. O assessor Daniel Costa adiantou, entretanto, que a data não será revelada por "motivos de segurança". Há cerca de um mês atiradores da GNR estiveram quase a consumar a matança de muitos dos animais tresmalhados, o que não aconteceu supostamente por falta de assentimento por parte dos responsáveis do Ministério da Agricultura. Daniel Costa explicou que o abate dos animais "é uma operação complexa", tal como todo o processo, o qual envolve a apreciação de uma série de processos dos quais "já resultaram o levantamento de diversas contra-ordenações". O que se sabe é que os animais, nas suas sortidas em busca de alimento e água, não poupam quem lhes surja pela frente. Não são apenas os carros dos civis que são alvo de cornadas. Um jipe da GNR já ficou bem marcado devido a um ataque de um touro. Em Segura há um soldado da GNR, dono de vacas, que dorme com a espingarda ao lado e que, em diversas noites, já se terá visto obrigado a disparar para defender a comida e a "honra" das suas reses. "Uns [touros] morrem no local, outros, feridos, acabam por morrer longe. Quem é que vai querer comer essa carne? Apenas os abutres", remata Sebastião Matias.

sexta-feira, setembro 21, 2012

quinta-feira, setembro 20, 2012

Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco-ganha prémio U4energy

U4energy u4energy@eun.org 09:20 (1 hora atrás) Caro(a) participante, A segunda edição do concurso pan-europeu U4energy chegou ao fim. Um grande OBRIGADO deve ser endereçado a todos os participantes no concurso! Ao realizarem acções e conduzirem um diálogo sobre o actual tema da eficiência energética, os participantes contribuíram para que a sua escola desse passos firmes em direcção a um ambiente mais sustentável. Parabéns! Vencedores nacionais da edição de 2011/2012 das 3 categorias do U4energy a concurso são: * Categoria A: Melhores medidas de eficiência energética EcoRP Escola Secundária/3 de Raul Proença, Caldas da Rainha * Categoria B: Melhores ações pedagógicas sobre a utilização eficiente da energia As energias que movem o Mundo Externato Padre Cruz, Matosinhos * Categoria C: Melhor campanha escolar sobre a eficiência energética MINUTO AMBIENTAL Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco, Castelo Branco O Júri selecionará, de entre o conjunto de vencedores nacionais, as 2 melhores candidaturas por categoria, a fim de nomear 3 vencedores e 3 segundos classificados europeus - anunciadas durante a cerimónia! Agradecemos a sua participação! Equipa U4energy U4energy@eun.org http://www.u4energy.eu

terça-feira, setembro 18, 2012

BI de Idanha-a-Nova no PORDATA

in: www.pordata.com BI das Regiões Exportar Dados Idanha-a-Nova (Município) 2001 2011 População 11.659 9.716 Superfície em Km2 1.416 1.416 Alojamentos familiares 11.380 Pro 11.824 Desempregados inscritos 350 354 Idosos por 100 jovens 453 Pro 494 % Pop. com ensino superior 2 Pro 5 Pensionistas Seg. Social 5.704 4.708 Hab. por Km2 8 7

sábado, setembro 15, 2012

Idanha a Nova-Touros e veados

No ano passado, na Idanha, faleceu um cidadão, em resultado do ataque de um veado. Em Portugal desde o início do século XX, ninguém morria em resultado de um incidente deste tipo. Agora, o DN informa que morreu um pastor, em resultado de ter sido atacado por um touro...

terça-feira, agosto 14, 2012

Serra da Estrela na cauda na oferta de trabalho

Pordata Sabiam que… A região de Portugal com mais ofertas de emprego é o Grande Porto? A que teve menos ofertas de postos de trabalho é a Serra da Estrela. Dados de 2011 ...Ver mais PORDATA - Estatísticas, gráficos e indicadores de Municípios, Portugal e Europa www.pordata.pt A Pordata é uma base de dados sobre Portugal contemporâneo, organizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, com estatísticas oficiais e certificadas

quinta-feira, agosto 02, 2012

quarta-feira, agosto 01, 2012

Exposição de fotografias de Aves da Beira Baixa

Da autoria de Joaquim Antunes e até 3 de setembro, no Museu do Canteiro, pode ser visitada uma exposição de fotografias de Aves da Beira Baixa. Durante décadas, Joaquim Antunes, no território da Beira Baixa foi fotografando aves, algumas de difícil observação, pela raridade ou pela forma como se inserem na natureza. Parabéns ao autor e à oportunidade que nos deu de apreciar o seu trabalho. Não percam a oportunidade de visitar a exposição...

