sábado, novembro 26, 2005

A Rota dos Castros, iniciativa cultural da Câmara Municipal do Fundão

Nem sempre aquilo que parece uma boa intervenção cultural o é.

Num BLOG destinado a apoiar a iniciativa cultural da Câmara Municipal do Fundão, designada por Rota dos Castros, encontrei os comentários que abaixo transcrevo.

in:http://rotadoscastros.blogspot.com/
Marcos Osorio disse...

Isto são paredes de casas?

5:18 PM
Aécio disse...

Dada a localização podem ser paredes de Castros ou re-aproveitamentos. Estão neste momento a ser estudadas estas duas hipóteses. Uma vez que não há conhecimento de utilização na zona específica para pastoreio ou agricultura, estarei mais inclinado para a primeira hipótese, esta é a minha opinião pessoal, que terá que ser comprovada com prospecções e escavações. A teoria das paredes de castro poderá ser facilmente fundamentada, dada a possível retenção de materiais no interior dos alegados castros.

9:08 PM
Anônimo disse...

Confesso que estou um pouco apreensivo com isto da rota...
Muitos dos arqueossítios da região já sofreram assaltos de "arqueólogos" de fim de semana, alguns com os habituais detectores de metais...
Outros acham apenas que é giro levar uns "recuerdos" para casa (entenda-se materiais arqueológicos...)
Sabemos bem o dano que visitantes mal informados podem causar a sítios deste tipo, ainda para mais isolados.
Por vezes a divulgação e fáçil açesso é uma espada de dois gumes...

1:15 AM
ds disse...

Só agora descobri este blog. Excelente ideia. Obrigado por toda a informação

3:14 PM
Anônimo disse...

Protecção dos Castros

Ainda não tive oportunidade de fazer a Rota dos Castros, iniciativa Cultural da CMF. Pelas imagens, se a situação actual é a que se apresenta nas fotografias, as boas intenções, que considero terem existido, relativamente à divulgação da Rota, vão traduzir-se em delapidação do nosso Património. Este tipo de Rotas, a sua divulgação e a facultação de informação orientativa, deve ser antecedida da protecção dos locais, contra o acesso directo aos locais e a eventual delapidação de objectos. As boas intenções, podem vir a dar lugar a crimes culturais....

2 comentários:

Idanhense disse...

Caro Aquiles não compreendo a sua cruzada. No seu entender tudo o que não é feito na esfera do presidente da Camara de Castelo Branco não tem valor. Curiosa adoração.

A vandalização dos sitios arqueológicos faz-se todos os dias, independentemente do sítio estar divulgado ou não. É um assunto que nos diz respeito a todos. É acima de tudo falta de civismo. Chamo-lhe a atenção para um escrito do Professor Vitor de Oliveira Jorge que saiu já há muitos anos e em que defendia que a melhor maneira de proteger o património era estudá-lo e divulgá-lo.
Que eu saiba, com dinheiro dos nossos impostos sustentamos vários corpos de polícia, que existem para proteger o cidadão e a propriedade. Que essas forças nem sempre cumpram já é outro assunto, agora culpar um blog por fazer divulgação é no mínimo ridículo. Se fosse a Câmara de Castelo Branco a fazê-lo, por certo o Senhor viria a terreiro prestar homenagem.

Não seja tão fundamentalista.

asp disse...

Para além de estudar o património e antes de divulgá-lo é necessário protege-lo, para então sim poder ser divulgado.

Por acaso nunca fiz qualquer referência, directa ou indirecta ao actual Presidente da Câmara de Castelo Branco, nem poderia fazer. Por norma e formação não sou bajulador e sou extremamente crítico para com os meus amigos.

O Fundamentalismo está do lado daqueles que fecham os olhos para a actividade sos seus apaziguados e "desancam" nos opositores. Não é o meu caso, nunca foi e espero que nunca seja...

Conhecimento bastante bem o País e sou um consumidor cultural e garanto-lhe que a norma, felizmente, que tenho encontrado é a de vedar, proteger, impedir o acesso directo a Castros. Com mais um esforço, isso poderia também ter sido feito neste caso. Há meios e mecanismos, não muito onerosos, que permitem diminuir em muito a delapidação do património. Mas, vou vitar proximamente a Rota dos Castros e seria para mim um prazer acrescido constatar a correcção de Rota, da Rota dos Castros.