sexta-feira, julho 27, 2012

Ladoeiro-Festival da Melancia

In: Jornal do Fundão

Apicultura

Sociedade (JF Diário) 25 Jul 2012, 14:46h Produçao de mel. Região com grande potencial Apicultura está a receber sangue novo Na Malcata e no Tejo Internacional estão a instalar-se dezenas de novos apicultores com projetos empresariais para a produção do mel A APICULTURA está a crescer na região. As três associações que gerem as zonas controladas no distrito de Castelo Branco falam de um “crescimento na produção de mel” e de “um aumento do número de apicultores”. Seja para dar gosto ao gosto, seja por um objetivo de comercialização, a existência de infraestruturas de extração do mel na região, localizadas em Penamacor, gerida pela Meimocoop, Castelo Branco (a abrir brevemente), gerida pela Melgatus, e no Fundão, pela Pinus Verde, tornam possível transformar esta atividade amadora num projeto cada vez mais empresarial. Luís Moreira, um jovem de 28 anos, licenciado em Engenharia Florestal é um desses casos. Desde pequeno que acompanha o pai, Carlos Moreira, apicultor há 30 anos, no trabalho da produção de mel em Alfrivída, no concelho de Vila Velha de Ródão. Começou por ter meia dúzida de cortiços mas hoje tem perto da aldeia 30 colmeias cujo mel serve para consumo doméstico e para oferecer a familiares e amigos. O trabalho do apicultor é diário e não apenas por altura da extração do mel, de maio a setembro, quando as abelhas mais trabalham. “Não é só nestes meses que se tem mais trabalho. No resto do ano é preciso alimentar as abelhas, porque existem menos flores”, conta Carlos Moreira. O alimento resume-se a mel, a polen ou açúcar que permite que a colmeia não morra. A atividade vai ter continuidade com o filho. “É um rapaz que me acompanha desde os oito anitos e gosto de ver que ele gosta disto”, diz com orgulho. Luís Moreira prepara-se para aumentar a produção de mel graças a um projeto que conta com apoio do Proder. O investimento que ronda os 80 mil euros prevê o aumento da capacidade de produção de 30 colmeias de uma produção de 200 quilos de mel para 330 colmeias, cerca de seis toneladas ao ano, em Perais. O jovem apicultor vai dedicar-se à atividade nas horas vagas e manter o trabalho em Vila Velha de Ródão. “Desde pequenino que ando em roda das abelhas. Espero fazer algum dinheiro com isto”, explica. A comercialização do mel é uma aposta de futuro. “O nosso mel é muito procurado, conto com o apoio da Meltagus nesta questão da venda”, reforça. O facto da Câmara de Castelo Branco ter construído a central meleira está a ser decisivo no aumento de efetivos de colmeias por parte dos associados da Meltagus – Associação de Apicultores do Tejo Internacional, com a maior zona de influência do país e que corresponde a Castelo Branco, Vila Velha de Ródão e Idanha-a-Nova, onde estão instalados cerca de 190 apicultores do norte a sul do país. A associação criada em 2004 começou por ter quatro sócios, no último ano a associação duplicou o número de associados. A abertura da central meleira, construída pela autarquia albicastrense, que se tornará na maior do país em capacidade de produção e de avanço tecnológico, a realização de ações de formação, parcerias estabelecidas com a Escola Superior Agrária e o Inovcluster “criaram as condições para que a apicultura esteja a florescer na região”, sublinha Nelson Antunes, presidente da Meltagus, que tem tentado trazer “sangue novo” para a apicultura. “No último ano instalaram-se 14 novos produtores no concelho, é já um dado significativo”, acrescenta, confiante de que Castelo Branco está a ”mostrar cartas ao país de como se deve apoiar a agricultura”. A central meleira tem capacidade para uma produção diária de 15 toneladas de mel, possui zonas de extração, de embalamento, laboratórios e um espaço didático para visitas de estudo, num investimento de 500 mil euros da Câmara. O percurso que se segue é do criar canais de comercialização do mel produzido na região, o que será possível através da união dos produtores. “Temos a vantagem da desertificação do Interior, onde pode ser produzido um mel bastante procurado no estrangeiro que é o mel de lanvada (rosmaninho). Mas o mercado externo procura grandes quantidades e para respondermos, só através da união dos vários produtores que começam a surgir”, finaliza o dirigente. Na zona controlada gerida pela Meltagus, a maior do país em área territorial, produz-se, em média, 220 toneladas de mel. Nos próximos anos esta média vai subir porque os produtores instalados estão a aumentar a sua capacidade e outros agricultores estão a instalar projetos neste território. “Há oito anos quase ninguém fazia o registo desta atividade”, observa Nelson Antunes que acredita existirem “cinco a seis mil colmeias que estão nesta situação”. (Leia toda a reportagem na edição semanal) Por: Célia Domingues

quarta-feira, julho 18, 2012

Medalha de Bronze nas Olimpíadas de Matemática, para aluno da Beira Interior

Luís Duarte, do 11.º ano da Escola Secundária de Alcains, obteve medalha de bronze nas Olimpíadas de Matemática. A final realizou-se na Argentina, com a presença de 500 concorrentes de 100 países. Afinal, as escolas do Interior também podem apresentar resultados excelentes...

domingo, abril 22, 2012

Na comemoração do centenário do nascimento do beirão Orlando Ribeiro, Duarte Belo publicou "Luz e Sombra". Partindo do arquivo fotográfico de Orlando Ribeiro, Duarte Belo, em 2007,foi à procura dos lugares fotografados por Orlando Ribeiro, contrapondo uma fotografia recolhida em 2007, procurando localizar o mesmo ângulo de visão. Relativamente a Monsanto, um dos lugares fotografados, são apresentadas a ficha de Monsanto, correspondente aos arquivos e a nova fotografia de 2007. Aprecie-se a diferença......

domingo, janeiro 29, 2012

A Roubalheira na A23

in: O Mirante O Mirante dos Leitores A exorbitância das portagens na A23 Imprimir ArtigoComentar ArtigoEnviar para um amigoAdicionar aos favoritos No dia de Natal, como é hábito, reuniu-se a minha família em Tancos. Segui o trajecto habitual da A1 entre Santarém e Torres Novas, depois apanhei a A23 entre Torres Novas e Atalaia, seguindo pela EN 3 daí até Tancos. Acabo de receber o extracto da via verde e constato agora o seguinte: a portagem na A1 custou 2,20 euros, em 28 km; a portagem na A23 custou 2,30 euros por 16 km. 2,30 euros para percorrer 16 km!!! Mas o que é isto? Qual foi o critério seguido para chegar a este valor? Onde é que isto vai parar? Hermínio Martinho